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quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Capítulo 37 + Divulgação

Antes de qualquer coisa queria dizer que eu jurava que tinha postado ontem, sério. Perdão pela falta de atenção.

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-Boa dia amiguinha. –Ashley disse assim que Vanessa surgiu na ala de alimentação. –Dormiu bem?
-Como um bebê. –Respondeu sorrindo. –E vocês?
-Estamos bem. –Responderam em conjunto.
-E Stella? –Miley perguntou.
-Está terminando de se vestir. Eu até esperaria por ela, mas estou com muita fome. –V disse se servindo de diversas frutas. –E então, qual a programação para hoje?
-Eu pensei que se você estiverem dispostos, nós poderíamos dar uma voltinha de iate por aí, sabe? Dar um mergulho nas águas mais profundas e distantes. –Miley disse dando de ombros.
-E não tem tubarões por aqui? –V peguntou.
-Sim, tem! –Nina disse. –E é por isso que nós não queremos ir.
-Vocês são medrosas demais.
-Desculpe, Miley, mas eu também quero voltar para L.A. com todos os meus membros. –Ian disse fazendo-os rir.
-Não é tão longe, galera. Eu não sou louca de fazer algo perigoso, pelo menos não desse tipo. Existe a área de segurança; não tem perigo.
-Ah, claro. Os tubarões vão respeitar os limites dos banhistas, com certeza. –Demi ironizou. –Mesmo sendo animais irracionais eles vão saber identificar o que são pernas e o que são leões marinhos.
-Dramáticas. –Miley disse revirando os olhos azuis.
-Eu acho que elas tem razão, baby. Acidentes acontecem e nós estamos longe demais da civilização de Islamorada caso algo aconteça. –V disse terminando de devorar um cacho de uvas.
-Estamos longe demais de qualquer civilização! –Ashley disse exasperada. –Se algo acontecer, temos que ir para o aeroporto para alugar um jatinho, já que não fazem reservas de última hora, ou então alugar um helicóptero para ir até Homestead para sermos atendidos de um modo mais humano ou então para pegar um avião para procurar um outro hospital em outra cidade.
-Resumindo: Estamos longe demais para nos arriscarmos dessa maneira. –Zac disse.
-Vocês são uns chatos.
-Biew biew, qual o problema com a piscina daqui? –Cheyne perguntou. –A água é tão cristalina.
-Estamos rodeados de oceanos, não quero saber de piscina. Se fosse para tomar banho de piscina eu ficava em casa. –Respondeu emburrada.
-Miley, é perigoso pular da janela do quarto da pousada, imagine dar mergulhos a céu aberto. –Demi disse. –Tire essa loucura da cabeça.
-E o que faremos afinal?
-A ideia foi da Ashley, pergunte a ela. –V disse.
-Muito obrigada amiga, eu espero que todo o meu esforço valha a pena, viu? –A morena ironizou.
-Eu não disse mentira nenhuma e você não está fazendo nada.
-Ainda, baby.
-Bom dia! –Stella desejou se aproximando do grupo. –Perdi algo?
-Chegou na hora certa. –V disse depois de trocar um olhar com Zac. –Queremos dar um recado há vocês.
-Ordem na verdade. –Ele acrescentou.
-NADA de se intrometerem na minha vida ou na do Zac. Nem pensem em armar qualquer coisa por quê isso NÃO é da conta de vocês. Esse fim de semana é para NÓS DOIS decidirmos o que fazer da NOSSA vida, ok?
-Se possível, nem toquem nesse assunto na nossa presença. Não queremos pressão. –Z acrescentou.
-Certo, mas...
-Ainda não terminamos. –Ele disse interrompendo Miley. –Se isso ocorrer, nós dois vamos passar a ignorá-los, TODOS vocês. Por isso, antes de falarem algo, pensem que podem prejudicar os demais. Se o assunto persistir, nós sumiremos.
-Hmmm.
-Não tem graça, Ashley. –V a repreendeu. –O assunto é sério.
-Posso falar agora? –M perguntou.
-Depende. É necessário?
-É somente uma dúvida.
-Então pergunte. –Z disse.
-Porquê você ainda está de aliança, Vanessa?
-Eu não estou de aliança, baby. Nem sei aonde ela está, por quê alguém escondeu, lembra?
-Mas esse seu anelzinho aí não é o seu primeiro anel de noivado?
-Sim, é!
-E está no dedo anelar.
-Miley, eu estou acostumada a usar anel nesse dedo, ok? E eu estou com outros diversos se não percebeu.
-Mas no seu anelar...
-Isso foi acaso. Peguei os primeiros que apareceram e coloquei-os. Quero disfarçar caso ocorra algum imprevisto.
-Disfarçar o que?
-Que eu tenho uma marca branca e grossa no meu anelar, o que pretendo esconder usando anéis e maquiagem até a marca sumir por completo ou então os outros dedos se igualarem a ela.
-Ah.
-Pois bem, o que faremos hoje? –Ashley perguntou.
-Eu pretendo ficar no meu canto. Pegar um bronze, curtir a paisagem. –V disse se servindo com morangos.
-Eu falaria algo, mas não posso. –Miley disse. –Mas indiretamente: você é uma boba.
-Eu gostei da ideia. –Nina disse. –O quê? Não me olhem assim. Estranho seria voltar pra L.A. mais branca do que eu saí. É Islamorada, praia.
-E a insolação? –Ashley perguntou. –É perigoso pegar sol demais.
-Podemos fazer algo mais complexo que pegar sol. Um dia no SPA, por exemplo. As massagens são ao ar livre. –V disse.
-Gostei. –Nina disse.
-Explorar o lugar seria a melhor coisa a se fazer. –Demi disse. –Pegar um bronze enquanto caminhávamos por aí.
-Podemos nos separar. –Ian disse. –Cada um faz o que quer fazer.
-Concordo. –Z disse.
-E vocês, meninos, o que vão fazer? –Stella perguntou.
-Eu faço o que eles fizerem. –Alex disse.
-Podemos dar uma olhada por aí, conhecer o lugar.
-Nós temos apenas um final de semana aqui, não se esqueçam. –M disse.
-E dai? Podemos ir atrás de atividades para fazermos em grupo durante o dia e a noite realizamos alguma outra. –Z disse.
-Bem, eu sei que eu vou nadar.
-Não vai não. –Cheyne disse.
-Cada um faz o que quer.
-Se não for arriscado. Biew biew vamos explorar. Quem sabe não encontramos alguma praia deserta? É mais interessante e seguro do que ir ao mar aberto.
-Pode ser. –Concordou de mau grado.

Depois de tomarem café, um por um se dispersou para suas devidas atividades, sendo os quatro últimos Vanessa, Nina, Zac e Ian.

-Então, vai fazer o quê? –V perguntou se aproximando de Zac.
-Descobrir atividades em grupo.
-Isso é dever do guia.
-Se não for isso, não tenho nada para fazer.
-Como não?
-O que eu faria? Pegar sol com vocês duas em um SPA? –Insinuou para Nina que estava ao lado de Ian aos cochichos.
-E você jura que eu vou mesmo pegar sol? Não quero sofrer de insolação.
-Mas eu pensei...
-Eu só disse isso para elas me deixarem em paz. Você acha mesmo que eu iria viajar quilômetros para pegar sol? Bronzeamento artificial existe.
-Mas é perigoso.
-Dependendo da quantidade e da qualidade. –Disse sorrindo. –Enfim, eu não quero falar sobre isso. Podemos almoçar juntos.
-Achei que você iria ficar com a Nina.
-Ela tem planos melhores, e acredite, eu também. Então, almoço?
-Eu...
-Qual é, Zac. Estamos aqui para isso. Precisamos conversar e até agora nada. Não quero voltar pra L.A. do mesmo jeito que saí.
-É que nós dois combinamos de sair com o Alex. –Ian disse.
-Se vocês realmente quiserem ficar conosco, vocês arranjam uma desculpa. –Nina disse olhando de cara feia para o namorado.
-Como que nós podemos enrolar o Alex? Ainda mais aqui que não tem para onde fugir.
-Por favor. Envolvam mulher no meio. É lógico que vai funcionar. –V disse.
-Podemos tentar.
-É melhor vocês conseguirem. –Nina disse. –E então, aonde almoçaremos?
-Mas o convite foi seu. –Ian disse.
-Isso não significa que a mulher que tem que decidir. Já fizemos o favor de liberar a nossa agenda, agora é com vocês. –V disse sorrindo. –O mesmo para você, senhor Efron.
-Eu? Eu nem aceitei o convite ainda.
-Mas é bom aceitar. –Disse sorrindo. –Bem, eu tenho que ir. Preciso forjar um dia no SPA.
-Eu vou com você. –Nina disse antes de dar um selinho em Ian. –Nos vemos na hora do almoço.
-Estaremos com o telefone. –V avisou e logo se afastaram.
-Elas me assustam. –Ian disse por fim.
-Você ainda não as viu zangada, e acredite: não vai querer vê. –Disse se levantando.
-Vai aonde?
-Planejar um almoço. Não quero ser degolado por culpa de um almoço.
-Posso ir junto? Você entende disso melhor do que eu.
-Almoço duplo?
-Cada um em um canto do restaurante. –Disse olhando para um iate que atracava ao longe.
-Ou do mar. –Disse sorrindo.

[...]

-O que eu uso? –V questionava nervosa andando de um lado para o outro do quarto enquanto encarava a mala.
-É só um almoço. –Nina disse revirando os olhos.
O almoço. Pode ser que um beijo ocorra nesse almoço, mas pode ser também que alguém leve um fora, no caso, eu.
-É a praia, Vanessa. Não tem nada de difícil nisso. Um vestido florido e uma sandália está ótimo.
-Pra você é fácil. Já está namorando. Eu estou tentando entrar na área da paquera.
-Com o seu ex. Por favor, é mais fácil pra você do que pra mim. Vocês já se conhecem, sabem o que agrada e o que desagrada em cada um. Eu tenho que ficar me retraindo com medo de falar algo impróprio. É um saco.
-Você precisa ser sincera, ser você mesma. Se não, esse relacionamento não vai pra frente. No início, vocês eram só amigos e agiam normalmente, certo?
-Sim.
-Então, continue assim, sendo você mesma. Ele se apaixonou por você sendo você e não por alguém que fingiu ser.
-Certo. Mas voltando as roupas: qualquer coisa fica bem para a ocasião.
-Você fala isso por quê já está vestida e tem um corpo de matar.
-Eu? Querida, a modelo aqui é você.
-Modelo, não estilista.
-Veste o macacão preto e aquelas rasteirinhas. –Disse apontando.
-Tem certeza? É Chanel e Chanel. –Disse olhando a etiqueta das duas peças.
-Deixe-me adivinhar: Seu biquíni também é Chanel.
-Não, sua palhaça. É Marc Jacobs, edição exclusiva.
-Você está uma Miley da vida.
-Foi presente de aniversário.
-Acredito.
-Eu não tenho culpa se ela era a única que ia as compras comigo nos últimos dias.
-E as outras roupas?
-Comprei com o dinheiro dele e quero distancia delas.
-Já pensou no que fazer caso vocês se separem?
-Doar para a caridade, não sei. Quero saber o que usar agora, nesse instante.
-Eu já dei minha opinião.
-E o meu cabelo?
-Prende em coque. A abertura nas costas precisa ser mostrada.
-Tem certeza que não é demais usar Chanel na praia?
-Pode ser a praia, mas é o seu futuro. Alguém pode ser beijada nesse almoço, mas também pode levar um fora. –Repetiu fazendo graça.
-Eu deveria bater em você, mas preciso que você faça as nossas reservas.
-Só se você pagar. Já gastei uma grana preta com essa viajem de última hora. Não quero torrar mais dinheiro com um dia no SPA que nem irei aproveitar.
-E quem disse que não?
-Mas e o almoço?
-Nós ainda temos a manhã livre. Faça as reservas para meio período.
-Mas baby, e se a Miley descobrir?
-Ela não volta antes do almoço. Precisamos estar na porta do SPA até as três.
-E como você sabe que ela vai direto pra lá?
-Estamos falando não só da Miley, mas da Ashley também. Depois de uma manhã inteira se aventurando, você acha mesmo que elas não vão querer recuperar as forças? Marque até as onze e meia. Diga que almoçaremos fora. Quando elas chegarem no SPA, nós estaremos saindo de lá "renovadas" e ansiando por aventura. Elas vão preferir ficar relaxando e nós teremos o resto da tarde livre.
-Tudo bem então. Qualquer coisa, a ideia foi toda sua.

[...]

