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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Capítulo 39

-Como passou o dia? –Zac perguntou depois de depositar um beijo leve nos lábios de Vanessa.

-Péssima. Chace não parou de me ligar e como se não bastasse ainda me mandou mensagem dizendo que me amava.
-E você?
-Mandei ele pro inferno! Me deu uma vontade de terminar tudo por mensagem, mas me controlei.
-Não se estresse, baby. Tudo vai se resolver. –Z falou lhe entregando uma taça com vinho.
-Espero. Fui no escritório do meu advogado e descobri que ele precisou fazer uma viagem de ultima hora. Com certeza tem o dedo do Chace nessa história. Patrick é tão medroso; age como se Chace fosse um tipo de deus.
-Quer que eu fale com o meu advogado pra você?
-Não precisa. Falei com a Monique e ela me passou o contato do responsável pelos trâmites da Destiny.
-Jerry é um ótimo advogado.
-Eu também achei. Nos encontramos antes de eu vim pra cá. Ele me pareceu confiante e confiável, o que é muito importante. Duvido que aceite suborno.
-Que bom.
-Ah me desculpe. Não parei de falar desde que cheguei. Perdão.
-Tudo bem, nós combinamos que seríamos sinceros um com o outro não foi?
-Sim, mas eu extrapolei. Me avise quando devo parar, ok? –Pediu lhe roubando um selinho. –Me diga como foi o seu dia. Conseguiu dormir? Como foi na casa do Alex?
-Meu dia foi bom, tirei um cochilo e foi bem lá também. Na verdade eu saí logo depois de você. Precisava arrumar a casa.
-Hum, bom trabalho. –Elogiou observando o lugar.
-Muito obrigado.
-E esse cheirinho?
-Minha especialidade: lasanha de microondas.
-Estou com água na boca.
-Acabei de colocar para cozinhar, então vamos precisar esperar.
-Tudo bem, chef Efron. O que você quer fazer nesse tempo?
-Não sei, talvez trocar alguns beijos.
-Hum, adorei a ideia. –Disse se aproximando. Namoraram por alguns minutos até o microondas apitar.
-O jantar está pronto.
-Ah. –Ela dramatizou.
-Nem comece ou eu tiro o vinho de você.
-Assim você me assusta. O que foi que eu fiz na praia?
-Me seduziu.
-Ah, seduzi foi?
-Uhum.
-E você nem gostou não é?
-A carne é fraca.
-Fraca, sei. –O beijou novamente.
-Vamos antes que esfrie.

Zac a guiou até a cozinha e logo serviu o prato principal com mais uma taça de vinho.

-Acho que você quer me embriagar.
-Isso é uma calúnia. –Ele disse sorrindo.
-Gostou da Vanessa que seduz não é?
-Todas as suas facetas me seduzem, baby.
-Boa resposta.
-Já garanti minha noite?
-Você está me saindo um garoto muito saidinho, Efron.
-E você não gosta desse meu lado?
-Adoro todas as suas versões, baby.
-Acho bom. –Disse fazendo ela sorrir antes de da uma garfada. –E então?
-Delicioso.
-Te falei que era o melhor.
-Agora sim você ganhou a noite.
-Sempre conquistável pela barriga, não é?
-Obviamente. –Sorriu.

[...]

-Eu não fiz isso.
-Fez sim, senhora.
-Por favor, não conte a ninguém.
-Não se preocupe, não vou fazer isso, mas o golpe das preliminares aquáticas foi o melhor.
-Meu Deus, perdão.
-Agora você quer saber de Deus.
-Para.
-Vai passar a tomar mais cuidado com o álcool, certo?
-Com certeza. Eu sabia que ficava mais liberal quando bebia além da conta, mas isso? Estou chocada.
-Eu também fiquei.
-Mas aproveitou pra me levar pro barco, não foi?
-Você também quis.
-Eu sei, mas mesmo assim.
-Vanessa, sem arrependimentos.
-Eu não me arrependo, só estou surpresa.
-E nós repetimos.
-Eu lembro disso.
-Ah, disso você lembra?!
-Eu lembro quando fizemos amor, mas o sexo selvagem... Jurava que era coisa da minha imaginação.
-Bom saber que você imagina esse tipo de coisa.
-Você me entendeu.
-Entendi mesmo, sua safada.
-Para. –Disse gargalhando. –Estou adorando esse momento, sabia? –V disse se aconchegando mais a ele.
-Eu também. A Stella ficou com quem?
-Deixei ela na Ashley.
-Aproveitando enquanto pode, não é?
-Lógico. Logo ela vai está com um namorado novo e eu que vou ficar com a Maui.
-Ela adora aquela cachorra.
-Eu sei. –Disse o beijando. Era um beijo calmo e suave, típico dele.
-Você quer ir agora?
-Não, quero ficar com você.
-Você pode ficar, mas sabe as regras.
-Nada de sexo.
-Exatamente.
-Mas amor não é sexo.
-Vanessa!
-Só estou brincado com você. –Disse rindo. –Não foi assim que eu fiz na praia?
-E conseguiu o que queria.
-Não se preocupe, não estou com forças pra nada. Só quero seus beijos.
-Que bom, por que só posso te dar isso. Estou exausto. –Disse lhe dando um beijo na testa. –Quer ligar pra Stella?
-Não, ela já deve está dormindo.
-Então vamos lá pra cima.
-Me carrega.
-Sempre princesa.
-Sempre.

