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quinta-feira, 26 de junho de 2014

Capítulo 34

-Alô?
-Vanessaaaa! –Miley gritou do outro lado da linha.
-Ai, meu ouvido. –Bufou. –O que foi, Miley?
-"O que foi, Miley?" O que foi? Você não da sinal de vida há quase uma semana e me pergunta o que foi? Qual é o seu problema? É sádica, por acaso?
-Não, não sou sádica, mas sou casada. C-a-s-a-d-a! Tive que cuidar do meu casamento e do Chace; ele teve um probleminha de saúde.
-Mas está tudo bem?
-Sim, está. Foi somente uma crise alérgica.
-Mas custava ligar para dizer que está bem?
-Chace confiscou meu celular desde que aterrizamos. Disse que, pelo fato de eu ter passado grande parte da viagem com vocês, eu deveria me dedicar a ele aqui.
-E isso vai durar quanto tempo?
-Não faço a menor ideia.
-E como você conseguiu atender?
-Eu tenho cinco minutos diários para falar com a minha mãe ou a Stella, e também para checar os meus emails. Você teve sorte. Chace está dormindo e eu ouvi o celular tocar baixinho.
-Vanessa, isso é aprisionamento.
-Ah, se você soubesse... –Vanessa disse deixando a frase no ar com um sorriso no rosto.
-Como assim? Não me diga que...
-Exatamente.
-Vanessa, você...
-Miley, tenho que desligar. O Chace está se mexendo. Mande um beijo para todos e diga que eu estou com saudade. Amo vocês, baby's. Adeus. –Disse desligando o celular.
-Ahhh! –Miley exclamou jogando o celular na parede.
-O que foi? –Ashley perguntou se aproximando com um saco de batatas.
-Nossa amiga virou uma prisioneira dentro da sua própria casa e ainda gosta disso.
-O aniversário dela está chegando, vai vê é por isso.
-É por isso que nós temos que falar com o Chace. Temos que saber se ele está planejando algo ou se nós podemos fazer uma festinha.
-Eu acho que ele deve estar planejando algo, mas a dois. Ele é tão reservado que chega a doer.
-Mas até que vocês dois brincaram um pouquinho em Vegas.
-Eu estava bêbada e ele não seria grosseiro na frente de sócios.
-Aham.
-"Aham", nada. Você quem ficou de brincadeirinha com ele enquanto cantava.
-Pelo mesmo motivo que você: Álcool.
-Que seja. Ela disse algo especial? –Ashley perguntou antes de comer uma batata.
-Disse que Chace confiscou o celular dela desde que chegamos de Vegas, e que ele teve uma crise alérgica, por isso ela nem se lembrou de nós.
-Mas ele está melhor?
-Sim, está.
-Mas será que ele está realmente bem?
-Eu já disse que... –Ashley ergueu uma sobrancelha e logo a ficha de Miley caiu. –Ah, claro. Eu acho que talvez ele esteja precisando de algo, sabe? Uma força moral...
-Uma visitinha de, quem sabe, os amigos. 


-Claro, claro. Acho que, como amigas da Vanessa, nós devemos dar uma passadinha lá, certo?
-Absolutamente.
-Eu vou pegar a minha bolsa.
-E eu as chaves do carro. –Miley disse sorrindo.

[...]

-Será que fizemos bem?
-Claro. Estamos preocupadas com a saúde de Chace e estamos indo verificar se tudo está bem mesmo.
-E se ele se zangar com V por ela ter atendido o telefone?
-Nós falamos que estamos preocupadas com o sumiço dela e que decidimos fazer uma visitinha. Não se preocupe, tudo vai da certo.


-Mas...
-Ai, Ashley! Você que teve a ideia e quer ficar dando pra trás agora?
-Eu não tive ideia de nada.
-Teve sim.
-Ta, eu tive, mas você poderia ter dado pra trás.
-Mas eu não sou assim, e você sabe disso. Vai da tudo certo, não se preocupe. –Repetiu. Estacionou no meio fio e saiu do carro. –Se for o porteiro do mal, deixe que eu falo, ok?
-Ok. –Ashley disse respirando fundo. Elas deram as mãos e entraram na recepção. Ashley engoliu em seco quando o viu.
-Boa tarde. –O porteiro cumprimentou-as formalmente.
-Boa tarde. O Sr. e Sra. Crawford estão, correto? –Miley disse com o seu melhor sorriso.
-Sim, estão.
-Ah, ótimo. Nós já vamos subir...
-Não, as senhoritas não podem subir antes de receber autorização.
-Mas nós falamos com a Vanessa antes de vir... Você não se lembra de nós? Miley e Ashley? Amigas da Vanessa?
-Sim, eu me recordo das senhoritas, mas são ordens recebidas pelo senhor Crawford.
-Mas é importante. A Vanessa mesmo que nos pediu para virmos aqui.
-Então não haverá problema se eu checar, certo?
-Oh, shit. Ahn, senhor Rodrigues, não será preciso. –Miley disse tirando o telefone das mãos dele. –Na verdade, nós iriamos fazer uma surpresinha. O "senhor Chace" passou mal esses dias e nós queremos vê como ele está. É coisa rápida, nós prometemos. Em menos de cinco minutos, estaremos de volta.
-Mas...
-Por favorzinho.
-Eu posso perder o meu emprego, senhorita.
-Eu juro que vai ser rápido. Se o senhor Crawford perguntar, eu digo que não tinha ninguém na recepção e que nós entramos. E se ele não acreditar, eu arranjo um emprego pro senhor, melhor que esse.
-Não, senhorita, eu acho melhor...
-Por favorzinho. –Miley pediu com os olhos enormes.
-Certo, mas somente por cinco minutos, ou então eu ativarei a segurança.
-Muito obrigada. Nós já voltamos. –Miley disse puxando Ashley até o elevador. –Eu disse que ia da certo. –Ela disse assim que a porta se fechou.
-Sim, mas e se o Chace se zangar? Ele pode perder o emprego.
-A ideia foi sua.
-A ideia de subir foi sua. Nós poderíamos ter ligado pra Vanessa.
-E você acha que ela iria atender? Provavelmente seria ele.
-Mesmo assim, nós poderíamos ter pedido permissão. O AP é dele.
-É dele e dela.
-Se a Vanessa entrar em problemas por nossa causa...
-Ashley, pela milésima vez, vai da tudo certo. Nós já estamos aqui, não estamos? –Disse saindo do elevador. –É somente uma visita.
-Certo. –A morena disse respirando fundo. –Ai, eu estou nervosa. –Disse sorrindo.


-Está na cara que você nunca fez algo do tipo.
-Lógico que não.
-Você é tão inocente. Só não digo que é virgem, porque...
-Ok, chega. –Ashley disse indo até a porta de Vanessa. –Ok, isso é fácil. –Disse se preparando para apertar a campainha. Miley bufou e apertou. –Ei.
-Você estava demorando demais e nós temos apenas cinco minutos.
-Três.
-Tanto faz. –Disse ouvindo a tranca. A porta se abriu e Vanessa apareceu na porta. –Babyy! –Abraçou Vanessa, que estava paralisada. –Estava morrendo de saudade, menina. Isso não se faz. –Miley disse entrando. –Cadê o cafetão?
-Miley! –Ashley a repreendeu enquanto abraçava Vanessa. –Estava com saudades. Estás bem?
-O que vocês fazem aqui? –V conseguiu dizer com os olhos arregalados.
-Viemos te visitar, ué. Estávamos com saudades e preocupadas. –Disse fechando a porta. –Chegamos na hora errada?
-Cafetãããão. –Miley chamou batendo na porta do quarto.
-Miley!
-O que é? Ele é um cafetão mesmo.
-Quem é cafetão? –Vanessa perguntou.
-O seu marido, quem mais seria?
-Miley...
-Que barulheira é essa? –Chace perguntou saindo do quarto. –Ah, não...
-Eu juro que não sabia, amor.
-Cafetão, como vai? –Miley o abraçou. –Nossa, você está bem? Está meio pálido e febril.
-Eu estou ótimo. O que vocês fazem aqui?
-Viemos procurar a Vanessa. Quem você pensa que é para tirá-la de nós de uma hora pra outra?
-E como vocês sabem que foi eu?
-Quem mais seria? Que cafetão mais previsível, hein?
-Cafetão?
-Sim, c-a-f-e-t-ã-o.
-Porquê?
-Até parece que você iria aprisionar a nossa bela amiga por nada. Tenho até medo de chegar perto da porta daquele quarto. Sabe-se lá Deus o que vocês fizeram.
-Chega, Miley! –Ashley disse contendo o riso.
-O que? Estou falando a verdade. Ou você prefere poderoso chefão?
-Quanta criatividade, hein?
-Eu sei. –Disse jogando os cabelos. –Ah, falando nisso, nós precisamos conversar.
-O que eu teria pra falar com duas invasoras?
-Falando em invadir, baby, você pode, por favor, avisar para o porteiro que nós vamos ficar mais tempo? –Miley pediu olhando pra V.
-Como?
-Ashley, conta pra ela enquanto eu converso com o cafetão "barra" poderoso chefão. –Miley disse se sentando.
-Você não tem educação não? –Chace perguntou olhando V indo para a cozinha com Ashley. –O que vocês fazem aqui?
-Temos que conversar sobre o aniversário da sua esposa. Você planejou algo?
-E isso é da sua conta?
-Sim, é, afinal, nós também queremos comemorar essa data.
-Já passou pela sua cabeça que talvez eu queira comemorar essa data com ela?
-Sim, e eu até acho que seja uma boa ideia, mas isso não nos tira o direito de querer fazer o mesmo. Você está planejando algo?
-Sim, estou.
-Para quando?
-Para que você quer saber?
-Porque eu quero organizar um jantar, sabe? Mas para isso, eu preciso agendar primeiro e depois contratar o buffet, conferir os convidados...
-Sim, eu sei como se organiza uma festa, mas você sabe que o aniversário dela é daqui a quatro dias, certo?
-Sim, eu sei, mas eu tenho um certo dom para organizar festas de ultima hora. Pensei em alugar uma noite do Craft para no máximo trinta pessoas e depois contratar um buffet com garçons e talvez, uma banda.
-E quem seriam os convidados?
-Bom, só da Destiny Hope seriam sete pessoas, mais o Alex e o Zac, já dá nove, mais a minha mãe, o Cheyne, o empresário dela e o Bill dá treze... bom, eu tenho mais ou menos umas vinte pessoas em mente, e deixei uma vaga de dez pessoas para alguns conhecidos de vocês, ou a família dela, não sei.
-Falas-te com a irmã dela?
-Sim, e só ela que vem. Talvez com um ou dois amigos, mas sem os pais. Eles estão esperando a visita de final de ano de vocês. –Relembrou-o.
-Ah, certo. Bom, você quem sabe. Se quiser uma ajuda...
-Não me ofereça dinheiro, por favor. Eu só quero a sua esposa pronta as oito da noite em frente ao Craft.
-Certo. E seria surpresa?
-Não, acho melhor não. Ela acharia que era somente um passeio qualquer e se vestiria que nem uma mendiga. –Falou alto o bastante para Vanessa escutar.
-Você está chamando quem de mendiga? –V perguntou se sentando no colo do marido.
-Você.
-Eu?
-Sim, você.
-Me diga: quantas mendigas você conhece que tem um closet com diversas roupas da Chanel?
-Uma: você.
-Engraçadinha.
-Eu sei. Ahn, falando nisso, você viu a matéria do JustJared sobre seu estilo?
-Sim, eu vi. "Maravilhoso. Exótico. Brilhante. Único".
-Só queria saber de onde eles tiraram isso.
-Há-Há.
-Agora é sério. Dia 14, eu quero você maravilhosa as sete e meia.
-E porque isso?
-Para um jantar em sua homenagem. Você quer paparazzi?
-Eu quero é ficar em casa somente de pijamas.
-De jeito nenhum. Não é todo dia que nós fazemos vinte e dois anos. É uma data memorável.
-Como todas as outras.
-Enfim, você tem roupa ou eu tenho que comprar?
-Eu tenho roupa.
-É pro Craft, hein?
-Eu sei, eu ouvi.
-Qual roupa você vai usar?
-Não sei.
-Vanessa!
-Eu comprei um Marchesa de alças que é uma gracinha. Acho que vou com ele.
-Deixa eu vê.
-Está lá no quarto, dentro do closet.
-Certo.
-Essa menina não tem jeito. –Ashley disse tímida assim que Miley sumiu de vista. Odiava servir de vela para casais, principalmente quando se tratava de Chace e Vanessa.
-E a separação? –V perguntou.
-Ela está lidando bem com isso, melhor do que eu imaginava. Foram dois golpes de uma vez só, mas ela é forte.
-Eu não sei se aguentaria se estivesse no lugar dela.
-Eu também não. Ela é mais forte do que eu, até.
-E eu. –Sorriu. –E você?
-Estou bem. Las Vegas me fez muito bem e eu já estou pronta pra outra, bom, mais ou menos. –Sorriu.
-E a Selena? Ainda está de conversinha?
-Não que eu saiba. Ela meio que se sentiu culpada por estar gostando de alguém enquanto eu e a Miley sofríamos, por isso, decidimos dar um tempo, tanto pra ela como pra Demi. Eu sei que a Demi está de olho no irmão da Miley, aquele ridículo. –Disse revirando os olhos.
-Ashley!
-O que? Ele é um babaca.
-Vocês não se dão mesmo, hein?
-Não, não nos damos e nem vamos nos dar. Ele é muito... argh, não gosto.
-Ok, então. –Disse olhando para a porta fechada do quarto. –Miley? –Chamou.
-Aaaaaaaaaah! –Ela gritou, fazendo todos pularem e irem até ela.
-O que foi? –Vanessa perguntou entrando no quarto, assustada.
-O que foi que eu fiz? –Miley questionou olhando a tela do computador.


