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sábado, 14 de março de 2015

Capítulo 47

Chace acordou num sobressalto. O pesadelo retornara, mas dessa vez, ele via o cadáver da esposa. Olhou ao redor e lembrou-se aonde estava: hospital. Vanessa estava encolhida num sofá há poucos metros da cama. Parecia incomodada com o sonho, porém não dava sinais de que iria acordar. Levantou devagar e a pegou no colo, trazendo-a para a cama.

-O que você pensa que está fazendo? –Ela questionou de olhos fechados. –Me solta, me larga. –V continuava de olhos fechados e ele constatou que ainda estava dormindo. –Me solta, Zac.
-Está tudo bem, amor, está tudo bem. –Deitou-se do lado dela e beijou-lhe os cabelos. –Estou aqui com você.
-Não posso continuar com isso, me desculpa, eu só...
-Shiii, está tudo bem.
-Amo os dois, entenda. –Chace gelou e V começou a choramingar. –Não posso fazer isso, Ashley, me ajuda. A secretária e ele... eu vi, Ashley!
-Amor? –Beijou-lhe os olhos e ela resmungou antes de abri-los. –Está tudo bem?
-Onde estou? –Olhou ao redor. –Porquê você me trouxe para a cama? Está se sentindo mal?
-Estou bem, só tive um pesadelo.
-Você está suado. –Disse pondo as mãos no rosto dele.
-Estou bem. –Repetiu. –E você? Parecia nervosa.
-Eu disse alguma coisa?
-Sim. –Suspirou. –Sonhou com o quê?
-Coisas desagradáveis, prefiro não comentar. –Respondeu tentando sair da cama, mas ele a impediu. –Chace, por favor. Não podemos dormir juntos.
-E porquê não?
-Estamos num hospital!
-E daí? A cama é grande e eu quero sentir seu calor.
-Você está com febre, baby. Vou chamar a enfermeira.
-Não, por favor. Já tomei remédios demais por hoje.
-Mas sua febre...
-Não é importante.
-Você é tão teimoso!
-Aprendi com a melhor. –A puxou para um beijo. –Por favor, durma comigo.
-E amanhã de manhã quando nos verem?
-Não tem problemas; o quarto é particular.
-Mesmo assim.
-Eu digo que te obriguei, tik he? –Ela negou com a cabeça. –Por favor, amor. –Fez bico e ela revirou os olhos. –Te amo tanto, por favor.
-Ok, eu durmo, mas nada de gracinhas.
-E porquê não? Só uns beijinhos. –V o beliscou.
-Estou com problemas, não lembra?
-E dói?
-Sim, um pouco.
-Você precisa de um médico.
-E você também.
-Vanessa, é sério. Estou ficando preocupado com você.
-Eu já marquei uma consulta para segunda-feira que vem.
-E porquê não amanhã?
-Não tem vagas.
-Amor...
-Não estou mentindo, e fim de conversa; não vou em outra que não seja minha médica. Agora vamos dormir o resto da noite que ainda nos resta. –O abraçou e fechou os olhos. –Te amo.
-Eu também te amo.

Ele adormeceu minutos mais tarde, mas para Vanessa, o clima era outro. Não sentia mais sono apesar dos músculos estarem pesados e tensos; precisava pensar. O médico disse que dependendo dos resultados, Chace receberia alta logo pela manhã. Ele também tinha dito que era apenas uma gripe que ficou mais forte com a imunidade baixa, mas que com alguns analgésicos e antitérmicos, tudo ficaria bem.
Suspirou e se levantou devagar. Ele parecia tão cansado que nem notaria a falta dela. Resolveu ir até a cantina do hospital para tentar comer alguma coisa. Por mais estranho que parecesse, os corredores dos hospitais ficavam mais animados durante a madrugada do que em qualquer outra hora do dia.
Conversou rapidamente com as duas enfermeiras que estavam responsáveis pelo marido e comprou uma porção pequena de lasanha e um suco natural. Comeu sem vontade alguma já que na ultima vez que tinha comido lasanha, tinha sido na casa de Zac, durante um jantar romântico que acabou em sexo. Ela tinha sonhado com a noite compartilhada em Islamorada e decidiu recriar toda a cena. Z não estava a vontade no início, mas depois a testosterona fez a sua parte e eles transaram, mas como na noite na ilha, ela não se lembrava se tinham usado camisinha. Provavelmente sim, mas por precaução, novamente ela tomou as pílulas do dia seguinte.
Vanessa olhou ao redor e respirou fundo; o telefone que ficava no final do corredor parecia gritar seu nome e os números saltar para o chão. A coragem pareceu tomar conta de V e ela se levantou: estava decidido, iria telefonar. Jogou o resto da comida no lixo e tirou algumas moedas do bolso da calça. Com as mãos trêmulas apertou os números e esperou e esperou... O que ela estava pensando, afinal? Eram três horas da manhã! Ah, mas ela ia deixar tocar. Tinha colocado cinco moedas.

-Seja quem for, acho bom ser caso de vida ou morte. –Ashley atendeu sonolenta.
-Baby, sou eu!
-Vanessa?! –Perguntou surpresa. –Meu Deus, o Chace morreu?
-Não, Deus me livre. Eu só queria conversar.
-Droga, Vanessa, você sabe que horas são?
-Eu sei, me desculpa, mas é que eu estou tão sozinha aqui.
-Não me chamou pra ficar com você porque não quis.
-Eu sei, desculpa. –Respirou fundo. –Provavelmente o Chace vai receber alta pela manhã, então, quer almoçar com a gente?
-Só porquê estou precisando puxar a sua orelha. –Bufou. –Que merda você pensa que está fazendo, Vanessa Anne?
-Me desculpa, por favor. Não posso fazer isso com ele desse jeito.
-E quando você vai fazer? Já pensou na hipótese dele não melhorar nunca?
-Ele precisa melhorar ou não vai acontecer.
-E você é enfermeira por acaso? Prefere passar o resto da vida cuidando de um moribundo do que viajando com o amor da sua vida?
-Ele me ama tanto que até me largou, não foi? –Ironizou magoada. Todos pareciam só ver os defeitos de Chace, mas esqueciam que quem a abandonou primeiro foi Zac.
-Não comece com isso.
-Ele precisa me contar o motivo, Ashley.
-Esquece o passado, Vanessa, é o melhor que você faz.
-Não, e se ele não me contar, aí eu acabo de vez.
-É a coisa mais estúpida que você poderia fazer em toda a sua vida, vai por mim. –Suspirou. –Nos encontramos no Paty's as 12h?
-Sim, pode ser.
-Tchau, Vanessa.
-Ashley?
-Sim? –Suspirou já sabendo o que Vanessa iria perguntar.
-Como ele está?
-Quer a verdade? Pois lá vai: péssimo, horrível, se sentindo um lixo, apenas um brinquedo que você usou para aplacar seus desejos e depois jogou fora. –V sentiu o ar faltar. –Eu sei que você o ama, e ele também sabe, porém isso não muda nada. Estou lutando para ajudá-lo a se equilibrar nessa corda bamba entre te odiar e te amar, e acredite, ele está querendo pular de cabeça no lado do ódio.
-Ashley, me ajuda por favor.
-Mais do que estou fazendo? Vanessa, decida logo o que você quer.
-Eu já decidi, você sabe.
-Será que sei?
-Eu... –A ligação foi interrompida. V bufou e recolocou o telefone no lugar.

[...]

-Então é isso, senhor Crawford. Pode ir para casa.
-Muito obrigado Dr. Drake. –Chace agradeceu estendendo a mão. –Vou seguir a risca suas recomendações.
-Senhora Crawford? –V apenas o olhou. –Cuide bem dele, viu? Tenho certeza de que a senhora é a sua grande motivação. –Ela sorriu sem graça e o médico se retirou.
-Você está bem? –Chace perguntou trocando de roupa.
-Sim, só estou cansada. Não consegui dormir muito.
-Acredito que a culpa foi minha; me desculpe, sim?
-Está tudo bem. –O beijou rapidamente. –Prometi pra Ashley que íamos almoçar juntos hoje.
-Você que sabe, anjo. –Sorriu e checou as notificações do celular. –Ah, droga.
-O que foi?
-Victoria me ligou algumas vezes e eu não vi.
-E não mandou mensagens dessa vez?
-Um e-mail. –Respondeu guardando o celular. –Vamos.
-Não vai ler?
-Depois. –Ela o puxou. –O que foi?
-Acho melhor você ler e responder aqui mesmo, assim, evitamos uma viajem. –Ele a olhou sem entender. –Dependendo do conteúdo e da sua resposta, eu acabo com você. –Sorriu cinicamente e ele riu.
-Estava demorando para começar com esse ciúme estúpido. –Negou com a cabeça. –Vamos? Ainda temos tempo para passear antes do almoço.
-O médico disse que você precisa descansar.
-Só um pouquinho, amor, por favor. –A abraçou fazendo bico.
-Ok. seu manhoso, mas só um pouquinho. Depois, cama!
-Adorei a ideia. –Disse maliciosamente e Vanessa revirou os olhos.

[...]

