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sábado, 28 de novembro de 2015

Capítulo 2 - Segunda temporada

-Eu não entendo porquê as mulheres desejam tanto isso, de verdade. –V resmungou acariciando a barriga. –É um masoquismo sem tamanho.
-Sem tamanho é a sua língua, garota. Quer ser linchada aqui? –Olhou ao redor e sorriu falsa para um casal que encarava Vanessa. –Hormônios, sabem como é.
-Eu não aguento mais isso. –V choramingou vendo Chace vindo em sua direção. –Eu vou do lado dele.
-Mas foi você quem pediu pra eu ficar do seu lado.
-Mudei de ideia, Victoria. –Bufou.
-O que você pretende fazer?
-Nada. –Deu de ombros.
-Vanessa...
-Não é nada, que coisa.
-Olha lá, hein? Ele está péssimo pelo jantar de vocês. Você foi muito cruel com ele e...
-Você é psicóloga também?
-Insuportável. –Victoria resmungou e viu Chace do seu lado. –Não me olhe assim, ela está terrível ultimamente.
-É, eu sei, mas ainda é a minha esposa. –Ele disse passando um braço pelos ombros morenos.
-Se engulam, então. –Cruzou os braços. –Não entendo! Ficam de melação e contra mim, mas não sabem brigar sem gritar meu nome depois.
-Ok, chega de conversa afiada. –V revirou os olhos. –Já chamaram o nosso voo, amor.
-Eu ouvi. Vamos então?
-Não. –Choramingou e Chace negou com a cabeça. –Odeio conexões.
-Pelo menos a gente pode descer do avião e lanchar. –Ele disse a abraçando. –Não é sempre que isso acontece.
-Vou chegar um caco no Texas.
-Temos dois dias para nos recuperarmos antes do almoço em família. –Desdenhou. –Só quero vê a cara do meu pai quando vê sua barriga. Não tem como você usar algo que aumente o tamanho?
-Eu vou ver o que posso fazer.
-Ok. –Abriu um pequeno sorriso e a ajudou a subir as escadas. –Qualquer coisa é só me chamar. –Avisou depois que ela se acomodou na poltrona.
-Você vai ficar comigo. –O puxou.
-Vou?!
-Vai, já falei com a Victoria.
-Ahn, ok. –Viu Victoria no lugar que antes era dele e sentou ao lado de Vanessa. –Se sente mal?
-Eu só quero a sua companhia, Chace. –Disse pegando a mão dele e trazendo para a barriga. –Ele sentiu sua falta da Índia até aqui.
-Ah, claro. Ele.
-E eu também. –O olhou. –Eu te amo, poxa. Só te odeio as vezes, mas sempre foi assim.
-Não com agressões.
-Sou uma nojenta sem coração.
-Isso é desculpa esfarrapada!
-E que culpa tenho eu se não sei o que está acontecendo comigo? Até tento, mas não consigo controlar isso. É mais complicado do que parece se sentir inchada, gorda, feia e pesada. Vocês acham lindo, mas só eu sei como me sinto com tudo isso. –Suspirou. –É confuso e estressante demais. Não quero passar por isso novamente.
-Filho único? Sério?! Isso é horrível, Vanessa.
-Não podemos adotar um cachorro?
-Um cão não é um irmão. Eu tive irmã, mas era como se ela não existisse. Sempre fui sozinho e sei como é isso. Não quero o meu filho passando por isso, ainda mais se for menina.
-Que bom que você tocou no assunto. –Sorriu levemente. –Eu pensei em fazer uma surpresa, mas não consigo segurar. Eu vou fazer uma ultrassom em Salinas.
-Sério?
-Sim. –Riu com a animação dele. –Minha mãe vai me obrigar de qualquer maneira, mas confesso que estou curiosa.
-E não acha mais que é menino?
-Chace, eu sei que é um menino. –Revirou os olhos. –Não pergunte como, eu só sei que sei.
-Vamos precisar comprar as coisas pra ela, então.
-Ele! Só porque eu quero ultrassom, não significa que não é menino.
-Posso sonhar, não posso?
-Com o filho de outro. Meu menino é menino e fim de papo.
-E se for uma menininha?
-É menino, criatura. –Riu. –Vou fazer questão de esfregar sua cara na tela.
-Vou poder ir?
-Se quiser, sim. Ainda tenho que vê com a Victoria se ela arranja vaga com essas amizades dela.
-Eu dou um jeito.
-Nada de esbanjar, ouviu? Ainda temos que comprar as coisas pra ele, e mesmo assim não precisa de muito, até por que criança vai crescer.
-Mesmo assim; minha filha vai ter de tudo.
-Filho!
-É menina até que se prove o contrário. –V revirou os olhos e se aconchegou nele. –Amor?
-Hm?
-Nada não, esquece.
-Fala.
-Não, é bobagem.
-Você quer saber se eu ainda vou tornar sua vida um inferno, né? –Ele ficou calado e ela soube que era um sim; o conhecia muito bem. –Isso depende de você.
-Fazendo o que?
-Vamos transar. Se eu gostar, não faço nada, agora se doer...
-Mas a Victoria disse que é perigoso, Vanessa. A bolsa pode estourar durante um orgasmo e...
-Eu sei o que eu estou fazendo. Se preocupe com me agradar. –Fechou os olhos e se entregou ao sono.