-O que você está fazendo na minha cama?
-Olha isso, meu Deus. –Cobriu os olhos de novo. –Porque vocês me deixaram fazer isso?
-Isso o que? –Foi ao lado dela. –Ah, Deus.
-Porquê?
-Foi você quem quis.
-E vocês deveriam ter impedido. E agora, o que vai ser de mim?
-Não é tão grave assim.
-Não é tão grave assim? Eu tirei a camisa, Ashley.
-E dai? Você estava com calor.
-Você está me zoando, não é?
-Miley, é Vegas. Ninguém liga para o que acontece lá.
-Acontece que eu sou menor de idade e estou claramente bêbada.
-Não tem nada de mais, e outra, você estava performando. Tirou a camisa em um momento de loucura.
-Ai, Deus. 
-Relaxa, isso vai é te render mais publicidade.
-Será?
-Óbvio.
-Você é engraçada, não é? –V ironizou. –Aceita posar pra W Magazine, mas fica com vergonha porque tirou a camisa.
-Uma coisa não tem nada a ver com a outra.
-Ah, é verdade. Você estava de sutiã na boate, diferente de no ensaio.
-Ai, chega. É demais para mim. Tenho que ir pra casa para planejar a minha desculpa.
-Não diz nada sobre isso, ué.
-Como se fosse fácil. Tenho entrevistas para promover o álbum e é lógico que vão perguntar sobre a ida até Las Vegas.
-Diz que prefere não falar.
-Eu sou aberta com meus fãs.
-Então diga "eu enchi a cara e fiquei com calor", somente.
-Certo. Vou indo mesmo assim.
-Você viu meu vestido?
-Vi, é lindo. Nem parece que é seu.
-Há-Há.
-Agora é sério, eu preciso mesmo ir. Você vem, Ashley?
-Sim.
-Ótimo. Tchau baby –abraçou Vanessa – não desapareça mais. Tchau cafetão. –Abraçou Chace que apenas revirou os olhos. –Até terça-feira.


-Até.

[...]

-Meu amor, você está pronta? –Chace perguntou entrando no quarto.
-Sim, estou. –Disse dando uma última olhada no espelho. –Nem parece verdade.
-O que?
-Tudo, ué. Você e toda a sua doçura e o nosso casamento indo de vento em poupa. É tão surreal.
-Você merece.
-Você é incrível.
-Eu sei.
-Engraçadinho. –Lhe deu um beijo leve. –Eu acho que nunca tive um aniversário tão especial, sabe?
-Imagino. Os últimos três não foram nada agradáveis.
-É, mas vamos esquecer. O importante é que esse é o melhor dia da minha vida. –Disse sorrindo, mas Chace não sorriu. –Você está bem?
-Sim, estou. –Lhe deu um beijo na testa. Ela percebeu que ele estava tenso desde o início do dia, mas deveria ser algo envolvendo o jantar, pensou. –Vamos?
-Vamos. –Entrelaçaram as mãos e saíram. 

[...]

-Parabéns pra você, uhu. –Miley gritou pulando. –Sua idosa. –A abraçou.
-Miley, por favor. –Pediu sorrindo. A "festa" estava ocorrendo as mil maravilhas. Chace estava conversando com os empresários que ela tinha conhecido em Vegas e continuava aparentando preocupação, mas fora isso, estava tudo em ordem. –E meu presente?
-O Zac já foi buscar, que coisa.
-Que demora.
-Você vai ficar sem presente se continuar assim. –Disse antes de dar um gole na marguerita.
-Cuidado, hein? Nada de ficar bêbada aqui também.
-Nem brinque com isso. –Disse sorrindo. –Estou pegando leve, eu juro. Seu presente chegou, feche os olhos. –Miley ordenou e Vanessa logo obedeceu. –Ok, pode abrir.
-Tcharam! –Stella exclamou abrindo os braços.
-Aaaaah! –Vanessa a abraçou. –Que saudade, sua pestinha. Por que você não me avisou que vinha? Eu queria ter te buscado. Está explicado o porque de você não ter me ligado hoje, e eu pensando que você tinha esquecido. 
-Chega, por favor. Depois sou eu quem falo demais.
-Há-Há.
-Eu estava morrendo de saudade de você, também. Eu vim de primeira classe, acredita? Eu trouxe a Jody comigo, mas ela está com vergonha de entrar, mas o Zac está tentando trazê-la. Menina, o Zac está l-i-n-d-o. Ele mudou tanto, e eu até chorei. Ele foi um cachorro com você, mas continua o mesmo de sempre. Ah, eu adorei o seu vestido. Eu não te liguei porque a Miley está com o meu celular. Ela disse que eu ia acabar te ligando e estragando a surpresa. Ah, mamãe e papai mandaram um beijo e disseram que estão esperando você e o seu marido para o natal. Cadê ele? Eu quero conhecê-lo. Eu tenho que aprovar, mesmo achando ele um gato nas fotos.