-Christopher Chace Crawford, o que diabos é isso? –V questionou jogando um travesseiro nele.
-O que foi? –Perguntou fechando a porta do quarto.
-O que foi?! Ah, vou te falar o que foi. –Disse encarando o aparelho que tinha nas mãos. –Querido chefinho, é com um imenso prazer que te aviso que estou a poucos minutos do LAX. Como? Muito simples: remarquei a passagem da Grécia para Los Angeles. –Chace fechou os olhos com força. –Poderia fazer o favor de me buscar no aeroporto ou preciso ligar para a sua esposinha e contar nosso real relacionamento? Abraços, Victoria.
-Vanessa...
-Tem mais. –O interrompeu. –Ps.: Mal posso esperar para vê-lo. –Sorriu sentindo os olhos arderem e ela jogou o celular nele com toda a força. –Eu odeio você! Como você pode fazer isso comigo?
-Não é o que parece, pelo amor de Deus, se acalma.
-Como não é o que parece? Ela desdenhou de mim, Chace, por isso não negue.
-Quando, Vanessa? Se for pelo esposinha, ela também desdenhou de mim com chefinho.
-Ah, vai me dizer que não gosta que ela te chame assim? Com certeza é um apelido que vocês usam naquela hora. Chefinho, secretáriazinha e... argh, eu tenho nojo de você!
-Pare com isso agora Vanessa Crawford! Se quiser, nós vamos no aeroporto e você vai vê que não é o que você pensa que é.
-Ah, mais é claro que você está louco para vê-la, não é mesmo, chefinho?
-Ela só fez isso pra me irritar, e eu te disse que ela está irritada com minha viagem. Com certeza esse "mal posso esperar para te ver" foi uma ameaça.
-Qual é a amante que quer vê "seu" homem com a esposa? Tenha dó, eu não vou presenciar vocês dois trocando carinhos.
-Vanessa, você está sendo ridícula. Eu já disse que não tenho nada de íntimo com Victoria e nem pretendo ter.
-E a ameaça da ligação? Qual é o real relacionamento de vocês, posso saber?
-Pergunte pra ela, afinal, foi ela quem falou isso. Vamos comigo, por favor. –Estendeu a mão. –Prometo que tudo vai ser esclarecido e você vai vê que não é isso o que você acha que é.
-Não quero vê vocês dois se reencontrando. Vá sozinho e aproveite para ficar com ela. –Enxugou os olhos, mas logo sentiu seu corpo sendo empurrado para a cama. –Me largue.
-Eu já disse que não tenho nada com ela, nunca tive e nem quero ter. –A beijou, mas ela mordeu-lhe o lábio. –Vanessa, eu te amo, por favor, acredita em mim. Você sabe que é o amor da minha vida, por favor, para com isso e me escuta. –Ela se debatia debaixo dele. –Por favor, baby, me deixa te mostrar que está enganada.
-Não, me deixa ir embora.
-Nunca. –A abraçou com mais força. –Não desse jeito. Por favor...
-Tudo bem. –Ela sussurrou tão baixo que Chace não sabia se era coisa da sua cabeça ou se ela mesma tinha dito. –Eu vou com você, mas me deixe arrumar minhas malas.
-Porquê?
-Precaução.
-É perca de tempo.
-Prefiro me prevenir.
-Promete que não vai tentar fugir?
-Não prometo nada.
-Então não saio de cima de você.
-Azar o seu; vai perder a chegada da sua secretáriazinha. –Tentou empurrá-lo. –Você está me machucando.
-Quem me machuca com essa desconfiança é você. –Suspirou. –Já dei algum motivo pra você pensar isso de mim?
-Não se faça de vítima; esse e-mail foi bem comprometedor.
-Eu já expliquei que ela está querendo me irritar, e para me afetar, usou você.
-Pois conseguiu. Sai de cima de mim, Crawford! Está me machucando de verdade.
-Me promete que não vai fugir de mim?
-Já disse que não prometo nada.
-Pois não saio.
-Você está me machucando! –Se debateu. –Seu ossudo pesado.
-Eu amo você.
-Sai de cima de mim. –Chace a olhou desconfiado e obedeceu.

Vanessa sentou na cama tentando arrumar os cabelos; quando ele virou as costas para apanhar o celular que estava no chão, ela tentou correr até a porta.

-Não! –A puxou pelo pulso e a jogou na cama novamente.
-Me deixa ir.
-De jeito nenhum. –Trancou a porta e guardou a chave no bolso. –Você só sai daqui comigo.
-Isso é sequestro.
-Vanessa, por favor, facilita as coisas para nós dois. –Se ajoelhou na frente dela. –Te suplico, por favor. Vem comigo e tudo vai ser esclarecido.
-Eu vou arrumar minhas malas e colocar no carro. –Disse se levantando. –Se for o que parece ser ou algo semelhante, eu pego o primeiro voo pra Salinas e dou entrada no divórcio, fique ciente disso.
-Tudo bem, mas nada de fugir antes da hora.
-Por via das dúvidas, vou pedir pra Ashley me acompanhar.
-Da tempo de irmos buscar a Victoria e levá-la para o Paty's para conversamos. Ashley pode ser a sua testemunha.
-Prefiro que ela vá comigo ao aeroporto.
-É melhor ela esperar no restaurante, não acha? Assim ela fica com o carro dela.
-Você está me enrolando. –O empurrou e tirou as malas do armário. –Se aconteceu algo entre vocês, eu juro de pé junto, aqui e agora, que mudo minha concepção e tiro tudo o que você tem: casas, carros, empresa; tudo mesmo! Te deixo na ruína, Crawford.
-Aceito de boa vontade, até porque, tenho minha consciência tranquila em relação a isso.
-Ah, claro. Não se lembra de quando me contou dos chifres que pôs nas suas ex's?
-Não era bem assim. Eu avisava que estava com vontade de ficar com uma pessoa, e bem, elas levavam na brincadeira ou me xingavam. O erro foi delas.
-Claro, até porque é comum um namorado te ligar avisando que vai beijar outra pessoa que não é você, com toda a certeza. –Ironizou colocando as roupas na mala.
-Eu não avisava que ia beijar, eu só falava que estava com vontade. A reação delas que me incentivavam por que em primeiro lugar: duvidar de mim é a pior coisa que alguém pode fazer; e em segundo: nunca tente mandar em mim.
-Certo, senhor "posso-tudo-ninguém-manda-em-mim". Leve minhas malas para o carro.
-Mas você deixou metade das roupas.
-Essas roupas foram presentes seus, então, passo.
-Vanessa...
-Deixa pra Victoria.
-Não seja ridícula. –Disse procurando um casaco. –Mas é bom que você deixe aí mesmo, assim, já economiza o trabalho de guardar de novo.
-Veremos.

O caminho até o aeroporto foi bastante silencioso e tenso. Por horas, Vanessa queria saltar do carro em movimento, e em outras vezes, desejava que o aeroporto fosse mais perto para acabar logo com a situação. Sabia que o velho Chace não seria capaz de traí-la, mas e o novo?! Ele tinha que vir com algum defeito e não estranharia se fosse esse. Claro que o fato dela mesmo já o ter traído a deixava receosa com a situação.
A aqueles que dizem que chifre trocado não dói, mas seria ela capaz de suportar uma traição mesmo tendo traído também? Será que o novo Chace aceitaria ela depois de descobrir o seu romance com o ex? Ela queria realmente voltar com ele ou estava com pena? Sabia que o amava, mas isso não impediu a traição. "O amor de vocês está frágil. Ele já o quebrou antes e você soube recuperá-lo, mas será que ele vai querer isso?" As palavras que aquele pastor disse na ultima reunião estavam apitando na mente dela como sirenes de bombeiro.
O carro parou num solavanco e ela olhou ao redor. Tinham chegado e Chace suava frio.

-Com medo do encontro da sua amante comigo? –Provocou.
-Tenho coisas mais importantes e reais para me preocupar. –Chace disse saindo do carro.
-Como o que? Ela grávida?
-Aquela ali? –Riu. –Duvido.
-Ah, vocês se protegem?! Bom saber.
-Vanessa, você vai sentir tanta vergonha disso depois. Sério, você está sendo ridícula.
-Eu queria muito que isso fosse verdade.
-Para que? Arranjar a desculpa perfeita e se divorciar?
-Não preciso de desculpa nenhuma.
-Ah, Vanessa, me poupe. Você não tem coragem nenhuma para pedir o divórcio, aja o que houver.
-Você duvida?
-É a realidade. A pior coisa que eu poderia fazer é ser o culpado pelo aborto e não foram só um, foram três! Tenha dó, é mais fácil eu pedir o divórcio do que você.
-Se você pensa assim, problema seu. –Bateu a porta com força e seguiu-o até o portão de embarque em silêncio. –Como ela é?
-Como assim?
-Se parece comigo ou não?
-Eu não achei.
-E quem achou?
-Josh, mas ele só te viu por foto. De qualquer forma, eu não acho nem um pouco. –A puxou para um abraço. –Lá no fundo, eu acho fofo esse seu ciúme.
-Não é ciúme.
-Ah, não. –A beijou na testa. –Avisou pra Ashley que vamos demorar um pouco?
-Sim, e ela disse que já mandou prepararem as facas. Fique esperto, Crawford. É hoje que você pode ser capado.
-Vocês são do século XVII? –Riu.
-Posso ir comprar um café? –Chace a olhou desconfiado. –Prometo que não vou fugir. Só estou com frio.
-Compre para mim também, e fique ciente de que se você demorar mais do que cinco minutos, eu faço a segurança desse lugar te achar nem que seja debaixo da terra.
-Dramático. –Revirou os olhos e se afastou.

Chace olhou ao redor e respirou fundo; o confronto seria inevitável. Victoria deveria estar louca por conta da confusão da empresa e da sua saúde, e isso só pioraria quando descobrisse que ele foi internado. Vanessa com certeza levaria o escândalo para o lado pessoal e tentaria se afastar. Ele riu sozinho. Achou ridícula a ameaça dela em relação ao divórcio.