-Só não se zanguem conosco. –Ian disse enquanto guiava a namorada, juntamente com Zac e Vanessa, para a orla da praia.
-O que isso significa? –V disse observando o caminho que tomavam. –Almoço a beira mar?
-Não exatamente. –Z disse. –Talvez no meio do mar... –Disse parando perto de um iate de dois andares.
-Alugamos para nosso encontro duplo. –Ian disse. –Claro que nos certificamos que ele é grande o suficiente para que não possamos ver e nem ouvir vocês.
-Eu realmente... –Nina começou.
-Não, não diga nada. –Ian interrompeu. –E nem você, Vanessa. Entrem e depois nós vemos o que faremos.

Os casais subiram a bordo e logo foram obrigados a colocar coletes salva-vidas.

-Isso não é nada romântico. –V disse assim que os marinheiros se afastaram.
-Não se preocupe, já vamos tirar. É só até atracarmos no meio do oceano. –Z disse a guiando para a mesa deles. –Seremos só nós dois nesse almoço e espero que valha a pena, pois o preço foi um pouco salgado.
-Você fala isso por que não sabe o que gastei no SPA. Graças a Deus que valeu a pena.
-Vocês foram mesmo? –Perguntou surpreso.
-Claro. Achou que iríamos ficar esperando a boa vontade de vocês nos ligarem?
-Na verdade, sim.
-Então ta né.

-Ah, vai me dizer que não ficaram esperando nossa ligação?
-Estávamos esperando sim, mas isso não nos impediu de relaxar. –V disse tentando se espreguiçar. –Eu odeio colete salva-vidas! –Reclamou. –É tão desnecessário porque caso a gente caia no mar, é bem difícil chegar em alguma praia com vida.
-Você está muito estressadinha para quem acabou de sair de um SPA. –Z brincou.
-Eu sei, mas não tenho culpa. Primeiro a praia e agora isso.
-Não entendi.
-Eu não me produzi toda para me esconder no meio do oceano, Zac. Eu sei que deveria me arrumar para mim mesma ou até para você, mas eu sou mulher. Gosto de me exibir um pouquinho. E para piorar, o colete não me deixa fazer nada, nem a "dança do acasalamento". –Sorriu.
-Você é louca, sabia?
-Não sou não, sou uma mulher apaixonada.
-Por quem?
-Por você, por quem mais seria?
-Quer mesmo que eu te fale?
-Por favor, baby. Assim você quebra todo o clima! Já basta esse maldito plástico alaranjado escondendo todo o meu belíssimo macacão.
-Que pela cara deve ser Chanel.
-Um homem que reconhece marca de roupas, aí Jesus, muito obrigada. –V sorria enquanto juntava as mãos olhando para os céus.
-Eu sou demais mesmo. –Sorriu. –Mas então mocinha: você queria se exibir para quem com essa roupinha?
-Você me entendeu mal, muito mal. Eu me exibiria para os outros, ou outras, com você. A roupa só serve para não ficarmos tão desproporcionais no grau de beleza.
-Ah, então quer dizer que você se arruma para os outros?
-Claro, para você que não precisa.
-Achei que estivéssemos tentando reatar um relacionamento. –Fingiu indignação.
-Meu amor, você já me viu comendo de boca aberta diversas vezes. Não tem roupa no mundo que apague isso. –Caiu na gargalhada juntamente com ele. –O máximo que eu posso fazer é tentar te mostrar que não vou mais te fazer passar vergonha em público. Bem, talvez as vezes.
-Eu adoro você. –Z disse pegando na mão dela que estava sobre a mesa.
-Eu também, muito!

[...]

-E ai? Rolou beijinho? –Nina questionou assim que adentravam no SPA. O almoço havia corrido bem para os dois casais que estavam mais próximos.
-Não. –Fez biquinho. –E pensando bem, isso é ótimo. Nosso segundo-primeiro beijo tem que ser especial e não com minha boca fedendo a peixe.
-Achei que tivessem comido lagosta.
-Você me entendeu, mas continuando: Eu acho que mesmo sem ter rolado nada além das mãos dadas acredito que avançamos mais dois passos e se continuar assim, até o fim da semana seremos oficialmente um casal.
-Vocês vão jantar hoje a noite?
-Sim, e eu não sei como vou conseguir escapar da Stella.
-É só você fugir, ué.
-E depois, Nina? Elas vão descobrir.
-Sim, Vanessa e dai? Eu percebi um clima enorme no almoço, e sim, eu estava reparando em vocês, e percebi que não rolou beijo porquê você não deu oportunidade. Ele está louco por você. Com toda a certeza hoje a noite acontece o segundo-primeiro beijo de vocês, é só você deixar de ser tão chata e reduzir a distância. Até eu que estava do outro lado do deck estava mais próxima dele.
-Mas eu não quero beijá-lo e sentir gosto de comida. Quero o gosto dele.
-Então beije assim que se encontrarem ou antes da comida chegar, não sei. Se você quer, você consegue.
-Só você mesma para me aguentar. Acho que nem a Ashley teria toda essa paciência comigo.
-E ela está certa. Estou a um fio para te empurrar em cima dele.
-Eu mato você.
-Só se rolar beijo. –Riu. Logo avistaram as amigas se aproximando. –Relembra do plano?
-Claro. –Disse indo para a porta do SPA. –Oi amores, estava com saudade. Se divertiram?
-Eu quero morrer. –Ashley disse. –Da próxima vez eu fico com vocês.
-Não acharam nenhuma praia deserta? –Nina perguntou.
-Achamos uma e ela é perfeita, mas a despercebida aí resolveu caminhar descalça e fritou os pés. –Demi disse.
-E a trilha?
-Foi maravilhosa. O único problema foi a Miley reclamando. –Stella disse. –Meu aplique vai estragar blah blah blah.
-Você sabe o que são dez mil dólares? Isso é o valor da manutenção do meu aplique.
-Você sabe o que é exploração?
-Ok, nada de brigas. –Vanessa disse. –Nós terminamos e vamos voltar para o hotel. Vão também?
-Eu preciso recuperar minhas energias. –M disse. –Olhe para você: está radiante. A Nina nem se fala. Eu realmente deveria ter ficado.
-Agradecemos o elogio, mas precisamos mesmo ir. –Nina disse. –Eu quero descobrir o que os meninos planejaram para hoje. Mal posso esperar!
-Ah não, não não não não e não. –Ashley disse. –Cancele, por favor. Depois daqui eu pretendo dormir a noite inteira. Diga que eu sinto muito.
-Vocês são muito moles. –Demi disse.
-Até parece que não está cansada.
-Estou, mas não é para tanto. –Disse mudando o olhar para Vanessa. –Pergunte a ele se existe alguma atividade bem relaxante, ok? E elas vão sim, não se preocupe.
-Certo, eu vou vê o que posso fazer. –V disse se afastando. –E agora?
-O Ian me disse que eles iriam se informar com o guia do hotel. E o Alex, onde será que se meteu?
-Zac me disse que eles disseram que iam procurar alguma moça daqui pra ele em troca do "dia de folga". –Riu.
-Nós podíamos ter conversado com alguma atendente do SPA. Elas são lindas.
-É, vou dar essa dica depois.
-Depois? Por quê não agora?
-Nós acabamos de nos despedir deles, Nina. Não quero parecer desesperada.
-Vanessa pelo amor de Deus, acorda. Você pode ir com a desculpa de descobrir o que "ele" planejou para hoje, para dar a dica de onde arranjar a garota para o Alex ou até mesmo para atualizá-lo sobre as meninas. Você tem a faca e o queijo na mão, mulher. Aproveite!
-Será?
-Eu juro por Deus que estou me controlando para não te bater. –Disse negando com a cabeça. –Escuta com atenção que só falarei uma vez: você vai pro seu quarto, vai tomar um banho e se vestir com sua melhor roupa de ficar em casa. Vai passar bastante perfume e nenhum tipo de maquiagem. Vai sair do seu quarto e vai procurar o Zac para vocês conversarem sobre o que conversamos com as meninas e vai reduzir a distancia entre os dois gradativamente. Fui clara?
-Sim.
-Então vai logo. –Disse parando na porta do elevador. –Vou procurar o Ian para fazer o mesmo.

[...]

-Olá. –Z sorriu assim que a viu. –Algum problema?
-Não, eu só queria conversar.
-Ah, claro. Entre. –Disse dando passagem. V entrou e logo se acomodou. –Folgada como sempre.
-Algumas coisas nunca mudam. –Sorriu.
-E então, o que te traz aqui?
-Bem, a lista é extensa. –Sorriu novamente. –Como esperado, as meninas foram direto para o SPA. A Ashley tentou se livrar da atividade que "você" planejou, mas a Demi deixou claro que vai obrigá-la de qualquer modo. Elas querem uma atividade relaxante e não é para menos. Eu fiquei cansada só de vê-las. Elas estão lindas, bronzeadas. Me deu inveja. –Disse sem graça pelo silêncio. –Vai ficar só me olhando?
-Eu gosto de te observar. –Confessou se acomodando melhor na cama, chamando-a para um abraço. –Eu conversei com o guia turístico e ele me deu duas opções; um jantar na praia com uma apresentação dos nativos e no final uma cerimônia rápida de libertação ou uma caminhada pela orla da praia como um jogo de caça-ao-tesouro porém procuraríamos nosso jantar.
-Primeira opção.
-Foi a que escolhi. –Sorriu antes de beijar a testa dela. –Próxima coisa.
-Bem, eu queria te dar uma dica de onde conseguir uma aventura para Alex.
-Saiba que salvará a minha vida. Ele já veio me procurar, mas me escondi no armário. –Riu. –Ele está desesperado.
-Ele teve uma discussão com a mulher misteriosa, coisa boba. Enfim, pensei que você poderia procurar alguém no SPA. São moças bonitas e educadas, e claro, tem as que procuram uma aventura com os turistas.
-Adorei a dica. Vou dizer para ele procurar lá por que de acordo com a Ashley, eu não sei distinguir uma mulher decente de uma aproveitadora.
-Vou tentar não levar pro lado pessoal.
-Você sabe que ela não falava de você.
-Da sua ex?
-É, "ex".
-Sabe do que eu estava lembrando? Até hoje você ainda não respondeu a minha pergunta de quantas namoradas você teve depois de mim.
-E isso importa?
-Claro; quero sabe aonde estou me metendo.
-Vai querer nome completo, endereço, telefone, número do cartão...? –Riu.
-Não, cartão não. –Sorriu e levantou o olhar. –Tem certeza que não é importante?
-Sim. Não tem por que você se preocupar.
-Então tudo bem, eu acredito em você. –Disse lhe beijando no rosto. –Aqui não tem creme de barbear ou o que?
-Nem implique com o meu charme.
-Charme? Proteção contra beijos, isso sim.
-Talvez contra beijos nos lugares errados.
-Hm, será?
-Só se sabe tentando, não?
-Talvez. –Disse oscilando o olhar entre os lábios e os olhos de Zac. –Eu acho melhor eu ir.
-Está tão bom assim. –Disse apertando o abraço.
-Também acho, mas a Stella...
-A Stella está no SPA com as meninas. –Disse encarando a morena. –Está fugindo de mim, mocinha?
-Não é isso, é só que... Eu quero que tudo seja especial, entende?
-O que torna tudo especial somos nós mesmos. –Disse colando a testa na dela. "Porquê o cheiro dele tem que ser tão bom?" pensou aflita.
-E se eu fizer a coisa errada e estragar tudo?
-É um risco que eu quero correr.
-Não reclame depois. –Disse antes de roçar o nariz no dele. –Não se mexa. –E colou lentamente os lábios nos dele. O beijo foi calmo e rápido, nada mais que um selinho. Ela se afastou e o observou de olhos fechados.
-Posso me mexer agora? –Perguntou fazendo ela rir.
-Pode. –Ele abriu um olho e depois o outro. –E então?
-Posso pedir bis?
-Não, guarde energia para o jantar.
-Hm, planejando algo?
-Talvez.
-E posso saber como que você vai fugir das meninas?
-Não. É muito arriscado. Se eu te contar, vou precisar te matar. –Brincou. –Espero que você coopere.
-Vou precisar de um incentivo.
-Você está muito saidinho pro meu gosto. Só lhe dei um beijinho.
-E eu quero outro. Não gosto de números impares.
-Sei. –Inclinou-se e lhe beijou mais uma vez. –Prontinho: dois é par.
-Acabei de me lembrar que não gosto de números pares.
-Efron. –Gargalhou. –É melhor eu ir logo. Preciso fazer umas coisas e você tem que organizar nossa atividade em grupo.
-Já planejei tudo; fica aqui comigo.
-Baby...
-Só mais um pouquinho.
-Um pouquinho?
-Só um pouquinho. –E beijou-lhe os cabelos.

Ficaram abraçados até Vanessa sentir as pálpebras pesarem.

