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quarta-feira, 30 de julho de 2014

Capítulo 35

-Vanessa? O que você está fazendo aqui? –Ashley perguntou chocada.
-Trabalhando?! –A morena sugeriu confusa. –O que foi? Não sou vagabunda.
-Eu sei que não, mas achei que depois de ontem você ainda estaria bêbada ou de ressaca, afinal, você saiu acompanhada da Miley do restaurante e...
-Fomos direto para a casa dela e dormimos lá para as duas e meia, três horas da manhã.
-E você já está de pé? Caiu da cama, foi?
-Antes fosse. Cheguei atrasada; não percebeu?
-Quinze minutos.
-E você acha pouco?
-Sim, e muito. Se eu estivesse no seu lugar, atrasaria uns 15 dias. Como que você está de pé, criatura?
-Com as pernas, Ashley! –Disse revirando os olhos e seguindo pelo corredor.
-Você está bem?
-Sim, estou.
-De verdade?
-Já estive pior. –Disse entrando na sala de Monique. –Oi.
-O que você está fazendo aqui?
-Porque é que todo mundo fica me perguntando isso? Eu não estou doente. –Bufou.
-Mas está se separando... –Ela encarou Monique. –Não está?
-Eu não sei. Eu não tive tempo para pensar nisso. Definitivamente, eu não quero vê-lo por um bom tempo, mas separação? Não quero pensar nisso agora. –Confessou com um suspiro.
-Tem certeza?
-Sim, tenho. Eu só quero saber de trabalhar. O que você tem pra mim?
-Vanessa, eu não sei se é uma boa ideia...
-Qual é, Monique. Estou com um casamento em crise, mas não estou morta!
-Não é isso, Vanessa. É que... a maioria dos projetos que eu posso te oferecer envolvem entrevistas, e você sabe qual é o assunto preferido deles.
-Minha vida privada.
-Exatamente.
-E a Nylon Magazine? Ainda está interessada em mim?
-Eu acho que sim, mas você tem certeza de que quer a Nylon? Não é por nada não, mas a maioria dos ensaios da Nylon Magazine são coloridos e alegres, e bom, acredito que na sua condição...
-Monique, eu não estou mal. Acredite em mim.
-Vanessa, não minta.
-Olha, eu não posso dizer que sou a pessoa mais feliz do mundo no momento, mas sim, eu estou bem. Eu sei lidar com a situação, já passei por isso antes.
-Mas...
-Não é a primeira vez que meu casamento entra em crise. É a primeira vez que ele sai de casa, mas crise? Isso é comum na minha relação.
-Você não quer algo mais sério? Mais sombrio? Posso te conseguir algo mais adulto e com sorte, uma entrevista mínima...
-Monique Coleman, pare com isso agora! Eu saí do conforto da cama da Miley para vim trabalhar e é isso o que eu quero fazer. Você quer o que? Que eu fique em casa morfando enquanto fico me descabelando porque meu marido me abandonou por uns míseros milhões enquanto como todo o chocolate que tem na minha geladeira? Eu não vou fazer isso, não posso. Eu tenho minha dignidade. Eu vou superar isso. Não sei como e nem quero descobrir agora. Só quero ocupar a minha mente o máximo de tempo que eu puder.
-Tudo bem. –Disse depois de respirar fundo. –Eu vou entrar em contato com o John e eu te aviso, ok?
-Vou só comprar um café e já volto. –Disse se levantando.

V se encaminhou para a loja do Starbucks que ficava na frente da empresa. Sentou-se em uma das mesas que ficavam na parte interior da loja e começou a mexer no celular. Não tinha parado para olhá-lo desde a noite anterior. O visor mostrava cinco mensagens de Stella e duas ligações da sua mãe. Arregalou os olhos quando viu as ligações da empresa do marido. Trinta e duas no total. Mas era impossível. Pelo horário, ele ainda deveria está no ar... Claro, a secretária já devia saber de tudo. Bufou enquanto guardava o celular novamente. Olhou as unhas que estavam quase todas roídas. Tinha ficado tão zangada com Chace que... "Pare! Você não quer pensar nisso agora" ordenou para si mesma. Se pensa-se demais no assunto, acabaria chorando e haviam paparazzi do outro lado da rua. Olhou os dedos novamente e viu a marca onde antes ficava a sua aliança. Mas... ela não se lembrava de ter tirado a aliança, muito menos o anel de noivado, porém eles não estavam ali. Procurou dentro da bolsa e nenhum sinal das joias. Tentou se lembrar de te-las visto na casa de Miley, mas nada. Pensar no jantar lhe dava dor de cabeça, mas mesmo assim ela tentou lembrar-se se tinha tirado os anéis, mas não. Ela havia insinuado que tiraria para Chace, mas no fundo até ele mesmo sabia que ela não teria coragem de fazê-lo. Raramente tirava a aliança quando brigavam. Analisou melhor o dedo anelar e percebeu que ele estava arranhado, provavelmente pelos pequenos diamantes que tinha no seu porta-aliança. Olhou a outra mão e percebeu que ele também estava dolorido e rosado. Será que... Não! Elas não teriam coragem. Tomou o resto do seu café em um gole só e se levantou. Ashley tinha que explicar, mas não agora. Ouviu os cliques e logo correu para dentro da Destiny Hope. Minutos depois estava na sala de Monique novamente.

-Vanessa! –Monique exclamou depois do susto. –Você quase me matou do coração.
-Quero uma reunião de emergência com a Ashley, Miley, Selena, Demi e Nina... Agora!
-Mas, o que houve?
-Minha aliança sumiu!
-Ah...
-Você sabe de alguma coisa a esse respeito?
-Eu?
-É, você.
-Eu vou pedir pra Marisa ligar para as meninas e marcar a reunião...
-Monique, me responda.
-Vanessa...
-Você sabe. Quem foi?
-Eu não vou me meter nisso. Vou ligar para a Marisa e pedir para ela preparar a sala de reunião.
-Não, não precisa. –Disse respirando fundo.
-Não?!
-É, não precisa. Eu vou resolver isso fora da empresa. Não quero trazer problemas pessoais para cá.
-Que bom que você pensou melhor, mas qualquer coisa...
-Tudo bem. Han, conseguiu falar com o John?
-Sim e ele me disse que eles ainda estão interessados em você.
-Ótimo.
-Vai levar mesmo isso aditante?
-Sim, vou. Para quando é o ensaio?
-Bom, se você ainda quiser ser a garota da capa vai te que correr. O Zac já está indo para o estúdio, mas não tem modelo. Aconteceu algum imprevisto com a Hayden Panettiere e ela não vai mais poder estar na capa e por incrível que pareça, os editores ainda estavam esperando que você aceitasse.
-Mas como eu vou "substituir" a Hayden? Isso é loucura. Eu não sou tão famosa quanto ela, nem famosa eu sou.
-Não é uma substituição. Aconteceu um imprevisto e ela não vai poder fazer o ensaio, eu já disse. Eles não entraram em detalhes sobre o que aconteceu, mas ficaram muito felizes quando o John disse que você tinha pensado melhor.
-Mas eles já devem ter feito toda uma divulgação sobre a Hayden estar na capa...
-Vanessa, por favor. Eles vão lançar uma nota de esclarecimento daqui há alguns dias. Não se preocupe, os fãs da Hayden vão te perdoar. Você não roubou o lugar de ninguém.
-Mas...
-Mas nada. Aqui está o endereço do estúdio e o valor que você vai receber. –Disse entregando um papel para ela. –Um bom ensaio e um bom dia. –Disse voltando a olhar para a tela do computador. V respirou fundo e saiu da sala. Correu para o elevador. O seu relógio de pulso marcava cinco para as oito e o ensaio estava marcado para as 08:30 da manhã e o estúdio ficava quase do outro lado da cidade.

[...]

-Pausa para o almoço. –Zac disse desligando a câmera fotográfica. –O que houve? –Perguntou baixinho para Vanessa.
-Nem me pergunte por que eu também não sei.
-Eu saí de casa achando que ia fotografar uma bela mulher e me deparo com isso!
-Isso foi tão sem graça que vou até guardar a minha risada. Quem sabe na próxima?
-Há-Há.
-É sério. –Disse dando um sorriso. –Você não sabe o que aconteceu com a Hayden mesmo?
-Não. Estou tão perdido quanto você.
-Isso é estranho.
-Sim, é. Agora pare de falar da vida dos outros. Como você está?
-E depois eu quem gosto de falar da vida dos outros.
-É sério, estou preocupado com você.
-Eu já estive pior...
-Entendo. Ele ligou?
-Não, mas a secretária dele sim.
-A secretária? Victoria?
-Sim, essa mesma. Mas não quero falar sobre isso.
-Tudo bem, me desculpe.
-Não, eu te entendo. Uma hora ou outra eu vou te que falar sobre isso, eu sei, mas prefiro adiar o máximo possível.
-Você quem sabe. Vamos almoçar ou você quer entrar em uma garrafa?
-Ah sim, até porque estou magérrima, com certeza. –Ironizou.
-Gorda que você não está, e nem corada. Se eu fosse você, pedia para a Nina passar mais daquela coisa colorida que da cor.
-Ela já passou blush suficiente. Eu quem estou pálida desde cedo.
-Comeu algo? –Perguntou abrindo a porta do estúdio pra ela.
-Não tive fome.
-Por tudo o que é mais sagrado, Vanessa. Não me diga que está de jejum desde as sete da manhã.
-Não, não estou. Antes de vir comprei um café no Starbucks.
-Qual?
-Zac, por favor. Nem minha mãe é desse jeito.
-Você mau tocou no jantar ontem e logo saiu para beber.
-E quem garante que não comi ontem depois do jantar?
-Eu te conheço e conheço a Miley. Ela come primeiro e depois bebe. Regra número um para não ficar com ressaca nível máximo.
-Tanto faz. –Revirou os olhos. –Eu não estou com muita fome. Um suco vai bastar para mim.
-Um suco vai ser a entrada da sua entrada. –Disse ligando o carro. –Nós vamos há uma churrascaria e você não vai deixar nem um farelo no prato.
-Mas...
-Mas nada.
-Zac! Eu não estou com fome.
-Acredite, você está sim.
-Quer saber mais do que eu?
-Eu sei mais do que você. Tu só acha que está sem fome, mas só vai precisar sentir o aroma do molho para começar a babar.
-Estamos no meio de um ensaio fotográfico, não se esqueça.
-Não se preocupe. Photoshop existe para essas coisas. –Piscou para ela que apenas revirou os olhos novamente.

[...]

-Boa noite, baby. –Miley cumprimentou-a assim que V entrou pela porta.
-Olá!
-Monique disse que você organizou esse jantar. –Ashley disse. –Já tomou sua decisão sobre Chace?
-Ainda não, mas que bom que você tocou no assunto. –A morena sorria enquanto colocava a bolsa no sofá e em seguida, tirava o casaco. Porque diabos o fim do ano tinha que ser tão frio? –Eu estava saboreando meu café enquanto refletia nas cadeiras confortáveis do Starbucks e bem, pela primeira vez no dia eu reparei nas minhas mãos, sabe? –Disse vendo as duas ficarem pálidas. –E bom, algo muito estranho aconteceu. –Arregalou os olhos como se estivesse contando uma história de terror para crianças. –Tanto a minha aliança quanto o meu anel de noivado sumiram, e nem o porta aliança ficou para contar história, acreditam? Só me sobrou esses arranhões.
-Vanessa...
-O mais estranho ainda é que eu não me lembro de ter tirado-os dos dedos. Assombroso, não é?
-A culpa foi toda da Ashley! –Miley disse apontando.
-Minha? Não minta, Cyrus. Eu nem sequer vi essas joias.
-Ah não? E o que é aquilo que está na sua bolsa?
-Cala a boca!
-Parem as duas! –V ordenou. –Eu só quero saber quem que deu autorização para vocês fazerem isso.
-Eu já disse que a culpa não foi minha. –Miley argumentou.
-Por favor, baby. Ashley não teria capacidade de pensar nisso sozinha.
-Ei! –Tisdale reclamou.
-Calada. Eu só quero saber: O que vocês pensaram que estavam fazendo? Querem acabar comigo mesmo? –Nenhuma das duas falou nada. –Estou esperando.
-Não é isso, Vanessa. –Miley começou. –Nós pensamos que se você ficasse se lembrando dele, isso só te deixaria pior. Digamos que nós duas temos certas "experiencias" sobre finais trágicos de relacionamento.
-Eu não terminei relacionamento nenhum. Estou apenas em crise.
-Vanessa, me poupe. Você mesma disse que se ele atravessa-se a porta, você tiraria a aliança do dedo. –Ashley relembrou-a.
-E você acreditou? Nem ele mesmo acreditou nisso, por isso que saiu. Ele sabia que eu não seria capaz de fazê-lo.
-Talvez seja por isso que ele te trata assim, como se você não fosse nada. Você sempre abaixa a cabeça e faz o que ele quer. Deveria ser mais dura, talvez assim ele te valoriza-se mais.
-Miley!
-Não começa, Ashley! Ela começou e vai escutar. Eu tentei fazer um favor, mas você não reconhece isso, Vanessa. Tenha um pouco de amor próprio. Dê uma dura nesse homem. Vai vê que ele passará a te respeitar.
-E porque eu te levaria a sério? Uma garota que nem namorado tem. Porque eu faria isso?
-Por que eu sei muito bem o que estou falando. Já abaixei demais a minha cabeça e descobri que é isso o que eles querem. Uma submissa! Uma mulher que faça tudo o que eles mandarem sem questionar. Eu não passei muito tempo com vocês, mas o que vi foi o suficiente para saber que você está cometendo o mesmo erro que eu cometi. E olhe só? Está tão sozinha quanto eu! Se você tivesse sido mais imponente no início do relacionamento de vocês, isso não estaria acontecendo. Eu sei como você está se sentindo e sinto muito, muito mesmo. Mas essa dor não vai passar se você continuar agindo como se nada tivesse acontecido. Tome alguma providência, pois as coisas não virão de mão beijada para você.