[...]

-Não precisam de nada? Remédios, exames rápidos, comida, abraço? –Victoria perguntou na porta do quarto deles.
-Estamos bem, você pode ir. –Chace respondeu desfazendo a mala de Vanessa. Não queria que ela precisasse se abaixar para escolher as roupas, então estava passando as coisas dela para o armário do quarto do hotel.
-Eu preciso de uma coisa. –V disse deitada na cama.
-Diga.
-Preciso que você marque uma consulta num obstetra de Salinas na quarta-feira que vem. Vou ver o sexo do bebê com a minha mãe.
-Sério? Finalmente você me ouviu. –Sorriu. –Então é melhor procurar lojas infantis para irmos depois, não é?
-Não. Compras só em L.A. por que já bastam as minhas roupas, se bem que não entendo porque o Chace quis trazer meus saris.
-Podemos precisar. –Ele respondeu.
-Quando? No Halloween?
-É uma ocasião, mas me refiro aos jantares da empresa.
-Enfim, marque a consulta na parte da manhã.
-Ok, pode deixar. –Victoria fechou a porta sorrindo.
-Vou tomar um banho. –V avisou se levantando.
-Tudo bem. Quer que eu separe um pijama?
-Não, eu mesma faço isso.

     Escolheu uma calça de moletom cinza, uma blusa de malha branca e se trancou no banheiro. Suspirou enquanto retirava o sari. A barriga estava de bom tamanho para uma gestante de quase oito meses, mas ela ainda achava pequena demais. Lembrava de ter lido em algum lugar que o que faz a barriga ser grande é a quantidade de liquido, por isso, não se importava muito. Bufou. Sua cabeça estava confusa. Hora queria o bebê, hora queria morrer. Precisava do apoio de alguém que não fosse o marido, Victoria e Ashley. Tinha perdido contato com Nina e Alex a xingava sempre que possível. Os outros ainda não sabiam da gravidez e ela não sabia como contaria.
     Depois da ducha quente, Vanessa se enxugou e encarou a roupa que tinha separado pra dormir. O tamanho real da barriga ficaria mais do que óbvio e Chace com certeza se assustaria com o isso. Porquê raios tinha escondido a barriga mesmo? Nem ela mesmo sabia, ou melhor, não queria admitir. Fora tola e quis privar Chace de todo o contato possível com o bebê, o que foi em vão já que a criança parecia gostar mais dele do que dela –e olhe que nem tinha nascido ainda.
     V vestiu o pijama enquanto bocejava. Estava exausta, mas ainda assim iria provocar o marido. Ela sentia falta da intimidade que eles tinham antes de tudo sair do lugar, porém não conseguia perdoá-lo pelo que ele lhe feito e usava a desculpa da gestação para culpá-lo e despejar sua ira. Já estava decidido: daria uma outra chance para o companheiro e somente uma. Se ele não fizesse ela se sentir bem e esquecer nem que fosse por um minuto sequer os problemas como fazia antes, ela se voltaria de vez contra ele, mas não pediria o divórcio. Iria atormentá-lo por longos três anos e depois se separaria. Quando pedisse para ficar com a criança, ela falaria a verdade e esse seria seu golpe final.