-Eita, matraca. –Miley disse sorrindo. –Você é pior do que eu, criatura.
-Não, Miley. A Stella ainda ganha de você, porque a gente entende o que ela fala. –Ashley disse.
-Eu não tenho a dicção ruim.
-Mas tem um sotaque sulista, ou seja, tem a língua presa. –Zac disse se aproximando. –Parabéns, anã. –Zac disse abraçando Vanessa.
-Aw, que bonitinhos. Vocês deveriam continuar juntos, sabiam? Eu realmente acho que vocês combinam...
-Stella, por favor. –V a repreendeu.
-Tanto faz. Cadê o seu marido? Eu quero conhecer o meu cunhado.
-Com uns amigos.
-Eu tenho que conhecê-lo e ditar as minhas regras. Quem ele pensa que é para te tirar de nós? Isso é um absurdo, imperdoável.
-Ok, Tete. Eu vou chamá-lo. –Vanessa disse revirando os olhos. –Mas nada de falar bobagens. Ele é sério.
-Blah, blah, blah. Vai logo, eu tenho que ir no banheiro. Bebi tanta água no caminho que a minha bexiga ficou cheia...
-Ok, vou chamá-lo. –Vanessa disse indo em direção há Chace. –Amor. –Chace olhou-a. –A Stella quer conhecer você. Ela está aqui. Dá para acreditar? O dia está cada vez melhor. –O abraçou.
-Espero que ela não queira tomar satisfações.
-Pois se prepare, porque ela vai tirar. –Ela disse sorrindo. Se aproximaram da mesa principal e Stella deu um passo há frente. –Amor, essa é a Stella, sua cunhada; Tete, esse é o Chace, seu cunhado.
-Então você é o famoso cafetão? –Stella disse cruzando os braços.
-Stella! –V exclamou de olhos arregalados.
-O que? O que ele fez com você é o mesmo...
-Ok, chega desse assunto de cafetão. Miley, eu vou matar você.
-Eu não disse nada. –Tentou se defender. –Sua irmã que tirou as próprias conclusões, não venha me culpar.
-Calma, mana, só estou brincando. –Stella disse erguendo os braços. –Então, cunhadinho, como vai?
-Vou bem. –Chace respondeu educado. –É um prazer finalmente conhecê-la.
-Eu sei. Bem, você sabe que me deve umas explicações, certo?
-Stella... –Vanessa implorava com os olhos.
-O que? Não posso conversar com o meu cunhado?
-Pode, mas...
-Relaxe, eu não vou fazer nada de mais. Só quero deixar claro que ele tem uma dívida muito grande comigo por ter te levado de nós sem nem ao menos se despedir. Ok, ela estava triste, eu entendo, mas ela nem sequer telefonava. Isso não se faz, não mesmo. E outra: uma coisa é uma viagem até Nova York, que foi o que você disse para os meus pais, mas outra coisa muito diferente é o outro lado do mundo.
-Em primeiro lugar, a Vanessa teve sim oportunidade de se despedir. Diversas, aliais. Segundo, sim, ela estava triste, mas eu não a obriguei a nada. Apenas lhe fiz um convite e ela aceitou, sem pressão. Em terceiro; ela sempre teve um telefone a postos para telefonar. Nunca lhe privei de nenhum meio de comunicação, pelo menos não até a última semana. E em quarto e último lugar, sim, eu a levei para Nova York como tinha comunicado ao seus pais, mas assim que recebi a proposta de abrir uma empresa em outro continente, sua irmã foi a primeira a ficar sabendo e eu apenas aceitei a proposta porque ela me pediu para aceitar, porque iria viajar comigo. Se ela tivesse negado e dito que não queria sair dos EUA, eu atenderia as suas vontades e teria ficado. Por isso, lhe peço para não me acusar de coisas que não fiz.
-Certo, certo. Mas não banque o bom samaritano...
-Amor, eu te amo. –Chace disse olhando para a esposa antes de lhe dar um beijo.
-Stella, chega. –V pediu.
-Mas eu nem comecei.
-E já terminou! Vem, vamos ao banheiro. –Disse arrastando a irmã. –Você é louca.
-Eu? Ele quem te beijou do nada enquanto eu falava.
-Isso foi para vê se você calava a boca, um sinal, para vê se você entendia que ele me ama e que não se importa com o que você disse.
-Que mal educado!
-Olha quem fala! Trate de respeitá-lo, afinal, ele é meu marido.
-Tanto faz.
-Certo, vem, vamos voltar para a mesa.
-Não, eu preciso ir no banheiro. –Stella disse entrando no toalete apressadamente.
-Que bonita! –Alex disse se aproximando. Ele cambaleava um pouco e Vanessa logo soube que ele estava bêbado. –Muito bonita...
-Obrigada.
-Eu falava da sua irmã. –Disse antes de sorrir. –Mas você também é.
-Não tanto quanto ela, mas ela não é para o seu bico.
-Não se preocupe. Não gosto de novinhas.
-Ótimo. Posso saber o por que de seu estado?
-Dores.
-Físicas?
-Psicológicas, mas tão fortes que até parecem físicas.
-O que houve?
-É um assunto que não é de meu interesse, como disse o dono das dores.
-Se as dores não são suas, por que então as tomou para si?
-Porque é isso o que os amigos fazem. –Disse e ela logo soube quem era esse "amigo".
-Aconteceu algo que eu não fiquei sabendo?
-Sim, mas não é recente.
-Mas de grande importância.
-Sim, é, mas ainda assim, o assunto não é de meu interesse.
-Envolve terceiros?
-Até quartos... –Disse se afastando dela, que viu Stella se aproximar.
-O que foi?
-Nada.
-Como nada? Você ficou pensativa do nada.
-É algo que eu ainda não sei, mas vou descobrir.
-Tudo bem. Vamos voltar?
-Vamos, mas nada de implicância com Chace, ok? Respeite-o, por mim.
-Tudo bem. –Disse revirando os olhos. Voltaram para perto dos amigos e a festa continuou acontecendo. Chace tinha voltado para a mesa dos amigos empresários, mas continuava com aquela áurea de preocupado.
-Ah, droga. –Miley disse ficando de costas para a porta.
-O que foi? –Ashley perguntou. Viu as duas figuras masculinas e logo repetiu o ato de Miley de se virar.
-Isso só pode ser uma piada. –Demi exclamou.
-E de muito mal gosto. –Miley disse bufando. Vanessa deu algumas passadas, fazendo-os parar no meio do restaurante.
-Em que posso ajudar? –A morena perguntou séria.
-Só vinhemos, bom, eu vim, lhe desejar felicidades. –Scott disse com a voz estrangulada. –Sei que não fui um bom noivo para a sua amiga, mas sempre te considerei uma boa amiga para ela. –Disse lhe estendendo uma caixa média que estava embalada com um papel dourado e que tinha um único laço lilás. –Espero que goste e que, bom, não me odeie.
-Hm. –Murmurou cruzando os braços sem dar muita atenção ao presente. –E ele, o que veio fazer aqui? –Insinuou para Liam.
-Bom, nós estávamos jantando juntos e ele me acompanhou até aqui...
-Claro, até por que vocês não vieram aqui com a intenção de perturbar as ex's de vocês, não, imagine. Até porque você é um homem que se importa muito comigo, obviamente. –V disse o mais irônica possível.
-Lamento que você tenha esse pensamento sobre nós...
-Dispenso o seu lamento. Vocês poderiam fazer o favor de se retirarem? É um jantar privado.
-Tudo bem, eu entendo o seu rancor...
-Me poupe de sua "compreensão", por favor.
-Aceite o presente.
-Certo, agora vá. –Disse pegando a caixa das mãos dele, que apenas assentiu antes de se retirar. –Idiota.
-Eu quem o diga. –Ashley disse se aproximando com um copo de vodca na mão. –O que é?
-Não sei, e nem me importo. Você quer?
-Eu? Está brincando, não é?
-Se eu conheço bem o meu ex, e eu conheço, com toda a certeza é uma garrafa cara de champagne. Na cabeça dele, tudo se concerta com uma boa bebida. 
-E na do Scott, então? –Ashley disse tirando o presente das mãos de Vanessa. –Olha só a embalagem, que bonita...
-Digna de supermercado 24 horas.
-E você ainda duvida?
-Certo, meninas. Façam o que quiser com isso, mas cuidado, hm? –V disse lhes dando um abraço e se aproximando de Zac que estava solitário em uma mesa. –Posso?
-Você é a aniversariante, você pode tudo.
-Que bom saber. –Se acomodou ao lado dele. –Aconteceu alguma coisa?
-O de sempre.
-E o que seria?
-Alex bêbado.
-Ele me disse que é por sua causa.
-Exatamente. Bom, não exatamente...
-Eu entendi.
-Hm.
-Não quer me contar?
-Não. –Disse bebendo mais um gole de Whisky.
-Qualquer coisa, sou toda ouvidos.
-Eu sei.
-Posso te perguntar algo?
-Poder até pode, mas não garanto responder.
-O que você tanto conversou com o Chace naquela noite em Vegas?
-Se eu te contar, deixa de ser segredo.
-Mas não tem que ser segredo.
-Vocês estão bem, não estão?
-Sim, estamos.
-Então, para que se preocupar?
-Porque sim, ué.
-Falamos sobre você.
-Eu sei disso, mas preciso de mais.
-Pois não terá.
-Chato.
-Também amo você.
-Estou preocupada com Alex.
-Não se preocupe, ele não fará nenhuma loucura.
-Será?
-Se você quiser, eu levo ele para dar uma volta.
-Não, deixe-o aqui. Ele se sentiria excluído.
-Você que sabe. –Ela respirou fundo enquanto encarava a mesa e ele logo percebeu que algo lhe afligia. –O que houve?
-Chace.
-Achei que vocês estivessem bem.
-E estamos, mas eu sinto que algo o perturba.
-Te garanto que não tem nada a ver com Vegas.
-Mas então o que? Não nos separamos desde aquela noite e ele está tenso desde o inicio do dia.
-Por que não pergunta há ele?
-E você acha que eu já não o fiz? Ele nega, mas eu o conheço.
-Bem, se for algo grave, ele vai falar.
-Espero.
-Volte para lá e se divirta.
-Está me expulsando?
-Estou respondendo as ordens da Miley que não para de me fuzilar com o olhar. Ande, vá se divertir.
-Venha comigo.
-Estou de olho no Alex.
-Mas ele...
-Ele está no bar, vejo-o melhor daqui.
-Você quem sabe. –Disse se levantando e lhe dando um beijo no rosto. Voltou para perto das amigas e Miley logo chamou a atenção de todos os presentes.
-Bem, estamos aqui reunidos hoje para celebrar mais um ano da nossa amiga...
-Isso pareceu discurso de casamento. –Ashley interrompeu fazendo todos rirem.
-Continuando, se alguém quiser vir aqui na frente e dizer algo para a aniversariante, sinta-se a vontade. Sem querer pressionar nada, Chace, venha ficar do lado da sua esposa. Agora! –Chace sorriu e logo se encaminhou para o lado de Vanessa. Ashley iniciou as homenagens com algumas palavras representando os amigos, Nina disse outras representando os colegas de trabalho e Stella falou representando a família. –Quem acha que o marido dela deve falar, levanta a mão! –Miley disse e logo 25 dos 30 convidados levantaram os braços. –Aeeeeeh.
-Eu já disse o que tinha que falar. –Chace disse.
-Mas nós não ouvimos.
-Mas ela sim.
-Amor, diz qualquer. Elas não vão desistir. –V pediu.
-Certo. Han, o que eu posso dizer que você já não saiba? Você é a mulher da minha vida, a minha companheira, amiga, amante. Eu não me vejo mais sem você ao meu lado e tudo o que eu sou e o que eu tenho é graças a você e ao seu apoio. Você me da forças e eu nunca serei capaz de expressar realmente o que sinto por você e o que você significa para mim. Eu amo você mais do que já amei alguém e, bom, é isso. –Disse encolhendo os ombros envergonhado enquanto Vanessa derramava as lágrimas. –Não chora.
-Eu amo você. –Ela disse lhe dando um beijo, e todos logo aplaudiram.
-Já, podem parar. –Ashley pediu os separando. –Se recomponha, a festa ainda não acabou. –Disse para a amiga.
-Vocês tem a madrugada inteira para continuar. –Miley disse, fazendo-os corar.
-Miley!
-O que? Até parece que não, hein?
-A Stella está aqui, por favor. –V pediu.
-Sua irmã não é nenhuma boba, por isso, nem venha. –V apenas revirou os olhos e se afastou com Chace.
-O que foi? –Ele perguntou.
-Nada, apenas queria ficar um pouco sozinha com você.
-É uma reação coerente.
-Ao seu discurso?
-Exatamente.
-Ah, sim. –Disse lhe dando um beijo demorado. –Você não vai me contar mesmo?
-Contar o que?
-O que tanto está te afligindo. –Ele não respondeu. –Amor!
-Estão nos chamando. –Disse tentando levá-la para o centro do restaurante. –Ei.
-Você tem que me contar.
-Amor...
-Não vou conseguir me divertir enquanto você não relaxar.
-Chace! –Um dos empresários chamou-o perto da porta.
-Eu tenho que ir. –Tentou se levantar, mas ela o impediu. –Vanessa!
-Você só vai sair daqui quando me falar o que houve.
-Mas...
-Agora!
-Chace, nós vamos sem você. –O homem disse se aproximando. –E você sabe como foi difícil conseguir esse voo. Duvido que você consiga outro para essa semana.
-Thomas... –Chace tentou se livrar dele com o olhar.
-O que? Estou tentando te ajudar, cara.
-Que voo? Do que ele está falando? –V se meteu na conversa.
-Nada, amor.
-Como nada?
-Você ainda não contou há ela? –Thomas perguntou. –Cara, não temos mais tempo. O voo é daqui a pouco.
-Chace, o que você não me contou?
-Thomas, você pode nos dar licença?
-Claro, mas não demore ou nós vamos sem você. E parabéns de novo, Vanessa. –Thomas disse deixando o casal a sós.
-Pode me explicar?
-Eu quero que você saiba que eu não planejei isso.
-Você vai viajar, é o que eu entendi. Mas o quando é que eu ainda não assimilei, eu acho.
-Surgiu um problema na empresa. Um vírus destruiu a maioria dos dados, inclusive os dados financeiros...
-Claro, o dinheiro tinha que fazer parte. Sempre é assim!
-Vanessa, me deixa terminar.
-Quando, Chace?
-Amor...
-Quando? –Perguntou, dessa vez mais alterada, chamando a atenção de todos.
-Hoje.
-O que? Você está brincando, não é?
-Bem que eu queria, mas...
-Não tem mas nem meio mas. Você é o patrão, pode fazer o que bem entender.
-Amor, não fica assim...
-Como você tem coragem de me pedir isso? Com que direito você me pede isso? Você está me largando, no meu aniversário, no meu dia especial. Eu perdi as contas de quantas vezes eu te disse que esse dia estava sendo mágico e você deixou que eu me iludisse...
-Vanessa, eu não tenho escolha.
-Você sempre tem escolha. Sempre. Por isso, não me venha com essa história de que é contra a sua vontade. –Disse se levantando.
-Não fica zangada...
-Você sabe que eu odeio ser a última a saber das coisas. –Bufou. –Me faz um favor? Some daqui.
-Mas...
-Saí. Agora!
-Eu não vou passar tanto tempo fora, eu prometo que voltarei o mais rápido possível.
-Não, não se apresse. Passe o tempo necessário, eu não me importo.
-Não?
-Não, porque no momento que você atravessar aquela porta, eu tiro isso do dedo. –Mostrou a aliança. –Aquela porta está representando também a minha vida. Sair por ela é o mesmo que sair da minha vida.
-Mas...
-Você vai perder o voo. –Disse irônica. –Vamos, se decida.
-Chace! –Thomas chamou-o mais uma vez, fazendo-o oscilar o olhar entre a esposa e o sócio. Sussurrando um "desculpe" ele saiu, deixando todos boquiabertos.
-Vanessa... –Miley tentou argumentar.
-O que? –Voltou a atenção para a amiga enquanto enxugava as lágrimas que escaparam. –Eu estou bem, não se preocupem.
-Se você quiser, nós encerramos o jantar. –Nina disse se aproximando. –Nós entenderemos, não se preocupe.
-Encerrar por que? Ainda nem cortamos o bolo.
-Mas...
-Por favor, não se preocupem comigo. Eu estou bem, é sério. –Disse indo até o bar.
-Será que ela...?
-Não acredito que ela vá encher a cara.
-Pelo menos não aqui. –Miley disse.
-Como assim?
-Demi, você tem algum compromisso marcado pra mais tarde?
-Não que eu saiba, por que? –Demi disse.
-Você vai cuidar da Stella e da Jody.
-Mas e a Vanessa?
-Da Vanessa cuido eu, não se preocupem. –Miley disse indo até o bar.
-Só eu que tenho a certeza de que vamos receber ligações de duas bêbadas de madrugada? –Ashley disse.
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Hey girls, como vão? Desculpem a demora. Estive lendo o livro O Momento ele é HORRIVELMENTE MARAVILHOSO!!! Abalou totalmente o meu emocional: Triste com um final mais triste ainda, mas enfim. Eu tinha um capítulo pronto, mas estava conversando duas amigas minhas que me ajudaram com essa versão do capítulo 34. Bom, essa briga aí foi realmente para o fim, ou é o que a Vanessa quer. Será? Não sei, não sei. Espero que gostem e respondendo a uma pergunta que fizeram nos comentários: Não, não estou de férias e nem vou entrar. Minhas aulas começaram tarde e por isso não terei descanso. Anyway, espero que gostem!
Xx

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Explicações!

Gente, eu fui ler meus emails como sempre faço e vi que tinha um comentário de alguém perguntando se eu parei com o blog. Não, eu não parei com o blog e como eu já disse antes, se isso acontecer, vocês serão as primeiras a saberem. Eu estou demorando para postar por que na semana passada tive provas e nessa semana é a pré-recuperação para semana que vem ter a recuperação e digamos que eu relaxei demais nesse bimestre. Estou no 3º ano e se eu não recuperar essas notas, vou me dar mal na faculdade e é por isso que estou sem postar esses dias, mas eu sempre tiro um espaço do meu dia para escrever, tanto é que o capítulo está quase pronto, mas faltam algumas coisas, ou vocês não querem emoções? Enfim, espero que até domingo eu consiga postar o capítulo dessa fic. O de Bring The Pain está quase pronto, só faltam os últimos retoques. Acho que até amanhã a noite eu posto lá. Bem, eu só queria esclarecer para vocês que não parei com o blog! Ficou claro? Dúvidas? Deixem nos comentários e eu vou respondê-las com todo o prazer.
Xx