Vanessa não disse nada, apenas pegou sua bolsa e seu casaco e subiu as escadas, deixando as amigas sozinhas na cozinha.

-Eu acho que você pegou pesado com ela. –Ashley comentou.
-Não, eu não peguei. Somente disse a verdade e ela saber muito bem disso.
-Espero que ela não fique zangada.
-Não se preocupe, ela não vai ficar. Pelo menos, não com você.

[...]

-Posso falar com você? –V perguntou apoiando-se no balcão da cozinha.
-Claro. Sente-se. –Miley disse pegando a chaleira da parte superior do armário. –Achei que você já estaria longe daqui de casa. Quer chá? –A morena apenas confirmou com a cabeça. –A Ashley deve estar dormindo. Ela estava preocupada com você.
-Eu encontrei com ela no corredor e ela me disse que você estava aqui.
-Fiquei com sede. O que você quer falar comigo?
-É sobre o que você disse mais cedo.
-Viu que eu tinha razão?


-Porque você é sempre tão direta?
-Por que ficar enrolando não leva a nada. O que foi?
-Ok, você tinha razão.
-Eu sei. Era só isso?
-Porque você está zangada? Se alguém deveria está irritado aqui, esse alguém sou eu.
-Não, desculpe. É que você não me pegou no meu melhor momento.
-Aconteceu alguma coisa?
-Sabe quando você faz uma coisa que não deveria fazer porque sabe que é errado, mas acaba fazendo por pura birra e quebra a cara como sabia que iria acontecer?
-Não entendi muito bem, mas sim, eu sei. O que houve?
-Você lembra que eu estava... estava curtindo com o Avan, não sabe?
-Sei. É aquele do seu aniversário, não é?
-Sim, é. Pois bem, aquele filho de uma mãe saiu espalhando que dormiu comigo, acredita? Pior é que ainda tem quem acredite só por que temos algumas fotos juntos.
-Mas porque ele está espalhando isso?
-Por que é verdade. –Disse sorrindo.
-Miley!
-É sempre bom tirar uma com a sua cara. –Disse parando de rir. –Mas é sério, ele é um babaca. Descobri que ele só saiu comigo para poder dizer que "terminou com Miley Cyrus", argh. Eu sabia que estava bom demais para ser verdade. Ele era muito simpático e doce, muito prestativo. Até a Noah me alertou sobre isso, e ela só tem 10 anos!
-Sinto muito.
-O pior é que muitos estão com peninha de mim. Odeio que sintam pena de mim! Tipo: Isso me afeta, lógico, mas eu não estava apaixonada por ele. Estávamos apenas curtindo. Graças a Deus eu tenho o Joshua me apoiando.
-Joshua, hmmm.
-Nem comece. Somos apenas amigos.
-Claro, até por que eu sempre fico animada quando tenho uma cena de beijo com meus amigos.
-Não seja ridícula. Ele beija bem, eu confesso, mas somente isso. Não tem nada de romântico, até por que tem o diretor que fica o tempo inteiro pedindo mais e mais.
-E você nem gosta, não é?
-Para, o assunto não é esse. –Sorriu envergonhada. –Ele está me apoiando bastante. Somos amigos, eu acho.
-Cuidado com essas amizades.
-Você fica quieta, por que eu pelo menos sou solteira. Você nem isso.
-E dai?
-E dai que é uma falta de vergonha você usar um anel no dedo e querer levar seu "amigo" pra cama.
-Como é que é, garota? Em primeiro lugar, eu não estou com meu anel se a vossa senhoria se lembra. E em segundo: Eu nunca disse que queria levar o Zac pra cama.
-Em nenhum momento eu disse "Zac".
-Ma-mas todo mundo sabe que ele é o meu melhor amigo.
-Eu não disse melhor amigo, disse somente amigo.
-Mas...
-Hmmmm.
-Pare agora, Miley Ray! –Exigiu enquanto sentia seu rosto pegar fogo.
-Só você mesmo, Vanessa Anne. –Disse depois de gargalhar. –Me ajuda, poxa.
-O que você quer que eu diga? A única coisa que você pode fazer é negar.
-Mas até meus amigos estão acreditando.
-Então não são seus amigos, são colegas.
-Vamos fazer assim: Eu vou pedir pra mamãe negar enquanto tento limpar a minha ficha. Vou para o Haiti em dois meses e acho que até lá eu consigo impedir que o boato se espalhe.
-O máximo que eles tem é algumas fotos de vocês jantando juntos. Se você tomar cuidado para não vazar nenhuma foto do Halloween e do seu aniversário, pode até dar certo.
-Ok. Vou agir indiferente em relação a isso. Não vou nem tocar no assunto, e sim, deixar com a assessoria. –Disse servindo-se. –Tenho algumas cenas de "So Undercover" para finalizar, depois tenho o Haiti e alguns programas para ir e então, turnê!
-Você está tão animada.
-Vou para países que nunca fui antes, estou quase surtando.
-Certo, certo. –Disse dando um gole no chá.
-O que foi? Há, que cabeça a minha. Você está se separando, é mais do que natural você ficar "fora de área" do nada.
-Pare de dizer "separando", por favor. Eu ainda não me decidi.
-Tudo bem, desculpe. Mas você está.
-Miley!
-Ok, desculpe.
-Eu posso te perguntar algo?
-Claro.
-Mas me prometa que não vai sair daqui.
-Eu juro. –Disse levantando a mão direita. –O que foi? –Vanessa deu uma volta pela cozinha e foi até a escada vê se ninguém as ouvia. –Não tem ninguém na casa além da Ashley.
-Eu sei, e não quero que ela saiba.
-Agora você está me assustando. Está grávida?
-Não, Deus me livre e guarde. –Disse dando três batidas no balcão de madeira da cozinha. –É que eu estive pensando... Será que eu tenho alguma chance com o Zac?
-Como? Eu ouvi direito? Zac?
-É, Zac. Eu ainda gosto dele, você sabe.
-Me diz uma coisa: Como que você gosta dele sendo que dorme com outro homem?
-Eu não sei. Sinto como se eu fosse uma outra pessoa quando estou com o Chace, sabe? É como se ele despertasse o meu lado "maduro" e eu me sinto bem com ele. Com Zac, é como se o meu lado de menina voltasse a tona. Eu me sinto como uma menina-mulher de apenas vinte e dois anos quando estou com o Zac, mas com o Chace... é como se eu fosse uma senhora casada de vinte e dois. Você me entende?
-É um distúrbio de personalidade.
-Algo assim.
-Eu sinceramente não gostaria de estar no seu lugar. Chace é uma pessoa inteligente e bonita, um típico burgues dos sonhos. Já o Zac... é aquele cara inteligente e super gente boa que trabalha duro para conseguir o pão de cada dia, o nerd dos sonhos. Um fato: os dois são apaixonados por você. Está podendo, hein?
-Não é hora para brincadeiras, baby.
-Me desculpe, mas... como você quer saber do Zac se ainda não decidiu o que fazer com Chace? Essa história está muito mal contada.
-Eu tenho medo de terminar com o Chace e ele tentar fazer algo, sabe?
-Não é de agora que vocês vem tendo problemas. Acredito que juiz nenhum vá negar o divórcio se você contar o que aconteceu no seu aniversário.
-E se não for suficiente?
-Conte o que aconteceu antes, com seus bebês. Se você quer realmente se separar, você pode.
-Eu não sei.
-Você não quer é se separar. Está em dúvida se vale a pena trocar o certo pelo duvidoso. Você ainda não superou o que o Zac fez com você?
-Ele me abandonou, Miley. Você acha pouco?
-Uma semana depois você estava em Nova York dividindo um apartamento com o Chace.
-É diferente.
-Vanessa, você quem sabe. Mas lembre-se: quem tudo quer, nada tem. –Disse colocando sua xícara na pia. –Quando sair, apague a luz. –Miley disse antes de subir as escadas, deixando a morena sozinha com seus pensamentos.

[...]

-Como é que é? –Stella gritou.
-Fale baixo.
-Nessa, você não sabe o quanto que eu esperei por isso. Que legal!
-Tire seu cavalinho da chuva por que nós somos apenas amigos.
-Por enquanto.
-Não sei. Acho que ele não vai querer ter algo comigo.
-Eu é quem não duvido. Ele não te esqueceu, disso eu sei.
-Mas as coisas não são tão fáceis assim.
-O que te faz pensar que ele não vai te aceitar de volta?
-Eu sou casada, Tete. Ele pode pensar que eu apenas quero passar o tempo, sei lá.
-É só você conversar com ele. Diz que está confusa com tudo, mas que de uma coisa você sabe. Você ainda o quer. Ele sabe disso, você me contou o que aconteceu há meses atrás.
-Eu sei. Você acha que ser sincera vai ajudar em algo?
-É melhor do que nada. Mas eu te peço uma coisa: não brinque com ele. Só fale com ele se tiver realmente certeza do que quer.
-Tudo bem. –Disse respirando fundo. O telefone dela começou a tocar. –É ele.

-Oi, baby.
-Ei, eu estava pensando em darmos um passeio amanhã, que tal?
-Está me chamando para sair, Zac Efron?
-Estou te chamando para dar um passeio, Vanessa Hudgens. Não somente você, mas a Stella também.
-Ela é menor de idade, viu?
-Eu sei disso, não se preocupe. E então, vamos ou não?
-Eu vou perguntar para ela, um minuto. –Disse tapando o áudio do celular. –O que você acha de passear amanhã com o Zac?
-Pode ser. –Stella respondeu. –Será uma ótima oportunidade para vocês conversarem.
-Ela aceitou. –V disse para Zac.
-Certo. Até amanhã as oito.
-Até. –E desligou. –Ai meu Deus, o que eu vou usar?
-Você parece uma adolescente.
-Não sou nenhuma idosa.
-Mas tem vinte e dois anos.
-Calada. –Disse jogando uma almofada na irmã.

[...]


-Que cara é essa? Está tendo flashbacks? –Zac perguntou sorrindo.
-Você sabe que eu não gosto de crianças.
-Mas a Stella parece está se divertindo. Não te basta?
-Sim, me basta. Por ela.
-Qual é, Vanessa? Se solta um pouco. Não é possível que você não sinta nenhum arrepio vendo esses sorrisos.
-Sim, eu sinto. De horror. –Disse se afastando do jardim do orfanato. –Porque você insiste nisso?


-Algo me diz que no fundo desse seu coração de pedra, tem algum sentimento bom.
-Vou levar isso como um elogio.
-Por favor, baby. Esses sorrisos não mexem com você? De verdade. –Disse parando na janela do berçário.
-Não. De verdade, eu estou ficando agoniada. Podemos sair daqui?
-Mas a Stella...
-Deixe ela aí, ela sabe aonde o carro está. Vem, vamos. Estou sufocada. –Disse puxando-o até o portão de saída. –Nunca mais faça isso, entendeu?
-Você é tão má.
-Não sou má, simplesmente não gosto.
-E quando você tiver um filho?
-Eu não quero nem pensar nisso. Tomo todos os cuidados devidos, e bom, acho meio impossível dada a minha atual situação.
-Já falou com ele?
-Ele me ligou umas duas vezes, mas como eu rejeitei, ele desistiu. Não quero falar mais sobre isso.
-Tudo bem.
-Nós podemos falar sobre outra coisa?
-Escolha o assunto.
-Argh, eu preciso desabafar. Não aguento mais isso. –Disse por fim.
-Eu me candidato. Podemos tomar um café.
-Tudo bem, vou avisar a Stella por mensagem.
-Certo. Vou pagar o parquímetro. –Disse se afastando um pouco dela. Respirou fundo e digitou uma mensagem rápida para a irmã. –Podemos ir?
-Sim, vamos. –Disse guardando o celular.

Entraram no carro e foram em direção há um café que ficava a algumas quadras dali. Pediram uma ala privada e sentaram-se.