-Chace? –Ela chamou colocando a cabeça para fora do quarto.
-Oi, o que foi?
-Nada, só queria saber se você estava aqui.
-E para onde mais eu iria?
-Você me entendeu. –Respirou fundo e saiu de trás da porta. Chace arregalou os olhos e se levantou num pulo.
-Desde quando a sua barriga está deste tamanho, Vanessa Crawford? –Xiii, reação errada.
-E-eu não sei.
-Como não sabe? –Estreitou os olhos. –Você estava apertando a sua barriga?
-Não propositalmente.
-Não minta! Não são todos os saris que são apertados, e além disso, existem vestidos de grávidas.
-Eu sei, mas eles sim me apertavam.
-Até parece. –Se aproximou dela. –Porquê você fez isso com o nosso filho?
-Fiz o que, homem? Até parece que o espremi por meses.
-E não foi?
-Não, não foi. A minha barriga só veio ficar assim no mês passado e eu não queria comprar roupas de grávida por que não vou usá-las depois, então, é desperdício.
-Vanessa, tenha dó. Se fosse assim, você andaria só de fralda quando criança por que iria crescer.
-Eu só quis economizar.
-Você tem que entender que o dinheiro que eu ganho é pra ser gasto com você, e principalmente, com o nosso filho. Se não queria comprar roupas, então que usasse top's e leggins já que não saía de casa mesmo.
-E ser expulsa por não estar adequada?
-Só moramos lá por que eu não queria te deixar sozinha, mas se te destratassem, nós nos mudaríamos.
-Claro, porque tudo é muito simples pra você. –Ironizou.
-As coisas são naturalmente simples; você é quem complica. –Bufou. –Era por isso que você escondia a barriga, não era?
-Não, querido marido. A Dona Kalika me falou que não era adequado mostrar a barriga para ninguém além do esposo, e eu nem queria que você visse mesmo.
-Vanessa, seja sincera: você tem vergonha do nosso filho? Tem vergonha de estar grávida?
-Eu não sou esse monstro que você e a Victoria idealizam. Ele está aqui dentro de mim e é claro que eu tenho sentimentos por ele, mas isso não muda o fato de que essa gravidez não foi planejada. Só falamos de filhos uma vez e eu, obviamente, não pretendia engravidar tão cedo, muito menos naquelas circunstancias. Não, eu não sou uma mãe babona que fica falando do bebê o tempo inteiro, fica alisando a barriga e planejando mil coisas para fazerem juntos, porém me preocupo com ele, cuido da minha alimentação por ele, larguei o futuro que eu estava construindo por ele. É meu filho, uma parte de mim e eu quero o seu bem, mas não vou me apegar. Já sofri demais por crianças mesmo sem nem conhecê-las e sei que existe uma grande probabilidade dele nascer morto, morrer no parto, morrer depois de dias e coisas do tipo. Não vou me apegar a ele por que eu não consigo, e eu acho que nunca vou conseguir por que eu não queria e não quero esse filho. Desculpa, mas eu não nasci para ser mãe.
-Já pensou que isso tudo pode mudar assim que vê-lo? Quando você pegar ele no colo pela primeira vez e amamentá-lo...
-Nada é impossível, mas eu não sei se vou querer fazer essas coisas.
-Vanessa, você é a mãe e ele vai precisar de você. –Suspirou. –Você já está planejando a depressão pós-parto antes mesmo dele nascer.
-Eu só preciso de um tempo pra mim, entende? As poucas pessoas que ainda mantenho contato são as mesmas que sabem da gravidez, e adivinha? Não perguntam sobre mim! Faz tempo que ninguém pergunta como eu estou, como foi o meu dia ou simplesmente a minha opinião sobre o clima. É sempre como ele vai, se ele se mexeu, se ele isso ou aquilo. Sempre ele na frente, como se eu não importasse mais pra nada além de carregá-lo na barriga.
-Você está sendo radical. Já te vi conversando normalmente com a sua mãe várias vezes.
-Mas ela não sabe da gravidez, e além do mais, só me pergunta de você, como vai a nossa relação, se estamos de bem, mas nada sobre mim.
-Amor, você sempre foi fechada e seus pais sempre respeitaram isso. Mesmo quando você pediu pra viajar com um estranho e depois só avisou que ia casar com ele. Eu sei que eles se espantaram e falaram que nem nos conhecíamos, como também sei que eles não tentaram te forçar a mudar de ideia ou questionaram seus motivos. Eles podiam te obrigar a voltar pra casa, me denunciar por sequestro e exigir a verdade: se você estava comigo pra esquecer o Efron. Eu sei de tudo isso. Eles, assim como os seus amigos, te amam e você sabe. Até eu sei que a Ashley só pergunta do bebê pra fazer você se interessar no assunto, e digo o mesmo da Victoria. O Alex é do mesmo jeito mesmo me odiando.
-Ele tem seus motivos.
-E eu queria muito saber quais são. Eu sei que fui um babaca e te deixei sem explicar nada, mas não acho que é motivo para tanto ódio. Ele me odeia e muito, não adianta negar.
-Sim, mas o assunto não é esse. Por mais que todos queiram me fazer mudar de ideia, não vou voltar atrás. Eu preciso desse tempo só pra mim de qualquer maneira; preciso me focar na minha vida e no meu futuro.
-Você sabe que tem o meu apoio pra quase tudo. –Passou os dedos delicadamente pela face dela. –Eu amo você e só quero te vê feliz, e nós dois sabemos que no fundo, você também sabe que nosso filho não tem culpa de nada.
-Eu nunca disse que a culpa era dele; eu só não quero tê-lo.
-Não vale a pena conversar com você.
-Se você acha... –Deu de ombros e se deitou. –Pro caso de você voltar do banho e eu já estiver dormindo, um boa noite antecipado. –Se cobriu.
-Boa noite. –Desejou e Vanessa notou o tom forçado. “Não vai ser nessa noite, querido.” ela pensou se acomodando.

     Quando Chace retornou para o quarto, viu que a esposa já estava dormindo. Ela não tivera nenhum desejo estranho nos meses que se passaram, mas em compensação, dormia com uma facilidade assustadora. Analisou a barriga coberta pela malha fina da camiseta e suspirou. Ele entendia que a esposa estava confusa e desgostosa com a situação não planejada, mas tentar privá-lo dos seus direitos? Queria ter a vida que seus colegas pais tinham: chegar em casa do trabalho e após tomar banho, conversar com a esposa sobre o filho, e depois do jantar, brincarem com ele ainda dentro da barriga enquanto planejavam um futuro. Parecia um clichê de novela da tarde com o mocinho e a mocinha, mas era isso que ele queria. A Vanessa sempre pareceu a mocinha da novela pra ele, mas agora, estava pior do que a vilã.
     Deitou-se ao lado dela e observou a forma que os cabelos longos e negros, que ele tanto amava, se espalhava pelo lençol. Lembrou-se da primeira vez que a viu naquele parque perto da faculdade, de como ela foi atenciosa e ao mesmo tempo recatada enquanto explicava que só estava por ali por que esperava uma pessoa, e que não queria derrubar a pasta dele enquanto o ajudava com os papéis.

