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quinta-feira, 6 de março de 2014

Capítulo 29 - Dedicado a Margarida Oliveira

Quente. Estava quente, muito quente. O barulho do ar-condicionado indicava que o mesmo estava no modo turbo, mas mesmo assim Vanessa se sentia quente. Tentou se mexer e logo sentiu os braços fortes do marido envoltos na sua cintura indicando posse. O sono ganhou forças e ela tentou dormir novamente, mas assim que relaxou sentiu suas costas fervendo. Ainda sonolenta mudou de posição e quando encostou o rosto no peitoral nu do companheiro, logo despertou. Chace estava ardendo em febre. Esticou-se até a cabeceira e ligou o abajur. Ele resmungou ainda de olhos fechados quando ela puxou a coberta. Ele estava com manchas vermelhas espalhadas por todo o corpo e ela sabia que não tinha sido a causadora.

-Amor, acorda. –Pediu o sacudindo de leve.
-Estou cansado, Vanessa.
-Chace, você está com febre.
-Impressão sua.
-Ah, claro. E essas manchas são ilusão de ótica. –Debochou. –Qual o nome dos remédios para a alergia que o médico receitou?
-Deixa isso pra depois, amor.
-Não, não deixo. Cadê o seu celular? Vou ligar para esse médico. –Avisou se levantando. Ele logo deu um salto a impedindo.
-Não vai ligar pra ninguém. Me trás um papel e caneta que eu anoto.
-Ok. –Disse estranhando a atitude dele. Foi à sala atrás de papel e canela e logo voltou para o quarto. Ele anotou os nomes dos medicamentos e entregou a folha para ela.
-Esse de cima é para a febre e o outro é para as manchas. –Disse voltando a se deitar.
-Ok, mas pode se levantar e tomar um banho. Nada de dormir enquanto eu estiver fora. Pode ser perigoso.
-Vanessa...
-Nada de “Vanessa”. Anda, levanta e toma um banho bem gelado.
-Mas... –Escutaram batidas na porta. –Vai vê quem é, mas vai vestida. –Disse insinuando e ela se olhou. Estava apenas de peças íntimas.
-Idiota. –Revirou os olhos enquanto se enrolava no robe. Deixou a porta do quarto entreaberta e se encaminhou até a porta da sala. –Hm, bom dia. –Disse assim que viu dona Susana com uma xícara vazia na mão.
-Bom dia querida. Pode me emprestar uma xícara de açúcar? –Pediu sorridente.
-Dona Susana eu... –Avistou Julie saindo do elevador. –Bom dia, Julie. –Sorriu para a empregada.
-Bom dia, dona Vanessa. –Disse parando na porta do apartamento. –Vim no horário certo?
-Claro, pode entrar. Dona Susana eu estou de saída na verdade, mas quero convidá-la para ir ao mercado comigo para comprar alguns alimentos. A senhora me espera aqui ou no seu apartamento?
-Pode ser aqui mesmo.
-Ótimo. –Deu passagem pra ela. –Sinta-se a vontade. Eu só vou tomar um banho rápido. Julie será que tem como você fazer o menor barulho possível? O Chace está dormindo e vai por mim, você não vai querer que ele acorde.
-Eu vou tentar, dona Vanessa. –A empregada afirmou sorridente.
-Eu já volto. –Disse voltando ao quarto e trancando a porta. –Pare de rir. –Ordenou olhando para o marido.
-Você é muito besta. –Disse recuperando o fôlego. –Deveria ter expulsado ela e não convidado para fazer compras.
-Eu tenho que sair para comprar seus medicamentos e assim ela não vai ter como dizer que não tem açúcar. Vou fazer ela comprar cinco quilos.
-Aham, sei.
-Pare de rir e venha tomar banho. Não vou deixar você dormindo.
-Mas amor...
-Vem, neném. Eu tenho que sair. –Disse tirando o robe.
-Eu posso tomar banho com você? –Fez biquinho.
-Pode, vem. –Ele logo saiu do meio das cobertas.

[...]

-Voltei. –Vanessa avisou abrindo a porta com várias sacolas nas mãos. –Vem me ajudar, Julie. –Pediu para a empregada que logo lhe foi ao encontro. –Você se sente bem? Estás pálida.
-Eu estou bem, dona Vanessa, mas é que... –Tentou argumentar nervosa.
-O que houve? Ah, já sei: Meu marido acordou de mau humor e você ficou assustada. Ele é assim mesmo, não deves te preocupar.
-Não é isso, é que... –Engoliu em seco.
-Você está me deixando preocupada. O Chace te tratou tão mal assim? –Perguntou indo em direção ao quarto, mas o encontrou vazio e o mesmo se repetiu com o banheiro. –Onde está o meu marido? –Questionou voltando a sala.
-Eu não sei, dona Vanessa. Eu estava limpando a cozinha quando ele apareceu perguntando pela senhora. Eu disse que tinhas saído e que eu não sabia quando voltaria. Ele voltou para o quarto e logo saiu com outra muda de roupa. Acho que foi a sua procura.
-Mas eu falei pra ele que iria sair e... Ah não, não, não, não e não. –Resmungou voltando ao quarto.
-O que foi, senhora?
-Como ele estava? Digo, aparentava perturbação ou que estava fora de si?
-Mais ou menos.
-Ah não, droga. –Voltou à sala com o celular. –Eu sabia que não o devia ter deixado só. Ele estava com febre e algo me dizia que ia acontecer de novo.
-O que aconteceu, senhora? Eu fiz algo que não devia?
-Não, você não tem nada a ver com isso. A culpa é minha. Ele não atende. –Disse encerrando a chamada.
-O celular dele é aquele? –Apontou para o aparelho que estava carregando perto do sofá.
-Sim, é. –Resmungou algo que Julie não entendeu e fez outra ligação. –Zac? Eu preciso que você venha ao meu apartamento o mais rápido possível. –Encerrou a chamada antes que ele pudesse negar e correu até o telefone que ficava na cozinha que era usado somente para conversar com o porteiro. –Alô? Senhor Juan? O senhor viu o meu marido passando por aí? {...} Não? {...} Podes transferir a ligação para o segurança? É realmente importante. {...} Obrigado. {...} O senhor está no serviço desde o inicio do dia, certo? {...} Ótimo. O senhor deve ter visto o meu marido passando por aí. É um homem alto e ele estava... –Julie lhe sussurrou como Chace estava vestido. –estava de moletom de capuz. {...} Sim, sim. Esse mesmo. Para que lado ele foi? {...} Ok, obrigado. Se o vires novamente, pode me informar?  {...} Obrigado, senhor. –Recolocou o telefone no gancho. –Julie, eu vou preparar as coisas para quando ele voltar. Quando o Zac chegar me avise. –Ordenou se trancando no quarto. “Droga. Mil vezes droga. Você não devia ter saído pra fazer compras, Vanessa. Devia ter expulsado a dona Susana como o Chace falou. Isso é castigo. Passas-te tanto tempo longe do marido e fica querendo agradar os vizinhos. Mas agora não adianta lamentar e sim tentar corrigir o erro. Tens que encontrá-lo e cuidar dele” pensava Vanessa preparando um banho bem quente. Depois de ligar as torneiras, voltou ao quarto e trocou o vestido por jeans e blusa de manga comprida. Voltou ao banheiro e desligou as torneiras.
-Senhora? –Julie chamou batendo na porta do quarto.
-Sim, Julie.
-O senhor Efron está aqui.
-Já estou indo. –Avisou. Colocou os sais de banho na água e foi para a sala.
-O que aconteceu? –Zac perguntou assim que a viu.
-O Chace sumiu. Ele acordou com febre e eu fui comprar os medicamentos e aproveitei pra comprar algumas guloseimas que ele gosta e quando voltei ele tinha sumido. Eu preciso encontrá-lo Zac. –Disse chorosa.
-Liga pra ele.
-Ele deixou o celular aqui.
-Ele conhece a cidade, Vanessa, não precisa se preocupar.
-Ele estava ardendo em febre e de acordo com a Julie, ele não estava no seu juízo perfeito.
-Ah, os delírios. –Lembrou-se do jantar.
-Eu preciso encontrar o meu marido, Zac.
-Nós vamos encontrá-lo. O porteiro ou o segurança não viram para onde ele foi?
-Para o sudoeste.
-Certo, então vamos. –Saíram do apartamento e assim que chegaram no térreo, o porteiro se aproximou.
-Senhora Crawford, um dos nossos moradores disse que um homem com as características do seu marido perguntou sobre uma praça. –Ele informou.
-Que praça?
-Ele só perguntou por uma praça próxima daqui.
-Então ele deve estar na praça que fica a cinco quarteirões daqui. –Vanessa disse sorrindo.
-Vamos fazer assim: Você vai andando já que não é tão longe e eu vou de carro pra procurar pelas ruas. Quem achar primeiro liga pro outro.
-Ok. –Se separaram. Zac procurou Chace pelas ruas e avenidas que ficavam próximas do prédio e Vanessa entrava nos restaurantes e bares perguntando sobre Chace.

[...]