-Ok Baby, preciso mesmo ir. Estou quase dormindo e isso não vai ser nada bom.
-Bom saber que te deixo entediada.
-Não é tédio, é que é tão bom que relaxo totalmente. –Disse se desprendendo dos braços dele. –Preciso ir. Nos vemos daqui algumas horas?
-Ok. Eu mando uma mensagem avisando o horário do jantar. Será no por-do-sol.
-Certo. –Lhe deu um beijo rápido na bochecha e foi para o seu quarto. Depois de ligar para alguns números e aprontar todo o seu jantar a dois Vanessa resolveu tirar um cochilo.

[...]


-Que lugar belíssimo. –Ashley elogiou. –Zac você é incrível.
-Eu também participei da escolha. –Ian reclamou.
-Ah sim, me desculpe. É que você e sua namorada praticamente nos excluíram do mundinho de vocês durante todo o caminho que pensei que você não estivesse ouvindo. Muito bom gosto.
-Eu sei. –Eles riram e logo se acomodaram ficando Zac, Vanessa, Stella, Nina e Ian de um lado e Ashley, Demi, Miley, Cheyne e Alex do outro.
-Ih Stella, eu não queria estar na sua pele. –Miley riu. –Vela dupla.
-Claro que não. –V protestou. –Nunca deixaria minha irmãzinha de lado.
-Não mais, não é? –Z riu levando em seguida uma cotovelada. –Ei, só falei a verdade.
-Eu mudei e outra, só fazia aquilo por que era muito nova.
-Ah bom, muito bom saber. –Stella disse irônica.

O jantar correu bem e a dança apresentada pelas nativas também. Tanto Vanessa quanto Zac mal tocaram na comida, assim como Ian e Nina, mas os outros pareceram não notar. Após o espetáculo apresentado, todos bateram palmas.

-Eu acho que tem mais alguém interessada no meu cunhadinho.
-Stella!
-Eu concordo com ela. –Miley disse. –Abre o olho, Vanessa.
-Então, quando será o ritual de libertação? –V perguntou tentando mudar de assunto.
-Em breve. –Z respondeu. –Antes de recolherem o jantar o líder do grupo vai vir nos chamar. Ah, olhe ele ali.
-Boa noite a todos. Sou Elliot. –O líder se apresentou. Era um moreno alto não muito musculoso e tinha um belo par de olhos extremamente azuis. –Será um prazer acompanhá-los durante o nosso ritual de libertação. –Disse fixando o olhar em V. –Podem me acompanhar?

Os dez assentiram e seguiram o líder juntamente com o guia fornecido pelo hotel até a orla. Elliot contava a história do ritual e como ele era procurado por jovens que decidiam viver a vida de outra maneira.

-E então, como que se faz isso? Tem que ditar as palavrinhas mágicas ou o que? –Miley perguntou fazendo os amigos rirem. Havia percebido o clima que se instalava em Zac, Vanessa e Elliot. Será que ele não via que o casal estava de mãos dadas ou até mesmo o maldito anel de noivado que ela -estupidamente, ainda usava?
-Você só precisa segurar, com cuidado, o balão e se focar no que você quer se libertar e depois, soltá-lo junto com seus males. Alguns psicólogos dizem que realmente funciona. Esse ritual tem uma enorme influência na nossa mente, só depende de cada um.
-E só pode ser um balão?
-Quantos você precisar para se sentir leve.
-Certo. Eu vou precisar de no mínimo cinco.
-Escandalosa. –V disse se aproximando da nativa que estava com os balões e que coincidentemente era a mesma que não tirava os olhos do seu affair. –Pode me dar um?
-Claro. –A moça disse. Depois de prepará-lo e entregá-lo, Vanessa foi para a beira do mar e pôs todo o sentimento ruim naquilo que tinha nas mãos. Sentiu alguém se aproximar, mas ignorou.
-Quer ajuda? –Reconheceu a voz do líder e negou com a cabeça. –Tome cuidado. O vento pode atrapalhar e machucar você. –Ela continuou ignorando e lentamente soltou o balão. Enquanto ele subia, algumas lágrimas caiam.
-Isso é lindo. –Demi disse a abraçando por trás.
-Aqui, outro balão. Esse é pelo Chace. –Miley disse. –Ou pelo casamento, não sei. –E observou Elliot se afastar incomodado. –Sempre funciona.
-Como?
-O líderzinho ai está de olho na nossa amiga solteira.
-Como a nativa está de olho no nosso amigo. –Ashley disse se aproximando. –E ela não é feia, hein? Se eu fosse você, agilizava logo. –Disse encarando Vanessa.
-Meninas, por favor. O que eu pedi? Se o Zac ouvir, vai se zangar.
-Ouvir o que? –Ele disse se aproximando do grupo com os outros.
-Verdades. –M disse. –A nativa está te paquerando.
-Estão vendo coisas aonde não tem.
-Ah, tem sim. Não me diga que não sentiu os olhares? Eu vi várias piscadelas. –Z apenas revirou os olhos e se afastou com seu balão nas mãos.

Depois de soltarem seus balões -e se libertarem das aflições, eles retornaram ao hotel.

-É incrível como o nosso país é incrivelmente grande. –Cheyne disse. –Podemos fazer o mesmo ritual na China, porém seria mais caro.
-Viva a América! –Ashley e Stella disseram em coro fazendo os amigos rirem.
-Eu só quero chegar no meu quarto e dormir. –V disse.
-Uma pena, pois nós temos planos com as irmãs Hudgens. –Miley disse sorrindo.
-Como assim? –Perguntou nervosa. Ela tinha planos e planejava prolongá-lo até o dia seguinte.
-Filmes e precisamos por o papo em dia.
-Não podemos fazer isso em L.A? Estou realmente cansada.
-Você passou a manhã inteira em um SPA, não está cansada coisa nenhuma. Fique sabendo que vamos nos aprontar e logo estaremos no seu quarto. –E logo Miley, Ashley, Demi e Cheyne entraram em seus respectivos quartos.
-Ah, não. Não não não não e não. Nina!
-O que você quer que eu faça? Estou metida nessa história também.
-Ah Senhor, ilumina.
-Vocês querem minha ajuda? –Alex perguntou. –Não me olhem com essas caras, eu sei guardar segredo e estou devendo uma para vocês. –Disse olhando para os amigos. –Como vocês já estão arrumadas, já podem fugir daqui.
-Meu planos exigem um pouco mais de produção. –Nina disse.
-O meu também. –V concordou.
-Então corra, Vanessa. Elas conseguem vestir o pijama na velocidade da luz quando querem fofocar.
-Eu posso ir no quarto da Vanessa e pegar uma roupa emprestada com a Stella. –Nina disse. –Se a Vanessa entrar, não vai conseguir sair.
-Ela vai saber que você vai fugir.
-O que não tem muita relevância pra ela, mas se fosse a Vanessa sim.
-A roupa está separada. –V avisou e Nina assentiu antes de entrar.
-Tenho uma leve impressão de que a noite será longa. –Alex disse.
-Espero.

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Hey girls. Perdão pela demora. O capítulo vai compensar, sim? Bem, espero haha. Passei uma semana para escrevê-lo e travei do meio pro fim, mas como estava revendo episódios não tão antigos das kardashians me lembrei das férias na Grécia e lá tem esse ritual. Tive alguns problemas e bem, por isso a demora e novamente: estou atolada de atividades (terminando aqui, vou começar a escrever uma peça pra escola para logo ir fazer uma entrevista na casa de um colega meu), projetos, trabalhos e etc, mas estou na reta final \o/ Vou poder me dedicar mais ao blog até receber as respostas da faculdade. Bem, me pediram para divulgar um blog (e pelo que vi, agradará aquelas que gostam de coisas calientes) e ele é intitulado Mais do que uma paixão, mais do que prazer... e claro que eu não poderia deixar de divulgar o blog de minha querida Margarida Oliveira que está com uma novíssima história chamada Um quarto em Paris que já me conquistou no seu segundo capítulo. Bem, é isso. Enjoy!
Xx

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Capítulo 36 - Rest In Peace, Joan!

-Desculpem o atraso, e de nada, querida. –Ashley disse sorrindo enquanto se sentava.
-Ashley, o que é isso? –V perguntou sem entender.
-Esse é o seu passaporte para a completa felicidade. –Falou radiante com um dossiê de capa roxa nas mãos.
-Como assim?
-Meu presente de aniversário número dois. O melhor de todos. Proteja-o com a sua vida, porque a minha copiadora quebrou, tornando-o único.


-Ashley, o que é isso? –A morena tornou a perguntar recebendo a pasta das mãos da amiga.
-Abra.
-Tudo bem. –Disse abrindo. Levou alguns segundos para entender do que se tratava. –Ashley!
-Eu sei, de nada.
-Do que se trata? –Alex perguntou antes de tomar um gole de água.
-É uma homologação judicial que contém os meu nome e o de Chace, junto com os endereços das nossas propriedades, os nossos bens materiais, data de casamento, dados pessoais... Enfim, é um pedido de divórcio. Eu não acredito que você fez isso. –Disse olhando para Ashley.
-Até parece que não gostou.
-Eu já disse: não quero pensar nisso ainda. –Falou exasperada.
-No fundo, você sabe que vai acabar acontecendo. Só quis adiantar o processo e diminuir o seu trabalho.
-Mas...
-Deixe de ser mal agradecida. –Disse de cara feia. –Passei a noite toda trabalhando nisso e ainda não ouvi nenhum “Muito brigada, Ashley. Você é a melhor amiga do mundo! Facilitou a minha vida.
-Vai ficar sem ouvir, pois não vou dizer nada disso. –Disse abrindo o cardápio.
-Acho melhor a gente dar uma volta. –Alex disse olhando para Zac que apenas concordou com a cabeça antes de acompanhar o amigo.
-Eu não acredito que a Miley abriu a boca. –V disse assim que os meninos se afastaram. –Ela jurou que não contaria nada.
-Ela não contou.
-Ah, não? E como é que você ficou sabendo? Foi na rodinha de macumba por acaso?
-Não comece com as suas ironias. Eu fui procura-lá depois que você voltou pro quarto e abri a porta de leve e ela estava muito concentrada escrevendo naquele diário antigo dela. Não sei se você ouviu, mas parece que a Ziggy comeu alguns diamantes e ela correu pra casa da Tish atrás do número do veterinário e foi quando eu entrei e li no diário dela sobre a conversa de vocês. Sua sem vergonha!
-Isso é invasão de privacidade, você sabia disso?
-Não acredito que você ouviu só essa parte. A. Ziggy. Comeu. Diamantes.
-Ela me mandou mensagem falando sobre isso. O veterinário disse que só resta esperar. E não mude de assunto.
-Ok, eu sei que é invasão de privacidade, mas a questão não é essa. Se você quer tanto ter algo com o Zac, tenha. Não se preocupe com o Chace. Ele sabe muito bem que vocês estão separados e que isso não é somente mais uma crise, e continua lá. Ele se importa, mas não o suficiente para voltar.
-Ele ligou pra você?! –Era mais uma afirmação do que uma pergunta.
-Pra minha casa. Eu não sabia que era ele e atendi. Ele foi educado, como sempre, mas eu não podia deixar barato e perder a bela oportunidade que a vida me deu. Falei poucas e boas.
-E ele?
-Ouviu tudo calado. O que mais ele poderia fazer? Desligar? Seria tolice, por quê o interessado em alguma coisa era ele.
-E aí?
-Bem, depois do meu belo sermão, ele perguntou como você estava e se eu poderia fazer um favor.
-Que favor?
-Pare de me interromper! Eu disse que se fosse pra falar bem de você, que ele esquecesse por quê todos nós sabemos que eu não vou muito com a cara dele e vice-versa. Ele disse que não, que só queria saber onde você estava e eu disse que estávamos todas com a Miley e que provavelmente iríamos passar uma temporada lá; pelo menos você. Dai ele perguntou se eu poderia informá-lo do seu estado de espírito e eu disse que você estava fula com ele. Desci a lenha mesmo. Ele escutou tudo calado novamente e depois perguntou se eu poderia cuidar de você. Achei estranho, mas disse que sim. Faria o serviço melhor do que ele fez. A conversa basicamente foi resumida nisso: Ele perguntava sobre você e eu aproveitava pra colocá-lo no seu devido lugar.
-Cuidar de mim? Por que?
-Não entendi também. O marido estranho é seu!
-Bom, não importa. Voltando ao assunto inicial: Você precisa ficar calada. Ele não quer que ninguém saiba.
-Você já falou com ele?
-Já, e sinceramente, acho que não tenho chance nenhuma.
-O que? Porquê? Ele é totalmente apaixonado por você.
-Mas a integridade dele está acima de tudo, como sempre. Ele não quer ser o “outro”.
-E é por isso que nós temos... –Disse levantando o dossiê.
-Eu não sei se quero fazer isso.
-Ou “isso” ou o Zac. Você escolhe.
-Eu preciso pensar.
-Não sei no que, já que confessou que ainda o ama.
-Não quero falar sobre isso agora. Eles já devem estar voltando. Segredo absoluto.
-Claro. Ah, por favor, não conte para a Miley que eu li o diário dela. Ela pode acabar descobrindo que eu já fiz isso outras vezes.
-É por isso que ela se identifica tanto com algumas músicas suas!
-Exato! Mas shiiiiu!
-Pode deixar. –Minutos depois Zac e Alex estavam de volta.
-Então quer dizer que a Ashley fez um dossiê? Acho que ela está mais interessada no divórcio do que você mesma, Vanessa! –O loiro disse recebendo olhares repreensivos. –O que? É o que parece.
-Podemos mudar de assunto? –Vanessa pediu dando um chute na perna de Ashley por debaixo da mesa.
-Aí!
-O que foi?
-A Vanessa me chutando por debaixo da mesa. –Ashley reclamou. –E não me olhe assim, você me chutou. Maldita hora que te forcei a comprar esse sapato com spikes.
-Se eu soubesse que ele seria tão útil, tinha comprado antes.
-Engraçadinha. Um dia você ainda vai me agradecer, escreve o que estou te dizendo. –Disse fazendo bico.