##########Flashback##########

-Moço, me desculpa, sério. –A morena de cabelos compridos pedia mais uma vez enquanto tentava organizar os papéis na ordem inumerada no rodapé. –Eu não sei porque isso aconteceu, de verdade, nunca fui atrapalhada. Só na dança, mas isso no início e eu já melhorei. –Riu nervosa. –Você não quer saber, eu sei, me desculpa. Eu só estou esperando uma pessoa, me desculpa, eu sei que não deveria estar aqui. É propriedade particular da faculdade, né?
-Sim. –Chace disse curioso. Ela era uma das garotas mais belas que ele já tinha visto desde que chegara em Los Angeles. “Nova demais, também” a consciência dele acusou o fazendo fechar a cara. –Por enquanto, na verdade. É um absurdo a universidade querer ser dona de algo que está fora de seus muros. Já deram entrada no processo de anulação e só nos resta esperar.
-Você está falando daquele abaixo assinado? –Riu de novo. –Não vale nem a pena.
-A população tem direitos.
-E deveres também. O parque foi entregue para a faculdade por que o dono prometeu que iria cuidar dele, coisa que era obrigação dos visitantes. Eles fizeram uma baita restauração aqui, e eu entendo o por que de limitarem as visitas depois. A maioria das pessoas só querem vim pra tirar foto, usar como ponto de referência e até mesmo como banheiro canino. Parques foram feitos para as pessoas passearem, se encontrarem e se divertirem enquanto curtem o ar livre, mas devemos dar assistência também. É como se ele fosse o nosso jardim particular, o que ninguém fez. –Se levantou. –É exatamente por isso que eu não assinei aquela lista.
-Você acha justo ser privada de usufruir de um patrimônio, que pela lei, é público?
-Não, mas também não acho certo acusarem o dono de tomar posse de algo que não é dele, sendo que ele foi por vontade própria se oferecer para cuidar do parque.
-Enquanto exigia privatização.
-Não vejo nada de ruim nisso. Agora as pessoas estão cuidando dos outros parques por que sentem medo de serem privadas também.
-Você não é ingenua a ponto de pensar que ele fez isso por que gosta do lugar, certo? Ele só arrumou por que fica na frente da universidade.
-Eu sei, e acho que com isso, os próprios estudantes vão aprender a usá-lo. –Disse olhando ao redor. –Menos aquela loira aguada que sempre joga o copo de suco no meio do pátio tendo uma lixeira bem na porta de entrada. É um ritual diário. Ela desce do carro com a bebida, vai até o meio do caminho e joga no chão o copo ainda pela metade. Depois que o vento espalha o líquido, o copo vai parar lá na fonte e o segurança acusa o primeiro que ele vê de ter feito isso.
-E como você sabe disso?
-Ele já fez isso com muitas pessoas da minha escola, inclusive comigo também. Cabulei aula uma vez só pra observar o que acontecia já que o copo sempre estava lá. –Negou com a cabeça. –Ele jura que é coisa do meu professor que não se dá com o diretor da faculdade. Meu namorado até filmou, mas disseram que era armação. –Revirou os olhos. “Namorado, Chace. Além de ninfeta, tem namorado.
-Acho que o diretor não sabe disso.
-Sabe sim, senhor, mas como a garota é filhinha de papai e namora com o filho de um dos sócios, fica tudo bem.
-Como você sabe disso? –Chace perguntou estupefato.
-Ele mesmo disse isso. “A senhorita Alicia é filha de pessoas influentes e convive com um de nossos sócios mais importantes, por isso, não posso fazer muita coisa por vocês a não ser pedir para evitar andar pelo parque.” –Engrossou a voz, fazendo-o arquear as sobrancelhas. –Traduzindo é: A garota é rica e namora o filho de um dos sócios, por isso, sumam daqui. –Deu de ombros.
-E você ainda acha certo eles privarem o parque?
-Sinceramente? Eu nem ligo. Afeta nas minhas notas, mas eu procuro contornar a situação apelando pra comida. –Sorriu.
-Não entendi.
-Faço curso de fotografia, senhor. O parque tem belas paisagens, e como não podemos usá-lo, todos são obrigados a procurarem os mesmos parques e fotografarem as mesmas coisas de sempre. Eu procuro apelar pra comida, sabe? Sorvetes e doces são meus favoritos, ainda mais se você derruba no chão e as formigas tomam de conta. –Sorriu.
-Ah, sim. Como você...
-Meu namorado chegou. Com licença e desculpa mais uma vez. –A morena desconhecida disse antes de sair correndo e pular nos braços de um jovem que devia ter a mesma idade que ela. “Esqueça-a.”
##########Flashback##########


