SCM Music Player

sábado, 14 de dezembro de 2013

Capitulo 19

-Eu não acredito que você fez isso. –Disse Ashley colocando a caneca de porcelana com chocolate-quente na mesa com força.
-Vai quebrar mesmo? –Perguntou Zac sem jeito, pois o barulho havia chamado à atenção de algumas pessoas que estavam na cafeteria. –Eu não entendo o teu espanto. Eu te falei que não iria me comprometer até ela se divorciar.
-Agora eu entendo o porquê dela não ter retornado as minhas ligações nesses quatro dias. Eu deveria acabar com você.
-O que foi que eu fiz?
-Ela deve está pensando que eu fiz de propósito.
-Ela não é assim. Deve está chateada, mas ela não julga desse modo. Ela deve está tentando por os pensamentos em ordem, sem a intervenção de ninguém.
-Cale a boca. Primeiro o Scott, agora você? Eu não me meto na vida dela como vocês dizem, eu apenas me preocupo com o bem estar dela.
-Dê tempo ao tempo. Ela vai te ligar.
-Até a Miley ficou meio estranha comigo esses dias. Ela está mais próxima da Vanessa e distante das meninas e de mim.
-O AMA é nesse domingo, ela está se preparando, afinal, vai se apresentar. Você só conseguiu folga hoje então não reclame delas estarem afastadas.
-Eu estou trabalhando no meu álbum.
-Elas sabem disso e como você está sobrecarregada, elas estão cuidando da vida delas e fazendo o trabalho delas.
-O que é que você sabe?
-Eu conversei com a Miley e ela me disse isso.
-Hm. E o que ela comentou sobre a Vanessa?
-Aparentemente, ela está se reaproximando do marido. –Respondeu antes de mostrar um sorriso falso. –Você estava errada.
-Eu não estava errada. Ela só quer essa aproximação por que o idiota aqui –apontou pra ele –deu um chute nela.
-Eu diria um choque de realidade.
-Engraçadinho.



-O fato é: Ela ainda está casada e quer continuar assim.
-A culpa é toda sua, Zac. Ninguém gosta de pessoas muito moralistas.
-Prefiro ser um moralista do que o amante.
-Desisto de conversar com você sobre isso.
-Agradeço o favor. –Disse bebendo um pouco de café. –E as coisas com o Scott, como vão?
-De mal a pior. Minha mãe disse que isso é normal por culpa do casamento e todos as responsabilidades novas que são adquiridas como a casa nova, lua-de-mel, o buffet, os convites, etc etc. Eu só queria que tudo acabasse logo e pular para a parte em que rimos das frustrações e das discussões bobas e desnecessárias.
-Tudo vai se resolver. –Pegou na mão dela.
-Eu espero.
-E como vai a história da traição? Pararam de te ligar?
-Quem me dera. Hoje mesmo me ligaram dizendo que até a Vanessa tinha se afastado de mim por isso. É patético.
-Você deveria ter acionado a polícia há muito tempo.
-Eu já tenho tantos problemas, não preciso de mais um.
-Seja sincera, Tizz: Você acredita?
-As vezes sim, as vezes não. Eu estou tão confusa e sobrecarregada. Depois do AMA, vou para um SPA, por que temo pela minha sanidade.
-Acho uma ótima ideia. –Sorriu.