-Sou todo ouvidos. –Zac disse assim que o garçom se retirou com os pedidos.
-Bom, por onde começar... Minha vida está uma bagunça. Fui abandonada pelo meu marido na noite do meu aniversário e o que me incomoda é que eu não sei se isso me chateia, entende?
-Você não sabe como se sente em relação ao abandono?
-É basicamente isso.
-Você ama seu marido, certo?
-Bom, eu não sei.
-Vanessa!
-Eu amo, mas... ai, Zac. Você sabe que nós dois temos algo... inacabado.
-Você não deveria pensar nisso agora. Eu já falei que o que eu sentia por você continua vivo, e você também deixou claro que não vai me perdoar até eu te contar o real motivo do nosso rompimento, e se depender de mim, você nunca vai ficar sabendo.
-Você está mais para boca do que para ouvidos. –Reclamou.
-Eu não vou ser o amante e você sabe disso.
-Eu sei, eu só... preciso de um tempo. Você está aqui e ele lá. Meu coração está confuso.
-O que você sente quando se entrega a ele?
-Zac!
-Preciso saber.
-Isso é pessoal.
-Não quer me contar por vergonha ou porque você sabe que no fundo, você o ama mais do que a mim?
-Eu nunca te esqueci e você sabe disso.
-Mas mesmo assim se entregou a ele.
-Você me abandonou!
-Tentei te proteger.
-De que? De ser feliz?
-Vanessa, por favor. Não faça isso consigo mesma. Você só quer testar se vale a pena ficar comigo ou perdoar o Chace.
-Não é isso. Eu estou cansada, Zac. Sei que minha vida com ele vai ser sempre assim, com seus altos e baixos. Mais baixos do que altos... O importante é: eu quero mudar. Não quero te usar, mas quero sim, voltar a fazer parte da sua vida. Eu continuo sentindo o mesmo por ele, eu acho. Eu não sei. Estou confusa, já disse. A única certeza que eu tenho agora é que eu quero você de volta.
-E ele?
-Eu não sei. Tenho medo dele tentar algo contra mim ou contra ele mesmo. Não me perdoaria se ele... bom, eu não quero pensar nisso. Só te peço uma chance. Você me deve essa. Me deu um belo de um chute dias antes do seu aniversário.
-Você age como se o aniversário fosse seu.
-Eu ia fazer algo especial para você, você sabe. Nunca tive a oportunidade de dar o seu presente...
-E nem terá. Sua virgindade já foi perdida... há muito tempo.
-Esse não era o único presente que eu queria te dar. –Disse revirando os olhos. –Fiz uma música para você. Era um poema, mas a Miley disse que está mais para música.
-E do que se tratava?
-Eu não vou te entregar até obter a minha resposta. Não quero estragar tudo logo de início. E então: sim ou não?
-Eu não vou ser o amante. –Repetiu.
-Eu não estou te pedindo isso. Você pode ser o titular.
-Como se você é casada?
-Eu só preciso da sua resposta para da entrada nos papéis de divórcio. Eu já tenho tudo pronto. Os motivos para apresentar ao juiz, a separação total de bens. Não quero nada dele. Claro que se você disser "não" eu vou pensar melhor no assunto. Não que eu queira ele de volta, mas eu sinto como se ele me esconde-se algo, sabe? E ele abriu mão de tanta coisa por mim. A família dele, por exemplo. Todos viraram as costas para ele quando nos casamos. Não posso ser assim tão fria. Não vou deixar as coisas como estão, obvio. Posso propor uma reconciliação, mas no fundo eu sei que nada vai da certo. Eu o amo, confesso, mas é um amor cultivado, sabe? Um amor que surgiu com a convivência. Um amor forçado, digamos assim. Já com você, é diferente. É algo espontâneo que surgiu assim que eu coloquei os olhos no garoto tímido de olhos azuis que chegou atrasado no primeiro dia de curso.
-Eu preciso pensar, Vanessa. É muita coisa para assimilar. Mas por favor, não se iluda. Eu vou pensar por que não quero te dar um não assim, tão na cara. Eu gosto de você, de verdade, mas não sei se essa de ser o outro...
-Não se preocupe. Eu sei esperar. Só te peço que não comente com ninguém.
-Não, não se preocupe. Te peço o mesmo.
-Nem se eu quisesse. Não tenho essa coragem toda. Nem sei como falei isso para você. –Sorriu sem graça e o garçom se aproximou com os pedidos. –Eu tenho medo de te magoar, e mais ainda: de me magoar novamente. –Confessou assim que ficaram a sós novamente.
-Eu não quero pensar nisso agora, ok? –Z pediu. –Mudemos de assunto.
-Tudo bem. –Suspirou e logo começaram uma nova conversa sobre o ensaio fotográfico que havia sido realizado no dia anterior. Pediram a conta e Vanessa comprou um café para viagem para a irmã. –Stella me mandou mensagem dizendo que está na Planet Blue. Pode me deixar lá?
-Claro. –Z respondeu dando a partida. Minutos depois eles já estavam na frente da loja. –Quer que eu espere?
-Não, pode ir. Nós pegamos um táxi. E não se esqueça de pensar, hm? Com carinho. –Disse antes de lhe dar um beijo no rosto.
-Até. E não se esqueça, hein? Descrição total. –Ela assentiu e foi ao encontro da irmã.

-Que demora. Acho bom ter rolado algo. –Stella disse.
-Stella! Você está pior do que a Miley.
-Estou apenas sendo sincera.
-Seja sincera um tom mais baixo, por favor.
-Responde logo: rolou ou não?
-Não, né, Stella? Mal conversamos sobre isso.
-E?
-E nada. Ele disse que vai pensar.
-Vou ter meu cunhado favorito de volta! –Stella disse abraçando a irmã.
-Qual parte do "nada" que você não entendeu?
-Vanessa, ele não disse "não".
-Mas também não disse "sim".
-Talvez é melhor do que "não".
-Só se no final for um "sim".
-Pelo que eu conheço o Zac, ele vai dizer "sim". Ele não te iludiria atoa.
-Eu prefiro continuar me preparando para um "não".
-Você quem sabe. Eu tenho quase certeza de que será um "sim". Ai, que vestidinho lindo. –Disse se afastando, deixando a irmã perdida em pensamentos.


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Hey, girls. Como vão? Está aí mais um super capítulo. Aposto que estou perdoada pela demora, hm? Será que o Zac vai dizer "sim"? Quem concorda com a Stella? Hmmmmm, eu não sei de nada. Antes que alguém venha criticar ou perguntar algo, sim, a história não é focada somente em Zanessa. Existem os personagens secundários e terciários e eu vou colocá-los no centro as vezes, como podem perceber. Espero que gostem do capítulo e agradeço pelas felicitações. Somos duas, Liriane. Chanessa na veia, pero Zanessa no coração, sorrynotsorry. Sim, Margarida, o Chace e a Vanessa tem esses momentos de "eu mando" e é isso que atrapalha na relação deles, mas também apimenta as coisas as vezes. Parabéns para nós duas, Julia haha. Acho que Zanessa saí agora, será? Pois é, Viviane, Vanessa também quer o divórcio. Será que vai sair? Não sei de nada, haha. Bem, obrigada a quem comentou.
Enjoy Xx

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Capítulo 34

-Alô?
-Vanessaaaa! –Miley gritou do outro lado da linha.
-Ai, meu ouvido. –Bufou. –O que foi, Miley?
-"O que foi, Miley?" O que foi? Você não da sinal de vida há quase uma semana e me pergunta o que foi? Qual é o seu problema? É sádica, por acaso?
-Não, não sou sádica, mas sou casada. C-a-s-a-d-a! Tive que cuidar do meu casamento e do Chace; ele teve um probleminha de saúde.
-Mas está tudo bem?
-Sim, está. Foi somente uma crise alérgica.
-Mas custava ligar para dizer que está bem?
-Chace confiscou meu celular desde que aterrizamos. Disse que, pelo fato de eu ter passado grande parte da viagem com vocês, eu deveria me dedicar a ele aqui.
-E isso vai durar quanto tempo?
-Não faço a menor ideia.
-E como você conseguiu atender?
-Eu tenho cinco minutos diários para falar com a minha mãe ou a Stella, e também para checar os meus emails. Você teve sorte. Chace está dormindo e eu ouvi o celular tocar baixinho.
-Vanessa, isso é aprisionamento.
-Ah, se você soubesse... –Vanessa disse deixando a frase no ar com um sorriso no rosto.
-Como assim? Não me diga que...
-Exatamente.
-Vanessa, você...
-Miley, tenho que desligar. O Chace está se mexendo. Mande um beijo para todos e diga que eu estou com saudade. Amo vocês, baby's. Adeus. –Disse desligando o celular.
-Ahhh! –Miley exclamou jogando o celular na parede.
-O que foi? –Ashley perguntou se aproximando com um saco de batatas.
-Nossa amiga virou uma prisioneira dentro da sua própria casa e ainda gosta disso.
-O aniversário dela está chegando, vai vê é por isso.
-É por isso que nós temos que falar com o Chace. Temos que saber se ele está planejando algo ou se nós podemos fazer uma festinha.
-Eu acho que ele deve estar planejando algo, mas a dois. Ele é tão reservado que chega a doer.
-Mas até que vocês dois brincaram um pouquinho em Vegas.
-Eu estava bêbada e ele não seria grosseiro na frente de sócios.
-Aham.
-"Aham", nada. Você quem ficou de brincadeirinha com ele enquanto cantava.
-Pelo mesmo motivo que você: Álcool.
-Que seja. Ela disse algo especial? –Ashley perguntou antes de comer uma batata.
-Disse que Chace confiscou o celular dela desde que chegamos de Vegas, e que ele teve uma crise alérgica, por isso ela nem se lembrou de nós.
-Mas ele está melhor?
-Sim, está.
-Mas será que ele está realmente bem?
-Eu já disse que... –Ashley ergueu uma sobrancelha e logo a ficha de Miley caiu. –Ah, claro. Eu acho que talvez ele esteja precisando de algo, sabe? Uma força moral...
-Uma visitinha de, quem sabe, os amigos. 


-Claro, claro. Acho que, como amigas da Vanessa, nós devemos dar uma passadinha lá, certo?
-Absolutamente.
-Eu vou pegar a minha bolsa.
-E eu as chaves do carro. –Miley disse sorrindo.

[...]

-Será que fizemos bem?
-Claro. Estamos preocupadas com a saúde de Chace e estamos indo verificar se tudo está bem mesmo.
-E se ele se zangar com V por ela ter atendido o telefone?
-Nós falamos que estamos preocupadas com o sumiço dela e que decidimos fazer uma visitinha. Não se preocupe, tudo vai da certo.


-Mas...
-Ai, Ashley! Você que teve a ideia e quer ficar dando pra trás agora?
-Eu não tive ideia de nada.
-Teve sim.
-Ta, eu tive, mas você poderia ter dado pra trás.
-Mas eu não sou assim, e você sabe disso. Vai da tudo certo, não se preocupe. –Repetiu. Estacionou no meio fio e saiu do carro. –Se for o porteiro do mal, deixe que eu falo, ok?
-Ok. –Ashley disse respirando fundo. Elas deram as mãos e entraram na recepção. Ashley engoliu em seco quando o viu.
-Boa tarde. –O porteiro cumprimentou-as formalmente.
-Boa tarde. O Sr. e Sra. Crawford estão, correto? –Miley disse com o seu melhor sorriso.
-Sim, estão.
-Ah, ótimo. Nós já vamos subir...
-Não, as senhoritas não podem subir antes de receber autorização.
-Mas nós falamos com a Vanessa antes de vir... Você não se lembra de nós? Miley e Ashley? Amigas da Vanessa?
-Sim, eu me recordo das senhoritas, mas são ordens recebidas pelo senhor Crawford.
-Mas é importante. A Vanessa mesmo que nos pediu para virmos aqui.
-Então não haverá problema se eu checar, certo?
-Oh, shit. Ahn, senhor Rodrigues, não será preciso. –Miley disse tirando o telefone das mãos dele. –Na verdade, nós iriamos fazer uma surpresinha. O "senhor Chace" passou mal esses dias e nós queremos vê como ele está. É coisa rápida, nós prometemos. Em menos de cinco minutos, estaremos de volta.
-Mas...
-Por favorzinho.
-Eu posso perder o meu emprego, senhorita.
-Eu juro que vai ser rápido. Se o senhor Crawford perguntar, eu digo que não tinha ninguém na recepção e que nós entramos. E se ele não acreditar, eu arranjo um emprego pro senhor, melhor que esse.
-Não, senhorita, eu acho melhor...
-Por favorzinho. –Miley pediu com os olhos enormes.
-Certo, mas somente por cinco minutos, ou então eu ativarei a segurança.
-Muito obrigada. Nós já voltamos. –Miley disse puxando Ashley até o elevador. –Eu disse que ia da certo. –Ela disse assim que a porta se fechou.
-Sim, mas e se o Chace se zangar? Ele pode perder o emprego.
-A ideia foi sua.
-A ideia de subir foi sua. Nós poderíamos ter ligado pra Vanessa.
-E você acha que ela iria atender? Provavelmente seria ele.
-Mesmo assim, nós poderíamos ter pedido permissão. O AP é dele.
-É dele e dela.
-Se a Vanessa entrar em problemas por nossa causa...
-Ashley, pela milésima vez, vai da tudo certo. Nós já estamos aqui, não estamos? –Disse saindo do elevador. –É somente uma visita.
-Certo. –A morena disse respirando fundo. –Ai, eu estou nervosa. –Disse sorrindo.