     Obviamente ele não havia esquecido dela e nem desistido do parque. Estavam ali, quatro anos depois daquele encontro, casados e com um filho a caminho. Ergueu a mão e acariciou aquele rosto que tinha lhe chamado a atenção por sua beleza e inocência, e roçou a ponta dos dedos naquela boca que parecia ter vida própria. Quantas vezes ele não tinha visto ela e o ex trocando carícias no parque depois da re-abertura e quis estar no lugar dele? Quantas vezes ele não chegou atrasado nas aulas por estar conversando com ela enquanto o ex não chegava? Depois de inúmeras investidas falhas, ela havia rompido a amizade com ele por não saber como lidar com essa “paixonite” que ele tinha por ela. Claro, ele havia corrido atrás e o Efron se meteu dizendo que chamaria a polícia caso o assédio continuasse. Foi aí que ele descobriu a doença e então, passou a evitá-la, o que a fez tentar se aproximar dele. Depois veio o outro exame relevando a hemorragia e ele agiu por impulso indo até a casa do ex dela para ameaçá-lo.
     Por incrível que parecesse, Chace não se arrependia de nada daquilo, afinal, tinha conseguido o que queria e até mais. Filhos! Ele queria te-los em grande quantidade, mas para isso, precisava cuidar da saúde. Victoria tinha lhe confessado que foi um golpe de sorte a gravidez ter dado certo já que ele estava lidando com problemas de esterilidade. Ele tinha que impedir isso. Seu filho ou filha não seria único, de jeito nenhum. Nem que precisasse dopá-la para fazer fertilização em vidro, eles teriam sim mais filhos. Algo lhe dizia que Vanessa ia mudar assim que visse seu filho, mas temia como essa mudança iria afetá-lo. Filhos filhos, maridos a parte. Sorriu negando com a cabeça. Ela tinha colocado toda a responsabilidade numa transa, e para piorar, perigosa. Impotente ele não seria, mas temia machucá-la.
     Bocejou sentindo seu corpo amolecer. O resultado da longa viajem estava começando a aparecer e ele levantou para tomar os remédios. Estava quase voltando pra cama quando quando viu o celular da esposa piscar em cima da cômoda. Viu que era uma mensagem de “ZE ” mas Vanessa tinha desativado a possibilidade de ver a mensagem aberta na tela bloqueada e suspirou. Como ela tinha trocado a senha, ele não tinha outra opção a não ser largar o aparelho e voltar a se deitar. O dia seria longo e bastante complicado, tinha certeza.

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Hello its me! Gente, Quanto tempo, nossa. O capítulo estava pronto aqui há meses junto com o terceiro mas aconteceram tantas coisas comigo que não dá pra resumir. Como algumas sabem, eu tive uns probleminhas de saúde e precise me internar por quase um mês. Eu quase morri. Literalmente! Depois tive que correr atrás do prejuízo na faculdade já que perdi as provas. Me internei outras vezes e escapava pra apresentar seminário mesmo sem ter estudado direito já que estava passando mal haha Quem disse que a vida é fácil? Anyway, estou fazendo meu tratamento e estudando para as provas que faltam para entrar de férias e estou aqui me esclarecendo para vocês! Eu senti muitas saudades de postar aqui. Escrevi na minha história com a Margarida, Como o Dia e a Noite, e agora estou aqui dando o ar da graça para falar que a história não está abandonada!!! Vai ter final SIM. Obrigada a quem comentou. Toda vez que eu leio os comentários eu me acabo de rir. VOCÊS SÃO AS MELHORES!!!! 