-Senhor Crawford, aqui estão os papéis que me pediu. –Disse Victoria entrando na sala dele. –Ah, desculpe. Eu não sabia que o sr estava ocupado.
-Não tem problema. Deixa eu te apresentar, esse é Chris Crawford, meu papai. –Falou debochado.
-É um prazer conhecê-lo. –Disse Victoria estendendo a mão.
-Igualmente, querida. Quantos anos você tem?
-Chris, não comece. –Disse Chace irritando-se.
-Tenho vinte e quatro, sr. –Respondeu sem entender o por que da pergunta.
-Está vendo, Chace? Não é difícil encontrar uma mulher bonita com a idade correta. Ainda não entendo o porque de continuar casado com aquela...
-Você quer realmente recomeçar essa discussão? Achei que já havia deixado bem claro que o meu relacionamento com Vanessa não é da sua conta, nem da Dana e muito menos da idiota da Candice.
-Não fale assim da sua irmã. Nós apenas queremos o melhor para você.
-Vocês querem meu dinheiro. Escuta bem, Chris. Se um dia eu precisar de conselhos amorosos, você será a última pessoa a quem eu vou consultar. Com que moral você quer criticar meu casamento se o seu com a Dana foi uma total farsa?
-Eu estou de saída, com licença. –Disse Victoria indo em direção a porta.
-Não, não é você quem deve sair. É ele. –Insinuou para o pai. –Saia da minha empresa.
-Eu vou meu filho, mas por que tenho uma reunião de negócios. Te esperamos para jantar...
-Eu não vou. –Interrompeu-o. –Vocês só querem falar mal da minha esposa e eu não vou sair do conforto da minha casa para ouvir desaforos. Perdeu seu tempo vindo aqui.
-Bom, o convite eu fiz. Se mudar de ideia...
-Adeus, Chris. –Assim que a porta foi fechada, ele suspirou.




-Sr, eu realmente não queria interromper nada. –Disse Victoria desculpando-se mais uma vez.
-Você não interrompeu nada. Me fez um favor, na verdade.
-Desculpe a intromissão, mas a relação de vocês foi sempre assim?
-Mais ou menos. –Ofereceu a cadeira e ela se sentou. –Digamos que eu era o preferido da minha mãe e minha irmã Candice do meu pai. Quando me casei virei o filho rebelde para ambos, e como você deve ter percebido, meu pai tem um certo preconceito com a idade de Vanessa, o que é patético já que ela é apenas três anos mais nova do que eu.
-Pelo modo que ele se referiu a ela, deve ser apenas uma desculpa. Se eu não estou enganada, você me disse que sua esposa vem de uma família normal e não da burguesia como você.
-Eu sempre fiz o que queria e ele nunca se preocupou já que minha irmã trazia os troféus bobos da escola de artes cênicas para casa. A raiva dele é maior por que ele não queria me envolver nos negócios da família mesmo eu já estando formado, mas quando eu me casei, ele fora obrigado a dar minha parte da herança. Ele achou que eu iria vender ou fazer alguma idiotice, mas fiz justamente o contrário. Fiz sucesso e é isso que ele não aceita. Eu ter feito sucesso sem precisar da ajuda dele.
-Isso é egoísta.
-Coisa de família. –Sorriu. –Você sabe que meu relacionamento com Vanessa não começou do modo convencional e é isso que irrita toda a minha família. O que parecia ser uma loucura de adolescentes bêbados e irresponsáveis acabou dando mais certo do que o casamento dele com minha mãe que fora planejado até os últimos detalhes. Quando eu a pedi em casamento, todos achavam que não passava de uma brincadeira minha para irritar meu pai e tirar a atenção dele naquele jantar idiota de família. Estávamos em Nova York há apenas duas semanas...


Flashback 

-Eu não acho que eu deva ir. –Disse Vanessa enquanto Chace a ajudava com a jaqueta de couro.
-Não tem por que você não ir.
-É um jantar de família.
-E você é minha namorada, faz parte da família.–A abraçou por trás.
-Por favor... –Se afastou dele. –E se eles não gostarem de mim?
-Eles não tem por que não gostar, e se não gostarem, tem quem goste: Eu. –Sorriu.