-Já está escurecendo e nada, Zac. –Vanessa desabafava ao telefone.
-Não vai escurecer tão cedo, Vanessa. Se acalma, ele vai aparecer.
-Devíamos ir a polícia.
-Eles só vão procurar depois de 48 horas. Vamos continuar com as buscas. Já ligou pro prédio?
-Já e nenhum sinal dele.
-Nós vamos encontrá-lo. Eu acho que... Não pode ser.
-O que foi?
-Eu acho que sei onde ele pode estar. Eu já te ligo. –Desligou o celular e acelerou com o carro. Chace não procuraria uma praça qualquer, muito menos fora de seu juízo perfeito. Mas será que ele chegaria tão longe a pé? Assim que ele virou a rua, avistou um corpo alto e magro. –Chace. –Estacionou o carro na vaga mais próxima e foi-lhe ao encontro. –Chace! –Dessa vez gritou chamando-lhe a atenção.
-O que você quer? –Se levantou e Zac viu que ele não estava nada bem.
-Te levar pra casa. A Vanessa...
-Minha esposa.
-Sua esposa está preocupada.
-Achei que tivesse sido bem claro quando ordenei para que você se afastasse.
-Chace, não começa com isso. Você não está em condições de...
-De que? Estou em boas condições, ótimas na verdade. Você não sabe a noite que eu tive. –Sorriu.
-E nem quero saber. Vamos? Eu tenho mais o que fazer do que ser babá.
-Eu não vou com você.
-Chace, por favor...
-Quem me garante que você vai me levar para o meu apartamento?
-Por que eu não o levaria?
-Por que você quer a minha esposa.
-Eu e a Vanessa somos apenas amigos agora, do jeito que você queria.
-Eu não citei amizade. Inimizade foi o que eu disse.
-Da próxima vez, quem sabe?
-Você é muito idiota, mesmo. Eu não quero você perto da minha esposa, eu já disse. A Vanessa é só minha, entendeu?
-Bom pra você, agora vamos.
-Não, Efron, eu ainda não terminei de falar.
-Pois diga então. –Disse depois de um suspiro.
-Você já falou pra ela o que aconteceu?
-Não, lógico que não e nem pretendo. Apesar da sua canalhice, ela gosta de você e eu não vou desenterrar assuntos do passado. Eu me importo com a felicidade dela.
-Até que você é esperto. Saiba que se você falar alguma coisa, ela vai ficar contra você.
-Duvido muito, mas continue.
-Eu sei o que estou dizendo, mas se quiser tirar a prova...
-Não, eu não quero. Continue.
-Pois bem. Não quero você perto da minha esposa.
-Lamento, mas nós trabalhamos juntos.
-Então não fique sozinho com ela.
-Olha, Chace, o que eu sinto pela Vanessa agora é carinho. Ela não me interessa mais como mulher, não precisa você se preocupar.
-Por que será que eu não acredito em você?
-Não sei. Por que a gente não volta e pergunta pra Vanessa? Ela deve saber a resposta.
-Eu não vou voltar com você. –Disse antes de lhe dar as costas.
-Chace, é serio. Nós precisamos voltar. –Disse o seguindo.
-Eu queria trazer a Vanessa aqui ontem, mas o jantar com vocês atrapalhou meus planos e claro, aquela maldita escola também. –Apontou.
-Eu trouxe ela aqui quando ela voltou e não aconteceu o que você está pensando. Ela sente falta daquele tempo, sem preocupações, só curtição, mas gosta da realidade.
-A primeira coisa que eu fiz quando ela aceitou viajar comigo foi vim aqui com um estilete e marcar essa árvore. –Aproximou-se de uma árvore e Zac lembrou-se de quando tinha marcado o seu nome e o de Vanessa nela. –Eu coloquei o meu nome por cima do seu e ficou bem melhor.
-Eu percebi.
-Eu não ia fazer isso, claro, mas a prefeitura negou o meu pedido para cortarem essa árvore e eu não tive escolha. Não podia deixar essas lembranças atrapalharem meus planos.
-Planos insanos você quer dizer.
-Bons planos.
-Você quer mesmo continuar com isso? Se você não tem mais o que fazer, eu tenho. Perdi um dia inteiro de trabalho procurando por você.
-Por que quis.
-Por que a Vanessa me pediu.
-Olha, Efron, o que você quer dando uma de bonzinho? Não pense que me engana com essa de amigo incondicional.
-Eu só quero a felicidade dela, ao contrário de você.
-O que você quer insinuar com isso?
-Não quero insinuar nada, os seus atos comprovam. Você afastou ela de mim sem se importar com o sofrimento dela.
-Era uma paixão boba de adolescente e como você mesmo disse, ela está feliz agora. Ela não precisa de você, nunca precisou.
-Você é muito cara de pau mesmo. Ela pode até estar feliz, mas a que preço? Quantas lágrimas ela não derramou pelo seu ato impensado?
-Pelo menos eu fui mais homem do que você e lutei por ela. O que foi que você fez mesmo? Ah, sim, nada. Me entregou ela numa bandeja de prata.
-Não foi bem assim. –Disse tentando se controlar. Sabia que Chace não estava bem de saúde, mas isso não deixava de ser uma afronta. Ele se arrependia de tê-la deixado partir tão facilmente, mas as circunstâncias favoreciam a Chace.
-Foi, você sabe que foi. Acho que você não a amava como dizia e que ela era apenas um capricho seu. Sabia que ela até que esqueceu você mais rápido do que imaginei?
-Bom pra você, mas eu não me importo.
-E a nossa primeira vez, nossa. Se algum dia ela gostou de você, ficou bem no passado. Eu tenho que te agradecer por tê-la deixando intacta pra mim. Agora, não sei se agradeço o favor ou a burrice. Como você conseguiu? Ela tem um corpinho tão pequeno e sexy...
-Chace, eu não quero saber. Considero isso uma falta de respeito com ela que não está presente.
-E ela tem umas curvas. –Continuou ignorando a repreensão de Zac. –Claro que ela era inexperiente no início, mas logo pegou o jeito.
-Chega. Eu não quero saber.
-Ah, não quer? Não seja mentiroso. Eu tenho certeza de que você já deve ter tido sonhos eróticos com a minha esposa. –Disse o empurrando de leve. –Confesse, eu sei que já.
-Chace, para. –Pediu se afastando.
-Você deve ter tentado algo a mais, mas ela como a santa que era, negou. –O empurrou de novo.
-Eu nunca a desrespeitei, pare com isso.
-Não minta. Eu sei que você já sonhou com isso, eu também já sonhei, mas claro que no meu caso virou realidade, já no seu... –Começou a gargalhar e Zac constatou que ele novamente delirava. –Confesse, Efron.
-Eu não tenho nada a confessar e mesmo se tivesse, você não é padre.
-Olha só, é comediante também? Que fofinho. –Lhe apertou as bochechas.
-Pare com isso. Eu não lhe dei liberdade para essas brincadeiras.
-Sério, Efron, de homem para homem: Você já quis ter a minha esposa na sua cama, não?
-Eu sei o que você está tentando fazer, mas não vai acontecer. E outra, eu já disse que acho isso uma falta de respeito com a Vanessa.
-Você quer, não é? O seu olhar ganha um brilho diferente quando você fala dela. Você a deseja, não é?
-Não, Chace, eu não...
-Não minta pra mim. Eu sou homem e sei muito bem o que você sente ao ficar ao lado dela. Eu consigo identificar o nervosismo e a animação que você sente. Você a quer, não é? –O empurrou mais forte.
-Não, eu não a...
-Não minta, eu já disse. –Gritou. –Escuta bem, Efron: Você pode desejá-la o quanto quiser, mas ela é somente minha.
-Não a trate como um objeto.
-Eu a trato como eu quiser. Ela é minha esposa e somente minha, entendeu? –O empurrou e Zac revirou com um soco. Estava farto das agressões físicas e psicológicas de Chace.
-Você é um imbecil. –Tentou agredir Zac, mas logo caiu em seus braços. A febre estava muito alta e ele sentia-se fraco.
-Eu não queria fazer isso, eu apenas... –Chace se mexeu em seus braços e ele o viu vomitar um líquido vermelho. –Você não está nada bem. Vamos logo para o apartamento. A Vanessa vai saber o que fazer com você.

[...]

-Vanessa, abre a porta. –Zac pediu batendo na porta com a mão livre. Ele e o porteiro tinham carregado Chace até o apartamento.
-Desculpa, eu tinha que terminar de arrumar algumas coisas para Chace. Entrem. –Pediu abrindo mais a porta e lhes dando passagem. –Deixem ele na sala mesmo. –Pediu e eles o deitaram no sofá. –O que houve com ele? –Perguntou notando o lábio magoado e a blusa manchada do marido.
-Quando eu o encontrei ele....
-Eu sei que ele vomitou, você já me disse isso. Eu quero saber o porque do lábio dele estar cortado.
-Tivemos uns desentendimentos e...
-Você socou ele? Você é maluco? Qual parte do “ele está doente e delirando” que você não entendeu? –Gritou avançando em Zac.
-Ele me provocou, Vanessa.
-Ele está delirando. Você não sabe o que é isso? Ele não está totalmente consciente dos seus atos.
-Eu não queria ter feito isso. Me defendi por reflexo.
-Reflexo? Não minta pra mim. Você é muito controlado para se defender por “reflexo”.
-Mas foi o que aconteceu. Se eu pudesse voltar atrás, eu...
-Mas você não pode. Você o provocou durante todo o almoço e o jantar e mesmo ele sendo explosivo, se controlou por mim. Você não poderia fazer o mesmo?
-Desculpa, ok? Eu já pedi desculpas pra ele também e...
-Não acho que suas desculpas vão mudar alguma coisa, então não.
-Vanessa, por favor...
-Senhor Juan, obrigado por sua ajuda. –Ela disse ignorando Zac.
-Tudo bem, senhora. Qualquer coisa me chame. –O porteiro disse antes de se retirar.
-Aproveita o embalo e vai embora também. –Ela disse se aproximando de Chace.
-Não, eu não vou te deixar sozinha. E se ele delirar novamente?
-Eu chamo o porteiro.
-Não, Vanessa. Eu sei que você está magoada e eu também estou me sentindo mal pelo que eu fiz. Eu vou ficar para te ajudar, você querendo ou não, afinal, você vai precisar de mim –Cruzou os braços e ela viu que ele estava falando sério.
-Amor? –Chamou o marido.
-Meu neném. –Ele disse acariciando o rosto dela, fazendo-a rir.
-Você está se sentido bem?
-Mais ou menos.
-Vamos tomar um banhozinho, hm? Eu preparei um banho bem gostoso pra você.
-Agora, amor?
-Agora sim. Está quase passando da hora de você tomar os medicamentos. Vem, vamos. –O puxou de leve.

[...]

-Ele já dormiu. –Ela avisou fechando a porta do quarto. –Você já pode ir.
-Eu não vou embora até ter a certeza de que ele está melhor.
-Eu posso lidar com o meu marido, não se preocupe.
-Bom pra você. –Disse se acomodando no sofá. –Podes me trazer uma coberta, por favor?
-Como? Eu não me lembro de ter te convidado para passar a noite aqui.
-Eu não preciso de convite. Se possível me traz aquele cobertor branco com bolinhas vermelhas.
-Tudo bem. –Disse depois de suspirar. Foi ao quarto e logo voltou. –Aqui. –Jogou o cobertor e um travesseiro nele.
-Obrigado.
-Qualquer coisa tem comida da geladeira.
-Qualquer coisa grite. –Disse e ela revirou os olhos voltando a se trancar no quarto.