terça-feira, 19 de maio de 2015

Capítulo 1 - Segunda temporada

-Eu odeio a minha vida. –Vanessa resmungou pela milésima vez. –Eu não aguento mais isso. –Choramingou.
-Você só está com cinco meses, Vanessa, pare de frescura. –Victoria a repreendeu. –A barriga nem está pesando ainda.
-Maldito filho! Porquê comigo, Senhor? Me livra desse cálice, Deus, Maria, Jesus, sei lá. Alguém aí de cima.
-Deixe de drama.
-Drama? Estou sendo espancada de dentro pra fora.
-Ele só está agitado. –Se aproximou e acariciou-lhe a barriga. –Só preciso de um carinho da minha mãe, só isso.
-E eu preciso me livrar dessa fadiga, e olha só? Não consigo.
-Você é tão rude.
-Não sou rude, apenas estou ensinando que nem sempre temos tudo o que queremos.
-Ridícula. –Revirou os olhos. –Você deveria ser mais carinhosa com o seu filho. Chace se magoa desse jeito.
-Problema dele. Eu já deixei claro que não quero a gravidez e ele não apóia o aborto, então...
-Você é tão desnaturada. Também pode morrer, sabia?
-Não me importo! A minha vida é um inferno.
-Passa o dia sem fazer nada e ainda reclama?
-Não é isso, Victoria. Eu me sinto enfadada, cansada, irritada e isso tudo por conta dessa coisa na minha barriga. E ela ainda me chuta!
-Suas emoções também são dela.
-E que culpa eu tenho? Estou detestando cada minuto dessa experiência horrorosa. Que acabe logo, Senhor.
-Você está chegando no sexto mês, então, vai precisar esperar um pouco.
-Você sabe que não é sexto e sim, oitavo.
-Mas como você tem pouco líquido, passa maravilhosamente bem como sexto.
-Que raiva!
-Aprenda a usar melhor o anticoncepcional na próxima vez.
-Nunca mais transo com ninguém.
-E os gemidos de ontem a noite?
-Não aconteceu nada ontem a noite. Só tentamos, mas não consigo.
-Não deveriam nem tentar! Já falei que isso é perigoso.
-Fale isso para o seu chefinho. E de qualquer forma, ele vai ter com o que gastar as energias depois que isso sair de mim.
-Ah, é?
-Claro. Não vou mover um músculo pra cuidar disso.
-Certo, madame. Não acha que já está na hora de por um nome no seu bebê? Melhor ainda: saber o sexo dele! Assim, já compramos o enxoval e tudo mais.
-Nada disso. Se for menina, vou detestar mais ainda.
-E você quer um menino?
-Desde que concordei com isso de filhos eu quis menino, então, é um.
-E se for menina?
-Vira sapatão.
-Nossa. –Riu. –Você é horrível. Não sei como o Chace te aguenta.
-Ele não aguenta. –Sorriu fraca. –Quase não volta mais pra casa e quando chega, só tem olhos pra essa barriga. –Suspirou.
-Você só sabe reclamar dele. Deveria aproveitar pra comandá-lo. Ele está todo bobo com a ideia de ser pai.
-Mas ele não é.
-Pai não é quem faz, é quem cria e da amor.
-Seria mais fácil acreditar nisso se o pai dele fosse um brutamontes e não quisesse filhos. Ele sempre quis, tipo, sempre mesmo. –Negou com a cabeça. –Me sinto péssima quando penso no que estou renegando a ele.
-Sabe o que eu acho? Que é por isso que você não quer se apegar a criança. Sabe que quando o pai descobrir, vai tirá-lo de você.
-E vai mesmo, nem duvide.
-Então aproveite para amar seu filho nesse tempo. Quem sabe assim, isso não os une?
-O Chace só melhora a cada dia, então, impossível.
-O futuro nos prega peças, Vanessa. Quem está bem hoje, amanhã pode não estar mais entre nós. Viva as maravilhas da maternidade.
-Victoria, não é birra. É horrível esse negócio te chutando o tempo todo.
-Se você soubesse quantas mães não sentem os filhos chutando por problemas com os bebês.
-E que culpa tenho eu?
-Pense nos filhos que você perdeu e como você se sentiria se perdesse esse.
-Não comece com esse sentimentalismo. Já disse que não ligo e não quero essa criança.
-Você é uma ridícula!
-E você deveria estar arrumando as malas. Vamos viajar amanhã, não lembra?
-No período da noite, por isso, sem pressa. –Olhou no relógio de pulso. –Chace deve está chegando.
-Duvido. Ele não chega antes das 22h já faz um bom tempo.
-Hoje é diferente.
-O que você aprontou?
-Vanessa, só aproveita, ok? Pensa no seu marido.
-Que não quer mais saber de mim.
-Ele te ama e você sabe.
-Pois ama mais esse pivetinho.
-Por que a mãe dele não o ama e não lhe da carinho! Chace sabe o que é ser rejeitado e por isso está mimando o filho por vocês dois.
-Não interessa.
-Eu não vou discutir isso. Só aproveite o jantar e o seu marido. –Falou saindo do quarto.

     Vanessa bufou e se esticou para pegar o telefone que estava no meio da cama. A barriga poderia não ser tão aparente com as roupas que usava, mas só ela sabia o tamanho que estava e o quanto pesava. Ninguém tinha visto sua barriga nua desde que voltara pra Índia, e ela tinha medo de como seria nos EUA.
     Estava sendo fácil esconder o volume com os saris apertados que usava, mas com certeza iria ser forçada a usar os vestidinhos que Ashley tinha mandado pra ela assim que pisasse em solo americano. Clicou no jogo que Chace tinha baixado e tentou ocupar a cabeça com as tarefas que precisavam ser realizadas. Era um jogo bobo aos olhos de muitos, mas que lhe aterrorizava lá no fundo. Ela era uma babá que precisava cuidar de várias crianças ao longo do dia, ou no caso apenas quinze minutos, e precisava fazer mamadeira, trocar fralda, dar banho, brincar, por pra dormir e o pior: limpar o vomito.