[...]

-Você vai demorar muito? –V revirou os olhos; a irmã estava mais impaciente do que nunca.
-Não, Tete. Só vou resolver uns assuntos e já passo aí para te buscar, mas não entendo a pressa. Não estava com saudade das suas amigas?
-Sim, mas elas me trocaram pelos namorados delas, que nojo.
-Isso mesmo, que nojo. Os meninos são nojentos, irmãzinha.
-E porquê eu deveria acreditar em você, senhora Crawford?
-Ai, Stella. Precisava me lembrar?
-Claro; quem sabe assim você não agiliza logo esse divórcio.
-Eu preciso desligar, estou dirigindo. Só liguei para avisar que vou demorar um pouco. Até mais. –Desligou sem esperar resposta. Todos estavam muito interessados no fim do casamento dela, mas o que a incomodava de verdade é que eles agiam como se não houvesse sentimento algum envolvido. Ele podia ser o cafajeste que fosse, mas ela o amava, afinal, passou três anos casada com ele. Será que realmente valeria a pena se separar? Ele já tinha feito coisa pior, não?!

Vanessa se sentiu a pior das mulheres ao se lembrar da sua conversa com Stella: “Mas eu te peço uma coisa: não brinque com ele. Só fale com ele se tiver realmente certeza do que quer.” Porquê ninguém via o lado de Chace da história? Ok, ele era o errado, mas também fez tanto por eles. Ela não podia fazer isso com ele. Sabia o quanto ele prezava a família, pelo menos a mãe, e largou tudo para ficar com ela. E não era somente desprezado pelos familiares, mas também por alguns empresários. Todos o viam como um tolo que havia caído no golpe de uma garota aproveitadora e isso o fazia perder grande parte do prestígio que tinha conquistado com muito esforço e dificuldade, já que ele havia rejeitado todos os benefícios que o sobrenome lhe dava.

Porquê tudo tinha que ser tão difícil para ela? Com os olhos cheios de lágrimas, estacionou na primeira vaga que conseguiu avistar e desabou de vez. Pela primeira vez desde o ocorrido, ela chorou. Chorou pelo abandono, pela humilhação sofrida na frente dos amigos, pela incerteza que assombrava os seus pensamentos e também por quê gostava chorar. O choro lhe dava dores de cabeça e isso aliviava as dores que sentia dentro de si, no coração. Não sabia ao certo quanto tempo tinha se passado ou onde estava até levantar a cabeça. O clima estava mais ameno, o que significava que já deviam ser quase quatro horas da tarde. Olhou ao redor e reconheceu o lugar. Era a praça onde ela costumava passear com Zac nos tempos de namoro e também onde viu Chace pela primeira vez. Respirou fundo e saiu do carro. O lugar estava praticamente deserto, há não ser pelas poucas pessoas que saíam de uma pequena capela que havia ali perto. Sorriu. Nunca a tinha notado. Parecia ser a construção mais antiga da rua, mas não deveria ter mais do que cinquenta anos. Perto da porta tinham alguns materiais de construção, o que significava que o lugar deveria estar em reforma.

Vanessa deu algumas passadas e depois de dar uma olhada rápida pela área, resolveu entrar. O lugar não era muito grande, os bancos eram de madeira polida e não havia nenhum sinal de alguma cruz ou alguma imagem. Estranhou, mas deu de ombros. O lugar era aconchegante do mesmo modo. Avistou uma pequena porta ao fundo e resolver explorar. Havia um tipo de biombo e um banquinho há poucos passos e ela resolveu arriscar.

-Bom, eu não sei muito bem como começar isso. Não entro em um confessionário a anos, então... Padre, eu pequei?! Na verdade, não fui eu e sim meu marido que me fez vir aqui, mas eu pequei antes, eu acho. A última vez em que entrei em uma igreja foi há três anos, assim que levei um chute de um ex namorado. Em questão a rezar... bom, eu costumava rezar antes de dormir e assim que acordava, mas como me mudei para a Índia e lá Buda é o “deus supremo” eu preferi me limitar. Até tentei rezar, mas sempre me pegavam e ameaçavam me denunciar, o que seria péssimo para meu marido que estava construindo um império lá. Eu acho que a última vez que eu rezei um terço completo, ou pelo menos tentei, foi há um ano atrás, quando eu sofri um aborto. Estava meio dopada e não consegui terminar o terço, mas o que vale é a intenção, não é? –Incomodada com o silêncio, ela resolveu dar batidinhas no biombo. –Olá?
-Ah, olá. –Uma voz masculina soou e segundos depois um homem moreno e alto apareceu. –Desculpe, eu não queria interromper, por isso fiquei em silêncio.
-O senhor é padre?
-Na verdade, não. Sou pastor.
-Aqui não é uma capela?
-Uma congregação cristã, mas bem, entendo sua confusão. É bem pequena mesmo e antigamente pertencia ao catolicismo, mas eles compraram um terreno maior há algumas quadras daqui. Posso ajudá-la em algo?
-Eu não sei. Eu preciso me confessar, acho.
-Desculpe a pergunta, mas você é católica?
-Minha família, mãe, pai e irmã menor, são. Eu era, mas quando me mudei para a Índia, eu tive que deixar de lado a religião.
-Entendo.
-Acho melhor eu ir embora.
-Sinta-se a vontade, mas algo me diz que você precisa conversar. Não que eu queira me intrometer na sua vida pessoal, só que acho que a senhora não veio aqui atoa. Não se sinta intimidada comigo, mas eu gostaria de ajudá-la. Posso?
-Eu... –Seus olhos logo se encheram de lágrimas. Pela primeira vez em dias, alguém parecia realmente interessado em ajudá-la. –O senhor não tem alguma sala ou algo assim?
-Tenho um gabinete em que converso com alguns irmãos, venha. –Ela o seguiu e eles logo estavam em uma salinha pequenina que ficava do outro lado da capela. –Bem, fique a vontade. Estamos em reforma e aqui está meio bagunçado. Aceita um copo com água ou um chá?
-Estou bem, obrigada.
-Certo. Perdão, mas como se chama mesmo, senhora?
-Vanessa!
-Pois muito bem. Qual é a sua história senhora Vanessa?
-A parte “importante” da minha história aconteceu há três anos atrás mais ou menos. Eu tinha terminado o high school e começado um curso de fotografia. Tinha um namorado muito bonito e educado, minha família o adorava, até hoje é assim. Perto da data do aniversário dele, nós rompemos. Ele rompeu. E eu fiquei um lixo. Eu tinha um “amigo” que estava interessado em mim e que me convidou para ir até Nova York com ele para dar “tempo ao tempo”. Eu fui e bom, ele me tratava tão bem e quando ele me pediu em namoro pela sétima vez, acho, eu disse que sim, mas deixei claro a minha situação. Eu tinha acabado de sair de um relacionamento, tipo, há uma semana apenas. Ele disse que sabia e que queria arriscar. Ele também havia rompido com uma garota a poucas semanas e de acordo com ele, foi por minha causa.
“Bem, nós começamos a namorar, mas parecia um namoro de crianças. Sem beijos e nem nada. Mal nos tocávamos. Eu estava arrasada e não aguentava ficar muito tempo acordada. Tudo me lembrava o meu ex e eu tomava diversos calmantes e analgésicos, tudo para evitar a realidade dolorosa.
“Nós estávamos na cidade há duas semanas e fomos jantar na casa da família dele. Era um “jantar de gala de família” e estava muito chato. Eu não me lembro muito bem como, eu estava dopada, mas ele conseguiu uma “brechinha” no discurso do pai dele e me pediu em casamento. Eu fiquei chocada, afinal, estávamos com um namorico besta de apenas uma semana. Eu não queria envergonha-lo e aceitei. Voltamos para o apartamento dele e eu recebi uma ligação de uma ex amiga me falando que tinha visto meu ex com uma outra mulher, que mais tarde descobri que era a futura/atual chefe dele e minha também. Meu, na época, noivo me tratou tão bem e me deixou chorar no ombro dele e pensei que talvez eu devesse tentar, sabe? Ele era tão bom comigo e eu não tinha feito nada para agradecê-lo. Demos o nosso primeiro beijo verdadeiro naquela noite.
“Na manhã seguinte eu estava muito confusa e envergonhada. Achei que o pedido de noivado fora apenas uma maneira de irritar o pai dele e agi indiferente, como sempre. Mas não era e na segunda-feira, ele me perguntou sobre os detalhes do matrimonio. Eu fiquei chocada e disse que deixaria tudo com ele, afinal, não tinha ideia de como organizar um casamento e nem queria falar com a minha mãe sobre isso. Era loucura, até eu sabia. Ele me fez umas perguntas básicas sobre os lugares que eu gostaria de visitar, minha cultura preferia e etc. Depois de alguns dias, uma consultora de moda apareceu na porta do apartamento para tirar as minhas medidas. Eu estranhei, mas preferi não comentar. Resumindo: duas semanas depois do pedido de noivado eu estava na Índia me casando com um cara que eu mal conhecia.
“Durante esses três anos de casamento tivemos inúmeras brigas e três delas me renderam uma semana no hospital. Eu sofri três abortos espontâneos e para piorar, só acontecia quando eu estava planejando me divorciar.
“Uma tia minha ficou muito doente e isso me obrigou a voltar para L.A. Com a empresa, ele –meu marido– teve que ficar lá. No final de novembro ele aterrizou em solo americano, mas por culpa de negócios ele me deixou sozinha no dia do meu aniversário. Eu decidi que não quero mais isso, não aguento mais sofrer. Eu quero me divorciar, mas algo me diz que é errado e eu não entendo isso.

-Você continua tendo contado com o seu ex? –O pastor perguntou.
-Sim, nós somos amigos.
-Somente amigos? O modo que você falou dele me fez pensar outra coisa.
-Nós somos somente amigos, ainda. Eu quero tentar de novo com ele e é por isso que eu não entendo porquê meu cérebro me faz pensar que é errado. Eu sofri demais e quero recomeçar a minha vida. O que tem de errado nisso?
-Bom, querendo ou não, você conhece a Bíblia e o que ela nos diz a respeito do casamento. Até que a morte nos separe. Mesmo tendo se casado em outra cultura, você ainda guarda isso com você. Seu marido não te trai, o que te daria um motivo para se separar de acordo com a Palavra, mas você abortou e de acordo com Êxodo, se não me engano, isso seria motivo para o divórcio sem se preocupar com a Justiça divina.
-Eu sei, mas... eu não quero me separar. Quer dizer, eu quero, mas não quero. Ele abriu mão de tantas coisas por mim. A família dele, por exemplo.
-Entendo. Você se sente culpada por abrir mão tão “facilmente” desse casamento, mesmo que não seja tão fácil assim.
-O que eu faço, pastor? Preciso de uma luz divina, não sei. Não posso ficar assim.
-Eu não posso te dizer o que fazer, não é certo. Eu não conheço nem o seu marido e nem o seu ex para poder dizer algo. Cada um tem que levar a sua cruz. O que eu posso fazer é te ajudar em oração. Pedir para Deus te iluminar e te ajudar a achar a resposta certa.
-E você me liga quando conseguir?
-Não é assim que funciona, senhora. –Ele sorriu. –Ele mesmo pode te mostrar. É só você pedir.
-E como eu faço isso?
-Ore. Iniciamos uma campanha de oração aqui, todas as manhãs. Você pode fazer parte também. Deus não dá nada de mão beijada, ele exige sacrifício e eu sei que isso que está acontecendo na sua vida não é em vão. Talvez ele queira fazer algo através de você e para isso, precisou agir dessa forma. Tente se aproximar dEle novamente. Não vai se arrepender. Não estou te pedindo para largar tudo. Venha duas vezes por semana, ou três. É só chegar, se ajoelhar e orar. Depois levanta e vai embora. Não precisa se identificar e nem nada, só fale com Ele. Ou pode ser na sua casa mesmo. O importante é você conversar com Deus para obter resposta.
-Eu vou pensar. Não posso dar uma resposta assim tão rapidamente.
-Tudo bem, o importante é você se sentir a vontade. Não podemos forçá-la a nada.
-Eu sei. Bom, preciso ir. Tenho que ir buscar a minha irmã e já perdi a hora. Obrigada por me receber. Eu nem sei como agradecer.
-Eu não fiz nada. Boa tarde.
-Boa tarde e até.