[...]

-Seus pais sabem? –Ele perguntou fazendo carinho no cabelo dela.
-Não, nem desconfiam.
-Você vai contar?
-Você quer que eu conte?
-Na verdade, não. Seu pai me adora, mas com certeza vai querer me passar um sermão por ser o amante.
-Primeiro: te adorava. Quando você me largou, todos se viraram contra você. Segundo: é mais fácil eu levar uma bronca. "Não te criei pra isso, Vanessa. Não tenho mais idade para me preocupar com essas coisas." E minha mãe então? "Minha filha, essa vida de Hollywood te transformou em piranha".
-Dona Gina é um amor, não consigo imaginar ela te xingando.
-Quando se trata desse assunto, ela é capaz de tudo. Ela não gosta do Chace, mas o respeita. É capaz até de me bater.
-É melhor você não falar mesmo.
-Também acho. Já conversei com a Stella e vou deixar claro que meu casamento está passando por uma crise, mas sem entrar em detalhes. Não quero preocupar nenhum dos dois, sem contar que iam tentar me juntar com ele. "Casamento é pra vida toda" é o lema da família.
-Sem contar que ele já tirou muito leite dessa vaca, então, sem devoluções.
-Exatamente. Por mais que eu queira, eles não vão aceitar. "Casou escondido por que quis, agora aguente."
-Se bem que eles tem razão.
-Mas não foi escondido. Eu avisei. Dois dias antes, mas avisei.
-Muita diferença, não é?
-Eles podiam ter me proibido de viajar, mas não. Me mandaram ir e aproveitar bem as oportunidades que a vida me daria.
-Não acho que isso incluía casamento.
-Calado. –Riu. –Minha mãe se desesperou. "Como assim, Vanessa? Você nem conhece o cara." E eu "Mamãe, ele pediu pro papai e ele deixou." "Mas seu pai achou que você ia negar.". Foi cômico.
-Coitada.
-Eu estava muito confusa. Foi loucura, eu sei, mas aconteceu.
-O que seria de nós se pudéssemos mudar o passado?
-Nem quero pensar nisso. Acho que nunca teria saído de Salinas.
-Obrigada pela parte que me toca.
-Você entendeu. –O beijou. –Boa noite.
-Boa noite. Não se esqueça: o primeiro que acordar faz o café da manhã.
-E lava a louça.

[...]