-Está na cara que você nunca fez algo do tipo.
-Lógico que não.
-Você é tão inocente. Só não digo que é virgem, porque...
-Ok, chega. –Ashley disse indo até a porta de Vanessa. –Ok, isso é fácil. –Disse se preparando para apertar a campainha. Miley bufou e apertou. –Ei.
-Você estava demorando demais e nós temos apenas cinco minutos.
-Três.
-Tanto faz. –Disse ouvindo a tranca. A porta se abriu e Vanessa apareceu na porta. –Babyy! –Abraçou Vanessa, que estava paralisada. –Estava morrendo de saudade, menina. Isso não se faz. –Miley disse entrando. –Cadê o cafetão?
-Miley! –Ashley a repreendeu enquanto abraçava Vanessa. –Estava com saudades. Estás bem?
-O que vocês fazem aqui? –V conseguiu dizer com os olhos arregalados.
-Viemos te visitar, ué. Estávamos com saudades e preocupadas. –Disse fechando a porta. –Chegamos na hora errada?
-Cafetãããão. –Miley chamou batendo na porta do quarto.
-Miley!
-O que é? Ele é um cafetão mesmo.
-Quem é cafetão? –Vanessa perguntou.
-O seu marido, quem mais seria?
-Miley...
-Que barulheira é essa? –Chace perguntou saindo do quarto. –Ah, não...
-Eu juro que não sabia, amor.
-Cafetão, como vai? –Miley o abraçou. –Nossa, você está bem? Está meio pálido e febril.
-Eu estou ótimo. O que vocês fazem aqui?
-Viemos procurar a Vanessa. Quem você pensa que é para tirá-la de nós de uma hora pra outra?
-E como vocês sabem que foi eu?
-Quem mais seria? Que cafetão mais previsível, hein?
-Cafetão?
-Sim, c-a-f-e-t-ã-o.
-Porquê?
-Até parece que você iria aprisionar a nossa bela amiga por nada. Tenho até medo de chegar perto da porta daquele quarto. Sabe-se lá Deus o que vocês fizeram.
-Chega, Miley! –Ashley disse contendo o riso.
-O que? Estou falando a verdade. Ou você prefere poderoso chefão?
-Quanta criatividade, hein?
-Eu sei. –Disse jogando os cabelos. –Ah, falando nisso, nós precisamos conversar.
-O que eu teria pra falar com duas invasoras?
-Falando em invadir, baby, você pode, por favor, avisar para o porteiro que nós vamos ficar mais tempo? –Miley pediu olhando pra V.
-Como?
-Ashley, conta pra ela enquanto eu converso com o cafetão "barra" poderoso chefão. –Miley disse se sentando.
-Você não tem educação não? –Chace perguntou olhando V indo para a cozinha com Ashley. –O que vocês fazem aqui?
-Temos que conversar sobre o aniversário da sua esposa. Você planejou algo?
-E isso é da sua conta?
-Sim, é, afinal, nós também queremos comemorar essa data.
-Já passou pela sua cabeça que talvez eu queira comemorar essa data com ela?
-Sim, e eu até acho que seja uma boa ideia, mas isso não nos tira o direito de querer fazer o mesmo. Você está planejando algo?
-Sim, estou.
-Para quando?
-Para que você quer saber?
-Porque eu quero organizar um jantar, sabe? Mas para isso, eu preciso agendar primeiro e depois contratar o buffet, conferir os convidados...
-Sim, eu sei como se organiza uma festa, mas você sabe que o aniversário dela é daqui a quatro dias, certo?
-Sim, eu sei, mas eu tenho um certo dom para organizar festas de ultima hora. Pensei em alugar uma noite do Craft para no máximo trinta pessoas e depois contratar um buffet com garçons e talvez, uma banda.
-E quem seriam os convidados?
-Bom, só da Destiny Hope seriam sete pessoas, mais o Alex e o Zac, já dá nove, mais a minha mãe, o Cheyne, o empresário dela e o Bill dá treze... bom, eu tenho mais ou menos umas vinte pessoas em mente, e deixei uma vaga de dez pessoas para alguns conhecidos de vocês, ou a família dela, não sei.
-Falas-te com a irmã dela?
-Sim, e só ela que vem. Talvez com um ou dois amigos, mas sem os pais. Eles estão esperando a visita de final de ano de vocês. –Relembrou-o.
-Ah, certo. Bom, você quem sabe. Se quiser uma ajuda...
-Não me ofereça dinheiro, por favor. Eu só quero a sua esposa pronta as oito da noite em frente ao Craft.
-Certo. E seria surpresa?
-Não, acho melhor não. Ela acharia que era somente um passeio qualquer e se vestiria que nem uma mendiga. –Falou alto o bastante para Vanessa escutar.
-Você está chamando quem de mendiga? –V perguntou se sentando no colo do marido.
-Você.
-Eu?
-Sim, você.
-Me diga: quantas mendigas você conhece que tem um closet com diversas roupas da Chanel?
-Uma: você.
-Engraçadinha.
-Eu sei. Ahn, falando nisso, você viu a matéria do JustJared sobre seu estilo?
-Sim, eu vi. "Maravilhoso. Exótico. Brilhante. Único".
-Só queria saber de onde eles tiraram isso.
-Há-Há.
-Agora é sério. Dia 14, eu quero você maravilhosa as sete e meia.
-E porque isso?
-Para um jantar em sua homenagem. Você quer paparazzi?
-Eu quero é ficar em casa somente de pijamas.
-De jeito nenhum. Não é todo dia que nós fazemos vinte e dois anos. É uma data memorável.
-Como todas as outras.
-Enfim, você tem roupa ou eu tenho que comprar?
-Eu tenho roupa.
-É pro Craft, hein?
-Eu sei, eu ouvi.
-Qual roupa você vai usar?
-Não sei.
-Vanessa!
-Eu comprei um Marchesa de alças que é uma gracinha. Acho que vou com ele.
-Deixa eu vê.
-Está lá no quarto, dentro do closet.
-Certo.
-Essa menina não tem jeito. –Ashley disse tímida assim que Miley sumiu de vista. Odiava servir de vela para casais, principalmente quando se tratava de Chace e Vanessa.
-E a separação? –V perguntou.
-Ela está lidando bem com isso, melhor do que eu imaginava. Foram dois golpes de uma vez só, mas ela é forte.
-Eu não sei se aguentaria se estivesse no lugar dela.
-Eu também não. Ela é mais forte do que eu, até.
-E eu. –Sorriu. –E você?
-Estou bem. Las Vegas me fez muito bem e eu já estou pronta pra outra, bom, mais ou menos. –Sorriu.
-E a Selena? Ainda está de conversinha?
-Não que eu saiba. Ela meio que se sentiu culpada por estar gostando de alguém enquanto eu e a Miley sofríamos, por isso, decidimos dar um tempo, tanto pra ela como pra Demi. Eu sei que a Demi está de olho no irmão da Miley, aquele ridículo. –Disse revirando os olhos.
-Ashley!
-O que? Ele é um babaca.
-Vocês não se dão mesmo, hein?
-Não, não nos damos e nem vamos nos dar. Ele é muito... argh, não gosto.
-Ok, então. –Disse olhando para a porta fechada do quarto. –Miley? –Chamou.
-Aaaaaaaaaah! –Ela gritou, fazendo todos pularem e irem até ela.
-O que foi? –Vanessa perguntou entrando no quarto, assustada.
-O que foi que eu fiz? –Miley questionou olhando a tela do computador.


-O que você está fazendo na minha cama?
-Olha isso, meu Deus. –Cobriu os olhos de novo. –Porque vocês me deixaram fazer isso?
-Isso o que? –Foi ao lado dela. –Ah, Deus.
-Porquê?
-Foi você quem quis.
-E vocês deveriam ter impedido. E agora, o que vai ser de mim?
-Não é tão grave assim.
-Não é tão grave assim? Eu tirei a camisa, Ashley.
-E dai? Você estava com calor.
-Você está me zoando, não é?
-Miley, é Vegas. Ninguém liga para o que acontece lá.
-Acontece que eu sou menor de idade e estou claramente bêbada.
-Não tem nada de mais, e outra, você estava performando. Tirou a camisa em um momento de loucura.
-Ai, Deus. 
-Relaxa, isso vai é te render mais publicidade.
-Será?
-Óbvio.
-Você é engraçada, não é? –V ironizou. –Aceita posar pra W Magazine, mas fica com vergonha porque tirou a camisa.
-Uma coisa não tem nada a ver com a outra.
-Ah, é verdade. Você estava de sutiã na boate, diferente de no ensaio.
-Ai, chega. É demais para mim. Tenho que ir pra casa para planejar a minha desculpa.
-Não diz nada sobre isso, ué.
-Como se fosse fácil. Tenho entrevistas para promover o álbum e é lógico que vão perguntar sobre a ida até Las Vegas.
-Diz que prefere não falar.
-Eu sou aberta com meus fãs.
-Então diga "eu enchi a cara e fiquei com calor", somente.
-Certo. Vou indo mesmo assim.
-Você viu meu vestido?
-Vi, é lindo. Nem parece que é seu.
-Há-Há.
-Agora é sério, eu preciso mesmo ir. Você vem, Ashley?
-Sim.
-Ótimo. Tchau baby –abraçou Vanessa – não desapareça mais. Tchau cafetão. –Abraçou Chace que apenas revirou os olhos. –Até terça-feira.


-Até.

[...]

-Meu amor, você está pronta? –Chace perguntou entrando no quarto.
-Sim, estou. –Disse dando uma última olhada no espelho. –Nem parece verdade.
-O que?
-Tudo, ué. Você e toda a sua doçura e o nosso casamento indo de vento em poupa. É tão surreal.
-Você merece.
-Você é incrível.
-Eu sei.
-Engraçadinho. –Lhe deu um beijo leve. –Eu acho que nunca tive um aniversário tão especial, sabe?
-Imagino. Os últimos três não foram nada agradáveis.
-É, mas vamos esquecer. O importante é que esse é o melhor dia da minha vida. –Disse sorrindo, mas Chace não sorriu. –Você está bem?
-Sim, estou. –Lhe deu um beijo na testa. Ela percebeu que ele estava tenso desde o início do dia, mas deveria ser algo envolvendo o jantar, pensou. –Vamos?
-Vamos. –Entrelaçaram as mãos e saíram. 

[...]

-Parabéns pra você, uhu. –Miley gritou pulando. –Sua idosa. –A abraçou.
-Miley, por favor. –Pediu sorrindo. A "festa" estava ocorrendo as mil maravilhas. Chace estava conversando com os empresários que ela tinha conhecido em Vegas e continuava aparentando preocupação, mas fora isso, estava tudo em ordem. –E meu presente?
-O Zac já foi buscar, que coisa.
-Que demora.
-Você vai ficar sem presente se continuar assim. –Disse antes de dar um gole na marguerita.
-Cuidado, hein? Nada de ficar bêbada aqui também.
-Nem brinque com isso. –Disse sorrindo. –Estou pegando leve, eu juro. Seu presente chegou, feche os olhos. –Miley ordenou e Vanessa logo obedeceu. –Ok, pode abrir.
-Tcharam! –Stella exclamou abrindo os braços.
-Aaaaah! –Vanessa a abraçou. –Que saudade, sua pestinha. Por que você não me avisou que vinha? Eu queria ter te buscado. Está explicado o porque de você não ter me ligado hoje, e eu pensando que você tinha esquecido. 
-Chega, por favor. Depois sou eu quem falo demais.
-Há-Há.
-Eu estava morrendo de saudade de você, também. Eu vim de primeira classe, acredita? Eu trouxe a Jody comigo, mas ela está com vergonha de entrar, mas o Zac está tentando trazê-la. Menina, o Zac está l-i-n-d-o. Ele mudou tanto, e eu até chorei. Ele foi um cachorro com você, mas continua o mesmo de sempre. Ah, eu adorei o seu vestido. Eu não te liguei porque a Miley está com o meu celular. Ela disse que eu ia acabar te ligando e estragando a surpresa. Ah, mamãe e papai mandaram um beijo e disseram que estão esperando você e o seu marido para o natal. Cadê ele? Eu quero conhecê-lo. Eu tenho que aprovar, mesmo achando ele um gato nas fotos.