-Palavras de conforto. –Zombou.
-Também te adoro, querida. –Pegou na mão dela e beijou delicadamente. –Vamos?
-Vamos. –Respondeu após um longo suspiro. Saíram de mãos dadas do apartamento de Chace que era dividido por eles. Depois de entrarem no carro de Chace, eles seguiram até a mansão da família Crawford onde estava sendo realizado o jantar. Depois de quinze minutos eles adentravam na festa e o sentimento de arrependimento se apoderou dela por não ter se produzido melhor. A sala de estar era grande com uma decoração contemporânea e os convidados estavam todos muito bem trajados com roupas de gala o que a fez se sentir um peixe fora d'água por estar de calça jeans, blusa de manga comprida preta, botas e uma jaqueta de couro. –Eu odeio você. –Sussurrou para o então namorado.
-Por que? –Perguntou apertando a mão dela.
-Se você tivesse me avisado, eu teria me produzido melhor.
-Não seja boba, querida. Eu disse para você se vestir como se sentisse confortável. Acha que essas mulheres não estão tremendo de frio apesar do aquecedor estar ligado e a lareira acesa? Isso não passa de uma competição de quem se vestiu melhor.
-E eu com toda a certeza, passo longe dessa lista.
-Isso não importa. –Ela tentou sair, mas ele a impediu. –Você não vai querer me deixar na mão, ainda mais agora que nos avistaram. –Virou a namorada. Uma mulher aparentando 40 anos se aproximava deles.
-Chace, querido. Como você cresceu. –A mulher apertou as bochechas dele.
-Tia Mandy, como é bom revela. –Abraçou a mulher. –Tenho a honra de apresentar-lhe minha namorada, Vanessa. –A morena saiu de trás de Chace.
-Olá. –Disse ela engolindo em seco.
-Olá, Vanessa. –A olhou de cima a baixo, fazendo a morena corar. –Sou Mandy, tia do Chace. –Estendeu a mão. –É um prazer conhecê-la. Meu sobrinho falou muito de você.
-O prazer é meu. –Pegou na mão da senhora.
-Está passando bem, querida? Está com a mão gelada.
-É o frio, tia. –Chance interrompeu-a. –Acabamos de chegar.
-Ora, querido, não faça cerimônia. A casa hoje é de toda a família. Leve-a para perto da lareira.
-Com toda a certeza, mas antes queria falar com a mamãe. Onde ela está?
-Está na cozinha vendo se está tudo em ordem. Seu pai não deu descanso há ela. Vou deixá-los sozinhos, chegaram mais convidados. Com licença. –Sorriu e saiu.
-O que você achou? –Ele perguntou a levando para perto da lareira.
-Bem simpática.
-Cordialidade forçada e totalmente falsa. A maioria dos que nos cumprimentarem serão assim. Não por você, mas por mim que sou a ovelha negra da família.
-Vou anotar isso. –Sorriu. Ele tentou beija-lá. –Não, aqui não. –Virou o rosto.
-Acho que somos o único casal que não troca beijos.
-Eu não disse que não nos beijaríamos, apenas disse que aqui não.
-E qual é a sua desculpa para os outros lugares? Não no aeroporto, não no avião, não no táxi, não no apartamento, não na praça, não no cinema, não no carro... Só recebo "não" de você.
-O que você quer? Perder nosso posto de casal anormal por um beijo bobo? –Tentou fazer piada.
-Só perdoo por que você é bonitinha. –Pincelou o nariz dela com o dedo.
-Bonitinha. –Repetiu. –Vou anotar isso também. –Sorriu. Ele a abraçou e ela viu por cima do ombro dele uma mulher loira de olhos claros de aproximando deles.
-Chace, querido! –A mulher exclamou fazendo-o se virar. Eles se abraçaram e ele deu um beijo na testa dela. –Senti sua falta, querido. Por que não deu notícias?
-Eu estava ocupado, mãe. Deixa eu te apresentar. Essa é Vanessa, minha namorada. –Sorriu.
-Oh, eu não sabia que você já tinha trocado a Alicia. Ela era tão boa moça.
-Você parece o Chris falando assim. –Ele revirou os olhos.
-Seu pai, Christopher. –Olhou Vanessa mais uma vez. –Desculpe querida, eu não quis parecer rude. É que eu não sabia que ele já tinha outra namorada. Sou Dana, é um prazer conhecê-la.
-O prazer é todo meu. –Disse sem jeito.
-Chegaram a muito tempo?
-Não, chegamos há pouco. –Ele respondeu. –Já podem servir o jantar. –Sorriu.
-Já vamos servi-lo. Agora só falta seu tio Carlos chegar. Ele ligou dizendo que já está vindo. Mas venham comigo, vou levá-los aos seus lugares.
-Nós não vamos sentar com vocês. Quero dizer, preferimos uma mesa a parte. Não vou aguentar toda essa farsa de novo.
-Tudo bem, meu filho. Eu sabia que você ia pedir isso. –Suspirou e encaminhou-os até uma mesa afastada da central com quatro cadeiras. –Vocês vão se sentar com Lucas e Nicky.
-Prefiro lidar com as verdades das crianças do que com as mentiras dos adultos. –Disse puxando uma cadeira para Vanessa sentar.
-Você se entende melhor com elas, não é filho? –Perguntou um homem de cabelos grisalhos de olhos claros.
-Ora, ora, quem está por aqui. O grande Chris. –Disse Chace debochado.
-E essa mocinha, quem é?
-Minha namorada.
-O que houve com a Alicia? Parecia uma moça de família.
-Não acho que seja da sua conta.
-Rapazes, por favor. Hoje não. –Pediu Dana.
-Não garanto nada, mãe.
-Com licença, vou cumprimentar os outros convidados. –Disse Chris antes de sair seguido por Dana.
-Grande família a minha, não acha?
-Uma família e tanto. –Suspirou recebendo um beijo na testa. –Quem são Lucas e Nicky?
-Meus primos pirralhos, mas não se preocupe. Eles são adestrados.