-Senhor Crawford, o seu pai está na linha dois.
-Mande ele para o inferno!
-Eu normalmente não insistiria, mas por favor, atenda. Ele me pareceu preocupado.
-Nada que vem dele me interessa.
-Eu sei, senhor, mas me pareceu importante. Ele foi bastante insistente.
-Tudo bem, eu vou atender, mas só por que você está me pedindo. –Chace disse e Victoria não pode deixar de sorrir.
-A sala de reunião estará pronta em cinco minutos. –Ela avisou abrindo a porta.
-Certo. Ei, eu quero que você fique. Se eu vou atender por você, o mínimo que você poderia fazer era ficar.
-Tudo bem, mas coloque no viva-voz.  Se eu vou ficar, o mínimo que você poderia fazer era me deixar ouvir.
-Ok. –Ele concordou enquanto apertava um botão do telefone. –Crawford.
-Estou tentando falar com você desde cedo. –Eles ouviram Chris reclamar. –Porquê não atendeu as minhas ligações?
-Por que eu não quis. O que você quer? Alguém morreu por acaso?
-Não, mas está quase. A sua avó...
-O que aconteceu com ela? –Chace se preocupou. Não queria perder a única pessoa que considerava honesta naquela família.
-Ela não está bem. Sua tia Mandy disse que ela vem sentindo dores no peito há algumas semanas, mas que não queria que ninguém soubesse. Ontem a dor foi mais forte e ela desmaiou.
-Ela já foi examinada?
-Você conhece a sua avó, ela não confia em médicos. Te liguei para tentar convence-la a se consultar já que você é o preferido dela. Um médico de Tóquio já está a caminho. É distante, mas você sabe que lá está uma das melhores faculdades de medicina do mundo.
-Eu sei. –Ele disse olhando para a secretária. –Eu vou vê o que posso fazer. Separem um quarto da casa para mim também. Estarei aí o mais tardar no fim de semana.
-Certo. Sua esposa vem também?
-Provavelmente não. Ela está ocupada com o trabalho e também planeja visitar a família.
-Ah, então vocês estão separados!
-Não. Ligue no meu celular pessoal para me manter informado; eu vou atender suas ligações, mas nada de abusar da sorte como está fazendo agora. Preciso desligar, tenho uma reunião.
-Tudo bem. Eu vou mantê-lo a par de tudo, não se preocupe. E filho, não deixe que aquela ninfeta roube seu dinheiro.
-Vai pro inferno! –Chace disse antes de desligar. –É por isso que eu não queria atender. –Ele disse olhando para Victoria que estava séria. –O que foi? Não fiz nada de errado.
-E nem vai fazer. Você acha mesmo que tem condições de viajar doze horas seguidas? Você aguentaria no máximo ir até a Itália, isso com sorte, mas conhecendo bem o seu organismo eu diria que na Jordânia você precisaria de aparelhos.
-Sinto muito, mas eu preciso ir para os Estados Unidos.
-E eu preciso de um namorado. –Disse. –Que tal se nós dois escrevêssemos para o papai noel? Talvez ele faça isso.
-Não seja ridícula.
-Chace, eu entendo sua preocupação com a sua avó, mas eu não vou deixá-lo fazer isso. O senhor não consegue subir uma escada com mais de quinze degraus sem sentir falta de ar, imagine conseguir viajar horas e horas seguidas entre climas e níveis de oxigênio diferentes. Não vai acontecer!
-Ela pode morrer.
-Como o senhor também. Estou falando sério. Ligue para ela e a convença pelo telefone por que pessoalmente não vai acontecer. –Ela afirmou novamente. –Não enquanto a sua imunidade não se elevar.
-E quando isso vai acontecer?
-Se continuar a fazer tudo certo eu diria que no mínimo em três meses.
-É demais, Victoria.
-Eu sei, mas não me culpe. Se tivesse se cuidado desde o início...
-Não comece com isso. Já estou farto desse discurso. –Ele disse cansado.
-Tudo bem. Mas o senhor não deveria ter vindo pra cá antes da hora. Os exames não apontavam melhoras e mesmo assim você se arriscou.
-Era um bom negócio.
-Pois então aproveite o dinheiro extra e compre uma saúde nova e uma outra esposa. Ah, espere, o senhor não pode fazer isso.
-Você está me criticando pela minha vinda sem aviso prévio ou por ter deixado Vanessa?
-Pelos dois.
-Porquê? Minha vida conjugal não interessa a ninguém.
-Não me interessa mesmo, pode acreditar, mas me afeta. O senhor é insuportável sem ela.
-Estou preocupado. Ela está me evitando de todas as maneiras possíveis e o ex dela ainda está lá. Ele ainda sente algo por ela e é arriscado demais.
-Arriscado foi a sua viagem de ultima hora, tanto para seu casamento quanto a sua saúde e não me olhe assim; o senhor sabe que eu falo a verdade.
-Preferia que não falasse.
-Bem, você não vai e ponto. Não pode se arriscar mais. Sua avó pode ser convencida pelo telefone.
-E a Vanessa?
-Vocês não conversaram por mensagem?
-Sim, e ela pediu um tempo.
-Então de um tempo a ela. Todo mundo precisa de um tempo em algum momento. Não é fácil ser abandonada por dinheiro...
-Não foi por isso.
-Então pelo que?
-Ah, não enche, Justice. –Ele resmungou. –Vamos para a reunião?
-Vamos. Depois eu liberarei um espaço na sua agenda para o senhor poder ligar para sua avó e resolver esse problema.
-Você sabe que eu posso comprar uma passagem sem você saber, não é?
-Não se eu bloquear a sua conta primeiro.
-Você não se atreveria.
-Pague pra vê.

[...]