-Eita, matraca. –Miley disse sorrindo. –Você é pior do que eu, criatura.
-Não, Miley. A Stella ainda ganha de você, porque a gente entende o que ela fala. –Ashley disse.
-Eu não tenho a dicção ruim.
-Mas tem um sotaque sulista, ou seja, tem a língua presa. –Zac disse se aproximando. –Parabéns, anã. –Zac disse abraçando Vanessa.
-Aw, que bonitinhos. Vocês deveriam continuar juntos, sabiam? Eu realmente acho que vocês combinam...
-Stella, por favor. –V a repreendeu.
-Tanto faz. Cadê o seu marido? Eu quero conhecer o meu cunhado.
-Com uns amigos.
-Eu tenho que conhecê-lo e ditar as minhas regras. Quem ele pensa que é para te tirar de nós? Isso é um absurdo, imperdoável.
-Ok, Tete. Eu vou chamá-lo. –Vanessa disse revirando os olhos. –Mas nada de falar bobagens. Ele é sério.
-Blah, blah, blah. Vai logo, eu tenho que ir no banheiro. Bebi tanta água no caminho que a minha bexiga ficou cheia...
-Ok, vou chamá-lo. –Vanessa disse indo em direção há Chace. –Amor. –Chace olhou-a. –A Stella quer conhecer você. Ela está aqui. Dá para acreditar? O dia está cada vez melhor. –O abraçou.
-Espero que ela não queira tomar satisfações.
-Pois se prepare, porque ela vai tirar. –Ela disse sorrindo. Se aproximaram da mesa principal e Stella deu um passo há frente. –Amor, essa é a Stella, sua cunhada; Tete, esse é o Chace, seu cunhado.
-Então você é o famoso cafetão? –Stella disse cruzando os braços.
-Stella! –V exclamou de olhos arregalados.
-O que? O que ele fez com você é o mesmo...
-Ok, chega desse assunto de cafetão. Miley, eu vou matar você.
-Eu não disse nada. –Tentou se defender. –Sua irmã que tirou as próprias conclusões, não venha me culpar.
-Calma, mana, só estou brincando. –Stella disse erguendo os braços. –Então, cunhadinho, como vai?
-Vou bem. –Chace respondeu educado. –É um prazer finalmente conhecê-la.
-Eu sei. Bem, você sabe que me deve umas explicações, certo?
-Stella... –Vanessa implorava com os olhos.
-O que? Não posso conversar com o meu cunhado?
-Pode, mas...
-Relaxe, eu não vou fazer nada de mais. Só quero deixar claro que ele tem uma dívida muito grande comigo por ter te levado de nós sem nem ao menos se despedir. Ok, ela estava triste, eu entendo, mas ela nem sequer telefonava. Isso não se faz, não mesmo. E outra: uma coisa é uma viagem até Nova York, que foi o que você disse para os meus pais, mas outra coisa muito diferente é o outro lado do mundo.
-Em primeiro lugar, a Vanessa teve sim oportunidade de se despedir. Diversas, aliais. Segundo, sim, ela estava triste, mas eu não a obriguei a nada. Apenas lhe fiz um convite e ela aceitou, sem pressão. Em terceiro; ela sempre teve um telefone a postos para telefonar. Nunca lhe privei de nenhum meio de comunicação, pelo menos não até a última semana. E em quarto e último lugar, sim, eu a levei para Nova York como tinha comunicado ao seus pais, mas assim que recebi a proposta de abrir uma empresa em outro continente, sua irmã foi a primeira a ficar sabendo e eu apenas aceitei a proposta porque ela me pediu para aceitar, porque iria viajar comigo. Se ela tivesse negado e dito que não queria sair dos EUA, eu atenderia as suas vontades e teria ficado. Por isso, lhe peço para não me acusar de coisas que não fiz.
-Certo, certo. Mas não banque o bom samaritano...
-Amor, eu te amo. –Chace disse olhando para a esposa antes de lhe dar um beijo.
-Stella, chega. –V pediu.
-Mas eu nem comecei.
-E já terminou! Vem, vamos ao banheiro. –Disse arrastando a irmã. –Você é louca.
-Eu? Ele quem te beijou do nada enquanto eu falava.
-Isso foi para vê se você calava a boca, um sinal, para vê se você entendia que ele me ama e que não se importa com o que você disse.
-Que mal educado!
-Olha quem fala! Trate de respeitá-lo, afinal, ele é meu marido.
-Tanto faz.
-Certo, vem, vamos voltar para a mesa.
-Não, eu preciso ir no banheiro. –Stella disse entrando no toalete apressadamente.
-Que bonita! –Alex disse se aproximando. Ele cambaleava um pouco e Vanessa logo soube que ele estava bêbado. –Muito bonita...
-Obrigada.
-Eu falava da sua irmã. –Disse antes de sorrir. –Mas você também é.
-Não tanto quanto ela, mas ela não é para o seu bico.
-Não se preocupe. Não gosto de novinhas.
-Ótimo. Posso saber o por que de seu estado?
-Dores.
-Físicas?
-Psicológicas, mas tão fortes que até parecem físicas.
-O que houve?
-É um assunto que não é de meu interesse, como disse o dono das dores.
-Se as dores não são suas, por que então as tomou para si?
-Porque é isso o que os amigos fazem. –Disse e ela logo soube quem era esse "amigo".
-Aconteceu algo que eu não fiquei sabendo?
-Sim, mas não é recente.
-Mas de grande importância.
-Sim, é, mas ainda assim, o assunto não é de meu interesse.
-Envolve terceiros?
-Até quartos... –Disse se afastando dela, que viu Stella se aproximar.
-O que foi?
-Nada.
-Como nada? Você ficou pensativa do nada.
-É algo que eu ainda não sei, mas vou descobrir.
-Tudo bem. Vamos voltar?
-Vamos, mas nada de implicância com Chace, ok? Respeite-o, por mim.
-Tudo bem. –Disse revirando os olhos. Voltaram para perto dos amigos e a festa continuou acontecendo. Chace tinha voltado para a mesa dos amigos empresários, mas continuava com aquela áurea de preocupado.
-Ah, droga. –Miley disse ficando de costas para a porta.
-O que foi? –Ashley perguntou. Viu as duas figuras masculinas e logo repetiu o ato de Miley de se virar.
-Isso só pode ser uma piada. –Demi exclamou.
-E de muito mal gosto. –Miley disse bufando. Vanessa deu algumas passadas, fazendo-os parar no meio do restaurante.
-Em que posso ajudar? –A morena perguntou séria.
-Só vinhemos, bom, eu vim, lhe desejar felicidades. –Scott disse com a voz estrangulada. –Sei que não fui um bom noivo para a sua amiga, mas sempre te considerei uma boa amiga para ela. –Disse lhe estendendo uma caixa média que estava embalada com um papel dourado e que tinha um único laço lilás. –Espero que goste e que, bom, não me odeie.
-Hm. –Murmurou cruzando os braços sem dar muita atenção ao presente. –E ele, o que veio fazer aqui? –Insinuou para Liam.
-Bom, nós estávamos jantando juntos e ele me acompanhou até aqui...
-Claro, até por que vocês não vieram aqui com a intenção de perturbar as ex's de vocês, não, imagine. Até porque você é um homem que se importa muito comigo, obviamente. –V disse o mais irônica possível.
-Lamento que você tenha esse pensamento sobre nós...
-Dispenso o seu lamento. Vocês poderiam fazer o favor de se retirarem? É um jantar privado.
-Tudo bem, eu entendo o seu rancor...
-Me poupe de sua "compreensão", por favor.
-Aceite o presente.
-Certo, agora vá. –Disse pegando a caixa das mãos dele, que apenas assentiu antes de se retirar. –Idiota.
-Eu quem o diga. –Ashley disse se aproximando com um copo de vodca na mão. –O que é?
-Não sei, e nem me importo. Você quer?
-Eu? Está brincando, não é?
-Se eu conheço bem o meu ex, e eu conheço, com toda a certeza é uma garrafa cara de champagne. Na cabeça dele, tudo se concerta com uma boa bebida. 
-E na do Scott, então? –Ashley disse tirando o presente das mãos de Vanessa. –Olha só a embalagem, que bonita...
-Digna de supermercado 24 horas.
-E você ainda duvida?
-Certo, meninas. Façam o que quiser com isso, mas cuidado, hm? –V disse lhes dando um abraço e se aproximando de Zac que estava solitário em uma mesa. –Posso?
-Você é a aniversariante, você pode tudo.
-Que bom saber. –Se acomodou ao lado dele. –Aconteceu alguma coisa?
-O de sempre.
-E o que seria?
-Alex bêbado.
-Ele me disse que é por sua causa.
-Exatamente. Bom, não exatamente...
-Eu entendi.
-Hm.
-Não quer me contar?
-Não. –Disse bebendo mais um gole de Whisky.
-Qualquer coisa, sou toda ouvidos.
-Eu sei.
-Posso te perguntar algo?
-Poder até pode, mas não garanto responder.
-O que você tanto conversou com o Chace naquela noite em Vegas?
-Se eu te contar, deixa de ser segredo.
-Mas não tem que ser segredo.
-Vocês estão bem, não estão?
-Sim, estamos.
-Então, para que se preocupar?
-Porque sim, ué.
-Falamos sobre você.
-Eu sei disso, mas preciso de mais.
-Pois não terá.
-Chato.
-Também amo você.
-Estou preocupada com Alex.
-Não se preocupe, ele não fará nenhuma loucura.
-Será?
-Se você quiser, eu levo ele para dar uma volta.
-Não, deixe-o aqui. Ele se sentiria excluído.
-Você que sabe. –Ela respirou fundo enquanto encarava a mesa e ele logo percebeu que algo lhe afligia. –O que houve?
-Chace.
-Achei que vocês estivessem bem.
-E estamos, mas eu sinto que algo o perturba.
-Te garanto que não tem nada a ver com Vegas.
-Mas então o que? Não nos separamos desde aquela noite e ele está tenso desde o inicio do dia.
-Por que não pergunta há ele?
-E você acha que eu já não o fiz? Ele nega, mas eu o conheço.
-Bem, se for algo grave, ele vai falar.
-Espero.
-Volte para lá e se divirta.
-Está me expulsando?
-Estou respondendo as ordens da Miley que não para de me fuzilar com o olhar. Ande, vá se divertir.
-Venha comigo.
-Estou de olho no Alex.
-Mas ele...
-Ele está no bar, vejo-o melhor daqui.
-Você quem sabe. –Disse se levantando e lhe dando um beijo no rosto. Voltou para perto das amigas e Miley logo chamou a atenção de todos os presentes.
-Bem, estamos aqui reunidos hoje para celebrar mais um ano da nossa amiga...
-Isso pareceu discurso de casamento. –Ashley interrompeu fazendo todos rirem.
-Continuando, se alguém quiser vir aqui na frente e dizer algo para a aniversariante, sinta-se a vontade. Sem querer pressionar nada, Chace, venha ficar do lado da sua esposa. Agora! –Chace sorriu e logo se encaminhou para o lado de Vanessa. Ashley iniciou as homenagens com algumas palavras representando os amigos, Nina disse outras representando os colegas de trabalho e Stella falou representando a família. –Quem acha que o marido dela deve falar, levanta a mão! –Miley disse e logo 25 dos 30 convidados levantaram os braços. –Aeeeeeh.
-Eu já disse o que tinha que falar. –Chace disse.
-Mas nós não ouvimos.
-Mas ela sim.
-Amor, diz qualquer. Elas não vão desistir. –V pediu.
-Certo. Han, o que eu posso dizer que você já não saiba? Você é a mulher da minha vida, a minha companheira, amiga, amante. Eu não me vejo mais sem você ao meu lado e tudo o que eu sou e o que eu tenho é graças a você e ao seu apoio. Você me da forças e eu nunca serei capaz de expressar realmente o que sinto por você e o que você significa para mim. Eu amo você mais do que já amei alguém e, bom, é isso. –Disse encolhendo os ombros envergonhado enquanto Vanessa derramava as lágrimas. –Não chora.
-Eu amo você. –Ela disse lhe dando um beijo, e todos logo aplaudiram.
-Já, podem parar. –Ashley pediu os separando. –Se recomponha, a festa ainda não acabou. –Disse para a amiga.
-Vocês tem a madrugada inteira para continuar. –Miley disse, fazendo-os corar.
-Miley!
-O que? Até parece que não, hein?
-A Stella está aqui, por favor. –V pediu.
-Sua irmã não é nenhuma boba, por isso, nem venha. –V apenas revirou os olhos e se afastou com Chace.
-O que foi? –Ele perguntou.
-Nada, apenas queria ficar um pouco sozinha com você.
-É uma reação coerente.
-Ao seu discurso?
-Exatamente.
-Ah, sim. –Disse lhe dando um beijo demorado. –Você não vai me contar mesmo?
-Contar o que?
-O que tanto está te afligindo. –Ele não respondeu. –Amor!
-Estão nos chamando. –Disse tentando levá-la para o centro do restaurante. –Ei.
-Você tem que me contar.
-Amor...
-Não vou conseguir me divertir enquanto você não relaxar.
-Chace! –Um dos empresários chamou-o perto da porta.
-Eu tenho que ir. –Tentou se levantar, mas ela o impediu. –Vanessa!
-Você só vai sair daqui quando me falar o que houve.
-Mas...
-Agora!
-Chace, nós vamos sem você. –O homem disse se aproximando. –E você sabe como foi difícil conseguir esse voo. Duvido que você consiga outro para essa semana.
-Thomas... –Chace tentou se livrar dele com o olhar.
-O que? Estou tentando te ajudar, cara.
-Que voo? Do que ele está falando? –V se meteu na conversa.
-Nada, amor.
-Como nada?
-Você ainda não contou há ela? –Thomas perguntou. –Cara, não temos mais tempo. O voo é daqui a pouco.
-Chace, o que você não me contou?
-Thomas, você pode nos dar licença?
-Claro, mas não demore ou nós vamos sem você. E parabéns de novo, Vanessa. –Thomas disse deixando o casal a sós.
-Pode me explicar?
-Eu quero que você saiba que eu não planejei isso.
-Você vai viajar, é o que eu entendi. Mas o quando é que eu ainda não assimilei, eu acho.
-Surgiu um problema na empresa. Um vírus destruiu a maioria dos dados, inclusive os dados financeiros...
-Claro, o dinheiro tinha que fazer parte. Sempre é assim!
-Vanessa, me deixa terminar.
-Quando, Chace?
-Amor...
-Quando? –Perguntou, dessa vez mais alterada, chamando a atenção de todos.
-Hoje.
-O que? Você está brincando, não é?
-Bem que eu queria, mas...
-Não tem mas nem meio mas. Você é o patrão, pode fazer o que bem entender.
-Amor, não fica assim...
-Como você tem coragem de me pedir isso? Com que direito você me pede isso? Você está me largando, no meu aniversário, no meu dia especial. Eu perdi as contas de quantas vezes eu te disse que esse dia estava sendo mágico e você deixou que eu me iludisse...
-Vanessa, eu não tenho escolha.
-Você sempre tem escolha. Sempre. Por isso, não me venha com essa história de que é contra a sua vontade. –Disse se levantando.
-Não fica zangada...
-Você sabe que eu odeio ser a última a saber das coisas. –Bufou. –Me faz um favor? Some daqui.
-Mas...
-Saí. Agora!
-Eu não vou passar tanto tempo fora, eu prometo que voltarei o mais rápido possível.
-Não, não se apresse. Passe o tempo necessário, eu não me importo.
-Não?
-Não, porque no momento que você atravessar aquela porta, eu tiro isso do dedo. –Mostrou a aliança. –Aquela porta está representando também a minha vida. Sair por ela é o mesmo que sair da minha vida.
-Mas...
-Você vai perder o voo. –Disse irônica. –Vamos, se decida.
-Chace! –Thomas chamou-o mais uma vez, fazendo-o oscilar o olhar entre a esposa e o sócio. Sussurrando um "desculpe" ele saiu, deixando todos boquiabertos.
-Vanessa... –Miley tentou argumentar.
-O que? –Voltou a atenção para a amiga enquanto enxugava as lágrimas que escaparam. –Eu estou bem, não se preocupem.
-Se você quiser, nós encerramos o jantar. –Nina disse se aproximando. –Nós entenderemos, não se preocupe.
-Encerrar por que? Ainda nem cortamos o bolo.
-Mas...
-Por favor, não se preocupem comigo. Eu estou bem, é sério. –Disse indo até o bar.
-Será que ela...?
-Não acredito que ela vá encher a cara.
-Pelo menos não aqui. –Miley disse.
-Como assim?
-Demi, você tem algum compromisso marcado pra mais tarde?
-Não que eu saiba, por que? –Demi disse.
-Você vai cuidar da Stella e da Jody.
-Mas e a Vanessa?
-Da Vanessa cuido eu, não se preocupem. –Miley disse indo até o bar.
-Só eu que tenho a certeza de que vamos receber ligações de duas bêbadas de madrugada? –Ashley disse.
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Hey girls, como vão? Desculpem a demora. Estive lendo o livro O Momento ele é HORRIVELMENTE MARAVILHOSO!!! Abalou totalmente o meu emocional: Triste com um final mais triste ainda, mas enfim. Eu tinha um capítulo pronto, mas estava conversando duas amigas minhas que me ajudaram com essa versão do capítulo 34. Bom, essa briga aí foi realmente para o fim, ou é o que a Vanessa quer. Será? Não sei, não sei. Espero que gostem e respondendo a uma pergunta que fizeram nos comentários: Não, não estou de férias e nem vou entrar. Minhas aulas começaram tarde e por isso não terei descanso. Anyway, espero que gostem!
Xx