[...]

-Aonde você estava? Quer me matar do coração, Vanessa? Eu achei que tinha acontecido um acidente.
-Sem dramas, Stella. Já estou aqui, não estou?
-Mas não estava.
-Agora estou. Vamos?
-Vamos. –Vanessa pisou no acelerador e deixou a mente vagar. Não iria contar a ninguém o que tinha acontecido naquela tarde. Precisava pensar no que fazer sozinha, afinal, todos estavam julgando-a por não dar logo entrada no processo. Ninguém, a não ser o pastor daquela igrejinha –e não capela como tinha imaginado– ,tinha perguntado o que ela queria fazer. Somente davam sugestões, outros ordens, mas nenhum parou para perguntar como ela se sentia em relação a isso. Suspirou. –Estou com fome. –Stella resmungou.
-Comida chinesa?
-Por favor. –E continuou a mexer no celular. Ela estava zangada, mas V preferiu perguntar depois.

[...]

-E aonde ela estava? –V escutou a voz de Ashley ao longe, mas achou que talvez estivesse sonhando e se aconchegou mais a cama.
-Ela não falou. Disse que ia resolver uns negócios, e passou a tarde toda sem manter contato. –Stella respondeu.
-E você não perguntou? –Dessa vez a voz era de Miley.
-E você acha que ela ia contar?
-Você podia tentar.
-Será que ela foi se encontrar com o Zac? –A voz era de Alex e ela se levantou em um pulo. Quantas pessoas já deveriam saber? Porquê diabos ninguém conseguia guardar um segredo? Foi pisando firme até a sala.
-Argh! –Grunhiu cruzando os braços. –Podem me explicar?
-O quê? –Alex questionou.
-Você tá bem? –Stella perguntou.
-Quer largar esse dossiê, Ashley? Eu não vou usá-lo. –Vanessa disse.


-Como não? Mas você e o...
-Eu juro que se qualquer um de vocês falar nem que seja uma só palavrinha relacionada a divórcio ou a Chace ou ao Zac, eu atiro isso pela janela. –Apontou para o arquivo.
-Desculpe. –Ouviu em coro.
-Obrigada. Agora me expliquem por que vocês estão aqui.
-Viemos fazer uma visita, ué. A Stella estava muito sozinha, dorminhoca. –Miley disse indo até a cozinha.
-Eu não durmo a duas noites, sabia?
-Tanto faz. –Disse antes de atender ao telefone que era ligado há portaria. –Alô?
-Miley!
-Com licença, estou no telefone.


Pois não?Ah, sim. Pode mandar subir...Obrigada! –E colocou o telefone no gancho. –Agora sim podemos conversar.
-Estamos na minha casa.
-Grande coisa.
-Quem você mandou subir? –V perguntou revirando os olhos. Não adiantaria nada discutir com Miley.
-Zac. Junto com a Nina.
-Vão fazer uma festinha agora, é isso?
-Não, Vanessa. Somente queremos conversar com você.
-Eu não preciso conversar com ninguém.
-Você está muito estressada, baby. Precisa desabafar e nada melhor do que os seus amigos para te apoiarem nesse momento difícil.
-Eu não preciso desabafar, muito menos com vocês que só querem exigir coisas. Vocês querem que eu me divorcie, mas não me perguntam se EU quero fazer isso. No momento eu NÃO quero. Sim, eu sei que ele errou, mas isso não pode ser tratado como um simples relacionamento. Estamos falando de um casamento! O que vocês sabem sobre casamentos? Não sabem de nada, por isso, não queiram me forçar a me divorciar, por quê não vai acontecer.
-E porquê não?
-Por quê eu o AMO. Apesar de tudo eu amo o meu marido e preciso pensar muito antes de tomar qualquer decisão. Não posso deixar de pensar nele por quem quer que seja, entenderam?
-Mas e o Zac...
-Isso é outro assunto que eu não quero falar com vocês. Era para ser um segredo, só meu e dele, mas alguém não está calando a boca aqui. Qual é o problema com a língua de vocês?
-Não venha nos culpar. –Ashley se defendeu. –O Alex já sabia.
-E não fui eu. –Miley se defendeu.
-Então quem foi?
-Eu. –Zac disse encostado na porta.
-O quê? Porquê? Como? Você mesmo disse que queria descrição.
-Ele é meu melhor amigo.
-Mas...
-Acho melhor deixarmos eles a sós. –Stella disse empurrando todos para o quarto de Vanessa.
-Você disse que queria descrição e agora isso... eu não entendo. –Ela confessou.
-Eu queria descrição, mas o Alex praticamente me obrigou a falar. De acordo com ele eu estava meio “aéreo” e isso normalmente não acontece no trabalho.
-E você falou tudo sem pensar duas vezes?
-Eu não tive escolha; ele é meu melhor amigo. E não me venha com isso, por quê as meninas também sabiam.
-Eu só contei pra Miley que estava PENSANDO em falar com você, e isso foi ANTES da nossa conversa. E claro, contei pra Stella que é minha irmã.
-A Stella eu até entendo, mas a Miley?
-E o Alex? Se colocarmos os dois numa balança, da no mesmo.
-E como a Ashley sabia?
-Longa história, mas você sabe que quando ela quer saber de algo vai até o inferno pra descobrir.
-Não é por nada não, mas eu acho que essa discussão não vai levar a nada. –Stella disse saindo do quarto. –Só vim buscar chocolate e água, me ignorem.
-Ela tem razão. Você pensou? –V perguntou assim que a irmã se trancou novamente.
-E isso importa? Pelo que eu ouvi, você ainda o ama e, palavras suas, “não posso deixar de pensar nele por quem quer que seja”.
-Não estava me referindo a você e sim a elas que praticamente queriam apagar da minha memória todos esses anos que passei com ele.
-Se isso te incomoda tanto, volte com ele.
-Eu realmente não quero conversar sobre isso com eles escutando, mas eu já te falei o que quero.
-Mas o que você disse a pouco...
-Eu só queria que elas me deixassem em paz. Se eu realmente pensasse daquele modo, já teria jogado esse dossiê fora e estaria dentro de um avião a caminho da Índia.
-Então...
-Eu não mudei de ideia. Na verdade, eu estou mais decidida do que antes. Só preciso do seu sim.
-Vamos fazer o seguinte: –Ashley disse saindo do quarto, fazendo os dois bufarem. –Podemos ir para a casa de campo dos meus avós e passar um fim de semana lá e depois vocês decidem o que fazer. Nada melhor do que um tempo a sós bem longe dessa loucura de L.A.
-O que você acha? –V perguntou.
-Por mim tudo bem. –Z se deu por vencido. Por mais que não quisesse admitir, eles precisavam disso.
-Texas, aí vamos nós.
-Espera, TEXAS? –V perguntou chorosa. –Não pode ser em outro lugar?
-Qual o problema com Texas?
-O Chace é do Texas. –Stella disse revirando os olhos. –Alguém mais tem alguma outra ideia?
-Tennessee?! –Miley perguntou.
-Não, sua família não precisa de mais um relacionamento em crise para se preocupar.
-Que tal Florida? Existe uma aldeia chamada Islamorada que tem um pouco mais de 18 km². O lugar é lindo. Um verdadeiro oásis paradisíaco e super calmo. Tudo o que precisamos. –Ashley disse.
-Eu já ouvi falar. –Alex disse. –É bastante calmo. Ótimo para tomar decisões desse porte.
-Eu faço as reservas. –Miley disse levantando a mão.
-E eu as malas. –Stella disse sorrindo. –Já estou me imaginando pegando sol em uma praia deserta.
-O que você acha? –Foi a vez de Z perguntar.
-Por mim tudo bem.
-E quando seria?
-Nesse final de semana?!
-Acho que posso adiantar algumas coisas na empresa.
-E eu tento adiar a minha entrevista para a Nylon Magazine. Onde será o ponto de encontro?
-Minha casa. –Alex disse. –É a casa mais centralizada de todos.
-E a hora?
-Primeira classe, amanhã, 17, para Islamorada, Florida, as vinte horas. Ainda tem dez lugares. –Miley disse olhando a tela do celular. –Posso agendar?
-Sim, por favor. –Vanessa disse. –Então nos encontramos na casa do Alex as sete?
-Perfeito. –Stella disse. –Vou arrumar as malas. –E foi saltitando até o quarto.
-E a estadia?
-Depende da quantidade de quartos. –Miley respondeu. –Formem pares.
-A Stella fica comigo, claro. –V disse, mas Ashley logo a encarou. –O quê?
-Quando vocês mudarem de ideia, nada de mandarem ela para o meu quarto.
-Vou fingir que nem ouvi isso. –Vanessa disse revirando os olhos. –Um para mim e a Stella, outro para o Alex e o Zac... Ou vocês preferem quartos separados?
-Quartos separados. –Z disse.
-Certo. Um para mim e a Selena, Ashley e Demi, Nina e Ian.
-Já vão começar.


-Ah, Nina, por favor. Nós já sabemos que vocês estão namorando. –Miley disse. –A Monique não vai querer ir; ou vai?
-Ela vai passar um tempo na casa do cara que ela está namorando, ficando, não sei bem. –Ashley explicou. –Será somente nós mesmo.
-Então será seis quartos. Luxuoso... “Cheeca Lodge & Spa”, gostei. Hotel três estrelas, hm. Adorei a vista. Que tal?
-Pode ser. Acho que é somente isso mesmo.
-Aham. O Hotel tem seus próprios guias turísticos, o que é ótimo.
-Então pronto. Nos vemos amanhã as sete.

[...]

-Será que eu fiz certo?
-Ah, Vanessa, por favor. Não seja medrosa. –Stella resmungou. –O lugar é lindo e nem são tantas horas de voo.
-Eu não me referia a isso.
-Por favor, não me diga que você está pensando no...
-Estou.
-Vanessa!
-Eu não posso evitar. Ele me mandou algumas mensagens e eu nem respondi. E se ele estiver preocupado?
-Vanessa, você quer voltar atrás por acaso? Aproveite enquanto ainda é tempo. No momento que chegarmos na casa do Alex, o Chace será um passado para você, por quê nós sabemos que ele vai dizer “sim”.
-E se não disser, Stella?
-Você acha mesmo que ele ia fazer essa viagem por nada?
-Mas...
-Mas nada. Se você não quer arriscar, dê meia volta e eu ligo avisando que você desistiu.
-Não, nós vamos fazer essa viagem. Seja o que Deus quiser.
-Falando nisso, onde você foi de manhã?
-Resolver uns assuntos.
-De novo?
-O quê? Eu trabalho.
-Eu sei, mas você não apareceu na Destiny Hope hoje, a Ashley me disse.
-Eu precisava adiantar a minha entrevista para a revista e fiz hoje de manhã, em um café.
-Sei.
-Por favor, Tete. Aonde mais eu iria?
-Não sei, aonde você foi ontem?
-Resolver uns assuntos.
-Que assuntos?
-De trabalho. O ano está acabando e eu resolvi rever o meu contrato com a Destiny e o do John. –Mentiu.
-Acredito.
-Chegamos. Sorria e por favor, NÃO diga nem um pio sobre essa nossa conversa. As meninas são legais, eu sei, mas não é por isso que você tem que contar tudo a elas. Elas não gostam do Chace e me matariam se soubessem desse meu conflito interno.
-Então pare de pensar nele.
-Não é tão fácil. Você nunca se apaixonou, não sabe como é.
-Graças a Deus que não. Você está horrível.
-Nossa, muito obrigada. Tudo o que eu precisava ouvir. –Disse tocando a campainha.
-Olá garotas. –Alex disse assim que abriu a porta.
-Já está bebendo? –V tirou o copo de Whisky da mão dele.
-Estou apenas me aquecendo.
-Se aquecendo, sei.
-Não comece. Preciso mais disso do que você.
-Converse com ela.
-Não se meta nisso, baby. Você não sabe como é.
-Vai por mim, eu sei sim. –Disse avistando o restante dos amigos. –Desculpem o atraso, a Stella estava se preparando para a turnê dela. –V falou fazendo os amigos rirem e a irmã lhe dar língua.
-Vamos? Estávamos só esperando por vocês. –Miley disse. –Ah, Selena cancelou dizendo que ia passar uma temporada com a família, vulgo boy, mas eu preferi não dizer nada. O Cheyne vai no lugar dela.
-Por quê férias sem o amigo gay da Miley não são férias. –Alex disse sorrindo.
-Fazer o que se sou mais animado que a maioria dos héteros? –Cheyne disse levantando. –Vou dormir com o Alex, falei primeiro. –Brincou fazendo todos, menos Miley, caírem na gargalhada.
-E eu vou dormir sozinha? Nem pensar. –Miley disse.
-Ele precisa que alguém o esquente, baby.
-Ele que se dane, eu também preciso.
-Depois vocês tiram impa-par, agora vamos que já estou morrendo de sono. –Ashley disse. Meia hora depois eles já estavam entrando no LAX. –Ai meu Deus, agora vem a pior parte: check-in.
-Eu já adiantei tudo, então vamos logo para o portão de embarque. –Miley disse. Depois de passarem pela segurança, os dez se encaminharam ao portão de embarque. –Sabe o que é engraçado? É como se eu estivesse tirando férias antes de trabalhar.
-Só você, querida.
-Até poucos dias você estava em Miami; não tem direito de reclamar nada.
-Meninas, por favor. –V pediu enfiando o rosto no peitoral de Alex.
-Vanessa! –Demi exclamou.
-O quê?
-Como assim “o quê?
-Me poupem. –Vanessa pediu revirando os olhos. –Ainda não temos nada, então parem com isso. –Sussurrou para que ninguém que estava próximo além dos amigos escutasse.
-Ainda não, mas isso não significa que você pode ficar se esfregando nos amigos dele.
-Eu só estou me apoiando. Não sei porquê, mas aeroportos me deixam sonolenta independente do horário.
-O mesmo acontece comigo, mas isso não é desculpa. Se quer se apoiar, faça-o no seu futuro. –Ashley sugeriu.
-Meu futuro? Por Deus, Ashley, Você está fazendo papel de boba! –A morena exclamou se afastando do amigo. –Vocês estão me sufocando, sério. Parem com isso ou eu dou meia volta e vocês nunca mais vão ouvir nada sobre mim.
-Desculpe! –Ouviu em coro novamente.
-Certo. –Minutos depois os amigos já estavam dentro do avião. Para evitar novos aborrecimentos, V fechou os olhos e cochilou. Acordou com Demi e Miley discutindo para saber quem iria ficar ao lado de Cheyne. “É, a viagem vai ser longa.” –Pensou se acomodando melhor no assento.