-----x-----

Hey, girls. Lembram de mim? Quero pedir desculpas pela demora do capítulo. Eu comecei a escrever o capítulo na espera de mais comentários e depois fiquei sem ideias, mas contei com a ajuda da brilhantíssima Margarida Oliveira que me ajudou com o capítulo e por isso o capítulo é dedicado a ela. Eu só fiz a primeira parte, o resto foi com ela. Obrigado croma, de verdade ♥ A Margarida me ajudou bastante e eu acabei perdendo parte do capítulo o que me desanimou, mas consegui terminá-lo hoje. Espero que gostem e se tiverem erros, me desculpem. Eu vou tentar postar hoje em Bring The Pain e por isso a pressa. Obrigado a quem comentou.
Xx

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Capítulo 28

-Amor, já está pronta? –Chace perguntou batendo na porta do quarto.
-Sim, só estou colocando os brincos. –Ela respondeu. Segundos depois ela saiu pela porta do quarto deixando Chace boquiaberto. –E então?
-Está linda como sempre. –Disse passando as mãos pelos quadris dela. –Esse decote caiu muito bem em você. –Disse dando um beijo no colo dela.
-Obrigado, me sinto melhor se você pensa assim. –O beijou de leve. –Vamos?
-Vamos. –Assentiu. Eles entrelaçaram as mãos e saíram do apartamento em direção à garagem.
-Quando você vai pegar sua licença para dirigir? –Ela questionou ligando o carro.
-Nessa semana, eu espero. Não gosto de você dirigindo pra mim.
-Eu não me importo, o único problema é o salto alto.
-Mesmo assim eu não gosto. Você é minha mulher e não meu chofer.
-Você nem tem seu próprio carro ainda, amor. O que custa eu dirigir um pouquinho? Eu não atropelei ninguém até agora.
-Mas ia atropelando. –Recordou-se sorrindo.
-Você ainda se lembra disso? Ah não, amor. Eu ainda estava aprendendo poxa, e outra, o carro era trocado.
-Não era trocado, era inglês.
-Dá no mesmo.
-Não, senhora.
-Calado ou vai dormir no sofá.
-Está bem. E o que você tanto planeja, amor? Estou curioso.
-Não é nada de mais, neném.
-Então me diz.
-Pra que? Espere e verá.
-Eu amo seus joguinhos, mas esse está me matando, literalmente. Estou quase subindo pelas paredes.
-Quanto drama, amor. –Disse revirando os olhos.
-Drama? Eu sou homem, Vanessa, não é drama e sim necessidade.
-Tik, Tik.
-Nem vem, dona Vanessa. Eu percebi que a senhora está tão ou mais necessitada do que eu.
-Mas eu sei disfarçar bem.
-Bem mal, isso sim.
-O único que percebeu foi você que é meu marido.
-E o Alex...
-Que é perito em mulher.
-E o Zac.
-Ah, agora é Zac?
-É o nome dele, não é?
-Sim, é. –Disse sorrindo. –O Zac sabe por que me conhece tão bem quanto você, afinal, somos amigos há muito tempo. Fora vocês, nem as meninas sabem.
-Por que são bobas. As mulheres também sentem necessidades, mas agem como se fossem de ferro. Não existe universo mais complicado do que o feminino.
-Não exagere, Chace.
-Não é exagero, amor.
-Está bem, está bem. –Disse parando o carro. –Chegamos. –Disse tirando o cinto de segurança. Desceu do carro e entregou a chave para um empregado do restaurante. Entraram no recinto de braços dados. O local apesar de ser quatro estrelas, tinha um estilo boho.

-Olá, casal. Agora foram pontuais. –Alex comentou assim que eles se aproximaram.
-Não seja bobo. Agora vai ficar batendo nessa tecla? –Ela perguntou enquanto se sentava no sofá de couro seguida por Chace, ficando Chace, Vanessa, Zac, Ashley e Alex de um lado e Miley, Demi, Selena, Nina e Ian de outro.
-É, vou. –Respondeu dando de ombros.
-Enfim, eu tenho uma novidade. –Miley disse sorridente.
-O que aconteceu? –Vanessa perguntou curiosa.
-Bom, não é uma novidade minha e sim nossa.
-Então diga.
-Minha mãe me disse que a Details Magazine está planejando um ensaio bem sexy com algumas modelos, algo que choque o publico, mas não somente pela sensualidade e sim por ser algo fora de comum na carreira da modelo. Você já fez isso antes, mas não no nível da Details.
-Miley...
-Qual é, Vanessa. Eu me interessei e achei que você também se interessaria.
-Se você se interessou, por que não faz sozinha?
-Por que não, baby. E outra, eles podem reutilizar aquelas fotos que você desistiu de publicar.
-Eu vou pedir para o John se informar melhor sobre isso, mas acho que se ele ainda não me ofereceu é por que tem algo que eu não concordo.
-Se ele não ofereceu é por que você o proibiu de falar com você por duas semanas.
-Ok, Miley. Eu vou pensar nisso.
-Promete? De verdade?
-Sim. –Respondeu afirmando com a cabeça.


-Ótimo. Adorei esse batom vermelho, te deixa muito sexy.
-Obrigado, mas chega de falar em coisas sexy’s por hoje, ok baby?
-Ok. –Respondeu sorrindo.
-Então, cadê a Monique?
-Ela não conseguiu vir e pediu desculpas por isso. –Zac informou.
-Ah, tudo bem então.
-Vamos pedir? Estou com fome. –Ashley disse.
-Primeiro o sorvete e agora isso. Você vai acabar engordando, baby. –V disse.
-Se você que come tanto que nem pisca, só malha por uma hora e continua com esse corpo, por que eu que só me descontrolo raramente e passo duas horas na academia e uma hora e meia no pilates engordaria?
-Por que você só se descontrola raramente. Como já faz parte da minha rotina o meu organismo já se acostumou e queima as calorias rapidamente por que sabe que eu vou comer novamente em um curto período de tempo, mas o seu não e por isso você fica inchada quando come algo fora da sua dieta, por que o seu organismo não tem costume e é tão preguiçoso quanto você.
-Han?

-Esquece. Certas pessoas tem a beleza e não a inteligência. –Disse revirando os olhos.
-Vou tomar isso como um elogio. –Disse fazendo todos rirem. Chamaram um garçom que logo anotou os pedidos e se retirou.
-Eu adorei o vestido. –Demi comentou.
-Ah, obrigado. A secretária do Chace até que teve bom gosto. –Disse arrumando o decote do vestido.
-Amor, não começa. –Ele pediu.
-Começar com o que? Eu não fiz nada.
-Vanessa...
-O que é?
-“Por favor, nada de crises de ciúmes. Vamos todos jantar juntos e de maneira pacifica Tik?” –Repetiu numa tentativa falha de imitar a voz dela.
-Idiota. –Sorriu empurrando ele de leve.
-Também te amo. –A puxou para um beijo.
-Procurem um quarto. –Alex disse rabugento.
-Ah, agora é “procurem um quarto”? Não era você que queria vê sacanagem hoje cedo? –Demi perguntou.
-Sim, mas durante o dia. À noite situação se complica. –Ele respondeu se ajeitando na cadeira.
-Ah, se “anima” com mais facilidade, entendi. –Miley disse fazendo todos gargalharem, mas Ashley logo ficou séria. –O que foi, baby?
-Ah, nada. Eu vou no toalete, com licença. –Pediu se levantando.
-Aconteceu alguma coisa. –Nina comentou.
-Ah, não. –Vanessa disse fazendo cara de choro.
-O que foi, amor? –Chace perguntou preocupado.
-Aquele ali é o Scott? –Perguntou com os olhos fixos na outra mesa.

No toalete...

-Com licença. –Ashley disse pedindo passagem para se posicionar na frente do espelho.
-Claro, desculpe. –Uma mulher morena disse se afastando. –Espera, eu te conheço? –Ela perguntou fazendo Ashley se virar para ela.
-Acho que não.
-Como é o seu nome?
-Michelle. –Disse sem pensar duas vezes, e não era mentira, Michelle era o seu nome do meio.
-Ah, desculpe. Eu te confundi com alguém.
-Acontece. –Disse sorrindo falsamente e voltando a se olhar para o espelho desmanchando todo o penteado. A morena voltou a mexer no celular e ligou para alguém.
-Alô? Mãe? Sim, é a Anne. É, eu já cheguei no restaurante. Ele queria me levar no Pat's, mas estava lotado e eu agradeci por que eu odeio aquele lugar. Acho que deve significar alguma coisa pra ele já que na primeira noite que dormimos juntos nós jantamos lá. {...} É, ele disse que quer recomeçar do zero, mas não vai funcionar. Eu quero um próximo passo. {...}


–Não, não vou contar pra ele que eu abortei quando ele e aquela coisinha de pernas finas anunciaram o noivado. –Ashley deixou o batom cair na pia, mas logo se recompôs. –Ok, não se preocupe. Se o jantar não sair do modo que eu espero, eu vou planejar outra ocasião para contar que estou grávida de três meses. Eu vou mostrar para o Scott Spear que comigo não se brinca. –A morena ameaçou olhando para Ashley que estava tirando o excesso do batom. –Ok, me deseje sorte. –Disse antes de desligar. –Adorei esse batom vermelho, combinou com seu vestido. –Disse sorrindo.
-Obrigado. –Sussurrou.
-Algum problema? Ah, já sei. Está nervosa por que está num encontro com algum gatinho que você gosta.
-Na verdade é o oposto. Eu quero me livrar de um fantasma do passado, mas ele continua a me perseguir.
-Sendo assim te desejo sorte. Se for algum moleque ele vai se afastar. O seu cabelo solto combina melhor com o batom vermelho, assim passa o ar de mulherão. Você estava muito menininha com o rabo de cavalo e o gloss, mas estava linda.
-Obrigado. –Disse guardando o batom na bolsa.
-Bom, boa sorte para nós. –Disse pegando no ombro de Ashley e saindo em seguida. Maldito. Depois de fazê-la de trouxa quer recomeçar do zero com a amante. Miserável. Mas ela não ia mais chorar por ele. Enxugou as lágrimas e voltou para a mesa.

-Saí do meu lugar, Alex. –Ashley ordenou assim que se aproximou.
-Nossa, está linda baby. –Vanessa comentou.
-Foi no banheiro ou num salão de beleza? –Alex fez piada.
-Calado. –Ashley disse revirando os olhos.
-O que foi? Eu também quero uma transformação.
-Alex, chega. –Zac pediu. –Está tudo bem, Ashley?
-Por que não estaria? Só por que eu encontrei a amante e aparentemente atual namorada do Scott no banheiro? Está tudo incrível.