domingo, 4 de maio de 2014

Capítulo 33

-Não.
-Sim.
-Não.
-Sim.
-Não.
-Sim.
-Chace, eu já disse que não. –Vanessa bufou e se levantou da cama. –Mas que droga.
-Você é minha esposa e o seu dever é me satisfazer.
-Não, Chace. O meu dever de esposa é te amar na saúde e na doença, na tristeza e na pobreza, até que a morte nos separe. Foi isso que eu prometi nos meus votos e não "transar sempre que você pedir". Eu não sou uma boneca, eu sou humana e tenho sentimentos e vontades e no momento eu não quero; não quero que você me toque e nem que fale comigo. Se possível não me olhe, mas nisso eu não posso mandar, mas no que diz respeito ao meu corpo, sim. O que eu quero fazer com o meu corpo é deitá-lo nessa cama e dormir até amanhã; acordar as sete para tomar café e depois ir malhar.
-Eu não devia ter acreditado em você. Você disse que faria o que eu quisesse, mas não. Agora que conseguiu o que queria está batendo o pé e querendo expor as suas vontades.
-Um momento. Foi você quem começou com suas acusações sem fundamentos.
-Mas você quem começou com uma obsessão por fofoca através de tecnologia.
-Não era fofoca. Fofoca é quando você fala da vida dos outros e a própria Selena estava contando o que aconteceu com ela.
-Mas não era a Miley?
-A Miley só reencontrou o Justin, um modelo com quem ela já namorou há algum tempo, somente isso. Já a Selena... Isso não é da sua conta e não mude de assunto.
-Quem mudou de assunto foi você.
-Chace, não acaba com a paciência que eu já não tenho. Eu vou me deitar e você fique bem longe do meu corpo. –Disse voltando para a cama.
-Um belo modo de passar o nosso aniversário.
-O nosso aniversário foi ontem.
-Nós não transamos então pra mim ainda é o nosso aniversário.
-Então o nosso aniversário vai durar diversos dias, por que não vai acontecer. –Disse cobrindo-se até a cabeça.
-O que é que você quer, afinal? Eu já pedi desculpas e assumi meu erro, mas você insiste em ficar zangada comigo.
-Eu tenho os meus motivos.
-Eu mal encostei em você desde que chegamos e você quer que eu controle a minha testosterona. Quais são os motivos que você tem para ficar zangada e eu não?
-Você pensa que é fácil esquecer? Acha que é só pedir desculpas que já está tudo resolvido? Você duvidou da minha palavra e...
-Pode parar. Porque você está agindo como se estivesse na TPM? Sua menstruação é somente no final do mês e já estamos no dia quatro. –Ela ficou calada. –Tem a ver com o fato de nós não usarmos camisinha, certo? –O silencio se prolongou. –Vanessa...
-Não, não fala nada. Eu fiz isso por que eu quis. A "culpa" não é sua.
-Se eu soubesse que você estava tão sensível...
-É esse o seu problema. Se você soubesse você evitaria fazer as coisas, se prenderia e não é isso o que eu quero. Eu quero que você haja como você quer agir e não como "deve" agir para não ferir meus sentimentos ou atrapalhar a nossa noite. Você pensa muito antes de agir, Chace, e esse é um dos seus defeitos que eu mais detesto. Você é muito calculista e controlado.
-Por que eu quero que tudo saia perfeitamente.
-E o que tem de bom na perfeição? A perfeição é chata e sem graça. Uma briguinha de vez em quando não faz mal, por que não há nada melhor do que sexo de reconciliação.
-Então porque diabos estamos tendo essa conversa em vez de estarmos nos reconciliando?
-Por que eu quero que nos acertemos de uma vez por todas. Não quero ficar nessa de mais ou menos com você, pois por qualquer motivo nós vamos estar discutindo novamente.
-Vanessa, aqui não é lugar e nem é hora para uma conversa séria.
-E qual o lugar?
-A nossa casa.
-L.A.?
-Eu disse "casa" e não "AP". Quis dizer Índia. Nosso lar.
-Chace...
-É o nosso lar.
-E a hora? –Perguntou depois de suspirar.
-De manhã depois do café, pois estaremos com os pensamentos neutros.
-Precisamos ter essa conversa logo, Chace, até por que eu ainda não decidi se nós vamos voltar para a Índia, bom, pelo menos se eu vou voltar.
-Como assim, Vanessa? –Disse desembrulhando ela que suspirou.
-Eu tenho o meu trabalho e minha carreira aqui. É algo que eu gosto de fazer e espero que isso me leve ao meu verdadeiro sonho, ser fotógrafa. Enquanto a fotografação não obter o seu real valor, eu vou levando como hobby.
-Você não quer voltar para a Índia comigo?
-Eu não sei bem, na verdade. Eu aprendi a amar aquela nação, mas agora que eu voltei para o meu país eu fiquei confusa. Eu não me vejo morando lá novamente. Passando as férias sim, mas morar?
-Você só está a três meses aqui e já está toda mudada. É por isso que eu não queria que você voltasse. Eu tenho a minha empresa lá, Vanessa.
-E a filial?
-Eu ainda não tenho certeza se vou montar uma filial aqui e mesmo assim, a sede é lá e eu vou precisar passar grande parte do tempo lá, ainda mais se eu trazer uma filial para cá.
-Você disse que ia pensar.
-Sim, mas não é fácil assim. Não é de uma hora pra outra que as filiais são feitas. Preciso de planejamentos e de novos funcionários. Preciso saber se vai valer a pena ou se só terei prejuízos. É algo muito complexo.
-Mas eu quero que o nosso filho seja americano.
-Bem lembrado. Porque você não me disse que planejava engravidar, mesmo? Fiz papel de idiota na frente dos seus amigos.
-Eu já expliquei que é por que eu não quero que você tenha mais preocupações.
-Mas o filho será meu também, é lógico que eu tenho que planejar com você. Tenho que obter lucros para a casa nova, para a escola, para a faculdade, para os gastos com a saúde...
-Você já tem dinheiro de sobra, Chace. Não tem que ficar juntando nada.
-O petróleo está em alta hoje, Vanessa, mas ninguém sabe o dia de amanhã. A cada dia que passa, novas empresas perolíferas surgem e dependendo da qualidade do petróleo, o preço diminui ou aumenta alguns euros. Por culpa dessa instabilidade que eu investi na bolsa, que não é algo muito instável, e investi na mineração, que também não é instável, mas isso é resultado da sua própria produção e da qualidade. Eu sei que investi em coisas perigosas e que posso quebrar a qualquer momento, mas até agora estou com sorte e quase não tive prejuízos.
-Eu não quero ter filho agora, só daqui há alguns anos, e outra, eu tenho o meu trabalho. Não precisa você se preocupar com essas coisas.
-Mas do mesmo jeito que eu posso quebrar, você pode perder o seus minutos de fama.
-É por isso que eu quero me instabilizar primeiro para depois planejar isso. Só que para ganhar instabilidade eu preciso ficar em território americano e trabalhar. Posso ir te visitar quando der.
-Ou seja, nunca.
-Falando assim da a entender que o que eu sinto por você é tão superficial que eu não me esforçaria para ficar sempre com você.
-O que você quer não é suficiente. Eu quero mais, Vanessa. Preciso de mais. Preciso vê você todos os dias e não uma vez há cada dois meses.
-Você vai te que trazer logo essa filial pra cá por que eu não quero voltar. Ou isso ou...
-Nos separamos? –Ela engoliu em seco. –É isso o que você quer dizer? Você sabe muito bem que eu não vou te dar o divórcio.
-Eu ia dizer "ou temos um problema". As vezes você radicaliza demais.
-Pois foi o que deu a entender.
-Pois não é o que eu ia falar. Você realmente não tem noção do que eu sinto por você.
-Você quase não demonstra, como que eu vou saber?
-Como? Eu não demonstro? Você está brincando comigo, certo? Eu faço de tudo para te agradar e...
-Muito que você me agrada quando prefere cuidar dos seus amigos bêbados.
-Quantas vezes eu já não fiz isso com você? –Ela perguntou tentando controlar as lágrimas. Chace as vezes era tão duro. Por culpa de uma coisinha de nada se esquecia das coisas que ela fazia por ele.
-É diferente por que eu sou o seu marido, e outra, você raramente ficava comigo quando eu estava bêbado. Sempre preferiu me deixar trancado do lado de fora do quarto. Cheguei até a pensar em não voltar para casa.
-Faça isso e aí sim você vai vê os papéis do divórcio.
-Ah, mas claro. Você pode encher a cara e ficar fora do quarto até as quatro e meia da manhã alegando estar cuidando de um bêbado tarado enquanto eu fico aqui olhando pro teto.
-Eu tinha que fazer isso. Prometi à ele e você sabe que eu cumpro o que prometo.
-Será? Não está me amando na alegria e na tristeza.
-Não estou triste e nem alegre; estou zangada e magoada e você não entende e nem faz questão de entender.
-Se eu não fizesse questão de entender nós não estaríamos tendo essa conversa.
-Se você não quer conversa não tem problema, vire para o outro lado e durma, mas não venha querer saber de sexo depois.
-Vanessa, você está testando os meus limites. Eu tenho vinte e cinco anos e você quer por que quer que eu me segure. Porque você acha que eu me casei? Não gosto de ficar passando necessidades como também não gosto de ficar pulando de "galho em galho" com qualquer uma, mas você está praticamente me obrigando a procurar fora o que não encontro em casa.
-Me traia para você vê. Vai ser a última vez que você me vê na sua frente, pode ter certeza. Isso se eu não matar você e eu falo sério.
-Você não entende o que eu estou passando. Você não sente falta? Seja sincera.
-Sim, eu sinto, mas sei me segurar.
-Não, não tem nada a ver com "saber se segurar" e sim com a ligação que os seus sentimentos e seu hormônios tem.
-O que importa é que eu não quero ter relações com você até nos entendermos.
-Mas nós não vamos nos entender até a minha tensão passar e ela só passa de um modo.
-Sinto muito, mas você vai ficar tenso pelo resto da vida se depender de mim.
-Mas que droga, Vanessa. –Disse se levantando e vestindo a camisa.
-Para onde você vai?
-Você realmente quer saber?
-Se estou perguntando é por que eu quero.
-Vou dar uma volta.
-Chace, são cinco horas da manhã.
-Estamos em Las Vegas, Vanessa. A cidade que nunca dorme. Se quiser me esperar, me espere, mas aconselho não fazer isso. –Disse saindo.
-Argh! Maldita viajem.


[...]

-E ele saiu? –Ashley perguntou quase gritando.
-Saiu e até agora nada. –V disse escolhendo as uvas. Pegou apenas quatro já que estava sem fome.
-Só se passaram duas horas. –Selena tentou animá-la.
-Estamos em Las Vegas. Duas horas é uma vida. –Miley disse recebendo olhares repreensivos. –O que? É a verdade. Não vamos ficar iludindo ela dizendo "não tem nada demais" por que tem sim. Vegas é Vegas. Coisas muito bizarras acontecem por aqui.
-Sim, nós sabemos, mas não temos que deixar a situação pior do que já está. –Ashley disse.
-Por favor, baby. Não podemos mentir dizendo "tem uma igreja em cada esquina, Vanessa, fique tranquila por que ele deve estar em alguma" sendo que todo mundo sabe que o que tem em cada esquina daqui é uma prostituta barata e gostosa. As prostitutas feias estão nos subúrbios das cidades grandes, mas as mais belas estão em Vegas.
-Chega, Miley. Você não está ajudando.
-É melhor prepará-la para o pior.
-Miley!
-Argh. Se querem iludi-la, vão em frente, mas depois não venham com "ela descobriu tal coisa e quer se matar" por que eu vou bater é em vocês e não nele.
-Eu não acho que haverá motivos para bater em ninguém. –Alex disse com um saco de gelo na cabeça e elas olharam espantadas. Não tinham certeza se ele estava prestando atenção há conversa. –Chace pode ser o que for, mas não acho que ele seria capaz de trair a Vanessa.
-Mas ele saiu quando o assunto era sexo!
-Exatamente por isso. Ela negava cada vez mais esse ato maravilhoso que deixam os homens se sentindo no céu e isso o deixou cada vez mais tenso. Se ele saiu, foi para esfriar a cabeça para não abusar dela. Vocês não sabem como é exitante quando uma mulher tão feminina quanto a Vanessa fala abertamente de sexo e se nega a fazê-lo com todas as letras. Você está reclamando de "barriga cheia" Vanessa. –Disse olhando pra ela. –Não sabe a sorte que tem por ele ter saído. Você poderia estar em estado de choque agora ou em uma delegacia denunciando estupro.
-Ele não seria capaz. –Vanessa disse negando com a cabeça.
-Então agradeça e pare de pensar o pior e de espalhar por aí. Não tem nada que o homem odeie mais do que ter uma mulher que espalhe a vida pessoal deles dois.
-Elas são minhas amigas e eu estou desabafando.
-Procure um padre para desabafar. Estou te dando um conselho de amigo.
-Conselho de louco. –Miley disse.
-Conselho de homem.
-Certo, certo. Se ele não foi "afogar o ganso", aonde ele foi então?
-Eu tenho uma ideia, mas não vou te falar, Miley. Se a Vanessa quiser, eu digo há ela, mas somente há ela. O marido é dela e não de vocês.
-Você não tem uma ideia. –Ashley disse boquiaberta. –Você sabe aonde ele foi.


-Conte. –Ela insistiu.
-Não; só conto para Vanessa.
-Seu chato!
-Eu vou gostar? –Vanessa perguntou apreensiva.
-Depende do ponto de vista.
-Eu não sei se quero saber.
-Vamos dar uma volta. –Disse se levantado enquanto deixava a bolsa de gelo de lado e ela o seguiu. –Não conte há ninguém.
-Certo, certo. Aonde ele foi?
-Acredito que foi assim que ele deixou a suíte de vocês. Ele apareceu na minha porta e como eu estava querendo dormir, mandei-o ir até o quarto ao lado, ou seja, o do Zac. Antes de descer para o café da manhã eu fui procurar o Zac, mas não o encontrei. Suponho que os dois tenham saído.
-Mas desde as cinco da manhã? O que dois inimigos mortais estariam fazendo desde as cinco da manhã em Vegas?
-Chace pode até odiar o Zac, mas ele tem que aceitar que ninguém te conhece melhor do que o Z. Vai por mim, não deve estar acontecendo nada de mais.
-Você não está entendendo. –Olhou em volta pra vê se ninguém os ouvia. Ontem eu beijei o Zac.
-Você o que? –Quase gritou.
-Shiiiiiu. Foi isso mesmo que você ouviu. Eu estava bêbada.
-Bêbada, sei.
-Ok, eu estava mais sóbria do que bêbada, mas mesmo assim.
-O Chace viu?
-Não.
-Então não precisa se preocupar. Não vai ser o Zac que vai contar. Ele não é suicida.
-Mas o que eles tanto conversam, então?
-Sobre você e a sua mania chata de querer conversar as cinco da manhã. Só tem duas coisas que fazemos de madrugada e nenhuma delas é conversar.
-Mas...
-Chace deve estar querendo te entender. Enquanto eu bebia ontem, vi que ele tentava conversar com você e você se esquivava.
-Então você se lembra de ontem?
-Mais ou menos. Ainda não decidi o que é a realidade e a fantasia, mas não mude de assunto. Você que provocou isso. Porque não quer fazer as pazes com ele?
-Eu quero fazer as pazes.
-Não quer não.
-Eu quero sim, mas não sei bem quando. Algo me diz que o Chace está aprontando algo.
-Só por que ele te deu um bracelete que vale mais do que a minha casa?
-Que bracelete?
-Você não viu o presente, não foi?
-O da sacola da Chanel? –Ele acenou com a cabeça. –Não, nem tive cabeça pra isso.
-Você é muito boba. É por isso que estão brigando tanto. Ele acha que você viu, por que toda a mulher normal logo quer saber o que ganhou da Chanel. Ele deve achar que você não gostou ou algo do tipo.
-Mas eu nem vi.
-E quem disse que ele sabe disso?
-E como é que você sabe disso?
-Encontrei ele na loja.
-Foi comprar para a sua mulher misteriosa?
-Não, para a Miley. O aniversário dela passou e ela disse que só perdoaria o meu esquecimento se eu comprasse um novo lançamento da Chanel. Valeram os meus dois olhos e um rim inteiro.
-O que você comprou?
-Alguns brincos e colares, mas não mude de assunto. Porque você não viu o que o seu marido comprou?
-Quando ele me deu, eu estava ocupada e disse que depois via. A Miley me ligou dizendo que era para irmos mais cedo e eu acabei esquecendo. Nem vi onde foi que ele colocou a sacola, na verdade.
-Você deveria ter visto e agradecido. Quando um homem presenteia uma mulher, ele quer um reconhecimento. Quer saber se ela gostou ou não. Eu não estou brincando quando digo que foi mais caro que a minha casa. É um bracelete com vários diamantes. Se ele me desse um, eu casava com ele.
-Não seja interesseiro.
-Você só está falando isso por que ainda não viu o bracelete.
-Se você gostou tanto assim eu te dou ele. –Disse revirando os olhos.
-Nunca mais repita isso. Como você é ingrata, Vanessa. Você não sabe a sorte que nem por ter um marido como o Chace.
-Alex, você está muito gay. Chega, né?
-Estou sendo realista, baby. Você tem o marido que muitas mulheres gostariam de ter.
-Ele nem é essas coisas. Ele só me presenteia quando apronta uma.
-Ele já levantou a mão pra você?
-Nunca.
-Então agradeça de joelhos por isso. Ele só é ciumento, mas isso acontece por que você é bonita.
-Ok, chega. Eu vou ligar pro Zac e perguntar onde eles estão
-De modo algum. Você quer outra briga? Se quiser saber onde o seu marido está, ligue para ele.
-Para que? Para ele dizer que eu o sufoco?
-Então espere. Eles devem estar para chegar.
-Como você pode ter tanta certeza?
-Estamos falando de dois homens que gostam da mesma garota e que comem feito dois leões. Seu marido é metido a playboy, então eu duvido que ele vá tomar café em outro lugar que não seja esse hotel.
-O Zac também é meio fresquinho as vezes.
-As vezes e eu duvido que ele vá se arriscar a tomar café em algum bar desconhecido de Vegas. Falta pouco para eles chegarem. –Disse olhando o relógio de pulso. –Vá se preparando para a parte 2 da conversa.
-Não vou conversar. Vou para a academia.
-Não, Vanessa. Primeiro cuide da sua relação e depois pense no seu corpo, além do mais, do que adianta você ter um corpaço e não ter marido?
-Ok, Alex. Are. As vezes você é pior do que a minha mãe.
-Boa garota. –Disse a abraçando antes de voltarem para a mesa.
-E ai, já terminaram de fofocar? –Miley perguntou irônica enquanto Vanessa pegava três morangos. –Ei, aonde você vai?
-Vou malhar. –A morena respondeu.
-Vanessa, o que acabamos de conversar? –Alex perguntou chocado.
-Antes que eles cheguem, ué. Tenho que queimar logo as calorias das bebidas antes que seja tarde demais. É melhor ter um marido e um corpaço como você disse do que não ter nenhum dos dois. –Disse indo até o elevador.
-Ela é louca?
-Você ainda não viu nada. –Ashley disse sorrindo.