-Animada, mamãe? –Chace perguntou ao lado dela.
-Que susto, homem. –Ele riu e lhe beijou na face. –Chegou faz tempo?
-Não, acabei de entrar. E meu filhote? –Beijou-lhe na barriga e ela sentiu o chute. –Também senti saudade, filho.
-Poxa Chace, ele tinha acabado de parar de chutar.
-Aí Vanessa, deixe de drama. Já já ele para de novo.
-Com você falando com ele? Duvido.
-As vezes acho que você tem ciúme do seu próprio filho. –Ela lhe deu língua. –Que coisa feia, mamãe.
-Ok, pai do ano, qual o milagre de você chegar cedo?
-Vamos jantar fora.
-Hoje?
-Sim, porquê não? É nossa última noite aqui.
-Exatamente.
-Você precisa sair de casa um pouco, amor. Escolhe logo a roupa e se veste por que o jantar está marcado pras 20h e o tempo de atraso é de apenas dez minutos.
-Eu preciso de um banho.
-Você está cheirosa.
-Não interessa.
-Tudo bem. Eu tomo primeiro e depois você. –A beijou na testa e se levantou. –Escolhe uma roupa pra mim, por favor.
-Sim senhor. –Se levantou com dificuldades e montou um look para o esposo. Para si mesma escolheu um sari preto bem simples. Sabia que a Dona Kalika ia implicar com a cor dizendo que traria mau olhado para o bebê, mas iria ignorar. –Quem mais vai nesse jantar?
-Só nós três.
-A Victoria já sabe?
-Não, Vanessa, você entendeu errado. Nós três: eu, você e o bebê.
-Só nós dois então.
-Nós três. –Chace corrigiu saindo do banheiro enrolado numa toalha.
-Ele ainda está aqui dentro, então, somos só nós dois.
-Como você é chata. –Ela ficou na ponta dos dedos e o beijou rapidamente antes de entrar no banheiro com sua roupa nas mãos.

[...]

-Ok, qual é o motivo disso tudo? –V perguntou colocando a água de lado.
-Já disse que é a nossa ultima noite aqui, então, quis inovar.
-Depois de meses?
-A culpa não é minha se você não quis sair de casa durante nosso tempo aqui. Eu te convidava...
-Pra jantar com o pessoal da empresa, e eu dispenso.
-Era a única coisa que eu podia te oferecer.
-Poderia jantar comigo em casa.
-Pra vê você vomitar tudo no final da noite? Isso eu dispenso. –A imitou.
-Claro, por que eu pedi pra engravidar, né? –Ironizou. –Implorei aos pés da cruz pra ficar grávida e passar por esse tormento.
-Eu só brinquei, amor. –Pegou na mão dela. –Não precisa falar desse jeito.
-Não vejo graça nenhuma nessas brincadeiras. Você sabe que eu não gosto e nem quero isso.
-Eu sei, me desculpe. É só que você é tão rude as vezes com nosso filho que eu tenho medo de como vai ser quando ele nascer.
-Não vou matá-lo se é isso que te apavora.
-Espero que seja verdade.
-Se você quiser, eu nem chego perto dele.
-E eu vou limpar as fraldas sozinho?
-Vai. Vou dormir, comer e fazer tudo o que fui privada de fazer nesses meses enquanto recupero meu corpo. –O olhou séria. –É bom eu conseguir recuperar o meu corpo, entendeu?
-Sim, senhora. –A beijou rapidamente. –Tem mais uma coisa.
-Pode falar.
-Você está distante de mim e isso me incomoda.
-A culpa é desse estorvo que eu carrego.
-Não, a culpa é toda sua! Eu tento me aproximar e você me afasta como se eu fosse algum monstro. A Victoria me disse que são os hormônios e eu até entendo, mas é difícil.
-Só faço o que me parece certo.
-E me empurrar e me bater é o certo pra você?
-Na maioria das vezes, sim. Em outros casos, eu só desconto em você mesmo.
-E não se incomoda com isso?
-Não, por que eu sou uma nojenta sem coração, não é mesmo?
-Vanessa, eu não queria dizer aquilo.
-Mas disse!
-Foi num momento de raiva, e eu nem sei por que a Victoria te contou isso.
-Ela não contou nada; eu que ouvi da sua própria boca. Fui que nem uma tola me desculpar e te ouço me xingando de todos os nomes possíveis. Só estou sendo a praga que você anda descrevendo por aí. –Deu de ombros.
-Só foi uma maldita vez, e até me arrependo.
-Que coisa, não? A sua sorte é imensa. –Ironizou.
-De qualquer forma, foi há menos de um mês e não é de agora que você anda me afastando.
-São os hormônios.
-Vanessa, estou falando sério!
-Eu também, querido.
-Pare de ironia! Estou tentando me acertar com você.
-E quem disse que eu quero me acertar?
-Como é?
-Vou fazer da sua vida um inferno do mesmo jeito que você faz com a minha!
-Eu só procuro o melhor pra você. Trabalho duro pra te dar tudo do bom e do melhor, e desejo o mesmo para o nosso filho.
-De novo esse filho maldito! Eu já disse que não quero essa criança e você continua me forçando a tê-la. Escute bem uma coisa, Crawford: Eu posso até parir esse negócio, mas não vou mover uma palha sequer para cuidar dela, está me ouvindo? Depois que sair de mim, eu não vou querer saber de nada.
-E eu vou amamentar como, posso saber?
-Dê o seu jeito. Crie mamas e faça sair leite delas, compre do supermercado, contrate uma ama de leite, sei lá. Não quero saber!
-Você sabe que vai se arrepender disso, não é? Assim que você pegá-lo no colo, vai sentir tanta dor e nojo de si mesma que eu tenho até dó.
-O mesmo nojo que você sente?
-Eu tenho pena de você, Vanessa.
-Digo o mesmo, e olhe que ainda nem comecei a por em prática os meus planos. –Chace negou com a cabeça.
-Seja o que for que aconteceu com você, espero que não volte e te destrua.