-Ashley... –Miley começou, mas logo foi interrompida.
-E por que não estaria? Só por que a amante que conversava no telefone com o que deveria ser a mãe dela disse que o Scott iria levá-la no meu restaurante favorito por que queria recomeçar do zero? E que por sinal é o mesmo restaurante que ele pediu a minha mão e pelo que ela disse é o que ele a levou para jantar antes da primeira vez deles. Por que eu não estaria bem depois de saber que ela estava grávida e abortou quando soube do nosso noivado? E por que eu deveria ficar mal depois de saber que ela está gravida de três meses e que por isso quer dar outro passo na relação deles? Por que eu ficaria mal? Por te sido feita de idiota por tanto tempo? Eu estou bem. –Disse com o rosto molhado pelas lágrimas.


-Ashley... –Vanessa disse sentindo a dor da amiga.
-Não me toca. –Pediu quando Alex tentou abraçá-la. –Eu estou bem, pessoal. Não precisa vocês se preocuparem comigo, eu estou ótima.
-Você quer um lenço? –Ian perguntou oferecendo o dele.
-Não preciso de nada que venha de vocês, homens. Eu tenho meus próprios lenços, obrigado. –Disse abrindo a bolsa e tirando de lá um pacote com dez lenços.
-Você carrega seus lenços? –Alex perguntou.
-Lógico que carrego. Eu choro o tempo todo. –Respondeu enxugando as lágrimas. –Eu sempre aparento estar feliz e satisfeita para as câmeras, mas é tão difícil. É só uma questão de tempo até descobrirem o porque do rompimento e eu não posso aparentar tristeza. Eu estou feliz e sempre estarei. –Disse respirando fundo. Alex tentou abraçá-la de novo. –Não me toca, eu já disse.


-Eu quero te abraçar.
-Não preciso da sua pena. Eu sou uma mulher forte e que pode lidar com isso sozinha. –V e Zac trocaram olhares antes dele puxar Ashley para seu colo. –Não, Efron. –Ele a abraçou com toda a força, fazendo-a pedir por ar. Vanessa logo se juntou ao abraço. –Estou sufocada. –Eles a soltaram e riram, enquanto Ashley ofegava.
-Nós amamos você. –Vanessa disse a abraçando de novo.
-Eu também. –Retribuiu o abraço.
-Eu também quero abraço. –Alex pediu.
-São homens como você que fazem mulheres como eu chorar, então não.
-Ashley!
-Eu não gosto de você. –Ela disse fazendo bico.
-Eu também não gosto de você, então. –Falou emburrado.
-Oh meu Deus, parem com isso. –Miley pediu revirando os olhos.


-Eu não gosto de você. –Ashley repetiu voltando para o lado de Alex.
-Sua feia. –Ele disse a puxando para um abraço.
-Desculpa a grosseria, mas é que é verdade.
-Eu sei.
-E Ian, desculpe também. –Ela pediu olhando pra ele.
-Tudo bem, eu entendo. –Sorriu. O garçom se aproximou e serviu a comida. –Na hora certa. –O jantar ia bem até que Vanessa se irritou com o fato de Zac não largar o celular.
-Zac, solta esse telefone. Estamos jantando.
-Um segundo. –Disse digitando a mensagem.
-Com quem é que você tanto conversa, Efron? –Perguntou tirando o celular da mão dele e olhando no visor. –Jamie Chung? –Perguntou olhando pra ele.
-O que tem de errado? Não foram vocês mesmos que ficavam dizendo que eu devia sair com alguém e arranjar uma namorada? E não foi você mesma que hoje estava esfregando na minha cara que ia sair da seca e eu não? O que tem de mal em eu sair com ela?
-Ela é uma oferecida.
-O que não é ruim, afinal, não vou precisar me esforçar muito.
-Você está andando muito com o Alex, e outra, você não vai sair com ela.
-Sim, eu vou.
-Não, não vai. Como ela conseguiu seu número?
-Não faço a menor ideia e essa é uma das coisas que eu vou perguntar pra ela hoje.
-Hoje? –Os amigos perguntaram em conjunto.
-É, hoje. Depois do jantar eu vou me encontrar com ela.
-Não, você não vai. –V disse.
-Sim, eu vou.
-Não vai. Lembra que a sua mãe me deu total autoridade para mandar em você?
-Mas você não é mais minha namorada. –Disse pegando o celular de volta.
-Sou ex e por isso a autoridade dobra. Você não vai e pronto.
-Eu vou, Vanessa, e acabou a conversa.
-Não vai. Se quer sair da seca, contrata uma prostituta, mas sair com ela, você não vai.
-Você não manda em mim.
-Mando sim, senhor. Não vai e pronto.
-Vanessa...
-Zachary!
-Faz o favor de tirar logo o atraso dela? –Perguntou olhando pra Chace. –Só assim pra ela deixar de ser insuportável.
-Eu não sou insuportável e você não vai.
-Eu não sou mal educado, Vanessa. Eu já aceitei e eu vou.
-Não, não vai. –Disse pegando o celular dele. –Você vai cancelar. –Ele tentou pegar o celular de volta, mas ela se jogou para o lado de Chace.
-Vanessa, o que você vai fazer?
-Cancelar, ué.
-Isso só vai piorar as coisas. –Alex disse. –Mulheres como ela não desistem tão facilmente.
-Problema dela, ele não vai. Se alguém tem que se dar bem hoje, esse alguém sou eu e não ele.
-Mas você é egoísta mesmo. –Zac disse, fazendo todos rirem.
-Também amo você. –Disse devolvendo o celular pra ele.
-Qual a senha? –Perguntou assim que destravou o visor.
-Não interessa. –Disse abraçando Chace. Ele respirou fundo e deu um gole no vinho.
-Sabe de uma coisa, Chace? –Zac começou depois de alguns minutos em silêncio. –Você deve estar pensando que a tal surpresa é em outro lugar por que quando vocês saíram do apartamento, tudo estava normal, mas a Vanessa pagou duas empregadas para arrumarem tudo e quando vocês chegarem...
-Cala a boca, Zac. –Ordenou tentando fazer ele parar de falar, mas ele segurou os braços dela e continuou.
-Quando vocês chegarem, o apartamento vai estar com algumas velas aromatizantes...
-Para, Zac.
-... e no quarto vai ter um coquetel de frutas para vocês dois e chocolates espalhados pela cama...
-Zac, por favor.
-E a lingerie...
-Chega. –Gritou. –Sai com essa oferecida, eu não ligo. –Bufou. Ele a soltou e ela deu um tapa nele.
-Ei. –Esfregou o braço.
-Ninguém mandou estragar a minha noite.
-Foi você que começou. –Puxou o cabelo dela.
-Parem os dois, que coisa. Vocês são adultos, por favor. –Ashley disse revirando os olhos.
-Você também não fala nada por que não me ajudou. –Vanessa disse.
-Queria que eu fizesse o que?
-Qualquer coisa é melhor que nada.
-Chace, quando chegar em casa finja surpresa. –Disse olhando pra ele. –Satisfeita? –Olhou pra Vanessa que apenas revirou os olhos.
-Qual a senha? –Zac perguntou.
-Se vira. –Ela respondeu dando uma garfada na salada. –Ele revirou os olhos e digitou uma senha e logo sua tela apareceu desbloqueada. –Como você é óbvia.
-Calado. –Disse o beliscando.
-Eu pretendo ficar marcado essa noite, mas não desse jeito. –Disse a empurrando de leve.
-Mais uma infantilidade de vocês e eu vou mandá-los para a área das crianças. –Ashley ameaçou.
-Desculpa. –Falaram em conjunto.

[...]

-E então, vão querer o que de sobremesa? –Alex perguntou assim que o garçom se aproximou.
-Uma torta de maçã. –Ashley disse.
-O mesmo pra mim. –Miley disse.
-Eu quero bolo de chocolate. –Selena disse.
-Eu quero uma torta de limão. –Demi disse passando o cardápio para Nina.
-Uma torta de amora. –Nina disse.
-O mesmo para mim. –Ian disse.
-Eu vou querer um bolo de chocolate também. –Alex disse.
-Um bolo de cenoura. –Zac pediu.
-Um mousse de chocolate para mim. –Vanessa disse. –E você, amor?
-Um mousse de maracujá. –Ele respondeu beijando a testa dela.
-Os ricos querem ser os diferentes. –Alex disse fazendo piada.
-Óbvio. Se eu quiser alguma torta ou bolo, pego de vocês, ué. –Vanessa disse.
-Minha que não. –Ashley disse.
-Amiga da onça. –Fingiu espanto.
-“Joe não divide comida”. –Repetiu uma das frases do seriado Friends, fazendo todos rirem.
-Idiota. –Disse revirando os olhos. A sobremesa logo foi servida e Vanessa de vez em quando roubava o pedaço de alguém.
-Come o seu mousse e deixa meu bolo e paz. –Selena disse fazendo todos rirem e Vanessa lhe dar língua.
-Sua chata. –Disse olhando para o mousse do marido.
-Você quer, amor? –Ele perguntou e ela acenou com a cabeça. –Toma. –Disse dando uma colherada para ela. –Gostou?
-Está um pouco azedinho, mas está bom. Quer o meu? –Ofereceu.
-Não, obrigado. Estou numa dieta sem chocolate.
-Ah, não amor. Por que isso agora?
-Eu não sei. Criei uma alergia, não sei bem. Fico todo vermelho se como chocolate.
-Já foi no médico?
-Já e ele disse para evitar e se caso acontecer, ele passou uns medicamentos para serem tomados num período de 24 horas depois de ter ingerido.
-Ótimo. Amanhã eu compro os medicamentos pra você.
-Eu não gosto de tomar medicamentos.
-Eu sei, mas uma vez não vai te matar.
-Amor...
-Não vai ser um Zac da vida e estragar meus planos, não é?
-Eu vou pensar. Se você se comportar direitinho, quem sabe.
-Bobo. –O beijou.
-Aw, o amor é lindo. –Miley disse melancólica.