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Explicações!

Gente, eu fui ler meus emails como sempre faço e vi que tinha um comentário de alguém perguntando se eu parei com o blog. Não, eu não parei com o blog e como eu já disse antes, se isso acontecer, vocês serão as primeiras a saberem. Eu estou demorando para postar por que na semana passada tive provas e nessa semana é a pré-recuperação para semana que vem ter a recuperação e digamos que eu relaxei demais nesse bimestre. Estou no 3º ano e se eu não recuperar essas notas, vou me dar mal na faculdade e é por isso que estou sem postar esses dias, mas eu sempre tiro um espaço do meu dia para escrever, tanto é que o capítulo está quase pronto, mas faltam algumas coisas, ou vocês não querem emoções? Enfim, espero que até domingo eu consiga postar o capítulo dessa fic. O de Bring The Pain está quase pronto, só faltam os últimos retoques. Acho que até amanhã a noite eu posto lá. Bem, eu só queria esclarecer para vocês que não parei com o blog! Ficou claro? Dúvidas? Deixem nos comentários e eu vou respondê-las com todo o prazer.
Xx

domingo, 4 de maio de 2014

Capítulo 33

-Não.
-Sim.
-Não.
-Sim.
-Não.
-Sim.
-Chace, eu já disse que não. –Vanessa bufou e se levantou da cama. –Mas que droga.
-Você é minha esposa e o seu dever é me satisfazer.
-Não, Chace. O meu dever de esposa é te amar na saúde e na doença, na tristeza e na pobreza, até que a morte nos separe. Foi isso que eu prometi nos meus votos e não "transar sempre que você pedir". Eu não sou uma boneca, eu sou humana e tenho sentimentos e vontades e no momento eu não quero; não quero que você me toque e nem que fale comigo. Se possível não me olhe, mas nisso eu não posso mandar, mas no que diz respeito ao meu corpo, sim. O que eu quero fazer com o meu corpo é deitá-lo nessa cama e dormir até amanhã; acordar as sete para tomar café e depois ir malhar.
-Eu não devia ter acreditado em você. Você disse que faria o que eu quisesse, mas não. Agora que conseguiu o que queria está batendo o pé e querendo expor as suas vontades.
-Um momento. Foi você quem começou com suas acusações sem fundamentos.
-Mas você quem começou com uma obsessão por fofoca através de tecnologia.
-Não era fofoca. Fofoca é quando você fala da vida dos outros e a própria Selena estava contando o que aconteceu com ela.
-Mas não era a Miley?
-A Miley só reencontrou o Justin, um modelo com quem ela já namorou há algum tempo, somente isso. Já a Selena... Isso não é da sua conta e não mude de assunto.
-Quem mudou de assunto foi você.
-Chace, não acaba com a paciência que eu já não tenho. Eu vou me deitar e você fique bem longe do meu corpo. –Disse voltando para a cama.
-Um belo modo de passar o nosso aniversário.
-O nosso aniversário foi ontem.
-Nós não transamos então pra mim ainda é o nosso aniversário.
-Então o nosso aniversário vai durar diversos dias, por que não vai acontecer. –Disse cobrindo-se até a cabeça.
-O que é que você quer, afinal? Eu já pedi desculpas e assumi meu erro, mas você insiste em ficar zangada comigo.
-Eu tenho os meus motivos.
-Eu mal encostei em você desde que chegamos e você quer que eu controle a minha testosterona. Quais são os motivos que você tem para ficar zangada e eu não?
-Você pensa que é fácil esquecer? Acha que é só pedir desculpas que já está tudo resolvido? Você duvidou da minha palavra e...
-Pode parar. Porque você está agindo como se estivesse na TPM? Sua menstruação é somente no final do mês e já estamos no dia quatro. –Ela ficou calada. –Tem a ver com o fato de nós não usarmos camisinha, certo? –O silencio se prolongou. –Vanessa...
-Não, não fala nada. Eu fiz isso por que eu quis. A "culpa" não é sua.
-Se eu soubesse que você estava tão sensível...
-É esse o seu problema. Se você soubesse você evitaria fazer as coisas, se prenderia e não é isso o que eu quero. Eu quero que você haja como você quer agir e não como "deve" agir para não ferir meus sentimentos ou atrapalhar a nossa noite. Você pensa muito antes de agir, Chace, e esse é um dos seus defeitos que eu mais detesto. Você é muito calculista e controlado.
-Por que eu quero que tudo saia perfeitamente.
-E o que tem de bom na perfeição? A perfeição é chata e sem graça. Uma briguinha de vez em quando não faz mal, por que não há nada melhor do que sexo de reconciliação.
-Então porque diabos estamos tendo essa conversa em vez de estarmos nos reconciliando?
-Por que eu quero que nos acertemos de uma vez por todas. Não quero ficar nessa de mais ou menos com você, pois por qualquer motivo nós vamos estar discutindo novamente.
-Vanessa, aqui não é lugar e nem é hora para uma conversa séria.
-E qual o lugar?
-A nossa casa.
-L.A.?
-Eu disse "casa" e não "AP". Quis dizer Índia. Nosso lar.
-Chace...
-É o nosso lar.
-E a hora? –Perguntou depois de suspirar.
-De manhã depois do café, pois estaremos com os pensamentos neutros.
-Precisamos ter essa conversa logo, Chace, até por que eu ainda não decidi se nós vamos voltar para a Índia, bom, pelo menos se eu vou voltar.
-Como assim, Vanessa? –Disse desembrulhando ela que suspirou.
-Eu tenho o meu trabalho e minha carreira aqui. É algo que eu gosto de fazer e espero que isso me leve ao meu verdadeiro sonho, ser fotógrafa. Enquanto a fotografação não obter o seu real valor, eu vou levando como hobby.
-Você não quer voltar para a Índia comigo?
-Eu não sei bem, na verdade. Eu aprendi a amar aquela nação, mas agora que eu voltei para o meu país eu fiquei confusa. Eu não me vejo morando lá novamente. Passando as férias sim, mas morar?
-Você só está a três meses aqui e já está toda mudada. É por isso que eu não queria que você voltasse. Eu tenho a minha empresa lá, Vanessa.
-E a filial?
-Eu ainda não tenho certeza se vou montar uma filial aqui e mesmo assim, a sede é lá e eu vou precisar passar grande parte do tempo lá, ainda mais se eu trazer uma filial para cá.
-Você disse que ia pensar.
-Sim, mas não é fácil assim. Não é de uma hora pra outra que as filiais são feitas. Preciso de planejamentos e de novos funcionários. Preciso saber se vai valer a pena ou se só terei prejuízos. É algo muito complexo.
-Mas eu quero que o nosso filho seja americano.
-Bem lembrado. Porque você não me disse que planejava engravidar, mesmo? Fiz papel de idiota na frente dos seus amigos.
-Eu já expliquei que é por que eu não quero que você tenha mais preocupações.
-Mas o filho será meu também, é lógico que eu tenho que planejar com você. Tenho que obter lucros para a casa nova, para a escola, para a faculdade, para os gastos com a saúde...
-Você já tem dinheiro de sobra, Chace. Não tem que ficar juntando nada.
-O petróleo está em alta hoje, Vanessa, mas ninguém sabe o dia de amanhã. A cada dia que passa, novas empresas perolíferas surgem e dependendo da qualidade do petróleo, o preço diminui ou aumenta alguns euros. Por culpa dessa instabilidade que eu investi na bolsa, que não é algo muito instável, e investi na mineração, que também não é instável, mas isso é resultado da sua própria produção e da qualidade. Eu sei que investi em coisas perigosas e que posso quebrar a qualquer momento, mas até agora estou com sorte e quase não tive prejuízos.
-Eu não quero ter filho agora, só daqui há alguns anos, e outra, eu tenho o meu trabalho. Não precisa você se preocupar com essas coisas.
-Mas do mesmo jeito que eu posso quebrar, você pode perder o seus minutos de fama.
-É por isso que eu quero me instabilizar primeiro para depois planejar isso. Só que para ganhar instabilidade eu preciso ficar em território americano e trabalhar. Posso ir te visitar quando der.
-Ou seja, nunca.
-Falando assim da a entender que o que eu sinto por você é tão superficial que eu não me esforçaria para ficar sempre com você.
-O que você quer não é suficiente. Eu quero mais, Vanessa. Preciso de mais. Preciso vê você todos os dias e não uma vez há cada dois meses.
-Você vai te que trazer logo essa filial pra cá por que eu não quero voltar. Ou isso ou...
-Nos separamos? –Ela engoliu em seco. –É isso o que você quer dizer? Você sabe muito bem que eu não vou te dar o divórcio.
-Eu ia dizer "ou temos um problema". As vezes você radicaliza demais.
-Pois foi o que deu a entender.
-Pois não é o que eu ia falar. Você realmente não tem noção do que eu sinto por você.
-Você quase não demonstra, como que eu vou saber?
-Como? Eu não demonstro? Você está brincando comigo, certo? Eu faço de tudo para te agradar e...
-Muito que você me agrada quando prefere cuidar dos seus amigos bêbados.
-Quantas vezes eu já não fiz isso com você? –Ela perguntou tentando controlar as lágrimas. Chace as vezes era tão duro. Por culpa de uma coisinha de nada se esquecia das coisas que ela fazia por ele.
-É diferente por que eu sou o seu marido, e outra, você raramente ficava comigo quando eu estava bêbado. Sempre preferiu me deixar trancado do lado de fora do quarto. Cheguei até a pensar em não voltar para casa.
-Faça isso e aí sim você vai vê os papéis do divórcio.
-Ah, mas claro. Você pode encher a cara e ficar fora do quarto até as quatro e meia da manhã alegando estar cuidando de um bêbado tarado enquanto eu fico aqui olhando pro teto.
-Eu tinha que fazer isso. Prometi à ele e você sabe que eu cumpro o que prometo.
-Será? Não está me amando na alegria e na tristeza.
-Não estou triste e nem alegre; estou zangada e magoada e você não entende e nem faz questão de entender.
-Se eu não fizesse questão de entender nós não estaríamos tendo essa conversa.
-Se você não quer conversa não tem problema, vire para o outro lado e durma, mas não venha querer saber de sexo depois.
-Vanessa, você está testando os meus limites. Eu tenho vinte e cinco anos e você quer por que quer que eu me segure. Porque você acha que eu me casei? Não gosto de ficar passando necessidades como também não gosto de ficar pulando de "galho em galho" com qualquer uma, mas você está praticamente me obrigando a procurar fora o que não encontro em casa.
-Me traia para você vê. Vai ser a última vez que você me vê na sua frente, pode ter certeza. Isso se eu não matar você e eu falo sério.
-Você não entende o que eu estou passando. Você não sente falta? Seja sincera.
-Sim, eu sinto, mas sei me segurar.
-Não, não tem nada a ver com "saber se segurar" e sim com a ligação que os seus sentimentos e seu hormônios tem.
-O que importa é que eu não quero ter relações com você até nos entendermos.
-Mas nós não vamos nos entender até a minha tensão passar e ela só passa de um modo.
-Sinto muito, mas você vai ficar tenso pelo resto da vida se depender de mim.
-Mas que droga, Vanessa. –Disse se levantando e vestindo a camisa.
-Para onde você vai?
-Você realmente quer saber?
-Se estou perguntando é por que eu quero.
-Vou dar uma volta.
-Chace, são cinco horas da manhã.
-Estamos em Las Vegas, Vanessa. A cidade que nunca dorme. Se quiser me esperar, me espere, mas aconselho não fazer isso. –Disse saindo.
-Argh! Maldita viajem.