-Christopher Chace Crawford seu maldito! –A voz zangada de Victoria ecoou pelo salão do aeroporto e ele engoliu em seco antes de se virar. –Que diabos você pensa que está fazendo? O que diabos você fez? Você queria se matar? Era só pedir que eu mesma faria isso. Você está horrível, um morto-vivo e o pior é que eu ainda me sinto culpada por isso. Na próxima vez eu não libero nem mesmo o dinheiro para suas contas, está me ouvindo?

-Olá Victoria, como vai você? Está diferente; cortou o cabelo?
-Vou cortar é a sua garganta. –O empurrou. –Você pirou? A empresa está de cabeça para baixo, um verdadeiro caos!
-É, fiquei sabendo que você destruiu o seu escritório. Vou descontar do seu salário. –Avisou.
-Oras, e eu me importo? Você tinha que ter me avisado, sabes muito bem disso. Eu deveria esganar você! Acha que eu sou as outras empregadinhas que você pisa e depois cospe em cima? Eu deveria arrancar os seus cabelos e furar seus olhos com meus saltos!
-Fale baixo, está atraindo uma platéia.
-Que se dane todo mundo, eu vou matar você, seu maldito miserável. Me diz: valeu a pena? Mas é claro que não! Acha que eu não sei que você se internou por infecção? Eu disse que ia acontecer, não disse? Seis meses sem viajar, você sabia muito bem disso, mas é claro que você não se importou e quando eu virei as costas, saiu correndo para vir encontrar sua mulher que está se lixando pra você.
-Nossa, que barraqueira. –V disse se aproximando. –Achava que você preferia as mulheres com classe, Chace.
-Eu te avisei que ela estava zangada.
-Essa é a sua esposa? –Victoria perguntou analisando Vanessa de cima a baixo. –Bom saber. Vou adorar ter uma conversinha com ela.
-Você não se atreva! –A puxou pelo braço.
-O que eu tenho a perder? Acho que nada, certo? Já você meu querido, vai perder os cabelos. Eu juro que vou arrancar fio por fio se não me soltar agora.
-Eu posso te demitir.
-Não me importo nem um pouco. O dinheiro que você me deu já me garante o resto da vida. –Puxou o braço. –Vida essa, que você está perdendo pouco a pouco por não saber me obedecer.
-Escuta, casal, vocês vão ficar nessa DR por muito tempo? –V questionou cansada. –É que eu tenho mais o que fazer.
-Casal? –Victoria questionou olhando para Chace.



-Coisas da cabeça da Vanessa.
-Então você ainda não contou pra ela? Ah, que idiota que eu sou. Claro que você não contou; e eu no avião com uma pontinha de esperança que chegaria aqui para acalmar os nervos dela.
-E precisam me contar sobre o caso de vocês? –V perguntou dando o café ao marido. –Eu dispenso. Vamos?
-Chace, você conta ou conto eu!
-Depois falamos sobre isso, Victoria.
-Não, de jeito nenhum. Não quero que a sua esposa me veja como a amante, eu não sou sua amante, apenas trabalho em dois empregos distintos pra você.
-De secretária e prostituta, eu já sei.
-Vanessa! –Chace a olhou abismado.
-O que? Ah, era segredo, desculpa. –Chace negou com a cabeça. –Vamos ou não?
-Vamos. Victoria, depois conversamos.

Vanessa assumiu a direção até o Paty's mesmo com Chace reclamando. A cabeça dela estava a todo vapor e as vezes ela acelerava mais do que deveria, assustando o marido e a secretária. Estacionou e encarou os dois.

-Me façam um favor? –Pediu e continuou sem esperar pela resposta. –Se forem conversar, tenham a decência de se afastar discretamente, certo? Obrigada.
-Senhora Crawford...
-Não falo com amantes.
-Eu não sou amante, eu sou a...
-Não quero saber. –Saiu do carro e atravessou a rua. –Baby! –Abraçou Ashley.
-O que aconteceu?
-Ela é linda, Ashley, linda! Morena dos olhos castanhos, só que mais alta do que eu.
-Eles assumiram?
-Não, e duvido que façam isso. Ela disse que não é amante, mas o jeito que ela explodiu no aeroporto, nossa, nem eu faria aquilo. Ela gosta dele, é obvio.
-E ele gosta dela?
-Não sei. –Choramingou. –Ela parece ter tudo o que ele aprecia numa mulher: beleza, elegância, inteligencia e sensatez. Apesar de ter feito um escândalo quando o viu, eu percebi que ela é bastante culta e fina.
-Eu não acho que ela deve ser essa Coca-Cola toda, mas... Ok, ela é essa Coca-Cola e todo os refrigerantes do mundo. –Ashley disse vendo-os se aproximar. –Ela tem quantos anos?
-Mais do que eu, obviamente. Nora perfeita. –Ironizou.
-Baby, pelo menos ela é bonita. O Scott me traiu com um tribufu que deu até dó.
-Eu não traí a Vanessa. –Chace disse se sentando.
-Duvido muito, mas tudo bem, eu entendo. Ela é linda; pena que é vagabunda.
-Oh Buda, eu já disse que não sou amante dele, apenas uma funcionária. –Victoria bufou.
-Ela é persistente. –Ashley admirou. –Ok, senhora funcionária, me conte sobre você.
-Eu tenho vinte e quatro anos, filha única, solteira, formada em me...
-Cala a boca. –Chace mandou.
-Você quer mesmo continuar a esconder? Sério? É obvio que ela não vai voltar pra casa com você até descobrir a verdade.
-Victoria...
-Crawford, me escute pelo menos uma vez na sua vida.
-Casalzinho, o que eu pedi lá no carro?
-Ah, Vanessa, me poupe. Se você quer tanto saber, vai ser assim. –Chace disse puxando Victoria para um canto afastado do restaurante.

-Você vai contar? Mesmo? De verdade? –Victoria perguntou surpresa.
-Não, você que vai, mas não tudo. Só conte que tenho um problema no fígado, porém não a gravidade.
-Crawford, é melhor contar tudo.
-Não, eu não vou fazer isso; não quero a pena dela.

-Ashley, ele vai contar a verdade. –V engoliu em seco. –Eu não sei se quero a verdade.
-Vanessa, relaxa. Só senta e espera. –Disse a abraçando. –Ou então nós podemos sair correndo, vamos. –Ashley disse apressada.
-O que foi? Quem você viu?
-Ninguém, só olha pra baixo.
-Olha só quem eu encontrei por aqui. –Ela ouviu a voz de Z atrás dela e estremeceu. –As duas que eu estava procurando.
-Zachary, não é uma boa hora.
-Eu acho que é a hora perfeita, Ashley. É tudo ou nada; agora ou nunca.
-Não, agora não. O Chace está...
-Aqui?! Ah, mas eu adoraria falar com ele.
-Por favor, não. –V pediu.
-Você está mesmo reconsiderando, não é?
-Não é isso, é que eu só preciso de tempo.
-Para que? Tentar fazer ele desistir de você? Isso nunca vai acontecer, Vanessa, e você sabe disso.
-Eu sei, só preciso que ele melhore para poder...
-Pedir o divórcio? Duvido! Ele é louco e não vai te deixar ir nem se você implorar. Pelo menos não viva.
-Ele não é psicopata, Zac.
-Eu diria sociopata.
-Zac! –Ashley deu um pulo.
-Ela não quer tanto saber a verdade?
-Mas...
-Eu disse que iria contar.
-Que verdade? –V perguntou encarando os dois.
-Você quer saber o porque de eu ter te "largado" como você diz, não é? Seu marido teve uma grande influência nisso.
-Eu sei disso. –Disse dando de ombros. –Ele me acolheu e cuidou de mim.
-Você nunca estranhou o acolhimento tão rápido dele?
-O que você quer dizer?
-Eu nem tinha terminado de fechar a porta depois de te expulsar e ele já estava virando a rua, apesar de morar quase do outro lado da cidade. Você nunca pensou nisso?
-Ele me disse que estava de passagem, e de qualquer forma, a rua é pública e ele pode ir e vir quando bem entender.
-Sim, mas justamente na minha rua quando eu terminei com você?
-O que você está insinuando? Que ele me seguia, é isso?
-Não estranharia já que ele sabia que íamos nos ver, e de qualquer forma, ele não estava só de passagem. Até me fez uma visitinha minutos antes de você chegar.