-Nada de melancolias, baby. –Demi falou revirando os olhos.
-Se a Vanessa parasse de se esfregar no Chace, quem sabe.
-Miley, cala a boca. –Vanessa pediu.
-Quero um homem também.
-Começou... –Ashley disse revirando os olhos.
-É sério, eu tenho minhas necessidades, sabe? Preciso... mas ninguém me quer.


-Por que será, hein? –Selena perguntou.
-Cala a boca que você está no mesmo barco que eu.
-Quem disse?
-Como é que é, Selena? Você está de olho em alguém? Pode me contar tudo. –Ashley disse.
-Eu não disse isso.
-Disse sim.
-Não disse não. Eu só perguntei quem foi que disse que estou no mesmo barco de rejeitadas que ela. Eu tenho meus admiradores, mas apenas isso.
-Sei, dona Selena, sei. Estou de olho em você. É muito nova pra isso ainda.
-Eu sou nova? Eu sou mais velha do que a Miley.
-Alguns meses. –Miley se defendeu.
-Mesmo assim sou mais velha. Eu posso namorar sim.
-Você é um bebê. –Ashley insistiu.
-Eu tenho dezenove anos.
-Grande coisa. Não pode beijar ainda
-Você já fazia coisas piores do que beijar aos seus dezenove, dona Ashley, muito piores.
-Eu sou exceção.
-Mas e a Vanessa? Já era casada aos dezenove.
-Uma em um milhão, fora que ela sofreu muito.
-Ah, sofreu? –Chace perguntou olhando para a esposa.
-Lógico. Saiu do país de origem e foi morar em outro continente com outra cultura, longe dos amigos e familiares.
-Não foi de todo mal. –Vanessa disse. –Eu tive boas experiências e amadureci...
-Não, não. Você sofreu, entendeu? Sofreu muito. –Olhou pra Vanessa arregalando os olhos.
-Ah, claro, sofri demais. –Entrou no jogo da Ashley.
-Não sejam patéticas. –Selena pediu.
-Espera um segundo. –Vanessa disse. –Você disse que nem pretendente tem, mas quer se comparar a mim que sou casada. Conte essa história direito, Selena. Quem é o cara?
-É, pode começar a falar. –Zac disse tirando o cinto, fazendo todos rirem. –É sério, mocinha.
-Não é ninguém, gente. Parem com isso. –Selena disse corando.
-Hm, sei. Vou começar a prestar mais atenção na mídia. –Nina disse.
-Vamos embora logo? Eu estou exausta. –Disse tentando mudar de assunto.
-Hmmmmm. –Os amigos fizeram.
-Parem com isso. Cadê o garçom? –Todos gargalharam. Chace pediu para pagar a conta novamente, mas eles não concordaram e assim cada um pagou sua respectiva conta.


-Então, nos vemos amanhã? –Ashley perguntou abraçando Vanessa perto da porta.
-Talvez. Depende de como eu vou acordar.
-Hmmm.
-Não é isso, sua imoral. Se eu acordar primeiro eu vou pra academia, mas se ele acordar primeiro eu vou malhar lá no prédio mesmo.
-Sei, sei. Tudo bem, então. Qualquer coisa me manda sms.
-Pode deixar.
-Tchau tchau e pense bem, hein? –Miley disse se aproximando e abraçando-a.
-Pode deixar, Miley. Se não for muito incomodo, pede pra Tish me enviar um e-mail com as informações necessárias pra eu analisar pessoalmente. Já neguei o ensaio com a Nylon Magazine; não quero o John dizendo que estou querendo controlar o trabalho dele.
-Eu vou falar com ela, não se preocupe. Você deveria trocar de assessor.
-Estou pensando nisso, mas não quero ser injusta. Ele é bom no que faz, só que exagera as vezes.
-Controla ele, ué.
-Tudo bem, vou pensar nisso. Até depois, baby. –A abraçou. –Ah, droga. –Disse enquanto Scott se aproximava. Miley logo se afastou com Ashley.
-Vanessa, eu posso... –Scott começou.
-Não, não pode. –Disse virando as costas.
-Vanessa...
-Não me toque, seu imoral.
-Eu só quero conversar.
-Eu não tenho nada pra conversar com você.
-A Ashley eu até entendo, mas você...
-Você é um cafajeste. O que eu teria para conversar com você?
-Eu quero me desculpar, é só isso.
-Não é a mim que você tem que pedir desculpas.
-Eu sei, mas ela não me ouve.
-Você não a procura.
-Eu tento, mas ela foge de mim.
-Então deixe as coisas como estão, Spear. Mantenha distância dela.
-Mas eu preciso me desculpar.
-Ela não precisa das suas desculpas e nem nada que venha de você. Ela já mandou todas as suas coisas para a sua casa mesmo a Miley tendo tentado queimar tudo. O mínimo que você pode fazer é respeitar a vontade dela e não se aproximar.
-Eu só quero conversar com ela por dois minutos, entende? Pedir perdão e dizer que eu amo ela apesar de tudo.
-Não seja cínico. Quem ama não faz o que você fez.
-Eu tive as minhas razões.
-Que razões? Você é um idiota, um imbecil, um hipócrita que não merece nem o chão que pisa.
-Escuta aqui...
-Escuta aqui o que, Spear? –Zac perguntou se aproximando. –Brigue com alguém do seu tamanho.
-Ela que está me provocando.
-Ela está defendendo a amiga dela. Se você não quer que eu parta a sua cara, é melhor você voltar para a sua mesa. Eu não sei por quanto tempo elas vão conseguir segurar o Alex. –Disse insinuando com a cabeça e Scott viu Alex ser segurando pelas meninas.
-Eu só preciso dizer para a Ashley que eu sinto muito.
-Ah, claro. Mas você sente muito por tê-la traído ou por ter sido descoberto?
-Efron...
-Não tente me ameaçar. Você não tem moral e nem condição para fazer isso. Você está em minoria e o Alex mesmo sendo mais baixo do que você, sempre foi mais forte.
-Eu preciso conversar com a Ashley, você tem que entender.
-O que você quer dela? Todos os presentes que deu a ela? O anel de noivado? Se for isso, não se preocupe, eu peço pra ela. –Scott ficou calado. –É isso, não é? Você quer o anel de volta.
-Se não vamos nos casar, eu...
-Não precisa me dar explicações. Eu vou cuidar disso, mas some da minha frente agora. –Disse tentando avançar, mas Vanessa o segurou.
-Não, nada de brigas aqui. –Ela disse segurando os punhos fechados de Zac enquanto usava o peso do corpo para mantê-lo no lugar. –Scott, volta para o seu lugar. Eu ligo pra você quando pegar o anel de volta, mas agora saí daqui. –Ele acenou com a cabeça e voltou para a mesa onde Anne o esperava. –Zac, se controla. Você não pode brigar com ele. Nada de escândalos aqui ou em qualquer lugar. –Disse se virando para ele. –Respira fundo. –Ele obedeceu. –Isso, relaxa. Melhor?
-Estou, obrigado. –Beijou a testa dela.
-Eu só fiz o que é certo.
-Eu quero vê como que vamos conseguir o anel de volta.
-Nós damos um jeito depois, mas não conversa sobre isso com ela por enquanto. Ela precisa se recuperar antes de ter outra decepção. Eu vou pensar em como abordá-la sobre isso.
-Eu vou procurar um meio de procurar o anel nas coisas dela.
-Qualquer coisa, me fala.
-Você também. –Ele sorriu e se abraçaram. –Não sei porque, mas sinto que estou sendo metralhado pelo olhar de alguém. –Sussurrou entre os cabelos ela. Ela olhou por cima do ombro dele e viu o marido nada contente.
-Acho melhor nos separamos.
-Chace?
-Sim. –Ele revirou os olhos e se separou dela. Vanessa se encaminhou para Ashley que estava perto da porta e Zac foi procurar o Alex. –Qualquer coisa me liga. –V disse abraçando Ashley pela última vez.
-Pode deixar. –Ela concordou. –Tchau, Chace e obrigado por continuar a dividir a Vanessa. –Disse o abraçando.
-Eu que agradeço por terem cuidado dela, apesar dos momentos de chatice. –Disse fazendo todos rirem e a esposa lhe dar língua.
-Cadê o chofer que não volta com os nossos carros? –Ashley perguntou resmungando.
-Devem ser os paparazzi. –Nina disse. –Ainda bem que eu não sou famosa e não passo por isso diariamente.
-Ainda não, dona Nina. –Miley disse.
-Não me jogue pragas, menina. –Disse fazendo todos rirem.
-O que foi, amor? –Vanessa perguntou ao marido que estava emburrado.
-Nada, neném. Só estou cansado. –Respondeu no mesmo tom.
-Eu te conheço. Está chateado?
-Não, amor. Estou cansado. –Sorriu e a beijou.
-Casal, não é por nada não, mas algumas pessoas estão adorando esse momento. –Selena disse.
-Acho que eles não escutaram. –Miley disse quando Vanessa aprofundou o beijo.
-Eita que o fogo é dos infernos. –Demi disse.
-Estão chamando a atenção, parem já com isso. –Ashley pediu os sacudindo.
-Ai, Ashley. –Vanessa resmungou pondo a mão na boca. –Você fez ele morder minha língua.
-Bem feito. O carro de vocês já chegou. Quanto vocês pagaram? –Semicerrou os olhos.
-Não pagamos nada, simplesmente fomos os últimos a chegar. Adiós. –Disse entrelaçando a mão na do marido e saindo pela porta. Logo foram atacados pelos paparazzi. Vanessa foi para o lado do motorista enquanto Chace se irritava a cada pergunta dos paparazzi.

[...]

-O que foi, amor? Está se sentindo bem? –Perguntou preocupada. Ele não tinha dito nenhuma palavra desde que entraram dentro do carro.
-Esses paparazzi...
-Apenas ignora, amor. É o melhor. Eles querem que percamos o controle mesmo para ter um escândalo. Apenas ignora, não há nada melhor.
-Vou tentar. –Disse respirando fundo.
-Você está se sentindo bem? Está com as mãos frias. –Disse segurando na mão dele.
-Estou nervoso.
-E por que?
-Não sei. Estou com um frio na barriga desde que saímos do restaurante.
-Comeu algo que não te fez bem?
-Não é isso, amor. É que... lembra da nossa primeira vez?
-Lembro, mas o que isso tem a ver?
-Estou me sentindo como naquela noite, não sei por que. Estranho, não?
-Um pouco, mas se você for tão incrível como foi naquela noite... –Suspirou.
-Amor...
-O que foi? Só comentei. –Disse parando em frente a garagem.
-Isso não ajudou em nada.
-Você vai se sair bem, relaxe. –Apertou a perna dele.