[...]

-Alex, você é um mentiroso. –Vanessa disse se aproximando dele.
-O que você está fazendo aqui? Deveria estar esperando no quarto.
-Eu já esperei tempo suficiente e ele ainda não voltou. –Disse se sentando na cadeira de praia que tinha na beirada da piscina do hotel. –Nenhum deles voltou.
-Espere mais um pouco.
-Já é quase a hora do almoço. Não vou ficar presa no quarto esperando sabe se lá quanto tempo. Vou aproveitar o meu fim de semana. –Disse tirando o vestido rendado, ficando somente de biquíni.
-Tem paparazzi por aqui. Você tem certeza? –Perguntou sobre a roupa dela.
-Sim, tenho. Já posei de lingerie; não vão ver nada que eu já não tenha mostrado antes.
-Você quem sabe. –Disse vendo Miley se aproximar.
-Essa água está perfeita, do jeitinho que eu gosto. –Disse saindo da piscina. –Você vem, V?
-Não sei. Tem cloro?
-Não. Você acharia mesmo que eu estragaria meu aplique novíssimo com cloro? Não, obrigado. Já basta o clima seco daqui.
-Não sei pra que esse aplique. Você fica melhor sem.
-Para a minha tour, minha querida. Minhas músicas exigem "bate cabelo". –Disse fazendo os amigos rirem.
-Vanessaaaaaa! –Ashley chegou gritando juntamente com Demi e Selena.
-O que foiiiiii? –Disse antes de gargalhar.
-Adivinha quem chegou perguntando por você?
-Bem que eu disse. –Alex comentou alto dando um gole no suco de laranja da morena.
-Quem, Ashley? –Vanessa disse ignorando o comentário.
-O gato do seu marido e o Zac também.
-Ahn.
-Ahn nada, mocinha. Vá atrás dele e resolva a situação de vocês.
-Depois eu vou.
-Vá agora.
-Eu acabei de chegar.
-Nem deveria ter vindo. Acredito que ele odiaria ver você assim toda despida.
-Ashley!
-É a verdade. Ele vai ficar muito fulo.
-Depois eu vou. –Repetiu procurando o protetor solar. –Alguém se incomoda?
-Eu vou fazer você engolir esse frasco. Você realmente não está dando chance para ele. Se quer tanto ficar brigada, peça logo o divórcio.
-Ashley, não fala besteira.
-Então não faça besteira. Venha, ele está te esperando no saguão.
-Sinto muito, mas eu não vou agora. Passei a manhã na academia e quero um pouco de descanso antes do almoço.
-Mas que droga, Vanessa. Eu querendo um relacionamento e você destruindo o seu.
-Ashley, por favor.
-Certo, certo. Mas depois não venha chorar no meu ombro.
-Putz! –Miley disse se virando rapidamente.
-O que foi?
-O marido gatíssimo e zangadíssimo está vindo para cá.
-Será que ele pegou sol? Está tão vermelho. –Demi disse.
-Pegou sol só na face? Duvido. Aquilo ali é o sangue fervendo mesmo. –Miley disse. –Foi um prazer te conhecer Vanessa. –Abraçou-a e voltou a pular na piscina.
-Nem é dramática. –Vanessa disse revirando os olhos.
-Vanessa Crawford! –Chace disse assim que parou na frente dela.
-O que? Já voltou do seu passeio noturno? Foi tão rápido que eu nem reparei.
-Vanessa. –Alex olhou para ela com os olhos arregalados.
-Vamos para a suíte.
-Vá você. Eu acabei de chegar aqui e nem dei um mergulho ainda.
-E nem vai dar. Vamos.
-Você passa a madrugada na rua e acha que tem moral para exigir algo? Me poupe, Chace. Eu já disse: Se quiser ir, vá, mas eu fico. –Ele passou as mãos no cabelo nervoso.
-Vá. –Alex sussurrou.
-Não.
-Essa é a maior idiotice da sua vida. Vá logo.
-Eu vou da um mergulho. –Disse se levantando zangada. Odiava que tentassem mandar nela. Pulou na piscina e depois de alguns segundos, voltou a superfície. Nadou até a outra extremidade onde estava Miley.
-Sua louca. Vá cuidar do seu casamento.
-Depois.
-Vanessa!
-Você não sabe como é se relacionar com alguém mais velho, alguém que pensa diferente de você.
-Eu sei sim senhora. O Justin tinha vinte anos na época e eu dezesseis. A diferença se torna gritante se comparada a sua e a de Chace, mas eu soube contornar a situação.
-Você gostava dele?
-Acho que eu gostava mais da ideia de estar com alguém mais velho do que com ele, mas sim, eu gostava dele e ainda gosto. Somos amigos, sabe? Não da pra apagar os momentos que tivemos.
-Entendo, mas é diferente. Sua família apoiava.
-E a sua não apoia?
-Meus pais nunca foram de se meter na minha vida. Eles davam a opinião deles sobre as minhas escolhas, mas nunca me proibiram de fazer algo. Sempre tive muita liberdade para fazer o que queria.
-Mas então porque você se preocupa tanto com a opinião dos pais de Chace?
-Por que ele se importa, eu sei que sim. Ele finge que não liga para não me magoar, mas ele sempre levou a sério a opinião da mãe dele.
-Mas se ele deixou de lado é por que realmente ama você.
-Miley...
-Eu sei que você e o Zac ainda tem algumas borboletas no estômago quando se veem, mas isso é algo que você ignora pelo respeito e afeto que tem por seu marido. Foque-se apenas no que você sente pelo Chace e depois ponha na balança o que te incomoda em relação há ele e converse com ele sobre isso. É o melhor que você faz.
-Eu vou tentar.
-Mas é pra tentar de verdade.
-Eu preciso pensar antes.
-Não teve tempo suficiente durante essa madrugada?
-Não, por que eu estava pensando no pior.
-Diz pra ele que precisa de um tempo para se reorganizar e que depois vocês conversam. Depois do almoço, pode ser?
-Talvez.
-Talvez nada. Aproveite a beleza do dia e a maravilha que está essa água para ficar neutra novamente. Depois vocês conversam. Se quiser, eu mesma falo com ele sobre você precisar de mais tempo.
-Obrigada. –A abraçou.
-Certo, chega de melosidade. Vou deixar você sozinha por um tempo. Na hora do almoço eu te chamo. –Disse saindo da piscina e indo até Chace.

[...]

-Vanessa, abre a porta! –Uma voz grave ordenou.
-Quem é?
-Papai noel. Ho-Ho-Ho!
-O que você quer, Alex? –Ela perguntou revirando os olhos.
-Que você abra a porta.
-O que você quer de verdade?
-Que você deixe de agir como uma garotinha mimada. –Ela abriu a porta. –Cadê o seu marido?
-Não faço a mínima ideia. Acabei de subir.
-Ah...
-Ah o que?
-Nada, tchau. –Disse fechando a porta. Ela estranhou e se encaminhou ao quarto. Abriu a porta e ficou paralisada.
-O que você...?
-Esse quarto também é meu. –Chace respondeu.
-Eu achava que você estava lá em baixo.
-Subi a pouco tempo.
-Ham.
-Já pensou?
-Ainda não.
-Certo. –Disse voltando a sua atenção para a mala. –Você viu a minha camisa vermelha?
-Está no fundo da mala.
-Obrigado.
-Eu acho que vou tomar um banho. –Disse indo até o banheiro da suíte e se trancou lá dentro.
-Você me ofende desse jeito, Vanessa! –Ele disse e ela sabia que ele se referia ao fato dela ter trancado a porta.

Respirou fundo e ligou as torneiras da banheira. Esperou que a água estivesse na metade e as fechou novamente. Tirou o biquíni e começou a tomar banho. Pensou no que Miley tinha dito, no que Alex tinha dito, no que Ashley tinha dito e no que Chace tinha dito. Eles tinham razão. Ela estava com raiva dele por que queria estar. Tinha motivos? Sim, tinha, mas ele já tinha se desculpado. Mas será que as desculpas eram suficientes? E os motivos dela, será que eram o suficientes para deixá-la tão zangada? Ela realmente tinha uma parcela de culpa por Chace ter pensado daquela forma. Ela falava sem pensar e isso era um dos defeitos dela. Suspirou e afundou na banheira. Sabia que tinha que decidir logo o que faria. Eles não podiam ficar nesse clima, ainda mais com o aniversário da consumação do casamento chegando e o próprio aniversário dela. Tantas coisas para resolver em tão pouco tempo.

"Certo, é isso o que eu vou fazer. É isso o que eu disse que ia fazer" decidiu consigo mesma e terminou o banho o mais rápido possível. Abriu a porta procurando o marido, mas ele já tinha descido e lembrou-se que ele tinha dito algo sobre uma reunião de negócios há alguns dias atrás. Será que ele tinha transferido a reunião para Vegas? Vestiu o primeiro vestido que encontrou e calçou as sandálias que tinha usado naquela mesma manhã. Deixou o cabelo solto para secar mais rápido e passou o perfume dele que estava em cima da cômoda. A cômoda! Encontrou atrás do espelho a sacola com o slogan da Chanel que tinha visto na noite passada. Abriu o porta joia e quase caiu para trás. O bracelete era exatamente como Alex tinha descrito. Totalmente cravejado de diamantes. Ele era muito formal, mas ela decidiu usá-lo mesmo assim. Procurou a aliança e o porta aliança e usou-os também. Pegou o celular e saiu em direção ao elevador. Como não tinha certeza de onde o marido poderia estar, decidiu ir até o saguão para perguntar. Conversou com o recepcionista simpático e voltou para o elevador seguindo as instruções dele até o terraço.

As portas de aço se abriram e ela logo se arrependeu por não ter se produzido melhor, mas agradeceu por estar com as joias. Caminhou a procura de rostos conhecidos. Encontrou os amigos em uma das mesas que ficavam no centro e achou o marido na outra extremidade do local. Ele não estava nem formal e nem informal. Estava sport fino. Chace estava acompanhado por mais cinco senhores com o mesmo estilo e duas jovens moças muito elegantes. Corava mais a cada passo que dava em direção há eles. Sentia-se tão mal arrumada. "A sua roupa também é de grife, Vanessa, pare de corar!' seu inconsciente ordenava, mas seu rosto não obedecia. Ele a viu se aproximando e pareceu paralisar por alguns segundos. Se levantou assim que ela parou ao seu lado.