#Flashback#

-Ah, é você. –Z disse assim que abriu a porta e o viu parado. –Posso ajudar em alguma coisa?
-Pode sim. –Chace disse sorrindo e entrou na casa. –Seus pais estão viajando, correto?
-Sim, mas como soube?
-Um passarinho me contou. –Sorriu e olhou ao redor. –O que eu tenho pra falar é rápido.
-Espero; tenho um compromisso e...
-Vai levar a Vanessa no cinema, eu sei. É a respeito dela mesmo que eu quero conversar e espero que você coopere comigo.
-Se for sobre aquele nosso desentendimento por você ter cercado ela apesar de ter namorada e ela também, esquece isso, já passou.
-Não é bem sobre isso, e a propósito, terminei com a Alicia há um mês. –Disse se sentando. –Eu quero que você termine com a Vanessa.
-O quê? –Gargalhou. –Ah, ok, com certeza eu vou fazer isso.
-Estou falando sério, Efron. Você vai terminar com a Vanessa para deixar o caminho dela livre para mim.
-Você bebeu alguma coisa ou é sempre desequilibrado assim?
-Não estou para brincadeiras, Efron. A ordem é esta: termine com ela e saia do caminho; até te dou dinheiro se precisar para sair da cidade.
-E porquê eu faria isso?
-Que bom que você perguntou. –Sorriu e tirou uma arma da parte da trás da calça e começou a brincar com ela. –Ou você deixa ela livre, ou eu a mato... na sua frente. E depois coloco a culpa em você e você vai apodrecer na cadeira e vai ficar relembrando cada detalhe da morte dela. –Sorriu mais uma vez. –É suficiente pra você?
-Você só pode está brincando comigo.
-Quer pagar pra vê? –Arqueou uma sobrancelha. –As pessoas acham que eu saí da cidade e ela chega em poucos minutos, e com toda a certeza, ela avisou que ia sair com o namorado.
-Mas a arma está registrada no nome de alguém. –Z disse nervoso.
-Sim, no seu. –Disse tirando um papel do bolso. –Pode conferir se quiser, e só pra você saber, é apenas uma cópia.
-Chace, você não pode está falando sério.
-Ah, garoto, cresça. Ela merece coisa melhor do que isso e o que o esse curso de meia tigela pode oferecer. –Desdenhou. –Fotógrafo, grande coisa. Qualquer um pode fazer isso.
-É uma profissão digna.
-Digna de uma casa velha num bairro de quinta categoria. –Negou com a cabeça. –A Vanessa é boa demais para você, nunca percebeu? E convenhamos que eu posso oferecer mais do que ela precisa.
-E quem garante que se eu fizer isso ela vai ficar com você? Chace, amor não pode ser comprado.
-Eu sei muito bem como conquistar uma mulher e a Vanessa é fácil de se lidar. Não dou dois meses para estarmos juntos.
-E você prefere que ela fique com você mesmo me amando?
-Ela pode deixar de amar.
-Mas ela vai sofrer com isso.
-Ela supera. E então, vai cooperar comigo ou preciso fazer do modo mais difícil?
-Você prefere vê-la morta do que sendo feliz comigo? Você é doente.
-Você nem faz ideia do quanto. –Disse apontando a arma pra ele. –E então, o que diz? Não temos muito tempo, você sabe.
-O que você quer que eu faça? –Perguntou vencido.
-Bom garoto. –Sorriu. –Quando ela chegar aqui, termine tudo. Diga que só quis brincar com ela ou que foi uma aposta, não sei. Invente qualquer coisa. Eu vou consola-la e você some. Vai querer viajar pra onde? –Perguntou pegando na carteira.
-Lugar nenhum, e eu nem quero o seu dinheiro. Ela não vai querer saber de mim depois de tudo.
-Acho bom mesmo, Efron, e mesmo se ela tentar, você vai resistir. E nem pense em tentar me enganar ou vai sobrar pra vocês.

#Fim do Flashback#


-Você está brincando comigo, não é? –V questionou alterada.
-Eu adoraria que fosse uma brincadeira.
-E você sabia disso, Ashley?
-Eu...
-Como você pode? –Olhou pra amiga e em seguida para Z. –E você também, porquê não o denunciou?
-Ele é rico, Vanessa, e poderia escapar das acusações. Isso, se não nos matasse antes.
-E preferiu me entregar nas mãos de um psicopata em vez de arriscar? Nossa, brilhante sua reação. Digna de Oscar. –Negou com a cabeça. –Eu vivi uma verdadeira farsa durante três anos e nenhum dos dois me disse nada?
-Eu só descobri depois, e de qualquer forma, o Zac me pediu segredo. –Ashley disse. –Ah, Vanessa, nem venha. Você é apaixonada pelo Chace e não acreditaria em mim.
-Será que sou mesmo? É por isso que você não ficava sozinha com ele, não é? Nem você e nem as meninas. Quem mais sabe?
-Todos, menos você e seus pais. –Z respondeu baixo. –Você precisa se acalmar.
-Me acalmar? Sou casada com um maníaco e você quer que eu fique calma? –Olhou ao redor. –Me tira daqui, Ashley, eu preciso sair daqui.
-Mas ele...
-Ele que vá para o inferno! Esse casamento acabou faz tempo e nem vale a pena ficar e discutir. Vou pedir o divórcio ele estando doente ou não. –Se levantou. –Você vem comigo ou preciso ir andando?
-Eu vou. –Ashley disse. –Zac, você precisa sair daqui; ela precisa ficar só e se o Chace descobrir, ele te mata.
-E porquê? A decisão foi minha. –V disse.
-Mas ele ameaçou o Zac quando voltou, naquele dia lá no parque que ele o socou e você virou bicho.
-Porquê ninguém me conta essas coisas? –Perguntou exasperada. –O que ele disse?
-Que se o Zac abrisse a boca, você ficaria contra ele por ter sido tão frouxo.
-E ele tem razão. Estou com ódio dos dois no momento. –Bufou. –E vou ficar de você também se não me tirar daqui.
-Ok, só vou pagar a conta. Me espera lá no carro; e se ele voltar, eu digo que você foi no banheiro.
-Tudo bem. –V concordou pegando a chave das mãos de Ashley e saindo correndo.
-Zachary, que estupidez você fez?
-Eu só disse a verdade.
-Mas tinha que ser em público? –Bufou. –Me empresta essa caneta.
-O que você vai fazer?
-Um recado pro Crawford.
-Ashley!
-A Vanessa não pode fugir assim, sem explicações. Vou imitar a letra dela e dizer que sei de tudo e que acabou. –Disse escrevendo rapidamente. –Prontinho, junto com o dinheiro. Agora some você também. –O arrastou até o carro dele. –Se hospede em algum hotel com um nome falso.
-Ashley, isso não é filme e eu não sou um foragido. –Disse sorrindo.
-Mas ele é maluco e com certeza vai atrás de você. Só me obedeça. –O empurrou para dentro do automóvel. –Eu mantenho contato, não se preocupe.
-Eu tenho trabalho pra fazer, não posso me esconder.
-Ótima ideia: Faça aquela viajem lá pra América do Sul enquanto as coisas se acertam aqui.
-Mas...
-Vai logo. –Fechou a porta e correu para o seu carro. –Você acha que pode dirigir? –Questionou vendo Vanessa na direção.
-Sim, vai ser rápido.
-E para onde vamos?
-O meu antigo apartamento.
-Fazer o que? –Questionou assustada. –Quer colocar fogo? –Sorriu.
-Não, só quero pegar meus documentos. –Suspirou. –Minhas roupas estão no carro dele, e infelizmente, deixei meu passaporte no armário.
-Pra onde você vai viajar?
-Salinas. –Respondeu. –Eu avisei que ia embora.
-Pior ainda. Se você disse o lugar, ele vai atrás. Escolha outro canto, mas nada de Salinas.
-E pra onde eu vou?
-Ah, sei lá. –Disse olhando a rua. –Quer ir pra casa dos meus avós? Fica em Nova Jersey.
-Ou eu poderia me hospedar num hotel de Nova Jersey.
-E você acha que ele não vai procurar você até nos confins da terra? –Riu. –Não, nada de hotéis pra você.
-Eu nem conheço a sua família.
-O que é ótimo, e pra ficar melhor, eu vou também e deixo umas roupas minhas com você. –Se animou. –Isso é tão legal.
-Só você. –Sorriu e acelerou.
-O sinal estava vermelho sua maluca.
-Eu tenho pressa.
-Quero continuar viva, por favor.
-Dramática. –Sorriu novamente e virou a esquina. –Chegamos. Quer ir comigo?
-Prefiro esperar no carro. Se ele aparecer, eu ligo ou corro atrás de você.
-Obrigada. –A abraçou e saltou do veículo.

Por sorte, o elevador estava no térreo. Apertou o botão e esperou chegar até o seu andar. Essa viagem com a Ashley seria ótima para por a cabeça no lugar antes de todo o processo da separação. Se sentia enganada e nada a faria mudar de ideia, mas ela também não queria ver Zac por um bom tempo. Ele não lutou por ela por medo. Tudo bem, era uma situação de risco, mas ele poderia confiar nela e eles fingiriam um fim e depois armariam algum plano para flagrar as ameaças do marido. Bufou. Será que todos os homens tinham um segredo envolvendo mulher? Alex tinha a mulher misteriosa, Scott tinha a amante, Robert não revelava nada sobre a noiva, Ian era um buraco negro de acordo com Nina e agora seu marido e seu ex tinham feito uma troca. Vanessa abriu a porta do apartamento e correu até o quarto; sabia que não tinha muito tempo. Olhou as roupas restantes e respirou fundo. Não poderia viver com as roupas da Ashley para sempre. Pegou algumas calças jeans, blusas e jaquetas e colocou tudo dentro de uma bolsa grande. Procurou o passaporte e não encontrou, então, decidiu revirar as gavetas. Correu de volta pra sala, mas parou assim que o viu.