[...]

-E ele saiu? –Ashley perguntou quase gritando.
-Saiu e até agora nada. –V disse escolhendo as uvas. Pegou apenas quatro já que estava sem fome.
-Só se passaram duas horas. –Selena tentou animá-la.
-Estamos em Las Vegas. Duas horas é uma vida. –Miley disse recebendo olhares repreensivos. –O que? É a verdade. Não vamos ficar iludindo ela dizendo "não tem nada demais" por que tem sim. Vegas é Vegas. Coisas muito bizarras acontecem por aqui.
-Sim, nós sabemos, mas não temos que deixar a situação pior do que já está. –Ashley disse.
-Por favor, baby. Não podemos mentir dizendo "tem uma igreja em cada esquina, Vanessa, fique tranquila por que ele deve estar em alguma" sendo que todo mundo sabe que o que tem em cada esquina daqui é uma prostituta barata e gostosa. As prostitutas feias estão nos subúrbios das cidades grandes, mas as mais belas estão em Vegas.
-Chega, Miley. Você não está ajudando.
-É melhor prepará-la para o pior.
-Miley!
-Argh. Se querem iludi-la, vão em frente, mas depois não venham com "ela descobriu tal coisa e quer se matar" por que eu vou bater é em vocês e não nele.
-Eu não acho que haverá motivos para bater em ninguém. –Alex disse com um saco de gelo na cabeça e elas olharam espantadas. Não tinham certeza se ele estava prestando atenção há conversa. –Chace pode ser o que for, mas não acho que ele seria capaz de trair a Vanessa.
-Mas ele saiu quando o assunto era sexo!
-Exatamente por isso. Ela negava cada vez mais esse ato maravilhoso que deixam os homens se sentindo no céu e isso o deixou cada vez mais tenso. Se ele saiu, foi para esfriar a cabeça para não abusar dela. Vocês não sabem como é exitante quando uma mulher tão feminina quanto a Vanessa fala abertamente de sexo e se nega a fazê-lo com todas as letras. Você está reclamando de "barriga cheia" Vanessa. –Disse olhando pra ela. –Não sabe a sorte que tem por ele ter saído. Você poderia estar em estado de choque agora ou em uma delegacia denunciando estupro.
-Ele não seria capaz. –Vanessa disse negando com a cabeça.
-Então agradeça e pare de pensar o pior e de espalhar por aí. Não tem nada que o homem odeie mais do que ter uma mulher que espalhe a vida pessoal deles dois.
-Elas são minhas amigas e eu estou desabafando.
-Procure um padre para desabafar. Estou te dando um conselho de amigo.
-Conselho de louco. –Miley disse.
-Conselho de homem.
-Certo, certo. Se ele não foi "afogar o ganso", aonde ele foi então?
-Eu tenho uma ideia, mas não vou te falar, Miley. Se a Vanessa quiser, eu digo há ela, mas somente há ela. O marido é dela e não de vocês.
-Você não tem uma ideia. –Ashley disse boquiaberta. –Você sabe aonde ele foi.


-Conte. –Ela insistiu.
-Não; só conto para Vanessa.
-Seu chato!
-Eu vou gostar? –Vanessa perguntou apreensiva.
-Depende do ponto de vista.
-Eu não sei se quero saber.
-Vamos dar uma volta. –Disse se levantado enquanto deixava a bolsa de gelo de lado e ela o seguiu. –Não conte há ninguém.
-Certo, certo. Aonde ele foi?
-Acredito que foi assim que ele deixou a suíte de vocês. Ele apareceu na minha porta e como eu estava querendo dormir, mandei-o ir até o quarto ao lado, ou seja, o do Zac. Antes de descer para o café da manhã eu fui procurar o Zac, mas não o encontrei. Suponho que os dois tenham saído.
-Mas desde as cinco da manhã? O que dois inimigos mortais estariam fazendo desde as cinco da manhã em Vegas?
-Chace pode até odiar o Zac, mas ele tem que aceitar que ninguém te conhece melhor do que o Z. Vai por mim, não deve estar acontecendo nada de mais.
-Você não está entendendo. –Olhou em volta pra vê se ninguém os ouvia. Ontem eu beijei o Zac.
-Você o que? –Quase gritou.
-Shiiiiiu. Foi isso mesmo que você ouviu. Eu estava bêbada.
-Bêbada, sei.
-Ok, eu estava mais sóbria do que bêbada, mas mesmo assim.
-O Chace viu?
-Não.
-Então não precisa se preocupar. Não vai ser o Zac que vai contar. Ele não é suicida.
-Mas o que eles tanto conversam, então?
-Sobre você e a sua mania chata de querer conversar as cinco da manhã. Só tem duas coisas que fazemos de madrugada e nenhuma delas é conversar.
-Mas...
-Chace deve estar querendo te entender. Enquanto eu bebia ontem, vi que ele tentava conversar com você e você se esquivava.
-Então você se lembra de ontem?
-Mais ou menos. Ainda não decidi o que é a realidade e a fantasia, mas não mude de assunto. Você que provocou isso. Porque não quer fazer as pazes com ele?
-Eu quero fazer as pazes.
-Não quer não.
-Eu quero sim, mas não sei bem quando. Algo me diz que o Chace está aprontando algo.
-Só por que ele te deu um bracelete que vale mais do que a minha casa?
-Que bracelete?
-Você não viu o presente, não foi?
-O da sacola da Chanel? –Ele acenou com a cabeça. –Não, nem tive cabeça pra isso.
-Você é muito boba. É por isso que estão brigando tanto. Ele acha que você viu, por que toda a mulher normal logo quer saber o que ganhou da Chanel. Ele deve achar que você não gostou ou algo do tipo.
-Mas eu nem vi.
-E quem disse que ele sabe disso?
-E como é que você sabe disso?
-Encontrei ele na loja.
-Foi comprar para a sua mulher misteriosa?
-Não, para a Miley. O aniversário dela passou e ela disse que só perdoaria o meu esquecimento se eu comprasse um novo lançamento da Chanel. Valeram os meus dois olhos e um rim inteiro.
-O que você comprou?
-Alguns brincos e colares, mas não mude de assunto. Porque você não viu o que o seu marido comprou?
-Quando ele me deu, eu estava ocupada e disse que depois via. A Miley me ligou dizendo que era para irmos mais cedo e eu acabei esquecendo. Nem vi onde foi que ele colocou a sacola, na verdade.
-Você deveria ter visto e agradecido. Quando um homem presenteia uma mulher, ele quer um reconhecimento. Quer saber se ela gostou ou não. Eu não estou brincando quando digo que foi mais caro que a minha casa. É um bracelete com vários diamantes. Se ele me desse um, eu casava com ele.
-Não seja interesseiro.
-Você só está falando isso por que ainda não viu o bracelete.
-Se você gostou tanto assim eu te dou ele. –Disse revirando os olhos.
-Nunca mais repita isso. Como você é ingrata, Vanessa. Você não sabe a sorte que nem por ter um marido como o Chace.
-Alex, você está muito gay. Chega, né?
-Estou sendo realista, baby. Você tem o marido que muitas mulheres gostariam de ter.
-Ele nem é essas coisas. Ele só me presenteia quando apronta uma.
-Ele já levantou a mão pra você?
-Nunca.
-Então agradeça de joelhos por isso. Ele só é ciumento, mas isso acontece por que você é bonita.
-Ok, chega. Eu vou ligar pro Zac e perguntar onde eles estão
-De modo algum. Você quer outra briga? Se quiser saber onde o seu marido está, ligue para ele.
-Para que? Para ele dizer que eu o sufoco?
-Então espere. Eles devem estar para chegar.
-Como você pode ter tanta certeza?
-Estamos falando de dois homens que gostam da mesma garota e que comem feito dois leões. Seu marido é metido a playboy, então eu duvido que ele vá tomar café em outro lugar que não seja esse hotel.
-O Zac também é meio fresquinho as vezes.
-As vezes e eu duvido que ele vá se arriscar a tomar café em algum bar desconhecido de Vegas. Falta pouco para eles chegarem. –Disse olhando o relógio de pulso. –Vá se preparando para a parte 2 da conversa.
-Não vou conversar. Vou para a academia.
-Não, Vanessa. Primeiro cuide da sua relação e depois pense no seu corpo, além do mais, do que adianta você ter um corpaço e não ter marido?
-Ok, Alex. Are. As vezes você é pior do que a minha mãe.
-Boa garota. –Disse a abraçando antes de voltarem para a mesa.
-E ai, já terminaram de fofocar? –Miley perguntou irônica enquanto Vanessa pegava três morangos. –Ei, aonde você vai?
-Vou malhar. –A morena respondeu.
-Vanessa, o que acabamos de conversar? –Alex perguntou chocado.
-Antes que eles cheguem, ué. Tenho que queimar logo as calorias das bebidas antes que seja tarde demais. É melhor ter um marido e um corpaço como você disse do que não ter nenhum dos dois. –Disse indo até o elevador.
-Ela é louca?
-Você ainda não viu nada. –Ashley disse sorrindo.

[...]