[...]

-O Zac estragou a surpresa, mas bem, ainda podes aproveitar. –Ela disse destrancando a porta.
-Olá, Vanessa. –Uma das vizinhas de Vanessa a cumprimentou assim a viu.
-Olá, dona Susana. –Disse fechando a porta.
-O que foi, amor? –Chace perguntou percebendo a grosseria da esposa.
-Digamos que ela é uma das pessoas mais fofoqueiras do prédio e eu prefiro manter distância. –Comentou retirando os saltos.
-Entendi.
-Ela usa o truque de “vizinha,você pode me emprestar uma xícara de açúcar” para entrar nos apartamentos e descobrir o que se passa entre cada um. Sempre que Zac ou Alex vinham me visitar, ela pedia açúcar e perguntava se eu estava acompanhada e tentava olhar no quarto.
-Hm. –A puxou e beijou-a no pescoço, fazendo-a se derreter nos braços dele.
-Amor... Não quer ver como o quarto ficou antes? –Perguntou perdendo os sentidos a cada beijo que recebia.
-Não, eu não quero vê nada. –Disse a beijando. Finalmente tinha a esposa em seus braços novamente e podia matar a saudade como queria. Os beijos foram ficando cada vez mais quentes e logo os dois cederam aos desejos.

[...]

-Há tempos que não me sentia tão amada e desejada. –Ela comentou enquanto ele lhe beijava a testa.
-Você é a mais doce e bela das mulheres, não tem por que se sentir menosprezada.
-Eu amo você. –Declarou fazendo carinho nos cabelos do marido.
-Você não sabe o quanto me deixa feliz a cada gesto de carinho e a cada palavra doce. Realmente valeu a pena tudo o que passamos. Amo-te tanto, morena.
-Não mais do que eu. –Disse ficando por cima dele.
-O que vais fazer?
-Agora é a minha vez de comandar. –Disse desembrulhando um chocolate que estava perto da cabeça do marido. Deu uma mordida e logo ofereceu há ele. –Você precisa de forças, baby. A noite está só começando. –Disse antes de beijá-lo.

-----x-----

Está aí mais um capítulo. Desculpem a demora e aos danos psicológicos que causei com esse chamego Chanessa haha. Eu me empolguei demais e esse capítulo saiu nessa monstruosidade, desculpem lol. Desculpem meninas, mas Chanessa vai durar um pouquinho mais. Sim, Paula, todas preferimos Zanessa, porém vocês vão ter que esperar um pouquinho. Se tiverem erros de digitação, peço desculpas. Acabei de terminar o capítulo e estou sem tempo de corrigi-lo.
Xx

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Capítulo 27

-Vamos, amor. Você está muito devagar e nós já estamos atrasados. –Vanessa dizia tentando segurar a parte inferior do vestido que estava sendo levantada pelo vento forte do estacionamento.
-Estou com dor nas costas, neném. –Chace resmungou dando a volta no carro.
-Seria melhor se você não tivesse feito conexão em Londres. Agora suas costas sofreram um dano duplo.
-Só preciso de uma massagem para ficar novinho em folha. –Disse entrelaçando a mão na da esposa.
-Sei. –Disse lhe dando um beijo no canto da boca. Eles entraram no restaurante e Vanessa logo avistou os amigos. –Olá. –Disse animada cumprimentando todos que estavam na mesa. –Amor, esse é o pessoal. Pessoal, esse é o meu amor. –Disse meiga.
-Vocês demoraram demais, eu já estou com fome. –Alex disse antes de todo mundo. –Espero que tenham chegado ao orgasmo. –Disse se levantando fazendo todos rirem.
-Amor, esse é o Alex. –Ela apresentou negando com a cabeça.
-Em carne e osso. –Disse estendendo a mão.
-Mais osso do que carne. –Ashley disse e Vanessa logo se virou. –Tcharam. –Disse abrindo os braços.
-Oh meu Deus, sua vadia, que saudades. –Gritou antes de abraça-la. –O que é isso na sua cabeça? Cadê a água oxigenada baby?
-Estou natural, baby. Uhu. –Gritou rindo.
-Você está linda.
-Eu sou linda, dã. –Disse fazendo os amigos rirem. –Deixa eu me apresentar: Ashley Tisdale, a mais talentosa e bela amiga da sua esposa. –Disse estendendo a mão para Chace, que se espantou com tanta “honestidade”.

-Modesta. –Zac comentou sorrindo.
-Sempre. –Ashley concordou sentando no seu lugar. Os outros logo se apresentaram e Chace e Vanessa tomaram seus assentos entre Alex e Monique.
-Então, como foi a transa? –Alex perguntou.
-Alex. –Monique o repreendeu.
-Que foi? Quero saber, afinal, eu fiquei esperando aqui.
-Não transamos, Alex. –Vanessa disse revirando os olhos.
-Não?

-Não.
-Vocês me fizeram de besta?
-O Chace está cansado e...
-Não venha por a culpa em mim. Eu queria e ainda quero, mas você se negou. –Chace disse se defendendo.
-Vanessa broxa. –Miley comentou fazendo todos rirem.
-Eu tenho planos, é diferente. –Se defendeu.
-É bom ser um bom plano. –Chace disse olhando o cardápio. –Ótimo, na verdade.
-Eu sei o que estou fazendo.
-Ele está na seca há quase três meses, Vanessa, qualquer coisa serve. –Miley disse revirando os olhos.
-Eu sei o que é e achei bem criativo. –Ashley disse defendendo a amiga.
-Eu achei monótono. –Zac disse.
-Você é o melhor amigo gay, suas escolhas sempre são mais exageradas. –Miley explicou.
-Eu não sou gay.
-Quando está com a Vanessa, parece. –Alex disse rindo do amigo.
-Ela também parece uma prostituta, mas nem por isso é uma. –Disse apontando.
-Está chamando minha esposa de prostituta? –Chace perguntou olhando pra ele.
-Não, estou chamando a Miley de prostituta, mas a Vanessa também é uma. –Respondeu sem hesitar.
-E eu também. –Ashley disse sorrindo.
-Bêbada até a Demi é uma. –Alex concordou gargalhando. –Cadê o garçom? –Perguntou antes de gritar. Um garçom se aproximou e eles logo fizeram os pedidos. Quando ele se retirou, Alex continuou com as perguntas indecentes. –Como assim você não afogou o ganço, Chace? Eu na sua pele teria feito a força.
-Ela não me deu oportunidade. Nem se trocou na minha frente pra matar a saudade de longe. –Fez biquinho olhando pra esposa que apenas revirou os olhos.
-Mas na boa, ela estava atacada nesses últimos dias e eu podia jurar de pé junto que ela pularia no seu pescoço assim que te visse no LAX.
-Eu também pensei isso. –Zac disse fazendo ela corar.
-Calem a boca. Vocês são meus amigos ou o que? –Ela perguntou fingindo estar brava.
-Somos o que. –Zac e Alex responderam juntos, fazendo todos gargalharem. –Amigos servem pra essas coisas também. –Zac continuou.
-Seu marido parece ser um cara legal. Vou te dedurar. –Alex ameaçou.
-Nãããão, por tudo que é mais sagrado. –Fez drama, fazendo todos gargalharem.
-Essa garota... –Alex começou com o drama. –Ela é terrível. Me arrastou pra Victoria's Secret.
-Você gostou, nem vem.
-Um pouco, eu confesso. Você até que é gostosinha, baby, mas é amiga e eu nem pude me animar muito. –Falou desolado.
-Como é? –Chace questionou olhando para o loiro que estava ao lado da esposa.
-Ela não é feia, cara. –Comentou fazendo todos rirem.


-Ele consegue os melhores descontos e as melhores peças, amor. Tem umas funcionárias que só trazem bomba, mas com o Alex isso não acontece já que ele paquera elas. –Vanessa explicou beijando o pescoço do marido.
-Mas eu também não vou mais, já que a que eu mais gostei você rejeitou. –Alex continuou.
-Era vulgar demais.
-Exatamente. –Ela revirou os olhos.
-Chace não gosta de vulgaridade. –Olhou para o marido.
-De vadia já basta a sua cara, entendi. –Falou antes dela beliscá-lo. –Aí, eu só comentei.
-Mais respeito.
-Você já tem peito.
-Alex. –Ela disse gargalhando. –Você está terrível hoje.
-É a verdade, ué.
-Enfim. –Miley disse. –O que você achou das fotos sensuais que ela fez, Chace?
-Prefiro não comentar. –Respondeu sorrindo. –Ela está muito saidinha pro meu gosto. –Disse olhando para a esposa.
-Você mereceu. –Passou um braço pelo pescoço dele.
-Então quer dizer que toda vez que nós discutirmos, você vai tirar fotos vulgares?
-Não eram vulgares e sim sexy's, e claro que vai depender da briga.
-Mais é uma cachorra mesmo. –Disse a puxando para um beijo.
-Guardem essa animação para o quarto, por favor. –Demi pediu cobrindo os olhos com as mãos.
-Que nada, eu quero vê sacanagem mesmo! –Alex exclamou fazendo eles se separarem rindo. –Ah.
-Você não presta. –Vanessa afirmou negando com a cabeça.
-Presto sim e como presto. –Falou arrancando gargalhadas de todos.
-Amor, o Alex não presta. Ignora tudo o que ele disser ou fazer. –V pediu acariciando o rosto do marido. –Isso não é nem a metade.
-Fuja enquanto é tempo. –Ashley concordou sorrindo.
-Olha quem fala. –Alex exclamou. –Quem estava comentando das possíveis posições que eles estariam fazendo era você. –Apontou.
-Nada disso. Eu estava comentando o que li numa revista. –Falou antes de gargalhar.
-Que revista, Ashley Michelle Tisdale? –Vanessa perguntou boquiaberta.
-Era uma de relacionamentos que estava no avião que eu peguei enquanto ia para Miami. Falava dos gênios dos casais e das posições mais comuns de cada um, além dos signos e etc.
-Estou achando que não era revista e sim o livro Kamasutra. –Demi comentou arrancando gargalhadas de todos.
-Nada disso, baby. Era revista sim. –Ashley se defendeu.
-Sei, sei. E quem assinava em baixo?
-Uma doutrora cujo nome esqueci.
-Claro, só importava as posições. –Ian disse fazendo todos, menos Ashley, rirem.
-Para que eu vou querer saber o nome de uma sexóloga barata? Nem homem eu tenho mais.
-E eu aqui? Já está me negando, sua vadia? –Alex perguntou.
-Você entendeu, baby. –Disse mexendo no celular.
-Ah, não. Nada de melancolia. Quem é que precisa de homem afinal? –Vanessa perguntou tentando animá-la.
-Você é a pessoa menos indicada para falar algo, baby. Você é casada.