-Não! –Ele berrou despertando de seu sonho. Pesadelo na verdade. Ouviu passadas e logo a porta do quarto foi aberta.
-O que houve?
-Nada, só um sonho ruim. Volte a dormir senhor Magan.
-Você está se sentindo bem, rapaz? Está pálido. –A indiana disse preocupada.
-Estou bem, senhora Kalika, desculpe o incomodo. Espero não ter acordado Uma.
-Vou descobri em instantes. Qualquer coisa nos avise. –A senhora disse fechando a porta do quarto novamente e Chace suspirou. Estava completamente suado e com a visão fora de foco. Não queria ligar para Victoria pois sabia o que tinha: queda de pressão devido ao pesadelo. Passaram minutos, talvez horas, e o mal estar continuava. Pegou o celular e acionou a discagem rápida. Ela atendeu no terceiro toque.
-Sim, senhor Crawford, aconteceu alguma coisa?
-Eu tive um pesadelo.
-Quer conversar sobre isso?
-Não, eu só preciso me distrair. Estou com a pressão baixa e as imagens não saem da minha cabeça.
-Já tomou seus medicamentos?
-Há muito tempo atrás. Isso não tem nada a ver com a minha saúde, Victoria. É a Vanessa, ela tem outro. Nos meus sonhos ela está me traindo.
-Com o ex?
-Eu não sei, não consegui vê o rosto dele.
-Onde eles estavam? Como se vestiam?
-Estavam no Craft no aniversário de Vanessa. Era muito real. E por mais que eu tentasse intervir, era impossível. Eu era apenas parte da platéia.
-Isso me parece medo, senhor. Conversamos hoje sobre sua esposa e como é difícil o abandono tão repentino e tenho certeza de que isso ficou martelando na sua mente até a hora de dormir. A ideia de que o senhor não tem controle sobre o que aconteceu assim que você saiu da festa lhe assusta. Particularmente, não acho que a sua esposa seria capaz.
-Você só falou com ela uma vez.
-Mas eu não falo por ela, falo pelo senhor. Tenho certeza de que ela tem bom gosto e bom senso.
-Eu sei que ela não seria capaz em seu juízo perfeito, mas com certeza ela se embriagou e ela estava tão irritada comigo.
-O senhor está se preocupando atoa. Ela é uma boa moça. Vocês vão se resolver.
-Então porquê ela pediu um tempo?
-Por que ela quer isso, precisa disso. A relação de vocês está desgastada pelo que pude perceber. Essa distância é boa para ajudar a manter os pensamentos em ordem.
-Mas ela poderia pelo menos falar comigo de vez em quando. Já estamos distante fisicamente...
-E isso não é suficiente, não para um coração ferido.
-Eu sinto falta dela.
-E ela deve sentir a sua. Não se preocupe, logo você estará na América de novo.
-Daqui a três meses. Isso não é logo. Muita coisa pode mudar... E se ela conhecer alguém?
-Chace, pare de pensar essas coisas. Pensamentos ruins só atraem negatividade. Sua esposa está indo passar um tempo com a família dela então não há motivos para se preocupar.
-Mas a irmã dela está com ela e se você não se lembra, ela me odeia e gosta do Efron. Com certeza deve está apoiando uma possível volta entre eles.
-Isso não está ao seu alcance. –Victoria resmungou. –Pare de se preocupar, isso só acelera o seu coração que consequentemente afeta...
-O meu cérebro, eu sei. Eu não me importo.
-Pois deveria.
-Não estou com paciência para discussões, quero que você me distraia.
-Porquê o senhor não toma um dos calmantes que lhe dei para dormir?
-Não quero depender de remédios, muito menos de tarja preta.
-Uma vez não faz mal.
-Eu não quero.
-Para que aceitou então?
-Pra você calar a boca. Eu não tomo nem metade das coisas que você me da.
-É por isso que não tem melhorado quase nada. Seus remédios precisam ser ingeridos diariamente.
-E eu tomo eles... Quando sinto dor.
-Era melhor nem tomar, então. Você brinca com seu organismo desse jeito. –Ele ouviu ela respirar fundo. –Já tomou hoje?
-Alguns.
-Vamos fazer um trato: você toma todos seus remédios diariamente nas horas exatas e faz três refeições completas por um mês e dependendo da sua melhora eu deixo você voltar para os Estados Unidos.
-Eu toparia se não tivesse o "dependendo".
-Mas é necessário. O senhor tem que está em condições.
-Mas você disse que só melhoraria em três meses.
-Com sorte. Normalmente são seis.
-Nada feito. Que tal todos os dias a metade dos medicamentos na hora certa com o apenas duas refeições por um mês mais a garantia de que vou tomar os medicamentos lá?
-Quem me garante que o senhor cumprirá a palavra?
-Só confie em mim.
-É o mesmo que pedir para uma criança segurar um doce e não comer. Nada feito.
-Quem sai perdendo é você. Vou para os Estados Unidos você goste ou não.
-O senhor quer mesmo que eu bloqueie a sua conta?
-Posso comprar uma passagem no nome da empresa.
-Eu saberia.
-Não se eu viajasse no jato da empresa até a Europa e lá retirasse dinheiro da minha conta conjunta com a Vanessa. Essa você não pode bloquear.
-Mas posso impedir que seu jato saia do aeroporto indiano. Tenho meus contatos, o senhor sabe. Eu não vou deixar o senhor se matar. Minha ultima oferta: um mês e meio se alimentando três vezes por dia tomando todos os medicamentos no horário correto e eu deixaria o senhor embarcar com a esperança de que tomasse os remédios lá.
-Tem um "mas" aí, não tem? Você está liberando muito facilmente.
-Não é grande coisa.
-Então diga.
-Que o senhor venha morar comigo durante esse período. Só assim eu vou saber que tomou os medicamentos.
-Você está maluca? Se eu sair daqui dizendo que estou indo morar com outra mulher eu sou expulso e aí sim a Vanessa arranja outro.
-É só não dizer.
-O Magan é meu sócio, ele vai saber que eu me mudei. Não posso fazer isso. É o mesmo que abandonar a casa e depois pedir pra voltar. Eles não vão aceitar.
-Então subimos o prazo para dois meses com a viagem garantida se o senhor tiver uma melhora superior a 50%.
-Você está me manipulando, não é? Sabia que eu não iria.
-Mas que calunia! Eu não seria capaz de pensar uma coisa dessas. –Victoria exclamou. –Então, o que me diz?
-Amanhã eu lhe dou a reposta.
-Muito bem. Boa noite, senhor Crawford.
-Boa noite, Victoria. –Ele desligou.