-Você não vai sair daqui. –Chace disse baixo e ela viu pelo canto de olho Ashley e Victoria na porta.
-Quem você pensa que é para mandar é mim? Eu já sei de tudo, e isso é o fim, acabou.
-Não, você só acha que sabe, mas não faz ideia. Largue isso.
-Crawford, acabou, aceite isso e me deixe passar.
-Você não vai sair daqui enquanto não me ouvir.
-Acho que já ouvi o suficiente por hoje. Me deixe...
-Você não vai sair daqui, não entendeu isso ainda?
-Chace, eu vou chamar a polícia. –Ashley disse.
-É melhor você não se meter. –Victoria avisou. –Eles precisam se resolver de uma vez por todas.
-Ela já decidiu, não percebe?
-Mas eles precisam conversar; o casamento é dos dois.
-Ah, amante, fica na sua.
-Não sou amante, sou a médica dele! –Explodiu e V piscou. –Vai ficar e ouvir agora?
-Eu não sei o que você está falando. –Vanessa disse nervosa. –Eu preciso ir.
-Você não vai.
-É perca de tempo, eu não vou mudar de ideia.
-Não quero que você mude de ideia, eu só quero te contar a verdade. –Suspirou. –Eu ameacei o Efron sim, mas tive meus motivos.
-Ah, e você quer que eu aceite os seus motivos? Pois muito bem, pode contar. Vamos ver no que vai dar.
-O que você se lembra daquele dia?
-Ele me chutou da casa dele dizendo que não queria nada sério comigo e depois eu te encontrei na rua e começou a chover. Fiquei na sua casa aquela noite por que não conseguia parar de chorar.
-Se lembra de duas semanas antes? Nos encontramos na rua por acaso, você se lembra disso?
-Sim, e você estava estranho e irritado. –Bufou. –Quer chegar aonde com isso? Eu já sei que você está doente e não ligo nem um pouco.
-Eu não estou doente, eu sou doente e não é de agora. –Suspirou. –Estou morrendo, Vanessa. Descobri que tinha pouco tempo de vida e o médico me disse para fazer o que eu gostava e queria fazer. Eu estava apaixonado por você e só te queria do meu lado. –Disse sentindo as lágrimas caírem. –Sei que foi errado, que agi por impulso, mas eu estava louco querendo o seu amor no pouco tempo que me restava. –Fungou. –Fiz aquilo por que sabia que depois da minha morte, vocês voltariam e se acertariam, mas eu queria te deixar bem na vida, sem ter que se preocupar com dinheiro e essas coisas.
-O que você tem, Chace?
-Quer a lista completa? –Sorriu. –Eu passei mal na faculdade e fui levado a força para o hospital por um professor e descobri que tinha dois coágulos no cérebro, provavelmente causados pelas minhas quedas de cavalo na infância. Eu nunca fui de ir no médico, então, não fazia ideia. Eles cresceram ao ponto de ser arriscado demais para operar, e como minha imunidade é baixa, o risco sempre foi maior.
"Naquela tarde, eu tinha acabado de sair do hospital e descoberto que estava com uma hemorragia que poderia me matar a qualquer momento. Fui na casa do Efron sabendo do risco que eu corria, mas preferi arriscar. Desejava ficar com você nem que seja uma noite apenas.
"Depois que eu te deixei na sua casa pela manhã, fui fazer um exame para saber como estava minha cabeça e descobri que o sangue tinha estancado por si só, mas ainda era arriscado. Decidi seguir com o meu plano e lá na Índia, quando você abortou pela segunda vez, eu descobri que estava com um problema no fígado, uma hepatite autoimune, que só piorava com minha baixa imunidade; esse foi um dos motivos por eu não ter sido o seu doador.
"Quando você veio para cá, eu decidi procurar um novo médico. Eu queria saber se poderia te dar um filho para garantir a sua herança já que meus pais não vão aceitar o meu testamento, e foi aí que eu conheci a Victoria. Ela está me ajudando com o tratamento da hepatite, bem, tratamento entre aspas já que não existe um.
-E os medicamentos que você toma? –V perguntou.
-São para aliviarem as dores e os sintomas da doença, e, para tentar estabilizar minha imunidade. Algumas vezes por semana eu tomo, ou deveria tomar, injeções que ajudam a tratar os coágulos, mas nunca fizeram efeito.
-Você é teimoso e toma fora de ordem, por isso, não servem. –Victoria disparou.
-Alguém mais sabe disso? Sua família?
-Só os médicos. Meus pais soltariam fogos e alegariam insanidade na época do nosso casamento, por isso, não. Minha irmã não ligaria e minha avó muito menos.
-Porquê você nunca me contou?
-Não quero a sua pena, não preciso dela. Eu só queria o seu amor e seu carinho pelo tempo que ainda me restava.
-Ah, Chace! –O abraçou. –Você tinha que ter me contado.
-Não, Vanessa. –A afastou. –Tudo, menos pena. Grite comigo, me xingue, me bata, mas nada de pena.
-É melhor a gente dar privacidade pros dois. –Victoria disse puxando Ashley e fechando a porta.
-Ela não pode ficar com ele por pena! –Ashley esbravejou andando pelo corredor.
-Chace nunca levou o tratamento a sério, então, vai por mim: ele não dura muito. Só com um milagre e olhe lá.
-Tem certeza de que nunca rolou nada entre vocês?
-Somos chefe e secretária, médica e paciente.
-E porquê você é secretária?
-Se não tiver ninguém de olho, ele não toma os remédios e só come o que não deve. Sou mais babá do que secretária, porém o cargo me da poder sobre ele e o trabalho. Regulo os horários, as reuniões, as saídas e tudo mais. Até bloqueei os cartões dele na semana passada por que sabia que ele estava morrendo de vontade de voltar, mas ele me enganou dizendo que se sentia mal sem a liberdade dele e eu caí feito idiota. –Bufou. –Eu vou matá-lo! Ele poderia morrer nessa viagem.
-Ele foi internado por infecção. –Contou olhando as unhas.
-Não, essa é a desculpa que o médico deu para a sua amiga. Ele se internou por que as células imunológicas atacaram com a baixa temperatura e a elevação da umidade do ar. Por sorte ele tomou os medicamentos aqui, por que se fosse em outras épocas, ele não resistiria. Houveram regressos desde a última viagem, e é por isso que ele ainda não tinha voltado. Na verdade, ele foi por esse motivo. Ele corria riscos de passar mal aqui e usou a desculpa dos sócios para tomar as injeções. As dores de cabeça frequentes eram uma prova de que havia algo de errado com os coágulos.
-E então? O que ele tinha?
-Você não vai entender, é complexo demais. –Suspirou. –Espero que eles não demorem muito. Já passou da hora do almoço e ele precisa das pílulas.
-A Vanessa não pode ficar com ele por pena. Ela o ama, mas isso já deu o que tinha que dar. Que culpa o Zac tinha da doença dele? Foi errado e ele deve pagar por isso!
-Você está do lado do seu amigo, não é? –Sorriu. –Não importa o que você disser, ela vai fazer o que achar melhor. Chace fala muito dela e eu percebi que é tão cabeça dura quanto ele.
-Pior que é verdade; mas é tão errado!
-Se ela resolver da outra chance pra ele, vai precisar de apoio e não de repreensões. Essas situações costumam desencadear uma série de problemas e ela pode ficar dependente de remédios ou calmantes.
-E se eu disser que ela já está nesse caminho? –Victoria a encarou. –Ela teve crises de nervos e só melhorou depois de tomar calmantes.
-O médico que receitou? A automedicação pode ser perigosa em diversos níveis.
-Ela já está melhor, ou aparenta estar, pelo menos.
-Mas... –Ouviram a porta abrir e viram Vanessa sair com os olhos inchados.
-Ashley, me perdoa, mas eu não posso. –A abraçou.
-Vai ficar tudo bem, não se preocupa. –Droga! Chace tinha conseguido mais um vez.


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Chorem comigo </3 Gente, que dó que deu de fazer esse capítulo, viu? Sério, eu adoro o Chace e vocês? O Zac FINALMENTE contou o que aconteceu e por momentos ela odiou o marido, mas aparentemente já passou, não é? Será que já passou mesmo? E o Zac, como vai reagir com isso? Eu sei e não vou contar HAUHAUH. Girls, a fic está quase encerrando essa temporada e sim, vai ser com Chanessa, mas não fiquem tristes por que o melhor ainda vai vim. Sério, o que vai acontecer a seguir é o que eu mais amei na fic toda MAHUSAH. Não vou torturá-las mais, por isso, comentem bastante. Eu sei que vocês querem me xingar ou/e xingar a Vanessa, então, vão em frente e expressem o ódio que estão sentindo.
Xx

sexta-feira, 13 de março de 2015

Prévia do capítulo 47

Hei girls, como estão? Eu sei que deveria está postando o capítulo inteiro, massss ainda estou escrevendo e dividindo as partes por que é muito barraco pra um capítulo só hahaha. Anyway, espero que gostem dessa prévia bem maior do que os spoilers que eu costumo postar pra vocês, mas não se animem muito já que é só um pedaço do bolo.


******************PRÉVIA******************
-Me promete que não vai fugir de mim?
-Já disse que não prometo nada.
-Pois não saio.
-Você está me machucando! –Se debateu. –Seu ossudo pesado.
-Eu amo você.
-Sai de cima de mim. –Chace a olhou desconfiado e obedeceu.

Vanessa sentou na cama tentando arrumar os cabelos; quando ele virou as costas para apanhar o celular que estava no chão, ela tentou correr até a porta.

-Não! –A puxou pelo pulso e a jogou na cama novamente.
-Me deixa ir.
-De jeito nenhum. –Trancou a porta e guardou a chave no bolso. –Você só sai daqui comigo.
-Isso é sequestro.
-Vanessa, por favor, facilita as coisas para nós dois. –Se ajoelhou na frente dela. –Te suplico, por favor. Vem comigo e tudo vai ser esclarecido.
-Eu vou arrumar minhas malas e colocar no carro. –Disse se levantando. –Se for o que parece ser ou algo semelhante, eu pego o primeiro voo pra Salinas e dou entrada no divórcio, fique ciente disso.