A viagem correu bem. O único problema que tiveram foi com o tempo. Chovia forte quando chegaram aoTavernaero Park Aiporte isso prejudicou um pouco o voo, mas nada grave. Os passageiros correram até o portão de desembarque e meia hora depois puderam recolher a bagagem. Por sorte a limousine alugada por Miley já estava esperando-os. Em poucos minutos eles estavam no saguão do“Cheeca Lodge & Spa”.

-Finalmente nós chegamos, uhu!


-Acho que alguém abusou das bebidas alcoólicas no avião. –Miley disse sorrindo. –E não fui eu.
-Eu não estou bêbada, só... alegrinha. –Ashley disse antes de gargalhar.
-Ok, vamos levá-la logo para o quarto antes que saia alguma idiotice da boca dela. –V disse dividindo os cartões dos quartos entre os amigos. Depois de se despedirem no corredor –os quartos ficavam no mesmo andar–, cada um foi para o seu quarto. Depois do banho, Vanessa notou que a irmã dormia e não era para menos, o relógio que estava na cabeceira da cama marcava quase uma da manhã. Assim que se sentou, lembrou-se da conversa com o pastor de dias atrás. Não se lembrava de ter perguntado o nome dele, mas lembrava-se de cada palavra. Olhou para todos os lados do quarto e lentamente se ajoelhou. Iniciou uma conversa lenta e silenciosa com Deus. Não se lembrava de como rezar, então decidiu pular o protocolo da Igreja Católica de rezar antes de orar. Falou sobre seus medos e aflições e pediu que a luz divina iluminasse seu caminho. Agradeceu meio desajeitada e se levantou. Suas pálpebras já estavam pesando e sentia-se dormente de tanto cansaço. Logo o dia iria raiar e ela precisava traçar um plano para conquistá-lo. “Bem, talvez depois.” pensou se acomodando na cama adormecendo em seguida.

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Well girs, não vou ser monótona como sempre e iniciar pedindo desculpas pela minha demora. Aconteceram algumas coisas e bem, não deu para postar antes. Passei alguns dias escrevendo esse capítulo, mudando umas partes, acrescentando outras... Está aí o resultado final. Não tive tempo de corrigir, mas acredito que não esteja tão ruim. Espero que gostem. Queria também pedir um favor a vocês: #prayformelissa. Algumas devem saber –nem que seja por cima– que a atriz, comediante, apresentadora de tv e escritora Joan Rivers faleceu ontem (04/09). Eu acompanhava o trabalho dela há uns dois, três anos e bem, isso me abalou muito. O E! fez/está fazendo homenagens há ela com programações que a envolvem e eu choro sempre que me concentro demais no que passa. Vocês não fazem ideia de como estou, mas bem, só quero pedir há vocês que orem, rezem e mandem pensamentos otimistas para sua única filha Melissa e seu neto Cooper, que tem apenas dez anos. Sei que ela está em um lugar melhor agora, afinal, apesar das “críticas” ela era uma ótima pessoa e tinha um imenso coração. Sua luz jamais deixará de brilhar. Bem, é isso.
Xx

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Capítulo 35

-Vanessa? O que você está fazendo aqui? –Ashley perguntou chocada.
-Trabalhando?! –A morena sugeriu confusa. –O que foi? Não sou vagabunda.
-Eu sei que não, mas achei que depois de ontem você ainda estaria bêbada ou de ressaca, afinal, você saiu acompanhada da Miley do restaurante e...
-Fomos direto para a casa dela e dormimos lá para as duas e meia, três horas da manhã.
-E você já está de pé? Caiu da cama, foi?
-Antes fosse. Cheguei atrasada; não percebeu?
-Quinze minutos.
-E você acha pouco?
-Sim, e muito. Se eu estivesse no seu lugar, atrasaria uns 15 dias. Como que você está de pé, criatura?
-Com as pernas, Ashley! –Disse revirando os olhos e seguindo pelo corredor.
-Você está bem?
-Sim, estou.
-De verdade?
-Já estive pior. –Disse entrando na sala de Monique. –Oi.
-O que você está fazendo aqui?
-Porque é que todo mundo fica me perguntando isso? Eu não estou doente. –Bufou.
-Mas está se separando... –Ela encarou Monique. –Não está?
-Eu não sei. Eu não tive tempo para pensar nisso. Definitivamente, eu não quero vê-lo por um bom tempo, mas separação? Não quero pensar nisso agora. –Confessou com um suspiro.
-Tem certeza?
-Sim, tenho. Eu só quero saber de trabalhar. O que você tem pra mim?
-Vanessa, eu não sei se é uma boa ideia...
-Qual é, Monique. Estou com um casamento em crise, mas não estou morta!
-Não é isso, Vanessa. É que... a maioria dos projetos que eu posso te oferecer envolvem entrevistas, e você sabe qual é o assunto preferido deles.
-Minha vida privada.
-Exatamente.
-E a Nylon Magazine? Ainda está interessada em mim?
-Eu acho que sim, mas você tem certeza de que quer a Nylon? Não é por nada não, mas a maioria dos ensaios da Nylon Magazine são coloridos e alegres, e bom, acredito que na sua condição...
-Monique, eu não estou mal. Acredite em mim.
-Vanessa, não minta.
-Olha, eu não posso dizer que sou a pessoa mais feliz do mundo no momento, mas sim, eu estou bem. Eu sei lidar com a situação, já passei por isso antes.
-Mas...
-Não é a primeira vez que meu casamento entra em crise. É a primeira vez que ele sai de casa, mas crise? Isso é comum na minha relação.
-Você não quer algo mais sério? Mais sombrio? Posso te conseguir algo mais adulto e com sorte, uma entrevista mínima...
-Monique Coleman, pare com isso agora! Eu saí do conforto da cama da Miley para vim trabalhar e é isso o que eu quero fazer. Você quer o que? Que eu fique em casa morfando enquanto fico me descabelando porque meu marido me abandonou por uns míseros milhões enquanto como todo o chocolate que tem na minha geladeira? Eu não vou fazer isso, não posso. Eu tenho minha dignidade. Eu vou superar isso. Não sei como e nem quero descobrir agora. Só quero ocupar a minha mente o máximo de tempo que eu puder.
-Tudo bem. –Disse depois de respirar fundo. –Eu vou entrar em contato com o John e eu te aviso, ok?
-Vou só comprar um café e já volto. –Disse se levantando.

V se encaminhou para a loja do Starbucks que ficava na frente da empresa. Sentou-se em uma das mesas que ficavam na parte interior da loja e começou a mexer no celular. Não tinha parado para olhá-lo desde a noite anterior. O visor mostrava cinco mensagens de Stella e duas ligações da sua mãe. Arregalou os olhos quando viu as ligações da empresa do marido. Trinta e duas no total. Mas era impossível. Pelo horário, ele ainda deveria está no ar... Claro, a secretária já devia saber de tudo. Bufou enquanto guardava o celular novamente. Olhou as unhas que estavam quase todas roídas. Tinha ficado tão zangada com Chace que... "Pare! Você não quer pensar nisso agora" ordenou para si mesma. Se pensa-se demais no assunto, acabaria chorando e haviam paparazzi do outro lado da rua. Olhou os dedos novamente e viu a marca onde antes ficava a sua aliança. Mas... ela não se lembrava de ter tirado a aliança, muito menos o anel de noivado, porém eles não estavam ali. Procurou dentro da bolsa e nenhum sinal das joias. Tentou se lembrar de te-las visto na casa de Miley, mas nada. Pensar no jantar lhe dava dor de cabeça, mas mesmo assim ela tentou lembrar-se se tinha tirado os anéis, mas não. Ela havia insinuado que tiraria para Chace, mas no fundo até ele mesmo sabia que ela não teria coragem de fazê-lo. Raramente tirava a aliança quando brigavam. Analisou melhor o dedo anelar e percebeu que ele estava arranhado, provavelmente pelos pequenos diamantes que tinha no seu porta-aliança. Olhou a outra mão e percebeu que ele também estava dolorido e rosado. Será que... Não! Elas não teriam coragem. Tomou o resto do seu café em um gole só e se levantou. Ashley tinha que explicar, mas não agora. Ouviu os cliques e logo correu para dentro da Destiny Hope. Minutos depois estava na sala de Monique novamente.

-Vanessa! –Monique exclamou depois do susto. –Você quase me matou do coração.
-Quero uma reunião de emergência com a Ashley, Miley, Selena, Demi e Nina... Agora!
-Mas, o que houve?
-Minha aliança sumiu!
-Ah...
-Você sabe de alguma coisa a esse respeito?
-Eu?
-É, você.
-Eu vou pedir pra Marisa ligar para as meninas e marcar a reunião...
-Monique, me responda.
-Vanessa...
-Você sabe. Quem foi?
-Eu não vou me meter nisso. Vou ligar para a Marisa e pedir para ela preparar a sala de reunião.
-Não, não precisa. –Disse respirando fundo.
-Não?!
-É, não precisa. Eu vou resolver isso fora da empresa. Não quero trazer problemas pessoais para cá.
-Que bom que você pensou melhor, mas qualquer coisa...
-Tudo bem. Han, conseguiu falar com o John?
-Sim e ele me disse que eles ainda estão interessados em você.
-Ótimo.
-Vai levar mesmo isso aditante?
-Sim, vou. Para quando é o ensaio?
-Bom, se você ainda quiser ser a garota da capa vai te que correr. O Zac já está indo para o estúdio, mas não tem modelo. Aconteceu algum imprevisto com a Hayden Panettiere e ela não vai mais poder estar na capa e por incrível que pareça, os editores ainda estavam esperando que você aceitasse.
-Mas como eu vou "substituir" a Hayden? Isso é loucura. Eu não sou tão famosa quanto ela, nem famosa eu sou.
-Não é uma substituição. Aconteceu um imprevisto e ela não vai poder fazer o ensaio, eu já disse. Eles não entraram em detalhes sobre o que aconteceu, mas ficaram muito felizes quando o John disse que você tinha pensado melhor.
-Mas eles já devem ter feito toda uma divulgação sobre a Hayden estar na capa...
-Vanessa, por favor. Eles vão lançar uma nota de esclarecimento daqui há alguns dias. Não se preocupe, os fãs da Hayden vão te perdoar. Você não roubou o lugar de ninguém.
-Mas...
-Mas nada. Aqui está o endereço do estúdio e o valor que você vai receber. –Disse entregando um papel para ela. –Um bom ensaio e um bom dia. –Disse voltando a olhar para a tela do computador. V respirou fundo e saiu da sala. Correu para o elevador. O seu relógio de pulso marcava cinco para as oito e o ensaio estava marcado para as 08:30 da manhã e o estúdio ficava quase do outro lado da cidade.