-Oi. –V disse lhe dando um beijo, o que o surpreendeu. –Não te encontrei no quarto e fiquei preocupada. Espero não estar atrapalhando. –Olhou para os senhores que a encaravam-na.
-Não, não atrapalha. Estávamos apenas falando sobre o menu. –Disse puxando uma cadeira para ela se sentar.
-Obrigada.
-Senhores, essa é a minha esposa, Vanessa Crawford.
-É um prazer. –Ela disse e eles logo responderam.
-Pensei que iria almoçar com os seus amigos.
-E eu pensei que você ia ficar no quarto. –Ela retrucou docemente.
-Estamos quites. –Disse beijando a mão dela. –Pelo visto você gostou do presente. –Se referiu ao bracelete.
-Não é tão feito assim.
-Mas em comparação, esse seu vestido...
-É Marc Jacob e é lindo.
-Não é não.
-É da coleção de primavera.
-Continua sendo ridículo.
-Ridículo é o preço dele. Os olhos da cara.
-Você não gastou o meu dinheiro nisso, certo?
-Nem o seu e nem o meu. A Miley me deu de presente.
-Ah, já entendi. Ela odiou e te deu.
-Não, ela amou. Ela gosta dessas coisas hippies e tudo mas, só que não coube nela.
-Muito grande?
-Muito pequeno.
-Entendi. Você e essas suas amigas de mal gosto. –Disse revirando os olhos.
-Engraçadinho.
-Você está linda. –Sussurrou no ouvido dela.
-Estou me sentindo deslocada. –Confessou.
-Essas magricelas aqui que estão mal vestidas. Em plena luz do meio dia e estão de scarpin.
-Se você diz. –Falou roubando o suco dele.
-Já está de bem comigo?
-Defina o "bem".
-Bem: Me deixar te beijar e abraçar e fazer outras coisinhas mais.
-Estamos mais ou menos. Precisamos terminar a nossa conversa.
-Mas...?
-Mas estamos num ótimo caminho.
-Ótimo. –Disse roubando um beijo dela antes de voltar a sua atenção para os sócios, deixando-a deslumbrada com suas ideias.


----------x----------

Está aí mais um capítulo, girls. Espero que gostem. Eu já disse antes e torno a repetir: Chace tem que sair da história antes de acontecer Zanessa e acreditem: vai acontecer mais rápido do que vocês imaginam. Obrigada a quem comentou e a quem esperou. Este capítulo foi bem tenso para Chanessa, mas ainda tem muitas mais águas turbulentas para rolar entre esse casal. Esperem que valerá a pena. Como será que terminará essa conversa? Deem seus palpites!
Enjoy.
Xx

terça-feira, 29 de abril de 2014

Aviso

Oi meninas, como vão? Aqui estou eu depois de dias sem dar sinal de vida. Eu quero esclarecer para vocês o que se tem passado comigo para eu ter desaparecido assim. Fora estar cheia de atividades escolares, estive com alguns problemas na autoestima. Eu aproveitei esse feriado de páscoa (que nem foi feriado para mim já que eu tive aula) para colocar a leitura em dia. Eu li "A Culpa é das Estrelas" e fiquei abaixo do nível do FUNDO DO POÇO. Gente, a história ultrapassa o nível de perfeição. Chorei muito no final. Eu fiquei com a autoestima lá em baixo mesmo. Eu sei que é ficção, mas isso não diminui a realidade da dor e do sofrimento que a doença causa, sem falar na força de vontade e no amor pela vida que eles tem. Isso realmente me deixou pensando em como eu sou uma ocupadora de espaço medíocre que não faz nada de bom. Eu tinha que ter começado a escrever o capítulo segunda-feira passada, mas eu tive que ir para um passeio da Igreja e só saí de lá de noite, fora que eu terminei de ler em casa. Se eu fosse escrever um capítulo naquele meu estado, a história ia perder todo o rumo. Pra vocês terem uma ideia, eu nem queria comer chocolate de tão infeliz que estava com a minha falta de humanismo. No outro dia a minha amiga ficou preocupada com o meu estado e me emprestou um livro com uma história totalmente diferente da que eu tinha lido. Alguém já ouviu falar em "50 Tons de Cinza"? Pois bem, esse livro foi o que eu li o resto da semana e o fim de semana inteiro e bem, estou ÓTIMA agora e com DIVERSAS ideias para os próximos capítulos. Vocês estão pedindo cenas hot e essas cenas vão chegar, mas vai demorar só um pouquinho mais porque o Chace ainda tem que sair de cena, ou vocês querem que a cena hot seja entre Chanessa? Acho que preferem entre Zanessa, certo? Então, aguardem mais um pouquinho. Eu até fiquei pensando em fazer uma fic para Zanessa baseada em "50 tons", mas ainda não formulei bem a ideia. Eu ainda não terminei de ler a triologia para formular uma ideia melhor e saber quais cenas usar para a possível fic, mas assim que eu tomar uma decisão eu aviso. Sem mais delongas, eu queria pedir desculpas por meu sumiço e avisá-las que ainda nessa semana um capítulo extra grande vai sair e cheio de emoções. Eu realmente queria postar algo hoje, mas tenho duas folhas só com ANOTAÇÕES de atividades de História para fazer e mais dois resumos, uma pesquisa para Artes e sete questões de Língua Portuguesa para fazer para entregar amanhã. 3ºÃO é realmente complicado, viu? Eu posso até demorar a postar, mas eu posto. Eu não vou abandonar o blog tão cedo. Vocês podem até pensar que a culpa é minha por tanta atividade para entregar em cima da hora, mas não é. Minhas aulas demoraram para começar porque minha escola está em reforma e meus professores estão tentando recuperar o tempo perdido passando várias coisas de uma vez. Quando as coisas se estabilizarem na escola, eu vou conseguir me estabilizar aqui, mas até lá eu vou sempre estar avisando vocês. Bom, lá vou eu começar as minhas atividades. Um beijo girls. Fiquem com Deus e até o próximo capítulo.
Xx

terça-feira, 15 de abril de 2014

Capítulo 32

-Nos vemos no jantar? –Miley perguntou depois de distribuir o cartão eletrônico da suíte de cada um.
-Pode ser. –Ashley concordou com um aceno de cabeça.
-Nós preferimos jantar na suíte mesmo. –Vanessa disse. –Estamos cansados.
-Cansados, sei.
-Ashley, nem começa. –A morena pediu e logo cada um foi para as suas respectivas suítes. Chace, claro, tinha escolhido a suíte imperial. Eles entraram na suíte e Vanessa respirou fundo para não comentar sobre o tamanho exagerado do quarto/sala, da cama, do closet, da televisão e do frigobar que mais parecia uma geladeira.
-Nem me olhe com essa cara. –Chace pediu. –Você prometeu.
-Eu não disse nada.
-Mas quis dizer, a sua expressão te entrega.
-Não sei do que você está falando. –Disse se fazendo de desentendida.
-Sabe sim. Assim que entramos você me olhou como se perguntasse "você sabe que só vamos passar um fim de semana aqui, certo?".
-Mas eu não disse nada.
-Mas pensou em dizer.
-Pensamentos não contam. –Ela disse indo até o banheiro e logo se arrependeu. –Amor... –Quis dizer algo, mas logo mordeu a língua.
-O que foi? Não gostou da jacuzzi? –Ele perguntou provocativo abraçando-a por trás.
-Eu sei o que você está tentando fazer e acredite, não vai funcionar. Eu disse que não daria um 'pio' e vou cumprir com a minha palavra. Nós vamos ficar aqui até o dia 06, meu bem. –Tentou voltar para o quarto, mas ele a impediu. –O que foi?
-Não quer experimentar logo a jacuzzi?
-Não, muito obrigado. Prefiro desfazer as malas primeiro.
-Deixa isso pra depois. Vamos tomar um banho antes.
-Não, por que se nós tomarmos banho juntos na jacuzzi o clima vai esquentar e vai ser tudo, menos um banho. Eu tenho que desfazer as malas, escolher o meu pijama, decidir o que vamos comer...
-Não tem necessidade de você desfazer as malas hoje.
-Sim, tem. Vou ficar nua depois do banho?
-Não vejo por que não.
-Há.

-Vamos, amor. Você disse que eu ia decidir tudo.
-Eu sei, mas eu preciso desfazer as malas. Depois, quem sabe. –Disse se desprendendo dos braços do marido para voltar ao quarto. –Essa viajem vai ser longa. –Ela resmungou consigo mesma.

[...]

-Amor, desliga isso. –Chace pediu com ternura.
-Só um segundo.
-Amor, você nem está me dando atenção. –Tentou se aconchegar nela, mas o iPad impediu. –Vanessa!
-Calma, eu já estou me despedindo.
-Que eu saiba nós dizemos "tchau" na despedida e não "detalhes, por favor". –Disse zombeteiro.
-Não leia a minha conversa. Isso é falta de educação.
-Falta de educação é você preferir dar atenção a uma máquina ao invés do seu marido. Você nem me olha nos olhos.
-Eu estou ocupada.
-Vanessa, elas estão no andar debaixo. Você poderia muito bem ir até lá ou então ligar do telefone. Muito melhor do que ficar prejudicando a sua visão com esse aparelho.
-Não comece. As vezes você é tão...
-Antigo?
-Eu ia dizer chato.
-Não, não ia. –Disse se levantando.
-Chace, por favor. –Ela viu que o tinha magoado. Sabia que o marido sofria repreensões por ser casado com uma mulher mais nova mesmo que fosse por apenas três anos. Além dos poucos anos de diferença que existia entre os dois, as criações também haviam sido diferentes. Chace havia sido criado como um burgues do século XIX, pois os modos de criação passavam de geração para geração. Ela, no entanto, havia sido criada como primogênita por durante sete anos até que Stella, nasceu, coisa que somente a fez ser mais mimada pelos pais. –Amor, eu não ia dizer aquilo. –Ela insistiu indo atrás dele. –Você me conhece e sabe que eu não faria isso, até por que eu gosto desse tipo de coisa.
-Tipo de coisa antiga? É isso que eu sou para você?
-Chace, não faça drama. Eu apenas quis relembrá-lo que gosto da época imperial. Se eu quisesse falar mal de você, te chamaria de molequinho e não de antigo. Eu não gosto de moleques, gosto de homens.
-Tik He, Vanessa.
-Não, não está nada bem. Você não está me levando a sério. Para com isso, por favor.
-Eu já te pedi um milhão de vezes para pensar bem antes de falar. Qual é a dificuldade nisso? Hein?
-Eu penso e eu já disse que não ia te chamar de antigo. –Bufou. –Quer saber? Eu não tenho que te dar explicações. Eu não fiz nada de errado e a minha consciência está mais do que tranquila. Se você quiser acreditar em mim, ótimo, se não, ótimo também. –Disse antes de voltar para o quarto e bater a porta com força. –Maldita viajem. –Ela resmungou desligando o iPad sem se despedir. Não estava com cabeça para conversar com as meninas. Depois de guardar o aparelho na mala, ela deitou no lado direito da cama e pegou no telefone do hotel. Precisava conversar com alguém e esse alguém não poderia ser nenhuma das meninas ou o esposo. Discou um número conhecido e esperou. Chamou três vezes até que alguém atendeu.