-E dai? Eu passei grande parte da minha vida solteira e posso afirmar que posso ser feliz sem homem nenhum.
-Aham, e você chorava por que mesmo? Saudades, não era? –Zac perguntou fazendo ela encará-lo.
-Não atrapalha, baby.
-Eles estão certos, Vanessa. –Miley disse. –Eu sim sou indicada pra dizer algo, afinal, estou há quase cinco meses sem homem nenhum.
-Só cinco? –Demi perguntou arqueando a sobrancelha. –Mas você e o Liam...
-EPA. –Miley gritou interrompendo-a.
-... Você e aquela pessoa que não se pode dizer o nome, estão separados a mais tempo. –Demi disse revirando os olhos.
-Eu sei disso, mas eu disse “sem homem nenhum” e não “apaixonada” ou algo que envolvesse sentimento.

-Depois que eu digo que é uma vadia, ninguém me leva a sério. –Zac fazendo todos rirem e Miley se levantar dando a volta na mesa para se sentar no colo dele, fazendo todos gargalharem.
-Você me ama, baby. –Ela falou.
-Você merece mais do que isso, baby. –Ele disse sincero.
-Me contento com você.
-Acontece que eu não troco fraudas.
-Eu não sou nenhuma criança e você sabe muito bem disso. –Falou provocante.
-Hmmmmmmmmmm. –Demi e Selena fizeram se olhando; Alex assobiou; Ashley, Monique e Chace gargalharam; Vanessa, Nina e Ian apenas negaram com a cabeça.
-Olha a falta de vergonha, mocinha. –Vanessa comentou.
-Você já teve a sua oportunidade, agora é a minha vez. –Miley respondeu fazendo todos rirem.
-Sai fora, baby. –Zac brincou dando um tapa na coxa dela.
-Ih, paparazzi. –Ashley disse pondo o capuz do moletom e todos olharam na direção da janela.
-Sai, Miley, ou vão comentar. –Zac pediu e ela levantou do colo dele encarando os paparazzi.
-Não encara, baby, por que se não a legenda vai ser “Miley ficou irritada quando percebeu a presença de paparazzi e se afastou do seu atual namorado”. –Ashley aconselhou.
-Mais publicidade para a Destiny Hope. –Ela comentou dando de ombros.
-Mais paparazzi na porta da minha casa e eu não quero isso. –Zac disse.
-E seus pais, como estão? –Ashley perguntou tentando mudar de assunto.
-Na mesma. Querem passar o natal juntos na casa da vovó no Tennessee, mas eu não acho que seja uma boa ideia.
-E por que não? –Nina perguntou.
-Eu acho que se eles querem se separarem, que façam logo. Nada de continuar convivendo juntos como se nada estivesse acontecendo. E se eles tiverem uma recaída, só pioraria as coisas por que eles já estão decididos. –Desabafou com os olhos marejados.
-Sempre há uma esperança, baby. –Vanessa disse.
-Você não tem pais separados, baby, não sabe o que é isso. De longe eu e meus irmãos percebíamos que ia acabar acontecendo e eles já estão decididos.
-Pior que é verdade, baby. –Demi concordou. –Eu me lembro de quando meus pais se separaram e por mais que ele tentasse voltar atrás, minha mãe já estava decidida. Se um já tem a ideia formada, nada pode mudar isso, agora imagine os dois.
-Se é a mulher que decide, aí que as coisas são definitivas mesmo. –Selena comentou.
-Vocês me subestimam demais. –Vanessa disse negando com a cabeça. –Posso não ter pais separados, mas sou casada. O que vocês sabem sobre isso? Já passei por crises no meu casamento, mas conseguimos dar a volta por cima.
-Mas você abortou. –Miley exclamou.
-Não voltei somente pelo aborto. Eu poderia usar essa desculpa para ir embora e juiz nenhum se negaria a me dar o divórcio, mas eu preferi ficar e lutar pelo meu casamento. Eu conversei com sua mãe e por mais que ela pareça decidida, algo me diz que ela vai acabar reconsiderando. O olhar dela me passou essa imagem, e outra, seu pai está mudando também.
-Se ela voltar, vai ser pelos filhos.
-Nada disso. Ela ama vocês, mas não faria isso se soubesse que sofreria ainda mais, por que vocês sofreriam junto com ela. Tenha fé, Miley.
-Eu não quero me iludir, Vanessa. –Comentou enquanto uma lágrima rolava pelo seu rosto. –Dói, baby. Por mais que eu tente ser forte, dói. São meus pais e só de imaginar que a Noah não vai ter a infância que eu tive, com os dois juntos e felizes...
-Calma, baby. Espere e verá que tudo pode mudar. –Disse indo abraçá-la. Depois de alguns minutos, a comida chegou e eles comeram enquanto conversavam sobre o trabalho de Chace.
-Meu Deus, chega de falar de trabalho! –Ashley exclamou.
-Homens. –Vanessa disse revirando os olhos.
-Mas é o trabalho do seu marido que paga seus luxos, dona Vanessa. –Alex disse antes de dar um gole no Whisky.
-Eu não vivo no luxo, senhor Alex.
-Ah, não?
-Não. Hoje por exemplo: quem arrumou aquele apartamento e limpou foi eu.
-E a empregada? –Monique perguntou.
-Nos domingos eu acordo tarde, então ela só vai no período da tarde, mas como Chace estaria em casa, preferi dispensá-la.
-Ah, você tem medo da Julie querer fisgar seu marido? –Alex perguntou zombeteiro.
-Não, seu traste. Chace tem alergia a poeira e eu não queria levá-lo ao hospital no primeiro dia em L.A.
-Uhum, sei. A Julie é gatinha mesmo, tem umas coxas...
-Cala a boca, Alex.
-Alergia a poeira? É doença de burguês ou é frescura mesmo? –Miley perguntou sem papas na língua.
-É doença, Miley. –Vanessa respondeu antes de revirar os olhos. –Ele tem a imunidade baixa e isso só piora com as diversas viagens e mudanças drásticas do clima, fora o fato de que ele não toma nenhum medicamento. –Ela disse olhando para o marido.
-Não preciso de medicamentos. –Ele disse antes de beijar pescoço da esposa.
-Não, imagine, eu é que preciso. Sua temperatura sobe fazendo você delirar e você ainda vomita sangue as vezes, mas isso não é nada. Nada para se preocupar. –Falou sarcástica.
-Nada de mais. –Riu lhe dando um beijo.
-Nossa. É doença mesmo, hein. –Miley disse dando um gole na cerveja de Nina.
-Chega desse assunto, por favor. Nem quero pensar nisso; vai que acontece? –V disse se endireitando na cadeira.
-Tudo bem. Então, vão querer a sobremesa daqui ou querem aquele sorvete maravilhoso que só de pensar me dá água na boca que vendem no Shopping Center? –Ashley perguntou olhando para Vanessa.
-Ai, que vontade que me deu. Por que você lembrou, baby? –Vanessa perguntou chorosa. –Agora eu estou desejosa, amor. –Vanessa disse olhando para o marido fazendo biquinho.
-O bebê que ainda não foi gerado ataca novamente. –Ashley disse antes de gargalhar.
-Você não faz ideia. –Concordou rindo.
-Han? –Chace perguntou sem entender.
-A Vanessa que usa essa desculpa pra conseguir o que quer. Diz que o bebê que ela vai ter e que ainda não foi gerado faz ela desejar as coisas. Tenho pena de você quando ela engravidar de verdade. –Ashley falando olhando pra Chace, fazendo todos rirem.
-Agradeço a sua compaixão. –Sorriu. –A culpa é minha que mimei ela desde o início, mas até que vale a pena. –Disse abraçando a esposa. –Estou curioso pra saber quando o mini Crawford vai ser gerado.
-Hmmmmmmmmmmmm. –Os amigos fizeram e Zac revirou os olhos.
-Ano que vem, amor. –Ela falou fazendo ele arregalar os olhos e todos rirem.
-Como é? Ano que vem? –Perguntou assustado.
-É, neném. Eu fiquei pensando: Você pode tentar trazer uma filial pra L.A. e depois procuraríamos uma casa aqui, por que morar em apartamento com criança não é uma boa ideia. Crianças precisam de espaço. Depois eu daria uma pausa na carreira e o mini Crawford seria gerado.
-Pensou nisso tudo sozinha, amor?
-Vou entender isso como um elogio. –Disse rindo.
-Não me leve a mal, neném. É que eu queria ter feito parte desse planejamento. Queria levar o crédito nem que seja pelo bebê.
-Eu não vou engravidar sozinha, né amor? –Os amigos riram. –Eu não queria estressar você e sim entregar tudo mastigadinho pra você só chegar e fazer. Tem coisa melhor?
-Se não quiser, eu faço o trabalho Chace. –Alex disse fazendo todos gargalharem.
-Não se preocupe, Alex. Eu posso dar conta do negócio. –Ele respondeu abraçando mais a esposa.
-Amor, foi só um planejamento. Se quiser mudar algo é só dizer, mas vamos pro Shopping Center? Eu quero sorvete e seu futuro filho também.
-Concordo com ela. Não quero meu afilhado passando necessidades. –Ashley disse.
-Como assim seu afilhado? –Demi perguntou. –Seu coisa nenhuma.
-Exatamente, é meu afilhado. –Miley disse.
-Só se eu me negasse ao pedido da Vanessa, o que não vai acontecer. –Selena falou.
-Vocês se esquecem que eu sou a melhor amiga. –Ashley disse.
-Depois de mim, é claro. –Miley falou.
-Parem de briga, que coisa. –Nina falou. –Não discutam pelo óbvio. Como amiga e companheira de trabalho, o afilhado vai ser meu.
-Por favor, meninas. –Vanessa pediu. –Nada de brigas antes da hora. Nem sabem se vai ser menina ou menino.
-Meninas, dã. –Falaram em coro.
-Pois eu quero um menino, e aí de quem discordar.
-De jeito nenhum. –Ashley disse.
-O útero vai ser meu e as dores também, eu quero um menino e ponto final.
-Mas eu quero menina, amor. Mais delicadinha e gentil. –Chace disse.
-Problema seu, vai ser um homenzinho. Depois quem sabe, uma irmãzinha.
-E que tal gêmeos? –Selena perguntou.
-Não, quer me matar é? Eu não queria nem ter filhos, imagine dois de uma vez.
-Você não queria nem casar e deu no que deu. –Miley disse.
-Só é um milagre por pessoa e o Chace já teve o dele. –Disse sorrindo. –Menino ou nada feito. –Disse olhando para o marido.
-Pois eu vou pensar em uma linda menininha de olhos azuis quando fizermos.
-E quem disse que eu vou te falar quando for pra ter o bebê? Vai ser surpresinha.
-Pois a partir de hoje eu vou pensar sempre numa menininha.
-E você pensava em que nas outras vezes? –Alex perguntou.
-Não tenho no que pensar, ela não deixa. –Respondeu fazendo ela corar.
-Vamos logo ou o bebê vai nascer com cara de sorvete. –Ela disse arrumando o vestido.
-Tudo bem, eu vou pagar e nós vamos. –Disse beijando a esposa. Os homens fizeram menção de se levantar. –Por favor, deixem comigo. É uma forma de agradecimento por terem cuidado da minha esposa. –Entregou o cartão para o garçom que logo se retirou.
-Sendo assim, tudo bem. –Alex disse fazendo todos rirem.
-Agora você valoriza o dinheiro, não é? –Zac perguntou. –Agora que é você que trabalha, você valoriza.
-Lições de vida.
-Mas você não aprendeu direito, já que gasta com prostitutas. –Ashley disse, fazendo Zac e Vanessa se entreolharem.
-Ashley, não fala essa palavra. –V pediu.
-Já tirou sua dúvida, baby? –Ele perguntou.
-Calado, ok? –Um garçom se aproximou da mesa deles.
-Com licença, senhores. O senhor não pode pagar com esse cartão, senhor Crawford. –Ele avisou entregando o cartão.
-Algum problema?
-Não, nenhum. É que nossas máquinas não aceitam cartões indianos.
-E chineses?
-Não senhor.
-Europeus?
-Também não. Só nacionais.
-Ainda não peguei meus novos cartões nacionais. E cheques, vocês aceitam?
-Só com a permissão do gerente.
-Quanto que foi a conta, mesmo? Eu acho que tenho alguns dólares na carteira.
-Duzentos e cinquenta e sete dólares e trinta centavos, senhor. Os preços aumentaram por que a táxa de exportação subiu.
-Aumentaram? Onze pessoas e não ultrapassou os quinhentos dólares? Estou surpreso.
-O dólar é mais barato do que o euro e a rúpia, amor. –Vanessa relembrou-o.
-É, eu sei, mas não imaginava que era tanto. Fazia tanto tempo que eu não vinha para a América que até tinha me esquecido. –Disse tirando as notas da carteira. –Aqui, trezentos dólares. Fique com o troco como gorjeta.
-Sim, senhor. –O garçom agradeceu se retirando.
-Então, vamos? –Perguntou entregando a carteira para a esposa.
-Vamos. –Concordaram.
-Fico surpreso que um marido confie todos os cartões a esposa. –Alex disse fazendo piada.
-Calado, Alex. –Ela reclamou.
-Ela tem a conta dela e nossa conta conjunta. Não preciso me preocupar.
-Por falar em conta conjunta, parabéns hein. –Miley disse. –Fiquei admirada com tantos zeros. Mas eu não entendi uma coisa. A Vanessa fez uma retirada pra pagar uma multa e depois foi retirar mais para o parquímetro e depois mais para comprar flores e o dinheiro tinha aumentado e depois diminuído razoavelmente.
-Miley. –Vanessa repreendeu-a.
-Estou curiosa, ué. Você não disse que ele nem usa essa conta?
-Eu posso explicar, Miley. A nossa conta conjunta é uma das minhas aplicações na bolsa de valores e por isso o dinheiro aumenta e diminui algumas vezes.
-Você não tinha me dito isso. –Vanessa o olhou.
-Você nunca se interessou e se serve de consolo, foi minha menor aplicação.
-Quanto?
-O sorvete vai acabar derretendo, amor. –Comentou tentando sair do restaurante.
-Eu fiz uma pergunta. –O seguiu e Ashley olhou de cara feia pra Miley.
-Foi a mais baixa, amor. –Chace disse do lado de fora.
-E eu perguntei quanto, amor.
-Promete não se zangar?
-Prometo.
-Meio milhão de euros.
-Meio milhão de euros? Você está maluco? –Gritou. –Você poderia ter perdido tudo.
-Mas não perdi, pelo contrário, triplicou.
-Chace...
-Por favor, Vanessa. Não queria falar dos meus investimentos e você prometeu não se zangar.
-Tudo bem, seu dinheiro, suas vontades. –Respirou fundo e olhou para os amigos. –Nos vemos no Shopping?
-Pode deixar. –Eles se encaminharam até seus respectivos carros.
-Amor? Não fica zangada. –Disse encostando-a no carro dela.
-Não estou zangada e nem tenho motivos para isso, mas você sabe a minha opinião sobre esbanjar dinheiro. Tens que pensar no futuro, amor.
-Eu penso no futuro e por isso faço meus investimentos. Eu sei o que estou fazendo, ok? –A beijou. Eles entraram no carro e foram para o Shopping Center.