******************FIM******************

E então, curiosas?? Espero que sim :emoji de lua amarela: Nos vemos amanhã, moças, por isso, comentem bastante no capítulo passado ou nesse post, vocês que escolhem.
Xx
Ps.: Para aquelas que adoram um barraco, preparem a pipoca rs. Enjoy!

terça-feira, 3 de março de 2015

Capítulo 46

-E então? –Ashley atendeu temerosa.
-Ela não está em casa; saiu cedo e até agora não voltou. Mas ele está.
-Zac, por tudo o que é mais sagrado: não entre aí sozinho.
-Não sou suicida, baby, mas que me deu vontade...
-Tire isso da cabeça! –Pediu. –O porteiro sabe pra onde ela foi?
-No advogado. –Suspirou. –Mas não sei se confio muito nisso.
-Já é um avanço. Talvez ela esteja querendo fazer uma surpresa para você e do nada aparecer na sua casa com o divórcio em mãos.
-E porquê ela ignoraria as suas ligações? –Bufou. –Não sonhe tão alto, baby.
-Tenho fé, é diferente. De qualquer forma, eu acho melhor você voltar pra casa. Com certeza ela vai entrar pela garagem.
-Eu disse que ia falar com ela hoje, então, vai ser hoje.
-Mas Zac...
-Acho que ela chegou, um segundo. –Observou o Audi A4 estacionar em frente ao prédio. –Pelo crucifixo preso no espelho, deve ser ela. –Respirou fundo. –Desde quando ela ficou tão religiosa?
-Acho que é aquela coisa de "agora vou ser diferente por que não aguento mais sofrer" mas não dou nem dois meses. A Vanessa não sabe obedecer, e pelo que eu sei, existem regras para ser fiel.
-E fidelidade é uma coisa que ela não respeita.
-Zac! Vocês dois erraram, não comece.
-Não disse que a culpa era só dela, disse?! E não me repreenda; eu não menti e você sabe.
-Tanto faz, pare com isso.
-Ela está saindo do carro agora.
-Espere um pouco; se ela não guardou o carro na garagem é porque planeja sair novamente. Se ela for sozinha, você a segue e depois conversam.
-Quanta perspicácia, Sherlock. –Ela riu e Zac viu Vanessa se aproximar do porteiro. –Ela está falando com o porteiro agora; tem alguns envelopes nas mãos... A pasta roxa! Meu Deus, Ashley, ela está com aquela pasta roxa!
-Meu dossiê? –A morena sorriu animada. –Zac, ela foi no advogado e levou o meu dossiê. Com certeza foi tratar das mudanças dos bens, mas claro, deu entrada no processo.
-Será?
-Zac, você é tão desconfiado. Se não for isso, o que mais seria?
-Não sei; dela eu espero tudo. Disse que me amava e meia hora depois estava se jogando nos braços dele.
-Vocês se despediram como se nunca mais fossem se vê e agora reclama? A cabeça dela deve ter ficado confusa e ele estava passando mal...
-Grande coisa!
-Aí Efron, pare com isso e me diga o que ela está fazendo agora.
-Parece nervosa e confusa. Aponta para o celular e o porteiro para as escadas. Ela bufou, e agora, está zangada.
-Talvez a tela dela tenha queimado e por isso ela não está respondendo minhas mensagens. –Sorriu. –Está vendo? Nem tudo é o que parece.
-Não mesmo. Ela foi até o carro e depois voltou e correu escada acima. –Riu forçado. –Ela já fez a escolha dela.
-Ele deve está passando mal, Zac, pare de pensar negativo.
-Não me importa.
-Zachary Efron, você não vai subir aí!
-Porquê não? Vim aqui com esse objetivo.
-Não faça isso! Se ele estiver mesmo passando mal, ela vai ficar com ele por livre e espontânea pressão, isso, para não falar pena.
-Não por pena, Ashley, ela o ama também.
-Também; está vendo? Agora você está admitindo que ela ama os dois!
-E está enganando os dois, e isso, eu não vou suportar.
-Olha, eu vou ligar para a casa dela e marcar de sairmos juntas e te digo depois o que descobri, mas por favor, por mim, não entre aí.
-Ashley...
-Baby, isso não vai ser bom para nenhum de vocês. –Implorou. –Por favor, não faz isso, não sobe aí. Volta pra casa Zac, por mim, por favor.
-Ok, Ashley, por você e somente você. –Suspirou. –Vou pra sua casa.
-Estou te esperando.

[...]

-Vanessa Anne Hudgens, que merda você pensa que está fazendo? –Miley questionou puxando-a pelo corredor.
-Meu braço, baby. –Reclamou se libertando do aperto. –O que você faz aqui?
-O porteiro me disse que ele passou mal e vocês vieram pra cá. O que aconteceu? –Vanessa suspirou. –Não faça essa cara, você vai me responder.
-Pode ser depois? Eu não quero deixá-lo sozinho. –Tentou voltar para o quarto.
-Não, não pode. Você ignora minhas mensagens.
-A tela do meu celular queimou e nem ligações eu estou conseguindo atender. Desculpe.
-E porquê não usou o celular dele?
-Ele estava ocupado trabalhando e eu só me importei em cuidar dele.
-E o que ele tem?
-O médico disse que ia falar com ele primeiro, mas eu sinto que eles estão me escondendo algo.
-O Zac está furioso com você; até foi na sua casa hoje.
-Ele o que? –Se assustou. –Ele entrou? Eles conversaram?
-Não, e agradeça a Ashley por isso. Ela fez ele mudar de ideia e voltar atrás.
-Ah meu Deus! –Pôs as mãos na cabeça.
-Ah meu Deus, mesmo. Você acha que está certo o que anda aprontando?
-Miley, por favor, eu juro que não tenho controle nenhum sobre isso. Tentei acabar com tudo hoje, mas não consigo, não com ele assim.
-Você não pode ficar com ele por pena.
-Não é pena, eu o amo.
-Mas tinha desistido dele, não era mesmo?
-É complicado. Por favor, me deixa em paz. Eu preciso tomar minhas decisões sozinha.
-Muito sozinha que você está com ele assim, precisando de você. –Ironizou. –Vanessa, você não está sozinha nessa e nem vai ficar. Por favor, pense com calma e não movida pelas emoções.
-Não me pressione! –Ordenou um pouco alterada. –Eu preciso voltar para meu marido.
-Posso vê-lo?
-Não acho que será uma boa ideia.
-Eu não vou falar nada, só quero vê-lo.
-Não!
-Pela fresta da porta. –V entrou no quarto e Miley colocou a perna impedindo-a de fechar. –Olá, Crawford. Melhor?
-Olá, Cyrus. –Ele tossiu. –O que faz aqui?
-Vim comprar café. Os dos hospitais são meus favoritos. –Chace sorriu fraco e Vanessa a encarou. –Bem, é melhor eu ir antes que a Vanessa me mate com esse olhar. Até mais, baby, e melhoras.
-Argh! –V resmungou revirando os olhos.
-Com ciúmes? –Chace brincou e ela o beijou.
-Nem se eu fosse louca. –Sorriu. –Quer sua sopa agora?


-Olá, baby. –Ashley saudou alegre demais.
-Estou saindo do hospital. –Miley avisou. –Ele está péssimo, quase morrendo. Branco que nem arroz e com os olhos fundos e sem vida.
-E o que ele tem?
-Não sei, mas ouvi umas enfermeiras falando algo sobre um paciente com infecção e imunidade baixa. Talvez seja ele, talvez não.
-E a Vanessa? –Z questionou e ela se assustou.
-Me expulsou do quarto. Ela está confusa e eu até arriscaria dizer perturbada. Não estranharia se tivesse outra crise de nervos.
-Eu disse que ela estava perturbada! –Ashley disse dando um tapa em Zac. –E você perguntou sobre a decisão?
-Ela disse que precisa pensar sozinha, mas que ele precisa dela no momento. –Bufou entrando no carro. –Ela está com pena, é isso o que me parece.
-Se ela não quer tomar a decisão por pena ou , eu o faço. –Z disse.
-Zac, não, por favor. –Ashley pediu. –Só dê tempo ao tempo.
-Baby, ela não pode fazer o que está fazendo por que está com pena ou a galinha inteira. É errado e chega até a ser imoral.
-A galinha inteira. –Miley riu. –Por favor, essa é boa. E se fosse dó?
-Nem dó ou lá ou todas as notas musicais. –Miley gargalhou e Zac revirou os olhos. –Estou falando sério, isso acaba aqui pra mim.
-Vocês combinaram que iam conversar antes. –Ashley relembrou-o.
-E ela disse que não ia cair em tentação.
-Zac, se você o visse, até você teria pena. –M disse. –Sem contar que mesmo perturbada, ela me parece decidida, e por você.
-Estou vendo ela aqui do meu lado me escolhendo. –Ironizou.
-Ela deixou escapar que tentou acabar com tudo hoje, mas não pode deixá-lo assim; é uma boa coisa.
-Eu preciso pensar.
-Você não vai embora daqui. –Ashley disse. –Baby, se você for, eu vou te seguir.
-Eu só preciso ficar sozinho por um tempo. Não se preocupe, eu não vou atrás dela nem de ninguém.
-Me promete?
-Prometo. –A beijou na testa. Zac pegou o casaco, as chaves do carro e saiu batendo a porta da frente.
-Miley, eu tenho medo.
-Eu também, Ashley; eu também.
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Hei hei hei. Como estão? Demorei um pouquinho além do sábado, mas aqui está o capítulo. Está pequeno, mas é para preparar o terreno. A bomba vai explodir logo logo. Enfim, quero agradecer aos comentários. Nayla, vou fingir que nem te conheço. Rafaela, vai preparando a pipoca aí que já vai começar o barracos de família haha. Anonimo, acalme seus nervos. Não precisa você entrar na fic pra bater em ninguém, eles mesmos vão fazer isso :emoji da lua amarela: e Julia Andrade, será que tem que ser assim mesmo?! E se fosse o contrário? Não estou dizendo nada, viu? hahahaha. Vou tentar postar um spoiler ao longo da semana para atiçar vocês rçrç. Well, enjoy!!!
Xx

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Capítulo 45

Vanessa acordou com um calor infernal e uma dor aguda no ventre. Tentou se mexer e logo sentiu os braços de Chace ao seu redor. As imagens da noite passada invadiram sua mente e ela precisou reprimir o soluço.
Com cuidado, saiu do quarto sem fazer barulho e fechou a porta. Estava exausta e a dor que tinha no ventre começou a se espalhar pelo resto do corpo. Se jogou no sofá e deixou as lágrimas rolarem sem nenhum som. O telefone residencial tocou e ela esticou o braço.