-Alô?
-Oi Tete. –V disse reconhecendo a voz da irmã. –Era com você mesma que eu queria falar.
-Nessaaa! Meu Deus, a quanto tempo!
-Não seja dramática. Trocamos mensagens ontem a noite.
-Sim, ontem. A horas atrás. Estou morrendo de saudades. Eu estava conversando com a mamãe ainda a pouco e me lembrei que hoje fazem três anos que você desencalhou irmãzinha. Como o tempo passou voando. E sabe do que eu me lembrei também? De que hoje fazem três anos e um mês que eu não te vejo pessoalmente. Ah... –Stella tagarelava pelo telefone fazendo Vanessa rir. –Eu tenho que te contar uma coisa. –Disse por fim.
-Ai, meu Deus. Você se calou? Coisa boa não deve ser.
-Não seja dramática.
-Não sou dramática, sou esperta. Espero que não seja o que eu estou pensando. Você sabe que ainda é um bebê, certo?
-Vanessa, não começa. Até a Shadow tem namorado.
-A Shadow é uma cachorra. Você está se comparando há uma cadela? Não sabia que você já estava nesse nível.
-Não seja patética. Enfim, é isso mesmo que você está pensando. Eu acho.
-Ai meu Deus. Eu precisando de notícias boas e você me joga essa bomba. Por que comigo, Senhor? Sempre fui uma alma caridosa. Sempre ajudei os necessitados. Nunca matei nem uma formiga. Só não sou vegetariana por que não dá mesmo, mas fora isso sempre fui uma boa pessoa. –Vanessa confessava olhando pra cima.
-Não seja idiota. Primeiro: Por que você precisa de boas notícias? O que houve? –Vanessa logo sorriu. A irmã era esperta.
-Problemas matrimonias.
-No dia do aniversário de casamento de vocês?
-Eu não considero esse dia importante e você sabe. –Ela sussurrou para ter a certeza de que Chace não ouviria e iniciaria uma outra briga.
-E você jogou isso na cara dele?
-Quem você pensa que eu sou? Lógico que não. Eu estou no meu juízo perfeito e fora isso, amo viver e viver com saúde.
-Você falando assim dá a impressão de que seu marido é violento.
-Só impressão mesmo.
-Será?
-Ele não é louco, e outra: Você acha que eu apanharia calada? Por favor, irmãzinha.
-Sei. –Stella disse desconfiada. Sabia que a irmã não era tola, mas também sabia que ela tinha medo do marido. As vezes ela desconfiava que Vanessa sentia mais medo do que amor pelo companheiro.
-Não me venha com esse tom desconfiado.
-Então não me fale coisas desconfiáveis.
-Ok. Vamos mudar de assunto. Cadê a mamãe e o papai?
-O papai está vendo TV e a mamãe está na cozinha. De onde é que você está me ligando? DDD 702? Eu estudei sobre os códigos dos Estados, um segundo... De LA é 213, o de Boston é 617, o de NY é 212... 702, 702... Eu sei que estudei esse. Oh meu Deus! –Stella exclamou depois de um fiasco de memória. –Você está em VEGAS?
-Shiiiiiu. Não é para os marcianos descobrirem.
-Por que você não me disse que iria para Vegas? Que tipo de irmã é você? Eu poderia estar aí com você.
-Primeiro: Não te contei por que você logo ia postar no Twitter e isso é um segredo. Só estou aqui pela Ashley, não para me divertir. Segundo: Sou a melhor das irmãs, e terceiro: Como assim você poderia estar aqui? Você é uma criança ainda. Nada de Vegas ou coisa parecida.
-Af, Vanessa. Ninguém merece. Eu não sou nenhuma criança e não fuja do assunto. Por que você me escondeu isso?
-Por que era segredo, eu já disse.
-Nós somos irmãs. Não deve a ver segredos entre nós.
-Stella, o segredo não era meu. Depois eu te explico melhor. –Disse vendo a porta do quarto se abrir e Chace logo passar por ela. –Me prometa que não vai contar nada a ninguém.
-Eu prometo. –Stella disse.
-Stella, é serio. Ninguém é ninguém mesmo. Nem Jody, nem Sammy, nem Telana. Ninguém, entendeu?
-Eu entendi Vanessa, não sou uma ameba.
-Stella, não é por você e sim pelos outros. Você conta pra alguém que conta pra alguém que conta pra alguém e o que era um segredo meu vira manchete de revista de fofoca.
-Eu sei, desculpa.
-Tudo bem, mas me prometa que não vai contar a ninguém. Nem mesmo a mamãe. Deixa que eu conto pra ela.
-Certo.
-Ah, e o não contar envolve Twitter, Facebook e Tumblr, entendeu? Nada de postar indiretas ou frases. Alguns hackers descobriram as suas contas privadas.
-Tudo bem. Não vou contar, nem digitar, nem soletrar.
-Certo. Ahn, eu vou desligar. Estou cansada. Depois te explico melhor o por que de eu estar em Vegas, ok?
-Ok.
-Manda um beijo pra mamãe e pro papai. Diz que eu sinto saudades e que em breve vou tentar visitá-los.
-Ok. Amo você, Nessa.
-Eu também, Tete. Tchau. –Disse antes de recolocar o telefone no gancho e olhar para Chace. –O que foi?
-Nada. Eu só não sabia que você planejava visitar os seus pais.
-Planejei isso antes mesmo de ir para L.A. Três meses em L.A. e um mês em Salinas, lembra?
-Sim, mas achei que você tinha desistido.
-São meus pais, por favor. Não sou uma filha desnaturada. –Ela pensou em dizer, mas sabia que ele entenderia isso como uma indireta. Em vez disso, ela foi em direção ao banheiro. Lavou o rosto e voltou para o quarto. Chace a encarava. –O que foi? –Tornou a perguntar.
-Nada. Eu só... –Iniciou a frase, mas pensou melhor e em vez de continuá-la, disse: –Nada.
-Hum. –Ela murmurou e se deitou o mais longe possível dele. Pela primeira vez em três anos de casamento, Vanessa agradeceu por seu marido ser exagerado.
-Quer que eu te abrace? –Ele perguntou depois de desligar o abajur. Ela queria, mas não iria admitir. Se negasse, ele iria notar a mentira no tom de voz dela. –Não adianta fingir que já está dormindo por que eu sei que você não está. –A voz grave dele soou pelo quarto. Ela sentiu ele se aproximando.
-Sai pra lá. –Ordenou.
-Já acordou? –Perguntou irônico.
-Não me toque. –Pediu sentindo os dedos dele na sua cintura.
-Achei que o zangado aqui deveria ser eu.
-Eu não estou zangada.
-Zangada, chateada. Que seja. A questão é que você não tem motivos para isso.
-Ah, não. Que rebeldia a minha. –Disse irônica. –Me acusam de algo que eu não fiz e eu não tenho o por que de ficar chateada.
-Vanessa, por favor.
-Chace, me deixe. –Pediu se deitando novamente.
-Escute, eu sei que exagerei, está bem? Peço desculpas. –Ela não disse nada. –Amor, é o nosso aniversário de casamento. Não quero passar a noite brigado com você. Prefiro outra coisa.
-Ah, você quer sexo?
-Quero. –Dito isto ela ergueu o braço pela cômoda até conseguir alcançar o controle remoto da TV e da TV acabo. Jogou nele com toda a força. –Ai. –Ele choramingou. –Para que isso?
-O seu sexo.
-Ahn?
-Porno, Chace. Porno. –Disse revirando os olhos. –A única cena de sexo que você vai ter hoje é a do porno.
-Eu não gosto de pornografia, Vanessa.
-Pois então fique sem o seu sexo. E boa noite. –Disse cobrindo-se até a cabeça.

[...]

-Bom dia. –Vanessa cumprimentou mal-humorada sentando-se a mesa.
-Bom dia, baby. –Miley cumprimentou de volta percebendo o clima estranho que havia entre o casal.


–Como passaram a noite? –Miley perguntou.
-Bem, e vocês?
-Bem. Terminamos a conversa as três da manhã. –Ashley disse.
-Tão cedo? –V perguntou irônica.
-Há-Há. –Elas riram. –Ah, nós terminamos de montar o cronograma para as divulgações e escolhemos as roupas.
-Separamos dois vestidos para você escolher. –Demi avisou. –Nós vamos pegar os nossos hoje a tarde e você vai para escolher o seu.
-Eu tenho mesmo que ir? –V perguntou.
-Sim. Ou quer que nós escolhamos para você?
-Como são os vestidos?
-Os dois são tomara que caia. Um é preto e de couro e o outro é prata.
-Comprem os dois e eu decido depois. –Disse olhando o cardápio. O garçom se aproximou para anotar os pedidos e logo se retirar.
-Alguém vai no toalete comigo? –Ashley pediu. –Vanessa?
-Ok. –Disse indiferente e logo levantaram. –O que houve? –Ela perguntou assim que chegaram no toalete.
-O que houve digo eu. Você e Chace brigaram? Por que? Não foi por nossa culpa, certo? Me diz, mulher.
-Ashley, você é pior do que a Stella quando quer.
-Não mude de assunto.
-Tivemos uma discussão boba.
-Discussões bobas acabam em sexo e pelo mal humor dele, eu sei que não rolou. Ele nem sequer nos cumprimentou.
-Se você for se preocupar com o mal humor de Chace vai enlouquecer.
-Certo, certo. Mas por que brigaram? –Vanessa explicou a situação de má vontade. Não gostava de falar do que acontecia no seu relacionamento. Sentia-se incapaz de resolver os seus problemas assim, mas sabia que Ashley poderia ajudá-la a controlar a Miley. –Certo, entendi. Eu vou tentar ajudar.
-Agradeço. Que horas nós vamos para a boate?
-Eu te aviso. Não quer ir ao salão? Não acho que ele vá se incomodar com isso.
-Ele se incomodou com o fato de termos que descer para tomar café. Vai por mim, o melhor é contratar alguém para me atender no quarto.
-Você quem sabe. –Disse dando de ombros.

[...]

-Toc-toc. –A voz de Miley soou pela suíte. –Vanessa?
-Estou no banho. –A morena respondeu do banheiro.
-Ah, sim. Trouxe os seus vestidos e a maquiadora.
-Ok, obrigada. –Disse enrolando-se na toalha. Foi até a sala, mas Miley já tinha ido. –Ahn, boa tarde.
-Boa tarde, senhora Vanessa. –A maquiadora cumprimentou-a. Devia ter uns 30 anos no máximo.
-Apenas Vanessa, por favor.
-Sim, Vanessa. –Rosa, a maquiadora, sorriu e logo preparou os pincéis e as bases enquanto Vanessa fazia o seu próprio penteado. Rosa trabalhava enquanto Vanessa pensava no que estava por vim. Enquanto Rosa passava o pó, Vanessa ouviu a porta se abrir e logo fez menção de se levantar.
-Boa tarde. –Chace pronunciou sem tirar os olhos da esposa.
-Boa tarde. –Rosa respondeu e Vanessa engoliu em seco. Chace lhe chamava com os olhos.
-O seu smoking está em cima da cama. –Vanessa avisou. Ele fez um breve aceno de cabeça e ergueu-lhe uma sacola com o slogan da Chanel. –O que?
-É para você.
-Ah. Deixe em cima da cômoda que depois eu vejo. –Ele acenou com a cabeça novamente e se trancou no quarto.
-Se a senhora quiser, nós damos uma pausa. –Rosa disse e Vanessa soube que ela também havia percebido o olhar de Chace.
-Não é necessário.
-Mas o seu namorado parece precisar falar com você. –Vanessa logo lembrou-se de que tinha deixado a aliança no banheiro. Rosa não devia ter notado que Chace estava com a dele ou então fingiu não notar. –Eu posso esperar.
-Eu sei que pode, mas não se incomode. Não é necessário, de verdade. Eu e o meu marido não temos nada de importante para conversar. –Sorriu.


-Ah, são casados?
-Sim, somos. Com a pressa do banho eu acabei esquecendo de colocá-la, mas a marca é aparente. –Mostrou a mão esquerda.
-Então são casados há um bom tempo.
-Ontem completamos três anos.
-Ah, parabéns. Nunca conheci ninguém que tinha passado o aniversário de casamento em Vegas. –Sorriu.
-Eu vim a trabalho, na verdade. Não sou do tipo festeira.
-Entendo. Bom, mesmo assim, ele parece conversar com você.
-Suponho que seja impressão sua. Ele foi resolver alguns 'pepinos' da empresa dele então duvido que ele tenha algo para falar que seja do meu interesse.
-Entendo. –Rosa disse e continuou a maquiagem. Ela estava escolhendo o batom quando o telefone que estava no quarto tocou.
-Eu já volto. –Vanessa disse dando um pulo da cadeira. Entrou no quarto e encontrou o marido saindo do banheiro. –Alô? –Disse atendendo.
-Baby, sou eu. –Miley disse. –Queria falar com você mesmo.
-Ah, diga baby.
-É que aconteceu um imprevisto e talvez nós tenhamos que ir um pouquinho mais cedo.
-O que houve? –Perguntou vendo que Chace parecia ter esquecido que tinha gente na sala, fazendo-a correr até a porta para fechá-la a tempo. Lançou-lhe um olhar repreensivo que ele simplesmente ignorou enquanto pendurava a toalha do pescoço fazendo o resto do corpo ficar a mostra.
-Parece que o DJ contratado perdeu o voo e só vai chegar mais tarde e para não perder a noite...
-Você se ofereceu para cantar! –Vanessa completou.
-É, basicamente isso.
-Hum, e será somente você?
-Não, eu falei com as meninas e elas toparam, afinal, será como um evento de divulgação dos nossos álbuns, porém grátis. –Sorriu e Vanessa revirou os olhos.
-Certo, e por que precisamos ir mais cedo?
-Para fazer a passagem de som. Cada uma vai cantar duas ou três músicas como teste.
-E para que eu preciso ir?
-Por que você tem uma boa audição.
-Certo, eu vou fazer o máximo possível para ser mais rápida. Chace chegou agora da rua e eu ainda nem terminei de fazer o cabelo.
-Pois se apresse.
-Certo. A imprensa já sabe da alteração do horário?
-Ainda não. Vou ligar agora. Beijinhos.
-Beijos, baby. –Disse desligando. –Ahn, tem como você se apressar um pouquinho? –Perguntou para o marido.
-Por que?
-O DJ perdeu o voo e a Miley se ofereceu para distrair o público enquanto ele não chega.
-E o que nós temos a ver com isso?
-Eu tenho que ajudar com a playlist e o som. A banda tem que pegar as músicas a tempo e eu quero estar lá para ajudar caso aconteça algum imprevisto.
-Você vai tocar?
-Se for preciso. Eu só quero te pedir para se apressar um pouco. Se não quiser, tudo bem, eu vou na frente.
-Não, eu vou com você.
-Certo. Tenho que terminar de me arrumar, com licença.
-Espera. –A puxou pelo braço.
-O que foi?
-Você ainda está chateada comigo?
-O que você acha?
-Vanessa...
-Chace, eu tenho que me arrumar. Depois conversamos, ok?
-Ok. –Disse e ela foi para a sala. Pediu que Rosa a ajudasse com o penteado já que não era nada de muito sofisticado e ela aceitou. Depois de meia hora ela já estava pronta. Pagou Rosa e foi para o quarto. –Você está linda.
-Obrigado. –Murmurou baixo indo até o vestido que tinha deixado dentro do closet. –Pode me dar licença?
-Posso, mas não vou. Ainda não terminei de me arrumar.
-Faça como quiser, mas nada de gracinhas. –Avisou tirando o robe.
-Hum, ham, ér... –Ele murmurou sem desviar o olhar.
-Como?
-Nada, nada.
-Sei. –Disse abrindo o zíper do vestido. Se vestiu e encaminhou-se até a maleta de jóias. Sim, maleta e não porta jóias. Escolheu alguns anéis e um par de brincos de diamantes.
-Achei que eu iria escolher as suas roupas. –Chace murmurou ajustando a gravata.
-Você acha que tem direito de escolher algo?
-Sim, tenho. –Disse desistindo de ir de gravata. –Onde está a sua aliança?
-Está no banheiro.
-Hum.
-Me devolve. –Ela ordenou estendendo a mão na direção dele.
-O que?
-Você sabe. Você está com a minha aliança.
-Por que você diz isso?
-Por que eu te conheço, agora me devolve.
-Certo, certo. –Disse colocando a mão no bolso e tirando a aliança de lá juntamente com o 'novo' anel de noivado e o porta aliança. –Use-os. –Ordenou e ela obedeceu. Poderia ter negado, mas não queria mais brigas. –Podemos conversar agora?
-Não temos tempo. –Disse se levantando da cama. –Estamos atrasados. Vai na frente enquanto eu coloco minhas sandálias.
-Não tenho pressa. Te espero na porta.
-Tik He. –Disse enquanto ele saía. Dois minutos depois ela apareceu na porta com o casaco e a bolsa. Trancaram a porta e pegaram o elevador de mãos dadas, mas sem trocar nenhuma palavra. Encontraram o restante dos amigos de Vanessa no térreo e logo entraram na limousine. Foram servidos com alguns drinques enquanto iram para a boate. Quando chegaram na Pure NightClub foram encaminhados até a área da imprensa para as meninas serem fotografadas. Cada uma pousou sozinha para os fotógrafos por três minutos. Na vez de Vanessa, Chace lhe roubou um beijo antes fazendo-a se arrepiar e os fotógrafos gritarem. Ela ignorou os gritos e antes de sair do tapete vermelho mandou um beijinho para eles.