[...]

-Oh meu Deus, olhem aquilo. –Ashley disse entrando na loja da Ecko. Os amigos a seguiram e se espantaram com o que viram. Ashley estava abraçada com um poster de papelão da Vanessa como garota propaganda. –Baby!
-Ashley, sai daí. –Vanessa pediu segurando o riso.
-Não. –Gritou fazendo birra como uma criança. –Moça, tira uma foto, por favor? –Ela pediu entregando o celular para uma funcionária da loja.
-Ah, claro. –Respondeu. Ashley fez a pose e ela tirou a foto. –Prontinho.
-Obrigado. –Falou pegando o celular de volta. –Vocês tem essa jaqueta? –Apontou pro poster. –Eu procurei por Miami, mas não achei.
-Temos sim e em diversas cores.
-Eu quero nessa cor mesmo, combina com o cabelo castanho. –Disse tirando o capuz.
-Ah, tudo bem. –Disse indo até o estoque.
-Ashley, nós vamos deixar você. –Miley disse atrás dela.
-Eu estou comprando, que coisa. Chama a Vanessa pra mim, por favor.
-Vanessa. –Miley gritou.
-Se fosse pra gritar, eu tinha gritado. –Ashley falou pondo a mão no ouvido.
-E por que não gritou?
-O que foi, baby? –Vanessa perguntou se aproximando com Chace.
-Você tem aquela jaqueta do poster?
-Não, mas tenho a calça de couro.
-Ótimo. Me empresta? Obrigado. –Disse voltando a atenção para a funcionária, fazendo todos rirem.
-Baby, eu e o Chace vamos na loja de chocolates, ok? –Ela avisou.
-Ok. Nos vemos na sorveteria, então.
-Combinado. –Eles saíram da loja e foram até a loja de chocolates.

[...]

-Cadê eles? –Ashley perguntou com as sacolas nas mãos.
-Eles disseram que iam para a loja de chocolates. –Miley disse.
-Eu sei, mas eles não estão lá. Você está vendo eles lá? –Apontou.
-Eles devem estar se agarrando em algum lugar. –Alex disse despreocupado.
-Não acredito nisso. O Chace é reservado e ela também.
-Mas passaram três meses longe um do outro. Vocês não notaram o desejo no olhar deles? Se não transaram como disseram, foi por pouco.
-Alex...
-Eu sei do que estou falando. –Disse olhando ao redor. –E como sei. Olhem ali. –Insinuou com a cabeça e todos se focaram no que ele insinuava. Chace e Vanessa estavam aos beijos perto da loja de pratarias.
-Eu vou acabar com isso agora mesmo. –Ashley disse pegando o celular do bolso.
-Tomando as dores do Zac?
-Não, as minhas dores mesmo. Eu quero sorvete. –Disse pondo o celular no ouvido. Ao longe, Vanessa parou o beijo e abriu a bolsa. –Baby, guarde o fogo para a noite. Eu quero sorvete. –Disse assim que Vanessa atendeu a chamada.

[...]

-Belo dia, não acha? –Ela perguntou assim que eles entraram no apartamento.
-É, digamos que sim.
-O que foi, amor?
-Os paparazzi.
-Não liga pra eles. Alguns não tem respeito mesmo, mas não são todos.
-Espero que sim. –Disse tirando a camisa.
-Quer que eu te prepare um banho?
-Por favor. –Ela o beijou e entrou no quarto. –Amor... –Disse a seguindo.
-Não, neném. Ainda não. Coloca os chocolates na geladeira, por favor? Eles estão derretendo. –Pediu desviando do marido.
-Tudo bem. –Suspirou. –Que horas vai ser o jantar mesmo?
-A Monique ainda não confirmou, mas deve ser por volta das sete ou sete e vinte da noite.
-Tik He. –Disse voltando ao quarto.

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Well girls, está aí mais um capítulo. Não está tão bom, mas dá pro gasto. Espero que gostem. Rafaela, minha querida, espere. O Chace mal chegou e você já quer ele longe? Vai demorar um pouquinho, flor, mas vai valer a pena, vai por mim (= Sim, Margarida, é piada, afê croma hahahaha. Tu cortou todo o espírito de "papai" e "mamãe" que eu tinha, muito obrigado hahahaha. Eu acho fofo, por que assim, acredito que o homem tem que ser amigo, namorado e pai para a esposa. Ser fiel como um amigo, carinhoso como um namorado e protetor como um pai, mas enfim. Tu é tu. As mulheres gostam de mudar quando terminam um relacionamento por que querem se renovar, entende? Ser melhores do que eram quando estavam com o ex e tudo mais. Eu já me "encantei" e fiz isso. Não foi paixão PAIXÃO, foi besteirinha mesmo, mas deu pra aprender algumas coisa haha. Pois bem. Obrigado a quem comentou.
Xx