-Alô?
-Vanessa?!
-Mamãe. –V recomeçou a chorar ao reconhecer a voz de Gina.
-O que foi, minha filha? Porquê você está chorando? O que fizeram com você, Vanessa?
-Mamãe, está doendo tanto; faz parar, por favor.
-O que dói? O que aconteceu?
-Dói tudo, até a alma. –Fungou. –Mamãe, ele voltou e está aqui. Eu não queria, mas agora eu quero ou acho que quero, eu não sei. Minha cabeça dói, meu corpo, meu coração... Tudo. Eu quero morrer.
-Vanessa, ele é o seu marido! –Gina tentou repreendê-la pelo drama. –O que houve? O que ele fez com você? Te bateu?
-Ele, a gente, nós... Ah mamãe, eu não queria, eu juro.
-Ele abusou de você? –Ela perguntou assustada.
-Eu me ofereci, mas depois não quis mais, só que ele não parou. Doeu tanto e ainda dói.
-Você pediu pra ele parar?
-Não.
-Ele não é adivinha, Vanessa.
-Vai defendê-lo? Eu que sou sua filha, e não ele.
-Ele é meu genro e eu conheço a filha que tenho. Você deveria ter avisado, pois que eu saiba, Chace não sabe ler mentes.
-Eu preciso de colo e não de repreensões.
-Desculpe. Como você está? E ele? Não percebeu que você não estava gostando?
-Ele sabe fazer alguém sentir vontade mesmo sem querer, e mesmo assim, o meu corpo o rejeitou. Eu tentei e ele também, porém não funcionou. Ardeu tanto, mas ele soube me instigar até ficar com vontade, mas do meio pro fim eu já não aguentava mais.
-E ele?
-Estava tão empolgado que nem se deu conta. Ele sentia saudade, e eu até gosto da ideia já que significa que ele não teve outra, porém não quero repetir.
-Isso você tem que conversar com ele, e procurar um médico também. Não é de agora que você vem tendo essas dores, Vanessa.
-Eu sei, até tinha agendado, mas esqueci da consulta.
-E porquê não remarcou?
-Eu remarquei, três vezes. Juro que esqueci e até coloquei lembrete no celular, mas como fui buscar o Chace no aeroporto, tive que cancelar.
-Trate de ir. Isso pode ser algum problema que pode impedir você de me dar netos. –V suspirou. –Você ainda não mudou de ideia sobre crianças?
-Não sei nem se quero continuar casada, quem dirá ter filhos.
-Que história é essa Vanessa Anne? Casou com um desconhecido porque quis, agora trate de aguentar o fardo. Achou que casamento era um mar de rosas?
-Mãe, não sou nenhuma criança e sei o que eu quero e o que é melhor pra mim. –Bufou. –Não é de agora que eu passo por crises e já me aconteceu tanta coisa que a senhora nem imagina. –Disse lembrando dos abortos. Se a família ao menos sonhasse que ela tinha perdido um filho, Chace estaria morto, quem dirá três? –O fato é: preciso de mais e o Chace não tinha feito nada a esse respeito antes, só que agora que voltou, parece diferente. Parece outra pessoa, mais madura e segura de si, mas ao mesmo, insegura também. Eu o amo, mas já tinha pensado numa vida futura longe dele. Estou confusa e não sei se fico e pago pra vê, ou se fujo antes de ser tarde demais.
-Você quer que esse casamento dê certo?
-Eu não sei; é essa a questão. Sei o que devo fazer pra mudar a situação, mas não sei se ainda quero continuar com ele. Afirmo novamente que o amo, mas eu estava quase adaptada a nova vida sem Chace. Queria morrer pra não fazer escolha nenhuma.
-Existe outro?
-Não, claro que não. –Tossiu nervosa e ouviu a porta do quarto se abrir. –Mamãe, ele acordou. Preciso desligar pra fazer meu papel de esposa perfeita.
-Não está fugindo, está? –Gina perguntou desconfiada.
-Claro que não. Quer falar com ele?
-Quero!
-A senhora me ofende desse jeito, sabia?
-Passe para o meu genro predileto.
-Não sabia que a senhora tinha outros genros.
-E não tenho. –V riu e estendeu o telefone para Chace.

-Minha mãe quer falar com você. –Avisou. –Quer que eu prepare seu café?
-Quero que você volte a dormir, são cinco e meia da manhã. –Chace avisou com sua voz rouca pelo sono e tossiu um pouco. –Vá para o quarto e é melhor dormir, ou então, vamos ter um problema. –Disse sério e ela lhe deu língua. –Senhora Crawford, que modos são esse?
-Você está tão mandão ultimamente.
-Eu sempre fui mandão, agora vá, não vou demorar.
-Ok, senhor me-obedeça-ou-morre. –Lhe deu um beijo rápido e entrou no quarto fechando a porta em seguida.

Olhou para a cama e sentiu o estômago revirar. Tinha uma pequena mancha de sangue no lençol e um arrepio subiu por sua espinha. Será que ela estava doente? E se durante as relações com Zac ela tinha pegado alguma DST? Era possível, já que de acordo com Alex, ele tinha se envolvido com diversas mulheres no passado.
Tirou esse pensamento da cabeça e tratou de trocar as roupas de cama. Zac já tinha lhe dito que sempre usava camisinha com quem quer que fosse. Quando estava terminando de arrumar a cama, Chace entrou no quarto.

-O que houve? –Ele perguntou estranhando.
-Também queria saber. –Suspirou. –Tinha sangue na cama, de novo.
-Como assim "de novo"?
-Estou com sangramentos, eu acho. –Respondeu nervosa. –Ou isso ou estou com a menstruação desregulada, o que é mais provável.
-Você está nervosa. –Ele comentou o óbvio.
-Estou com medo. E se eu estiver doente? Minha mãe disse que posso não ter filhos. Só porque eu não quero, não significa que quero ficar estéril, entende?
-Você precisa ir no ginecologista. –Chace disse a puxando para um abraço.
-E você em um clínico geral. –Retrucou se afastando. –Estou com dores, mas não quero te deixar sozinho. E se você surtar de novo?
-Podemos ir juntos para uma consulta, o que acha? Primeiro vamos na ginecologista e depois...
-Você acha que me engana? Quem garante que depois você vai no médico?
-E quem me garante que você vai? Sua mãe me contou das consultas perdidas.
-Eu esqueci. –Corrigiu irritada.
-Claro. –Ironizou.
-Ah Chace, não me enche. Preciso de um banho; termine você de arrumar a cama, afinal, também dorme aí, e se eu me machuquei, foi por sua culpa.
-Minha culpa?
-Transei com o que? Meu dedo?
-Quem me provocou foi você!
-E você nem queria. –Falou o mais sarcástica que conseguia.
-Eu só queria conversar, mas você tinha que jogar baixo e me seduzir.
-Pois não faço mais! –Disse e se trancou no banheiro.

Vanessa respirou fundo e ficou pensando no que faria enquanto a banheira enchia. Ouviu a porta do quarto se fechar e desabou no chão. Não queria continuar do mesmo jeito, mas tinha que descobrir o que Chace tinha e o porque de Zac ter terminado tudo.
Lavou os cabelos e esfregou cada canto do seu corpo com a esponja. Sentia-se suja e ao mesmo tempo mais suja por se senti suja. Sabia que era errado ficar com Chace, mas ele era o seu marido e Zac era apenas seu amante. Os dois sabiam que ela poderia reconsiderar a ideia de se separar, mas tinham combinado de conversar antes para por um ponto final na relação.
Se ela e Chace foram realmente flagrados durante o jantar, com certeza Zac já deveria estar sabendo e pensando o pior dela. Mas ela era a errada e não eles. Ela havia procurado seduzir o ex dois meses antes e na noite passada, o próprio marido, e tudo isso para evitar uma conversa.
Esfregou-se com mais força e resolveu tomar uma ducha gelada, afinal, só assim conseguiria acalmar os pensamentos que estavam a mil. Se enxaguou e pegou numa toalha branca que estava estendida ali. Estava dolorida e rosada devido aos esfregões constantes na sua pele. Saiu do quarto devagar e gelou quando o viu estirado na cama com o MacBook no colo. 