Chace sorriu. Victoria era boa em fazer acordos. Ela era boa em tudo o que fazia, na verdade. Até cozinhar ela cozinhava. Ela estava mostrando ser a esposa que sua mãe sempre disse que ele deveria ter e ele estava mais do que empenhado de impedir que elas se conhecessem. Dana com certeza ia começar a inferniza-lo até ele fazer a troca, o que não ia acontecer.

Ah, Vanessa. O que ela estaria fazendo? Será que pensava nele? Como sentia falta da esposa; arrependimento também. Ele não tinha voltado pelo dinheiro, mas ninguém acreditava. Chace tinha aberto os exames e sabia que precisava sair de perto da esposa antes de outra recaída. As dores estavam cada vez mais frequentes e ele poderia até desmaiar, consequentemente indo para um hospital e o médico logo falaria. Como ele queria voltar, mas tinha que esperar. Por mais que brigasse com a médica "barra" secretaria, ele sabia que ela estava certa.

Ele ia aceitar o acordo de dois meses e como garantia, decidiu comprar uma passagem. Estava quase se levantando para pegar o notebook quando seu celular apitou. Era uma mensagem automática do banco avisando que a sua conta estava temporariamente bloqueada. E ela tinha cumprido a ameaça.

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Hey girls. Como vão? Como expliquei em Bring The Pain, eu tinha o capítulo pronto há tempos, mas não lembrava de postar. Culpem a leitura. Perdoem minha falha. Só tem um comentário, mas estou em falta com vocês. Eu quero terminar logo essa fic para começar outra que eu tenho em mente me baseando no que eu li há algum tempo atrás. Bem, espero mais comentários dessa vez. Julie, não se preocupe antes da hora haha.
Enjoy Xx

3 comentários:

  1. tenho pena do Chace,espero mesmo que ele fique bem
    mas que continue longe e encontre outra mulher
    a Vanessa está muito bem com o Zac
    amei o capítulo ♥♥♥
    posta mais,kisses

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  2. Caramba
    Coitado do chace
    Tipo,ele é bom,um bom marido e tal,mas ele n é feito p vanessa e ela n é feita p ele kkkkkk
    Como ele pensou ai,victoria seria uma esposa perfeita
    E só assim eles poderiam se divorciar logo e vanessa ficar livre e ficar c o zac logo
    Eu n quero q essa fic acabe ;-;

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