[...]

-Pausa para o almoço. –Zac disse desligando a câmera fotográfica. –O que houve? –Perguntou baixinho para Vanessa.
-Nem me pergunte por que eu também não sei.
-Eu saí de casa achando que ia fotografar uma bela mulher e me deparo com isso!
-Isso foi tão sem graça que vou até guardar a minha risada. Quem sabe na próxima?
-Há-Há.
-É sério. –Disse dando um sorriso. –Você não sabe o que aconteceu com a Hayden mesmo?
-Não. Estou tão perdido quanto você.
-Isso é estranho.
-Sim, é. Agora pare de falar da vida dos outros. Como você está?
-E depois eu quem gosto de falar da vida dos outros.
-É sério, estou preocupado com você.
-Eu já estive pior...
-Entendo. Ele ligou?
-Não, mas a secretária dele sim.
-A secretária? Victoria?
-Sim, essa mesma. Mas não quero falar sobre isso.
-Tudo bem, me desculpe.
-Não, eu te entendo. Uma hora ou outra eu vou te que falar sobre isso, eu sei, mas prefiro adiar o máximo possível.
-Você quem sabe. Vamos almoçar ou você quer entrar em uma garrafa?
-Ah sim, até porque estou magérrima, com certeza. –Ironizou.
-Gorda que você não está, e nem corada. Se eu fosse você, pedia para a Nina passar mais daquela coisa colorida que da cor.
-Ela já passou blush suficiente. Eu quem estou pálida desde cedo.
-Comeu algo? –Perguntou abrindo a porta do estúdio pra ela.
-Não tive fome.
-Por tudo o que é mais sagrado, Vanessa. Não me diga que está de jejum desde as sete da manhã.
-Não, não estou. Antes de vir comprei um café no Starbucks.
-Qual?
-Zac, por favor. Nem minha mãe é desse jeito.
-Você mau tocou no jantar ontem e logo saiu para beber.
-E quem garante que não comi ontem depois do jantar?
-Eu te conheço e conheço a Miley. Ela come primeiro e depois bebe. Regra número um para não ficar com ressaca nível máximo.
-Tanto faz. –Revirou os olhos. –Eu não estou com muita fome. Um suco vai bastar para mim.
-Um suco vai ser a entrada da sua entrada. –Disse ligando o carro. –Nós vamos há uma churrascaria e você não vai deixar nem um farelo no prato.
-Mas...
-Mas nada.
-Zac! Eu não estou com fome.
-Acredite, você está sim.
-Quer saber mais do que eu?
-Eu sei mais do que você. Tu só acha que está sem fome, mas só vai precisar sentir o aroma do molho para começar a babar.
-Estamos no meio de um ensaio fotográfico, não se esqueça.
-Não se preocupe. Photoshop existe para essas coisas. –Piscou para ela que apenas revirou os olhos novamente.

[...]

-Boa noite, baby. –Miley cumprimentou-a assim que V entrou pela porta.
-Olá!
-Monique disse que você organizou esse jantar. –Ashley disse. –Já tomou sua decisão sobre Chace?
-Ainda não, mas que bom que você tocou no assunto. –A morena sorria enquanto colocava a bolsa no sofá e em seguida, tirava o casaco. Porque diabos o fim do ano tinha que ser tão frio? –Eu estava saboreando meu café enquanto refletia nas cadeiras confortáveis do Starbucks e bem, pela primeira vez no dia eu reparei nas minhas mãos, sabe? –Disse vendo as duas ficarem pálidas. –E bom, algo muito estranho aconteceu. –Arregalou os olhos como se estivesse contando uma história de terror para crianças. –Tanto a minha aliança quanto o meu anel de noivado sumiram, e nem o porta aliança ficou para contar história, acreditam? Só me sobrou esses arranhões.
-Vanessa...
-O mais estranho ainda é que eu não me lembro de ter tirado-os dos dedos. Assombroso, não é?
-A culpa foi toda da Ashley! –Miley disse apontando.
-Minha? Não minta, Cyrus. Eu nem sequer vi essas joias.
-Ah não? E o que é aquilo que está na sua bolsa?
-Cala a boca!
-Parem as duas! –V ordenou. –Eu só quero saber quem que deu autorização para vocês fazerem isso.
-Eu já disse que a culpa não foi minha. –Miley argumentou.
-Por favor, baby. Ashley não teria capacidade de pensar nisso sozinha.
-Ei! –Tisdale reclamou.
-Calada. Eu só quero saber: O que vocês pensaram que estavam fazendo? Querem acabar comigo mesmo? –Nenhuma das duas falou nada. –Estou esperando.
-Não é isso, Vanessa. –Miley começou. –Nós pensamos que se você ficasse se lembrando dele, isso só te deixaria pior. Digamos que nós duas temos certas "experiencias" sobre finais trágicos de relacionamento.
-Eu não terminei relacionamento nenhum. Estou apenas em crise.
-Vanessa, me poupe. Você mesma disse que se ele atravessa-se a porta, você tiraria a aliança do dedo. –Ashley relembrou-a.
-E você acreditou? Nem ele mesmo acreditou nisso, por isso que saiu. Ele sabia que eu não seria capaz de fazê-lo.
-Talvez seja por isso que ele te trata assim, como se você não fosse nada. Você sempre abaixa a cabeça e faz o que ele quer. Deveria ser mais dura, talvez assim ele te valoriza-se mais.
-Miley!
-Não começa, Ashley! Ela começou e vai escutar. Eu tentei fazer um favor, mas você não reconhece isso, Vanessa. Tenha um pouco de amor próprio. Dê uma dura nesse homem. Vai vê que ele passará a te respeitar.
-E porque eu te levaria a sério? Uma garota que nem namorado tem. Porque eu faria isso?
-Por que eu sei muito bem o que estou falando. Já abaixei demais a minha cabeça e descobri que é isso o que eles querem. Uma submissa! Uma mulher que faça tudo o que eles mandarem sem questionar. Eu não passei muito tempo com vocês, mas o que vi foi o suficiente para saber que você está cometendo o mesmo erro que eu cometi. E olhe só? Está tão sozinha quanto eu! Se você tivesse sido mais imponente no início do relacionamento de vocês, isso não estaria acontecendo. Eu sei como você está se sentindo e sinto muito, muito mesmo. Mas essa dor não vai passar se você continuar agindo como se nada tivesse acontecido. Tome alguma providência, pois as coisas não virão de mão beijada para você.


Vanessa não disse nada, apenas pegou sua bolsa e seu casaco e subiu as escadas, deixando as amigas sozinhas na cozinha.

-Eu acho que você pegou pesado com ela. –Ashley comentou.
-Não, eu não peguei. Somente disse a verdade e ela saber muito bem disso.
-Espero que ela não fique zangada.
-Não se preocupe, ela não vai ficar. Pelo menos, não com você.

[...]

-Posso falar com você? –V perguntou apoiando-se no balcão da cozinha.
-Claro. Sente-se. –Miley disse pegando a chaleira da parte superior do armário. –Achei que você já estaria longe daqui de casa. Quer chá? –A morena apenas confirmou com a cabeça. –A Ashley deve estar dormindo. Ela estava preocupada com você.
-Eu encontrei com ela no corredor e ela me disse que você estava aqui.
-Fiquei com sede. O que você quer falar comigo?
-É sobre o que você disse mais cedo.
-Viu que eu tinha razão?


-Porque você é sempre tão direta?
-Por que ficar enrolando não leva a nada. O que foi?
-Ok, você tinha razão.
-Eu sei. Era só isso?
-Porque você está zangada? Se alguém deveria está irritado aqui, esse alguém sou eu.
-Não, desculpe. É que você não me pegou no meu melhor momento.
-Aconteceu alguma coisa?
-Sabe quando você faz uma coisa que não deveria fazer porque sabe que é errado, mas acaba fazendo por pura birra e quebra a cara como sabia que iria acontecer?
-Não entendi muito bem, mas sim, eu sei. O que houve?
-Você lembra que eu estava... estava curtindo com o Avan, não sabe?
-Sei. É aquele do seu aniversário, não é?
-Sim, é. Pois bem, aquele filho de uma mãe saiu espalhando que dormiu comigo, acredita? Pior é que ainda tem quem acredite só por que temos algumas fotos juntos.
-Mas porque ele está espalhando isso?
-Por que é verdade. –Disse sorrindo.
-Miley!
-É sempre bom tirar uma com a sua cara. –Disse parando de rir. –Mas é sério, ele é um babaca. Descobri que ele só saiu comigo para poder dizer que "terminou com Miley Cyrus", argh. Eu sabia que estava bom demais para ser verdade. Ele era muito simpático e doce, muito prestativo. Até a Noah me alertou sobre isso, e ela só tem 10 anos!
-Sinto muito.
-O pior é que muitos estão com peninha de mim. Odeio que sintam pena de mim! Tipo: Isso me afeta, lógico, mas eu não estava apaixonada por ele. Estávamos apenas curtindo. Graças a Deus eu tenho o Joshua me apoiando.
-Joshua, hmmm.
-Nem comece. Somos apenas amigos.
-Claro, até por que eu sempre fico animada quando tenho uma cena de beijo com meus amigos.
-Não seja ridícula. Ele beija bem, eu confesso, mas somente isso. Não tem nada de romântico, até por que tem o diretor que fica o tempo inteiro pedindo mais e mais.
-E você nem gosta, não é?
-Para, o assunto não é esse. –Sorriu envergonhada. –Ele está me apoiando bastante. Somos amigos, eu acho.
-Cuidado com essas amizades.
-Você fica quieta, por que eu pelo menos sou solteira. Você nem isso.
-E dai?
-E dai que é uma falta de vergonha você usar um anel no dedo e querer levar seu "amigo" pra cama.
-Como é que é, garota? Em primeiro lugar, eu não estou com meu anel se a vossa senhoria se lembra. E em segundo: Eu nunca disse que queria levar o Zac pra cama.
-Em nenhum momento eu disse "Zac".
-Ma-mas todo mundo sabe que ele é o meu melhor amigo.
-Eu não disse melhor amigo, disse somente amigo.
-Mas...
-Hmmmm.
-Pare agora, Miley Ray! –Exigiu enquanto sentia seu rosto pegar fogo.
-Só você mesmo, Vanessa Anne. –Disse depois de gargalhar. –Me ajuda, poxa.
-O que você quer que eu diga? A única coisa que você pode fazer é negar.
-Mas até meus amigos estão acreditando.
-Então não são seus amigos, são colegas.
-Vamos fazer assim: Eu vou pedir pra mamãe negar enquanto tento limpar a minha ficha. Vou para o Haiti em dois meses e acho que até lá eu consigo impedir que o boato se espalhe.
-O máximo que eles tem é algumas fotos de vocês jantando juntos. Se você tomar cuidado para não vazar nenhuma foto do Halloween e do seu aniversário, pode até dar certo.
-Ok. Vou agir indiferente em relação a isso. Não vou nem tocar no assunto, e sim, deixar com a assessoria. –Disse servindo-se. –Tenho algumas cenas de "So Undercover" para finalizar, depois tenho o Haiti e alguns programas para ir e então, turnê!
-Você está tão animada.
-Vou para países que nunca fui antes, estou quase surtando.
-Certo, certo. –Disse dando um gole no chá.
-O que foi? Há, que cabeça a minha. Você está se separando, é mais do que natural você ficar "fora de área" do nada.
-Pare de dizer "separando", por favor. Eu ainda não me decidi.
-Tudo bem, desculpe. Mas você está.
-Miley!
-Ok, desculpe.
-Eu posso te perguntar algo?
-Claro.
-Mas me prometa que não vai sair daqui.
-Eu juro. –Disse levantando a mão direita. –O que foi? –Vanessa deu uma volta pela cozinha e foi até a escada vê se ninguém as ouvia. –Não tem ninguém na casa além da Ashley.
-Eu sei, e não quero que ela saiba.
-Agora você está me assustando. Está grávida?
-Não, Deus me livre e guarde. –Disse dando três batidas no balcão de madeira da cozinha. –É que eu estive pensando... Será que eu tenho alguma chance com o Zac?
-Como? Eu ouvi direito? Zac?
-É, Zac. Eu ainda gosto dele, você sabe.
-Me diz uma coisa: Como que você gosta dele sendo que dorme com outro homem?
-Eu não sei. Sinto como se eu fosse uma outra pessoa quando estou com o Chace, sabe? É como se ele despertasse o meu lado "maduro" e eu me sinto bem com ele. Com Zac, é como se o meu lado de menina voltasse a tona. Eu me sinto como uma menina-mulher de apenas vinte e dois anos quando estou com o Zac, mas com o Chace... é como se eu fosse uma senhora casada de vinte e dois. Você me entende?
-É um distúrbio de personalidade.
-Algo assim.
-Eu sinceramente não gostaria de estar no seu lugar. Chace é uma pessoa inteligente e bonita, um típico burgues dos sonhos. Já o Zac... é aquele cara inteligente e super gente boa que trabalha duro para conseguir o pão de cada dia, o nerd dos sonhos. Um fato: os dois são apaixonados por você. Está podendo, hein?
-Não é hora para brincadeiras, baby.
-Me desculpe, mas... como você quer saber do Zac se ainda não decidiu o que fazer com Chace? Essa história está muito mal contada.
-Eu tenho medo de terminar com o Chace e ele tentar fazer algo, sabe?
-Não é de agora que vocês vem tendo problemas. Acredito que juiz nenhum vá negar o divórcio se você contar o que aconteceu no seu aniversário.
-E se não for suficiente?
-Conte o que aconteceu antes, com seus bebês. Se você quer realmente se separar, você pode.
-Eu não sei.
-Você não quer é se separar. Está em dúvida se vale a pena trocar o certo pelo duvidoso. Você ainda não superou o que o Zac fez com você?
-Ele me abandonou, Miley. Você acha pouco?
-Uma semana depois você estava em Nova York dividindo um apartamento com o Chace.
-É diferente.
-Vanessa, você quem sabe. Mas lembre-se: quem tudo quer, nada tem. –Disse colocando sua xícara na pia. –Quando sair, apague a luz. –Miley disse antes de subir as escadas, deixando a morena sozinha com seus pensamentos.