[...]

-O povo já está ficando cansado. –Vanessa disse olhando pelas cortinas da área privada.
-Eu sei, mas o pianista ainda não chegou. –Miley justificou-se.
-Diz isso para eles. –Ashley ironizou. –A maioria já percebeu que o som vem de um CD e não de um DJ.
-E você quer que eu faça o que? Que eu toque enquanto cante? Não rola, baby. A música é animada.
-A Demi não pode tocar? –Olhou para a amiga.
-Sim, eu poderia se tivesse as notas em um papel. Eu não conheço todas as notas de "Scars" sem contar que não é um ensaio e sim a apresentação oficial. –Demi explicou.
-Eu posso tocar. –Vanessa disse. –Acho que aprendi as notas de tanto que ouvi o CD. –Sorriu sem graça.
-Você tem certeza?
-É, pode ser.
-Ótimo. –Miley disse animada. –Vou para o palco. –Correu fazendo as amigas rirem e Vanessa ir logo atrás. 
A playlist de Miley foi: "Scars", "My Heart Beats For Love", "Two More Lonely People", "Who Owns My Heart" e "Can't Be Tamed", carro-chefe do álbum. Depois de Miley, Ashley subiu no palco improvisado e cantou "It's Alright, It's Ok", "Hot Mess", "Tell Me Lies", "Crank It Up" e encerrou com a faixa bônus "Blame It On the Beat". Como Demi estava com a garganta inflamada, cantou apenas "Falling Over Me" e "Everything You're Not". Selena não quis arriscar como as amigas e preferiu ficar sem cantar. Por sorte o DJ chegou no meio da última musica de Demi. Ashley e Alex bebiam mais do que os outros. Vanessa tinha tomado alguns drinques enquanto as amigas tiravam as fotos para as divulgações.
-Você vai continuar com isso? –Chace perguntou bem perto do ouvido dela para fazê-la ouvir apesar do som alto.
-Isso o que?
-Você sabe o que é. Eu quero fazer as pazes, mas você não me dá oportunidades.
-Depois conversamos.
-Não, depois não. Aqui e agora. Eu amo você e peço desculpas.
-Eu vou pegar um drinque. –Disse deixando-o sozinho enquanto ia até o mini bar que era anexado a boate. –Uma marguerita.
-Outra? –Zac perguntou assustando-a. –Não sabia que você era dessas.
-Eu preciso, ok?
-Não, não precisa. Você precisa de outra coisa.
-Do que por exemplo?
-De amor.
-Eu recebo amor.
-Pois não parece ser o suficiente.
-Zac, por favor. Não me venha com essa. Você não tem moral para falar sobre amor não dado.
-Vanessa...
-O que? Só disse a verdade.
-Não comece com isso. –Pediu.
-Foi você que veio falar mal do meu marido.
-Eu não falei do seu marido, nem citei o nome dele. Apenas disse a minha opinião.
-E qual é a sua opinião? –Perguntou sorrindo e ele percebeu que ela já estava mais pra lá do que pra cá.
-Mulheres doces só bebem até cair quando estão com o coração partido.
-Aw, que fofo. E como você descobriu isso? Perguntou para uma mulher para saber?
-Não preciso perguntar e sim observar.
-Ah, sei. –Olhou em volta. –Cadê o Alex? Eu tenho que colocar o nosso plano em ação.
-Você? Bêbada desse jeito? De jeito nenhum. Você vai falar mais do que deve.
-O que? Eu não estou bêbada. Estou um pouquinho tonta, mas somente isso.
-Ah, claro. –Ironizou.
-É verdade. Não acredita?
-Por favor, Vanessa.
-Pois eu vou te provar. –Disse pegando a marguerita servida pelo barman. Tomou metade em um gole. –Se eu, eu, –apontou para si mesma.– Vanessa Hudgens estivesse bêbada, não conseguiria ficar tão próxima de você. –Disse colando o corpo no dele. –Você tem um cheiro bom.
-Ah, obrigado. –Tentou se afastar.
-Ei, calma aí. Ainda não terminei. –Aproximou o rosto do dele. –Se eu estivesse bêbada, eu não conseguiria olhar nos seus olhos por mais de cinco segundos sem ficar hipnotizada. Eles são tão azuis... E eu... eu, Vanessa... Vanessa o que mesmo? –Perguntou com a voz embolada.
-Vanessa Hudgens.
-Isso, isso. Eu, Vanessa Hudgens não conseguiria ficar tão próxima de você sem me arrepiar toda. E olhe? Não estou arrepiada e nem com desejo de transar com você.
-Que bom. Isso prova que você está sóbria, claro. –Zac disse tentando parecer convincente.
-Eu só quero te beijar, mas isso é normal. Eu sempre quero. Ops. –Começou a gargalhar. –Não espalha, ok? –Pediu com o dedo na boca.
-Ok, não vou contar a ninguém.
-Me faz um favor?
-O que?
-Fecha os olhos.
-Para que?
-Eu quero saber se você continua tão bonito sem os olhos.
-Ah, claro. –Disse fechando os olhos e logo sentiu a sua boa pressionada com a dela. –Vanessa.
-Você continua bonito. –Se justificou.
-Certo, certo. Não conte isso para ninguém, ok? Vamos, vou te levar até o Chace.
-Não, eu tenho que ir até ao Alex e por o plano em ação.
-Você pensa que eu vou deixar você chegar até ao Alex desse jeito? De modo algum. Vamos. –Disse a carregando até a área privada. –Aqui. –Disse colocando ela nos braços de Chace.
-O que houve? –Ele perguntou.
-Nada. Ela estava cambaleando e eu achei melhor trazê-la por precaução. Ninguém perderia a oportunidade de flagrar a "modelo certinha" da Destiny Hope caindo de bêbada.
-Certo, obrigado. –Disse olhando a esposa. –Chega, né?
-Você com esse Whisky na mão quer me fazer largar a marguerita? Não me faça rir. –Vanessa disse terminando de beber o drinque. –Ok, toma. Não bebo mais.
-Você já tomou tudo.
-Nem tudo. –Disse puxando o copo dele para cheirar.
-Nem pense nisso.
-Não se preocupe, eu não quero isso. É ruim. –Disse fazendo careta.
-E a sua marguerita é doce como chocolate, certo? –Ironizou.
-É melhor do que Whisky. –Ela disse se desprendendo dos braços do marido. –Com licença.
-Ei, para onde você pensa que vai? –Tentou segurá-la novamente.
-Vou pegar tequila.
-Vanessa, já chega. Você bebeu mais do que deveria.
-Terminou? –Perguntou cruzando os braços. 
-Sim.
-Ótimo. Minha vez. Eu sou maior de idade e posso beber o quanto eu quiser. –Disse dando as costas para ele que logo viu a cara de Zac de "fala sério". Deu de ombros e viu Zac levantar-se para seguir Vanessa novamente.
-Vanessa...
-Nem vem. –Ela disse. –Você está que nem o Chace.
-O que foi que eu te fiz para merecer isso? –Perguntou dramatizando.
-Se quiser ficar, fique, mas não diga nada. –Ela avisou sentando-se no bar novamente. –Uma tequila dupla, por favor.
-Você ainda quer falar com o Alex? –Zac perguntou.
-Sim, por que? Veio me fazer mudar de ideia?
-Não, pelo contrário. Pensei melhor e vendo você mais pra lá do que pra cá, acho que ele se abriria mais.
-Hum.
-Ele está do outro lado do bar. Quer ir lá? –Ele perguntou.
-Quero.
-O que você vai falar quando chegar lá?
-Não sei bem.
-Você tem que ser rápida, afinal, ele já está quase desmaiando de bêbado.
-Então vou ser bem direta. Vou dizer que não aguento mais vê o olhar triste que ele tem e todas as coisas que as mulheres falam para conseguir comover um homem.
-Nossa, que inteligente você.
-Eu sei. –Disse pegando a bebida. Respirou fundo e tomou tudo em um gole antes de se levantar. –Me deseje sorte.
-Boa sorte e nada de falar o meu nome, certo?
-Certo. –Ela concordou antes de ir até o outro lado do bar aonde Alex estava enchendo a cara.

[...]

-Eu acho que "Complicated" da Avril é uma ótima música. –Ashley dizia sendo carregada por Selena. –Sério. É parecida com "Don't Leave".
-Que "Don't Leave" ? –Demi perguntou.
-"Don't Leave" de um certo diário... –Disse olhando para Vanessa.
-Ah, sei. Já ouvi falar sobre ele. –Miley disse nos braços de Zac. –Certas pessoas tem um talento maravilhoso e não aproveitam.
-Chega, ok? –Vanessa pediu.
-Que diário? –Os meninos perguntaram juntos.
-Um diário que tem uma capa roxa e plumas. Nunca viram? –Miley perguntou vacilando o olhar entre Zac e Chace.
-Ah, eu sei. Que tem uma caneta com um coração na ponta, não é? –Zac perguntou sendo o primeiro a se manifestar.
-Esse mesmo.
-Eu não sei do que vocês estão falando. –Chace confessou olhando para a esposa.
-Você já deve ter visto, mas esqueceu.
-Chega, ok? –V pediu novamente. –Parem de falar da vida alheia.
-Estamos falando bem, então não. –Miley disse. –As músicas são lindas e eu realmente as queria para mim. Me dá?
-Não.
-Por quê? É um desperdício guardá-las.
-É algo pessoal e nem são tão boas.
-Por favor, não seja modesta. –Demi pediu. –Eu tentei reproduzir "Afraid" e acabei escrevendo "I Hate You, Don't Leave Me". Serviu como boa inspiração, mas preferi descartar do álbum por que acabou sendo uma canção pessoal demais.
-É exatamente por isso que eu não dou, não vendo e nem empresto. Ainda estou zangada com vocês por terem mexido nas minhas coisas.
-Vanessa, deixa de ser chata. Você tem uma voz doce e também toca, além de compor. Por que você não está na Hollywood Records, mesmo? Temos o futuro herdeiro do nosso lado, baby. –Ashley apontou para Alex.
-O meu negócio é pousar e não cantar. Na verdade nem pousar, eu prefiro tirar fotos. Prefiro ficar nos bastidores e não no palco.
-Af, Vanessa. Você é impossível, mas escreve o que eu estou falando: Essas músicas ainda param na mão de Richard Pettyfer.
-Fique longe da minha casa. –Disse, fazendo todos, menos Chace rirem.
-Certo, Ashley e Miley estão entregues. –Zac disse parando na porta do quarto das meninas. –Vou levar o Alex agora. Obrigado, Demi.
-Não, não, não. Sai. –Alex disse indo para o lado da Vanessa. –Ela vai me levar. Você não.
-A Vanessa deve ter coisas mais importantes para fazer do que cuidar de um bêbado.
-Ela disse que ia cuidar de mim, então não se aproxime seu insensível.
-Vanessa!
-O que? Você é bruto mesmo.
-Certo, certo. Se quer cuidar dele o problema é seu. Vou para o meu quarto. –Zac disse dando as costas para os amigos e entrando no quarto que ficava no final do corredor.
-Vanessa, eu estou cansado. –Chace disse.
-Então vai para a suíte. Eu vou depois. –Disse carregando o Alex até o quarto dele.
-Não, de jeito nenhum. –Chace protestou. –Deixe ele com as meninas.
-Elas estão ocupadas demais com a Ashley e a Miley.
-E você está ocupada demais comigo.
-Chace, por favor. Se quiser me esperar, espere, se não, durma e amanhã conversamos. –Disse entrando no quarto com Alex e trancando a porta.
-Você não precisa fazer isso. –Alex disse.
-Sim, preciso. –Disse ajudando-o a tirar a camisa.
-Por que vocês discutiram?
-Por bobagem.
-Essas bobagens podem virar um "problemão"?
-O que seria um "problemão" para você?
-Algo que te fizesse pensar em divórcio.
-Ahn...
-E então? –Ela apenas negou com a cabeça e ele entendeu o que ela queria dizer.

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Está aí o capítulo. Desculpem a demora; muito obrigada a quem comentou. Não houve muito Chanessa nesse capítulo, hein?! Espero que gostem.
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