Ele pediu a conta e eles voltaram para casa sem trocar nenhuma palavra. Vanessa entrou no quarto e fechou a porta em seguida.

-Ótimo, vou dormir aqui fora, pode deixar. –Chace resmungou e ela revirou os olhos.

     V trocou de roupa e se deitou. Tinha cometido um erro enorme ao contar para o marido o que planejava fazer, mas não podia mudar o passado. Já que ele sabia, o jeito era continuar e de um modo bem pior e inesperado. Se Chace esperava fogo, receberia uma tempestade de neve. Se quisesse gelo, teria um vulcão em erupção. Tudo ao inverso e da pior qualidade. Claro que ela não poderia fazer algo que prejudicasse a reputação que ainda tinha. Bufou tentando arranjar uma posição confortável.
     Tinha que falar com a mademoiselle Louise antes de ir naquele maldito almoço na casa dela, mas como? De que modo poderia iniciar uma conversa com a avó do marido, e que infelizmente, sabia das traições? Com certeza iria desconfiar do bebê, e Vanessa não poderia ser tão cara de pau a ponto de mentir para uma senhora de idade. Será que ela perdoaria e guardaria segredo? Provavelmente não, afinal, era o sobrenome Crawford que estava em jogo. Grunhiu e se levantou. Sabia o que estava incomodando a ela e ao bebê também. Desceu as escadas silenciosamente e parou ao lado do sofá.

-Chace? –O cutucou. –Chace!
-Vai nascer? –Se levantou assustado.
-Ainda não. –Ele bufou e a encarou. –Não consigo dormir e nem ele.
-E quer que eu vá dormir com você?
-Não finja que não quer.
-Só por que temos que viajar amanhã, por que se não, eu deixaria você sofrer a noite inteira.
-Ah, claro. –Revirou os olhos.
-Estou falando sério.
-Com certeza; vem. –O puxou pela mão e no alto das escadas já estavam abraçados. –Que fique claro que é só por ele.
-Certo.
-Não sei pra que o sorriso. Eu realmente posso viver alegre e satisfeita sem você, por isso, nem se anime. Você sabe que não me faz falta nenhuma.
-Sei. –Disse sério.
-Ótimo. –O abraçou. –Boa noite.
-Eu amo vocês.
-Ele nem sabe que você existe, então, fique com o silêncio. –Ele revirou os olhos e ela o apertou nos braços. –Posso até te amar um pouquinho, mas meus planos permanecem.
-Eu sei disso. –Respirou fundo antes de continuar. –Você não está tentando me fazer pedir o divórcio, não é?
-Se eu quisesse isso, você saberia. –Deu de ombros. –Só quero o seu sofrimento mesmo.
-Vai durar muito?
-O quanto eu achar que deve durar.
-E já está contando com o que eu já passei e passo nas suas mãos?
-Não, isso é só um teste. Fique tranquilo: você vai saber quando começar.
-Queria saber aonde está a mulher com quem me casei. –Suspirou.
-Do seu lado, só que grávida.
-E possuída pelo demônio, certo?
-Você ainda não viu nada, querido. –O beijou e fechou os olhos. –Ainda.

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Oi? Posso começar com "não me matem?" Sério, sinto muito por não ter postado antes! Eu mudei o designe, editei alguns capítulos e adicionei um gadget pra separar as temporadas e pretendo terminar de marcar os capítulos que faltam o mais rápido possível por que assim fica mais fácil pra mexer. Well, agradeço aos comentários e bem-vinda leitora nova Ponny!!! Querida "Fanfic Zanessa", eu dei uma olhada no seu blog e AMIGA PARE! NÃO SOU OBRIGADA A SOFRER ESPERADO HAUAHAUH Adorei, e vi até uma Thais (risos) na história. Parece comigo, juro KKKKK Tirei essa conclusão na rápida olhada que dei, por que assim, eu fiz um pacto comigo mesma que não vou mais ler fanfic sem estar finalizada por que não aguento mais sofrer esperando haha. Eu leio algumas que ainda estão correndo por que são amigas e eu perturbo no privado atrás de spoilers (sou cara de pau) mas prometo que assim que terminar, vou ler e da uma opinião melhor (me avise), mas eu gostei e indico. Agradeço por ter acompanhado e continuar acompanhado, sério, muito obrigada mesmo! Sei que não sou fiel postando (sim, eu sei gente). Como estou postando pelo celular, não tem como eu arrumar o link bonitinho como gosto de fazer BUT no próximo capítulo, juro que arrumo! Gracias a todas que comentaram e gostaram e não me mataram. Espero que gostem desse capítulo e que percebam como as coisas mudaram. Deixem suas opiniões sobre o que aconteceu e o que acham que vai acontecer.
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