[...]

-Como é que é? –Stella gritou.
-Fale baixo.
-Nessa, você não sabe o quanto que eu esperei por isso. Que legal!
-Tire seu cavalinho da chuva por que nós somos apenas amigos.
-Por enquanto.
-Não sei. Acho que ele não vai querer ter algo comigo.
-Eu é quem não duvido. Ele não te esqueceu, disso eu sei.
-Mas as coisas não são tão fáceis assim.
-O que te faz pensar que ele não vai te aceitar de volta?
-Eu sou casada, Tete. Ele pode pensar que eu apenas quero passar o tempo, sei lá.
-É só você conversar com ele. Diz que está confusa com tudo, mas que de uma coisa você sabe. Você ainda o quer. Ele sabe disso, você me contou o que aconteceu há meses atrás.
-Eu sei. Você acha que ser sincera vai ajudar em algo?
-É melhor do que nada. Mas eu te peço uma coisa: não brinque com ele. Só fale com ele se tiver realmente certeza do que quer.
-Tudo bem. –Disse respirando fundo. O telefone dela começou a tocar. –É ele.

-Oi, baby.
-Ei, eu estava pensando em darmos um passeio amanhã, que tal?
-Está me chamando para sair, Zac Efron?
-Estou te chamando para dar um passeio, Vanessa Hudgens. Não somente você, mas a Stella também.
-Ela é menor de idade, viu?
-Eu sei disso, não se preocupe. E então, vamos ou não?
-Eu vou perguntar para ela, um minuto. –Disse tapando o áudio do celular. –O que você acha de passear amanhã com o Zac?
-Pode ser. –Stella respondeu. –Será uma ótima oportunidade para vocês conversarem.
-Ela aceitou. –V disse para Zac.
-Certo. Até amanhã as oito.
-Até. –E desligou. –Ai meu Deus, o que eu vou usar?
-Você parece uma adolescente.
-Não sou nenhuma idosa.
-Mas tem vinte e dois anos.
-Calada. –Disse jogando uma almofada na irmã.

[...]


-Que cara é essa? Está tendo flashbacks? –Zac perguntou sorrindo.
-Você sabe que eu não gosto de crianças.
-Mas a Stella parece está se divertindo. Não te basta?
-Sim, me basta. Por ela.
-Qual é, Vanessa? Se solta um pouco. Não é possível que você não sinta nenhum arrepio vendo esses sorrisos.
-Sim, eu sinto. De horror. –Disse se afastando do jardim do orfanato. –Porque você insiste nisso?


-Algo me diz que no fundo desse seu coração de pedra, tem algum sentimento bom.
-Vou levar isso como um elogio.
-Por favor, baby. Esses sorrisos não mexem com você? De verdade. –Disse parando na janela do berçário.
-Não. De verdade, eu estou ficando agoniada. Podemos sair daqui?
-Mas a Stella...
-Deixe ela aí, ela sabe aonde o carro está. Vem, vamos. Estou sufocada. –Disse puxando-o até o portão de saída. –Nunca mais faça isso, entendeu?
-Você é tão má.
-Não sou má, simplesmente não gosto.
-E quando você tiver um filho?
-Eu não quero nem pensar nisso. Tomo todos os cuidados devidos, e bom, acho meio impossível dada a minha atual situação.
-Já falou com ele?
-Ele me ligou umas duas vezes, mas como eu rejeitei, ele desistiu. Não quero falar mais sobre isso.
-Tudo bem.
-Nós podemos falar sobre outra coisa?
-Escolha o assunto.
-Argh, eu preciso desabafar. Não aguento mais isso. –Disse por fim.
-Eu me candidato. Podemos tomar um café.
-Tudo bem, vou avisar a Stella por mensagem.
-Certo. Vou pagar o parquímetro. –Disse se afastando um pouco dela. Respirou fundo e digitou uma mensagem rápida para a irmã. –Podemos ir?
-Sim, vamos. –Disse guardando o celular.

Entraram no carro e foram em direção há um café que ficava a algumas quadras dali. Pediram uma ala privada e sentaram-se.

-Sou todo ouvidos. –Zac disse assim que o garçom se retirou com os pedidos.
-Bom, por onde começar... Minha vida está uma bagunça. Fui abandonada pelo meu marido na noite do meu aniversário e o que me incomoda é que eu não sei se isso me chateia, entende?
-Você não sabe como se sente em relação ao abandono?
-É basicamente isso.
-Você ama seu marido, certo?
-Bom, eu não sei.
-Vanessa!
-Eu amo, mas... ai, Zac. Você sabe que nós dois temos algo... inacabado.
-Você não deveria pensar nisso agora. Eu já falei que o que eu sentia por você continua vivo, e você também deixou claro que não vai me perdoar até eu te contar o real motivo do nosso rompimento, e se depender de mim, você nunca vai ficar sabendo.
-Você está mais para boca do que para ouvidos. –Reclamou.
-Eu não vou ser o amante e você sabe disso.
-Eu sei, eu só... preciso de um tempo. Você está aqui e ele lá. Meu coração está confuso.
-O que você sente quando se entrega a ele?
-Zac!
-Preciso saber.
-Isso é pessoal.
-Não quer me contar por vergonha ou porque você sabe que no fundo, você o ama mais do que a mim?
-Eu nunca te esqueci e você sabe disso.
-Mas mesmo assim se entregou a ele.
-Você me abandonou!
-Tentei te proteger.
-De que? De ser feliz?
-Vanessa, por favor. Não faça isso consigo mesma. Você só quer testar se vale a pena ficar comigo ou perdoar o Chace.
-Não é isso. Eu estou cansada, Zac. Sei que minha vida com ele vai ser sempre assim, com seus altos e baixos. Mais baixos do que altos... O importante é: eu quero mudar. Não quero te usar, mas quero sim, voltar a fazer parte da sua vida. Eu continuo sentindo o mesmo por ele, eu acho. Eu não sei. Estou confusa, já disse. A única certeza que eu tenho agora é que eu quero você de volta.
-E ele?
-Eu não sei. Tenho medo dele tentar algo contra mim ou contra ele mesmo. Não me perdoaria se ele... bom, eu não quero pensar nisso. Só te peço uma chance. Você me deve essa. Me deu um belo de um chute dias antes do seu aniversário.
-Você age como se o aniversário fosse seu.
-Eu ia fazer algo especial para você, você sabe. Nunca tive a oportunidade de dar o seu presente...
-E nem terá. Sua virgindade já foi perdida... há muito tempo.
-Esse não era o único presente que eu queria te dar. –Disse revirando os olhos. –Fiz uma música para você. Era um poema, mas a Miley disse que está mais para música.
-E do que se tratava?
-Eu não vou te entregar até obter a minha resposta. Não quero estragar tudo logo de início. E então: sim ou não?
-Eu não vou ser o amante. –Repetiu.
-Eu não estou te pedindo isso. Você pode ser o titular.
-Como se você é casada?
-Eu só preciso da sua resposta para da entrada nos papéis de divórcio. Eu já tenho tudo pronto. Os motivos para apresentar ao juiz, a separação total de bens. Não quero nada dele. Claro que se você disser "não" eu vou pensar melhor no assunto. Não que eu queira ele de volta, mas eu sinto como se ele me esconde-se algo, sabe? E ele abriu mão de tanta coisa por mim. A família dele, por exemplo. Todos viraram as costas para ele quando nos casamos. Não posso ser assim tão fria. Não vou deixar as coisas como estão, obvio. Posso propor uma reconciliação, mas no fundo eu sei que nada vai da certo. Eu o amo, confesso, mas é um amor cultivado, sabe? Um amor que surgiu com a convivência. Um amor forçado, digamos assim. Já com você, é diferente. É algo espontâneo que surgiu assim que eu coloquei os olhos no garoto tímido de olhos azuis que chegou atrasado no primeiro dia de curso.
-Eu preciso pensar, Vanessa. É muita coisa para assimilar. Mas por favor, não se iluda. Eu vou pensar por que não quero te dar um não assim, tão na cara. Eu gosto de você, de verdade, mas não sei se essa de ser o outro...
-Não se preocupe. Eu sei esperar. Só te peço que não comente com ninguém.
-Não, não se preocupe. Te peço o mesmo.
-Nem se eu quisesse. Não tenho essa coragem toda. Nem sei como falei isso para você. –Sorriu sem graça e o garçom se aproximou com os pedidos. –Eu tenho medo de te magoar, e mais ainda: de me magoar novamente. –Confessou assim que ficaram a sós novamente.
-Eu não quero pensar nisso agora, ok? –Z pediu. –Mudemos de assunto.
-Tudo bem. –Suspirou e logo começaram uma nova conversa sobre o ensaio fotográfico que havia sido realizado no dia anterior. Pediram a conta e Vanessa comprou um café para viagem para a irmã. –Stella me mandou mensagem dizendo que está na Planet Blue. Pode me deixar lá?
-Claro. –Z respondeu dando a partida. Minutos depois eles já estavam na frente da loja. –Quer que eu espere?
-Não, pode ir. Nós pegamos um táxi. E não se esqueça de pensar, hm? Com carinho. –Disse antes de lhe dar um beijo no rosto.
-Até. E não se esqueça, hein? Descrição total. –Ela assentiu e foi ao encontro da irmã.

-Que demora. Acho bom ter rolado algo. –Stella disse.
-Stella! Você está pior do que a Miley.
-Estou apenas sendo sincera.
-Seja sincera um tom mais baixo, por favor.
-Responde logo: rolou ou não?
-Não, né, Stella? Mal conversamos sobre isso.
-E?
-E nada. Ele disse que vai pensar.
-Vou ter meu cunhado favorito de volta! –Stella disse abraçando a irmã.
-Qual parte do "nada" que você não entendeu?
-Vanessa, ele não disse "não".
-Mas também não disse "sim".
-Talvez é melhor do que "não".
-Só se no final for um "sim".
-Pelo que eu conheço o Zac, ele vai dizer "sim". Ele não te iludiria atoa.
-Eu prefiro continuar me preparando para um "não".
-Você quem sabe. Eu tenho quase certeza de que será um "sim". Ai, que vestidinho lindo. –Disse se afastando, deixando a irmã perdida em pensamentos.


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Hey, girls. Como vão? Está aí mais um super capítulo. Aposto que estou perdoada pela demora, hm? Será que o Zac vai dizer "sim"? Quem concorda com a Stella? Hmmmmm, eu não sei de nada. Antes que alguém venha criticar ou perguntar algo, sim, a história não é focada somente em Zanessa. Existem os personagens secundários e terciários e eu vou colocá-los no centro as vezes, como podem perceber. Espero que gostem do capítulo e agradeço pelas felicitações. Somos duas, Liriane. Chanessa na veia, pero Zanessa no coração, sorrynotsorry. Sim, Margarida, o Chace e a Vanessa tem esses momentos de "eu mando" e é isso que atrapalha na relação deles, mas também apimenta as coisas as vezes. Parabéns para nós duas, Julia haha. Acho que Zanessa saí agora, será? Pois é, Viviane, Vanessa também quer o divórcio. Será que vai sair? Não sei de nada, haha. Bem, obrigada a quem comentou.
Enjoy Xx