-O que foi? –Chace perguntou observando o corpo moreno a sua frente.
-Achei que você tinha saído.
-Se enganou.
-Vai trabalhar aqui?
-É meu quarto também, ou estou enganado? –V apenas ignorou e começou a revirar o guarda roupa. –Não vai trocar de roupa na minha frente, vai?
-Qual o problema? Até parece que nunca me viu nua.
-Sinta-se a vontade, senhora Crawford.
-Chace, eu não quero brigar. Poxa, estávamos tão bem e do nada nós começamos a discutir.
-Você que me atacou, eu só queria te ajudar.
-Eu sei, mas mesmo assim, parecia provocação.
-Se eu quisesse te provocar, seria mais óbvio.
-Não fica magoado comigo, por favor.
-Vanessa, eu tenho uma reunião pra dirigir. Se quiser dormir, durma, se não, não. Só peço que não me atrapalhe. –Ela resmungou algo que ele não entendeu e largou a toalha no chão. –Vai pegar um resfriado se continuar nua e molhada. –Ela revirou os olhos e puxou as cobertas para cima. –O que você pensa que está fazendo?
-Vou dormir.
-Nua?
-Qual é o problema? Dormi assim ontem.
-Quer mesmo me provocar?
-Só quero dormir, Chace. Quem sabe, quando eu acordar, seu mau humor não tenha passado e você queira tentar de novo?!
-Pra me acusar de abusar de você pra sua mãe de novo? Não, obrigado.
-Eu não acusei, ela quem disse isso e eu desmenti.
-Mas disse que não queria.
-E eu não queria mesmo.
-Então porque me seduziu? Só porque não queria conversar? Se você ainda não sabe o que quer, era só ter dito que eu te deixava em paz.
-Me desculpa; eu não queria te magoar.
-Pois fez. Achei que você sentia saudade de mim.
-E eu sinto. Chace, eu tenho tanto medo de te perder. –Confessou pegando nas mãos dele. –Eu amo você, amor. Amo mais do que a mim mesma e fico com vontade de morrer só de pensar que algo pode te fazer mal. Apesar do meu amor, eu já tinha feito planos para mim e eles não te incluíam, pelo menos não o velho Chace. Estou confusa, só isso. Me dê um tempo para pensar, sim? Juro que não preciso de muito.
-Tudo bem. Se quiser que eu fique em outro lugar pra te dar espaço...
-Não! Quero você comigo porque preciso conhecer esse novo Chace, e que por acaso, está doente.
-Não preciso da sua pena.
-Não é pena, e sim preocupação. Sendo velho ou novo, você ainda é o meu Chace e eu sou a sua senhora Crawford.
-Se você insiste. –Ouviu o computador apitar. –Preciso iniciar a reunião.
-Vou dormir. –Disse se inclinando para beijá-lo. –Amo você é bom trabalho.

[...]

-Não, eu acho que isso não será necessário. –Chace disse. –Sobrevivemos com o lucro de 10% da sua empresa por quase dois anos, então, porquê vocês não poderiam aceitar 15% da nossa? Ainda estão saindo com mais do que deveriam.
-Hmmmm. –V resmungou de olhos fechados. Sentia o corpo relaxado, mas os músculos internos ainda estavam um pouco doloridos. –Amor, ainda está trabalhando?
-Sim. Volte a dormir, na hora do jantar eu te chamo.
-Jantar? E o almoço? –V questionou levantando num sobressalto e Chace a encarou. –Desculpa. –Puxou o lençol até cobrir os seios desnudos. –Que horas são?
-Um pouco depois das 17h.
-Eu dormi tanto assim?
-Você estava exausta.
-E você não parou pra comer?
-Fiz uma salada de frutas improvisada. –Disse voltando a encarar a tela. –O que me diz, Steve?
-Se você consegue conciliar trabalho e sexo com 10% eu também consigo com 15%. –Riu zombeteiro e Vanessa reconheceu a voz do homem. Era o mesmo que tinha almoçado com eles em Vegas.
-Isso se chama casamento. –Chace disse sorrindo. –Deveria tentar um dia.
-Se a senhora sua esposa aceitasse ser a futura senhora Hüller, quem sabe?
-Procure a sua própria senhora Hüller e deixe a minha Vanessa com o seu Crawford no sobrenome.
-O Vanessa fica bem acompanhado de Hüller.
-Steve Hüller chega a falência depois de perder todos os seus sócios é uma legenda que combinaria com sua foto nos jornais, não acha?
-Certo, Crawford, você venceu. 15% dos lucros.
-Depois desse joguinho, 12% e nada mais.
-Posso chorar agora?
-Não vai adiantar. –Sorriu. –Josh, atualize o banco de dados e acrescente o nome do senhor Steve Wey Hüller ao de nossos sócios.
-Sim, senhor. 
-Amor? –V cutucou Chace.
-Sim?
-E sua secretária "barra" assistente pessoal, onde está? –Tentou se aproximar da tela. 
-Em casa fazendo ligações. –Chace disse virando o MacBook para o lado oposto.
-E porquê não no escritório? Assuntos de trabalho deveriam ser tratados no ambiente de trabalho.
-Ela destruiu a sala dela com raiva de mim; e pra fazer essas ligações, ela precisa de tempo e privacidade, e isso, só a minha sala tem e eu não estou com vontade nenhuma de reformar minha cobertura. A casa dela é melhor; tem espaço e é confortável.
-E como você sabe?
-Vanessa, agora não.
-Tudo bem, desculpa. –O abraçou. –Ainda vai demorar? Queria tomar banho com você.
-Só mais vinte minutos.
-Eu espero aqui. –O apertou com mais força e Chace sorriu.
-Porquê você não liga pras suas amigas pra avisar que está viva?
-Eu não. –Respondeu e ele estranhou, mas nada disse.
-Ok; vou virar a câmera, mas nada de olhares desrespeitosos.
-Senhora Crawford, é um prazer revê-la. –Steve disse com seu melhor sorriso e Chace revirou os olhos. –Não fique com ciúmes, Crawford.
-Não se preocupe, eu me garanto. –Piscou pra ela que apenas corou. –Onde estávamos?

[...]

-Amor? –Cutucou Chace que estava de olhos fechados.
-Sim? –Suspirou pesado.
-Está com raiva?
-Esses seus cutucões ainda vão me deixar com marcas.
-Desculpa.
-Você não me acordou só pra perguntar isso, certo?
-Eu só queria saber se a gente pode almoçar com a Ashley amanhã.
-Achei que vocês não estavam se falando.
-Eu só me afastei pra cuidar de você.
-Você precisa aprender a conciliar as duas coisas.
-Enfim, podemos almoçar juntos?
-Ela não vai se incomodar com a minha presença?
-Lógico que vai, dã. –V disse rindo.
-Então não. Se quiser ir, vá sozinha, eu fico por aqui mesmo.
-Não vou deixar você só, nem que seja por um segundo. Marco pra semana que vem, então. Até lá você já deve ter melhorado.
-Você que decide. –Disse se sentando.
-O que foi? Se sente mal?
-Só preciso respirar. –Respondeu sem fôlego.
-Quer que eu traga alguma coisa? Um saco pra fazer ventilação?
-Estou bem, é só uma falta de ar passageira. –Falou apertando a mão dela.
-Você nunca teve isso em terra firme.
-Eu sei, também estou confuso, mas não é hora de interrogações.
-Você precisa de um médico.
-Só preciso de tempo. Não se preocupe, já vai passar. –Vanessa prendeu os braços no pescoço dele e esperou. –Preciso dos meus remédios. –Chace disse minutos depois.
-Amor...
-Só me traga água, por favor. –Ela saiu do quarto sem dizer nada e ele pegou a mochila que ficava no pé da cama. Pegou dois comprimidos enquanto ela entrava no quarto novamente.
-Como você sabe qual é qual? –V perguntou insinuando para os medicamentos.
-Pela forma e pelas cores.
-E não confunde? –Ele apenas negou com a cabeça. –Certo. Vamos dormir, o dia será cheio amanhã.
-Programou algo?
-Patrick chega de viagem e eu preciso dar uma passada no escritório dele. –Chace a encarou. –Eu sei que você sabe, mas não se preocupe, só vou pedir desligamento. Não quero alguém me questionando e tentando me fazer mudar de ideia. Ele ganha muito por nada; isso precisa acabar.
-E a gente?
-Continuamos na mesma.
-Então, boa noite, senhora Crawford.
-Boa noite, senhor Crawford.

[...]

-Eu não aguento, Ashley! –Z disse se levantando. –Ela pensa que é quem pra ficar pulando de cama em cama?
-Ela só está confusa.
-Isso não é desculpa. Ela precisa se decidir ou eu mesmo farei isso, e não terá volta.
-Baby, você está alterado demais. Sente e tome mais um drinque, e só depois, você decide o que fazer com a relação de vocês.
-Eu já decidi; não vou mais aguentar ser o amante.
-Vai terminar tudo?
-Não, vou lhe dar uma última chance. Amanhã eu vou conversar com ela nem que para isso eu tenha que passar por cima daquele porteiro.
-E o Chace?
-Não me importo mais se ele sabe ou deixa de saber.
-Respire fundo, baby, e não faça nenhuma besteira. Ele é perigoso.
-Eu não me importo, não sou o único errado nessa história. A esposa dele que é a vadia.
-Zachary, abaixe o tom! Ela é nossa amiga e sua...
-Minha o que? Amante? Meu caso? Minha "mulher misteriosa"?
-Você está falando de cabeça quente. Os jornais mentem, baby, quem dirá sites de fofocas.
-Eles se beijaram, Ashley, por isso não tente tapar o sol com a peneira.
-Mesmo assim. Eles ainda estão casados e é assim que tem que ser.
-Não por muito tempo. É bom ela aproveitar bem essa noite de sono, por que amanhã terá que me enfrentar, querendo ou não.

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Hei hei hei. Como vão? Adorei receber tantos comentários, alguns meio violentos (aquele hahaha). Gente, pra que tanto ódio no coração? Não eram vocês mesmas que estavam com dó da Vanessa quando eu disse que ela ainda ia sofrer muito? Juro que só faltei chorar de tanto que ri do seu comentário, Rafaela! Sim, Vanessa foi fingida no capítulo passado, mas acho que nesse vocês entenderam o que se passava na cabeça dela, sim? Bem, a história da segunda temporada vai pra frente e podem ter certeza que vai voltar tudo pra ela, ou até mesmo antes. Finalzinho meio complicado, hein? O que será que vai acontecer durante essa visitinha do Zac ao apartamento da Vanessa? Me digam o que pensam. Nos vemos no sábado dependendo dos comentários. 
Xx