-Alex, você é um mentiroso. –Vanessa disse se aproximando dele.
-O que você está fazendo aqui? Deveria estar esperando no quarto.
-Eu já esperei tempo suficiente e ele ainda não voltou. –Disse se sentando na cadeira de praia que tinha na beirada da piscina do hotel. –Nenhum deles voltou.
-Espere mais um pouco.
-Já é quase a hora do almoço. Não vou ficar presa no quarto esperando sabe se lá quanto tempo. Vou aproveitar o meu fim de semana. –Disse tirando o vestido rendado, ficando somente de biquíni.
-Tem paparazzi por aqui. Você tem certeza? –Perguntou sobre a roupa dela.
-Sim, tenho. Já posei de lingerie; não vão ver nada que eu já não tenha mostrado antes.
-Você quem sabe. –Disse vendo Miley se aproximar.
-Essa água está perfeita, do jeitinho que eu gosto. –Disse saindo da piscina. –Você vem, V?
-Não sei. Tem cloro?
-Não. Você acharia mesmo que eu estragaria meu aplique novíssimo com cloro? Não, obrigado. Já basta o clima seco daqui.
-Não sei pra que esse aplique. Você fica melhor sem.
-Para a minha tour, minha querida. Minhas músicas exigem "bate cabelo". –Disse fazendo os amigos rirem.
-Vanessaaaaaa! –Ashley chegou gritando juntamente com Demi e Selena.
-O que foiiiiii? –Disse antes de gargalhar.
-Adivinha quem chegou perguntando por você?
-Bem que eu disse. –Alex comentou alto dando um gole no suco de laranja da morena.
-Quem, Ashley? –Vanessa disse ignorando o comentário.
-O gato do seu marido e o Zac também.
-Ahn.
-Ahn nada, mocinha. Vá atrás dele e resolva a situação de vocês.
-Depois eu vou.
-Vá agora.
-Eu acabei de chegar.
-Nem deveria ter vindo. Acredito que ele odiaria ver você assim toda despida.
-Ashley!
-É a verdade. Ele vai ficar muito fulo.
-Depois eu vou. –Repetiu procurando o protetor solar. –Alguém se incomoda?
-Eu vou fazer você engolir esse frasco. Você realmente não está dando chance para ele. Se quer tanto ficar brigada, peça logo o divórcio.
-Ashley, não fala besteira.
-Então não faça besteira. Venha, ele está te esperando no saguão.
-Sinto muito, mas eu não vou agora. Passei a manhã na academia e quero um pouco de descanso antes do almoço.
-Mas que droga, Vanessa. Eu querendo um relacionamento e você destruindo o seu.
-Ashley, por favor.
-Certo, certo. Mas depois não venha chorar no meu ombro.
-Putz! –Miley disse se virando rapidamente.
-O que foi?
-O marido gatíssimo e zangadíssimo está vindo para cá.
-Será que ele pegou sol? Está tão vermelho. –Demi disse.
-Pegou sol só na face? Duvido. Aquilo ali é o sangue fervendo mesmo. –Miley disse. –Foi um prazer te conhecer Vanessa. –Abraçou-a e voltou a pular na piscina.
-Nem é dramática. –Vanessa disse revirando os olhos.
-Vanessa Crawford! –Chace disse assim que parou na frente dela.
-O que? Já voltou do seu passeio noturno? Foi tão rápido que eu nem reparei.
-Vanessa. –Alex olhou para ela com os olhos arregalados.
-Vamos para a suíte.
-Vá você. Eu acabei de chegar aqui e nem dei um mergulho ainda.
-E nem vai dar. Vamos.
-Você passa a madrugada na rua e acha que tem moral para exigir algo? Me poupe, Chace. Eu já disse: Se quiser ir, vá, mas eu fico. –Ele passou as mãos no cabelo nervoso.
-Vá. –Alex sussurrou.
-Não.
-Essa é a maior idiotice da sua vida. Vá logo.
-Eu vou da um mergulho. –Disse se levantando zangada. Odiava que tentassem mandar nela. Pulou na piscina e depois de alguns segundos, voltou a superfície. Nadou até a outra extremidade onde estava Miley.
-Sua louca. Vá cuidar do seu casamento.
-Depois.
-Vanessa!
-Você não sabe como é se relacionar com alguém mais velho, alguém que pensa diferente de você.
-Eu sei sim senhora. O Justin tinha vinte anos na época e eu dezesseis. A diferença se torna gritante se comparada a sua e a de Chace, mas eu soube contornar a situação.
-Você gostava dele?
-Acho que eu gostava mais da ideia de estar com alguém mais velho do que com ele, mas sim, eu gostava dele e ainda gosto. Somos amigos, sabe? Não da pra apagar os momentos que tivemos.
-Entendo, mas é diferente. Sua família apoiava.
-E a sua não apoia?
-Meus pais nunca foram de se meter na minha vida. Eles davam a opinião deles sobre as minhas escolhas, mas nunca me proibiram de fazer algo. Sempre tive muita liberdade para fazer o que queria.
-Mas então porque você se preocupa tanto com a opinião dos pais de Chace?
-Por que ele se importa, eu sei que sim. Ele finge que não liga para não me magoar, mas ele sempre levou a sério a opinião da mãe dele.
-Mas se ele deixou de lado é por que realmente ama você.
-Miley...
-Eu sei que você e o Zac ainda tem algumas borboletas no estômago quando se veem, mas isso é algo que você ignora pelo respeito e afeto que tem por seu marido. Foque-se apenas no que você sente pelo Chace e depois ponha na balança o que te incomoda em relação há ele e converse com ele sobre isso. É o melhor que você faz.
-Eu vou tentar.
-Mas é pra tentar de verdade.
-Eu preciso pensar antes.
-Não teve tempo suficiente durante essa madrugada?
-Não, por que eu estava pensando no pior.
-Diz pra ele que precisa de um tempo para se reorganizar e que depois vocês conversam. Depois do almoço, pode ser?
-Talvez.
-Talvez nada. Aproveite a beleza do dia e a maravilha que está essa água para ficar neutra novamente. Depois vocês conversam. Se quiser, eu mesma falo com ele sobre você precisar de mais tempo.
-Obrigada. –A abraçou.
-Certo, chega de melosidade. Vou deixar você sozinha por um tempo. Na hora do almoço eu te chamo. –Disse saindo da piscina e indo até Chace.

[...]

-Vanessa, abre a porta! –Uma voz grave ordenou.
-Quem é?
-Papai noel. Ho-Ho-Ho!
-O que você quer, Alex? –Ela perguntou revirando os olhos.
-Que você abra a porta.
-O que você quer de verdade?
-Que você deixe de agir como uma garotinha mimada. –Ela abriu a porta. –Cadê o seu marido?
-Não faço a mínima ideia. Acabei de subir.
-Ah...
-Ah o que?
-Nada, tchau. –Disse fechando a porta. Ela estranhou e se encaminhou ao quarto. Abriu a porta e ficou paralisada.
-O que você...?
-Esse quarto também é meu. –Chace respondeu.
-Eu achava que você estava lá em baixo.
-Subi a pouco tempo.
-Ham.
-Já pensou?
-Ainda não.
-Certo. –Disse voltando a sua atenção para a mala. –Você viu a minha camisa vermelha?
-Está no fundo da mala.
-Obrigado.
-Eu acho que vou tomar um banho. –Disse indo até o banheiro da suíte e se trancou lá dentro.
-Você me ofende desse jeito, Vanessa! –Ele disse e ela sabia que ele se referia ao fato dela ter trancado a porta.

Respirou fundo e ligou as torneiras da banheira. Esperou que a água estivesse na metade e as fechou novamente. Tirou o biquíni e começou a tomar banho. Pensou no que Miley tinha dito, no que Alex tinha dito, no que Ashley tinha dito e no que Chace tinha dito. Eles tinham razão. Ela estava com raiva dele por que queria estar. Tinha motivos? Sim, tinha, mas ele já tinha se desculpado. Mas será que as desculpas eram suficientes? E os motivos dela, será que eram o suficientes para deixá-la tão zangada? Ela realmente tinha uma parcela de culpa por Chace ter pensado daquela forma. Ela falava sem pensar e isso era um dos defeitos dela. Suspirou e afundou na banheira. Sabia que tinha que decidir logo o que faria. Eles não podiam ficar nesse clima, ainda mais com o aniversário da consumação do casamento chegando e o próprio aniversário dela. Tantas coisas para resolver em tão pouco tempo.

"Certo, é isso o que eu vou fazer. É isso o que eu disse que ia fazer" decidiu consigo mesma e terminou o banho o mais rápido possível. Abriu a porta procurando o marido, mas ele já tinha descido e lembrou-se que ele tinha dito algo sobre uma reunião de negócios há alguns dias atrás. Será que ele tinha transferido a reunião para Vegas? Vestiu o primeiro vestido que encontrou e calçou as sandálias que tinha usado naquela mesma manhã. Deixou o cabelo solto para secar mais rápido e passou o perfume dele que estava em cima da cômoda. A cômoda! Encontrou atrás do espelho a sacola com o slogan da Chanel que tinha visto na noite passada. Abriu o porta joia e quase caiu para trás. O bracelete era exatamente como Alex tinha descrito. Totalmente cravejado de diamantes. Ele era muito formal, mas ela decidiu usá-lo mesmo assim. Procurou a aliança e o porta aliança e usou-os também. Pegou o celular e saiu em direção ao elevador. Como não tinha certeza de onde o marido poderia estar, decidiu ir até o saguão para perguntar. Conversou com o recepcionista simpático e voltou para o elevador seguindo as instruções dele até o terraço.

As portas de aço se abriram e ela logo se arrependeu por não ter se produzido melhor, mas agradeceu por estar com as joias. Caminhou a procura de rostos conhecidos. Encontrou os amigos em uma das mesas que ficavam no centro e achou o marido na outra extremidade do local. Ele não estava nem formal e nem informal. Estava sport fino. Chace estava acompanhado por mais cinco senhores com o mesmo estilo e duas jovens moças muito elegantes. Corava mais a cada passo que dava em direção há eles. Sentia-se tão mal arrumada. "A sua roupa também é de grife, Vanessa, pare de corar!' seu inconsciente ordenava, mas seu rosto não obedecia. Ele a viu se aproximando e pareceu paralisar por alguns segundos. Se levantou assim que ela parou ao seu lado.

-Oi. –V disse lhe dando um beijo, o que o surpreendeu. –Não te encontrei no quarto e fiquei preocupada. Espero não estar atrapalhando. –Olhou para os senhores que a encaravam-na.
-Não, não atrapalha. Estávamos apenas falando sobre o menu. –Disse puxando uma cadeira para ela se sentar.
-Obrigada.
-Senhores, essa é a minha esposa, Vanessa Crawford.
-É um prazer. –Ela disse e eles logo responderam.
-Pensei que iria almoçar com os seus amigos.
-E eu pensei que você ia ficar no quarto. –Ela retrucou docemente.
-Estamos quites. –Disse beijando a mão dela. –Pelo visto você gostou do presente. –Se referiu ao bracelete.
-Não é tão feito assim.
-Mas em comparação, esse seu vestido...
-É Marc Jacob e é lindo.
-Não é não.
-É da coleção de primavera.
-Continua sendo ridículo.
-Ridículo é o preço dele. Os olhos da cara.
-Você não gastou o meu dinheiro nisso, certo?
-Nem o seu e nem o meu. A Miley me deu de presente.
-Ah, já entendi. Ela odiou e te deu.
-Não, ela amou. Ela gosta dessas coisas hippies e tudo mas, só que não coube nela.
-Muito grande?
-Muito pequeno.
-Entendi. Você e essas suas amigas de mal gosto. –Disse revirando os olhos.
-Engraçadinho.
-Você está linda. –Sussurrou no ouvido dela.
-Estou me sentindo deslocada. –Confessou.
-Essas magricelas aqui que estão mal vestidas. Em plena luz do meio dia e estão de scarpin.
-Se você diz. –Falou roubando o suco dele.
-Já está de bem comigo?
-Defina o "bem".
-Bem: Me deixar te beijar e abraçar e fazer outras coisinhas mais.
-Estamos mais ou menos. Precisamos terminar a nossa conversa.
-Mas...?
-Mas estamos num ótimo caminho.
-Ótimo. –Disse roubando um beijo dela antes de voltar a sua atenção para os sócios, deixando-a deslumbrada com suas ideias.


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Está aí mais um capítulo, girls. Espero que gostem. Eu já disse antes e torno a repetir: Chace tem que sair da história antes de acontecer Zanessa e acreditem: vai acontecer mais rápido do que vocês imaginam. Obrigada a quem comentou e a quem esperou. Este capítulo foi bem tenso para Chanessa, mas ainda tem muitas mais águas turbulentas para rolar entre esse casal. Esperem que valerá a pena. Como será que terminará essa conversa? Deem seus palpites!
Enjoy.
Xx

terça-feira, 29 de abril de 2014

Aviso

Oi meninas, como vão? Aqui estou eu depois de dias sem dar sinal de vida. Eu quero esclarecer para vocês o que se tem passado comigo para eu ter desaparecido assim. Fora estar cheia de atividades escolares, estive com alguns problemas na autoestima. Eu aproveitei esse feriado de páscoa (que nem foi feriado para mim já que eu tive aula) para colocar a leitura em dia. Eu li "A Culpa é das Estrelas" e fiquei abaixo do nível do FUNDO DO POÇO. Gente, a história ultrapassa o nível de perfeição. Chorei muito no final. Eu fiquei com a autoestima lá em baixo mesmo. Eu sei que é ficção, mas isso não diminui a realidade da dor e do sofrimento que a doença causa, sem falar na força de vontade e no amor pela vida que eles tem. Isso realmente me deixou pensando em como eu sou uma ocupadora de espaço medíocre que não faz nada de bom. Eu tinha que ter começado a escrever o capítulo segunda-feira passada, mas eu tive que ir para um passeio da Igreja e só saí de lá de noite, fora que eu terminei de ler em casa. Se eu fosse escrever um capítulo naquele meu estado, a história ia perder todo o rumo. Pra vocês terem uma ideia, eu nem queria comer chocolate de tão infeliz que estava com a minha falta de humanismo. No outro dia a minha amiga ficou preocupada com o meu estado e me emprestou um livro com uma história totalmente diferente da que eu tinha lido. Alguém já ouviu falar em "50 Tons de Cinza"? Pois bem, esse livro foi o que eu li o resto da semana e o fim de semana inteiro e bem, estou ÓTIMA agora e com DIVERSAS ideias para os próximos capítulos. Vocês estão pedindo cenas hot e essas cenas vão chegar, mas vai demorar só um pouquinho mais porque o Chace ainda tem que sair de cena, ou vocês querem que a cena hot seja entre Chanessa? Acho que preferem entre Zanessa, certo? Então, aguardem mais um pouquinho. Eu até fiquei pensando em fazer uma fic para Zanessa baseada em "50 tons", mas ainda não formulei bem a ideia. Eu ainda não terminei de ler a triologia para formular uma ideia melhor e saber quais cenas usar para a possível fic, mas assim que eu tomar uma decisão eu aviso. Sem mais delongas, eu queria pedir desculpas por meu sumiço e avisá-las que ainda nessa semana um capítulo extra grande vai sair e cheio de emoções. Eu realmente queria postar algo hoje, mas tenho duas folhas só com ANOTAÇÕES de atividades de História para fazer e mais dois resumos, uma pesquisa para Artes e sete questões de Língua Portuguesa para fazer para entregar amanhã. 3ºÃO é realmente complicado, viu? Eu posso até demorar a postar, mas eu posto. Eu não vou abandonar o blog tão cedo. Vocês podem até pensar que a culpa é minha por tanta atividade para entregar em cima da hora, mas não é. Minhas aulas demoraram para começar porque minha escola está em reforma e meus professores estão tentando recuperar o tempo perdido passando várias coisas de uma vez. Quando as coisas se estabilizarem na escola, eu vou conseguir me estabilizar aqui, mas até lá eu vou sempre estar avisando vocês. Bom, lá vou eu começar as minhas atividades. Um beijo girls. Fiquem com Deus e até o próximo capítulo.
Xx