[...]

-Quero pedir a atenção de todos. –Disse Chris se levantando com uma taça na mão.
-Já vai começar a baboseira. –Sussurrou Chace abraçando Vanessa pelo ombro.
-Por favor, ele é seu pai. –Pediu Vanessa.
-Não deixa de ser um idiota.
-Chace. –O repreendeu.
-Até parece que você simpatizou com ele, amor.
-Me chamou de que? –Perguntou assustada.
-Amor. –Pegou na mão dela carinhosamente.
-Chace, por favor. Você sabe que é difícil pra mim. Eu não quero magoar você. –Disse com os olhos marejados.
-Estou fazendo o melhor que posso, Vanessa. Não forço beijos, não te abraço quando você não quer, nem beijo sua mão quando você não quer, não faço nada que você não me permita. Mas te chamar de amor? Não acha que está sendo muito radical? –Lágrimas começaram a rolar pela face da morena. –Não, não chora.
-Eu estou fazendo o melhor que eu posso. Não é fácil deixar de gostar de uma pessoa.–Fungou. –Eu te pedi tempo e paciência, mas se você não consegue esperar...
-Não, não diga isso. Eu só quero que você entenda que eu não posso lutar sozinho, você também tem que querer. Você está muito agarrada as lembranças. Eu quero te fazer esquece-lo, quero te fazer feliz. Quero poder ser o motivo do seu sorriso todas as manhãs e até mesmo o motivo de suas lágrimas, mas lágrimas de orgulho, de felicidade. Quero está sempre do seu lado, fazer parte da sua vida, construir uma história com você. Quero que você seja minha.
-O que você está tentando dizer? –Perguntou enxugando as lágrimas.
-Pedir na verdade. –Disse elevando o tom de voz. Se levantou chamando a atenção de todos e atrapalhando o discurso de seu pai. Se ajoelhou e pegou uma caixinha do bolso, fazendo todos arfarem. –Vanessa Anne Hudgens, quer me dar a honra de ser minha esposa?
-Oh, meu Deus... Eu... –Novas lágrimas molharam a face da morena. –Eu te faço esse favor. –Sorriu.
-Isso é um sim? –Perguntou com os olhos brilhantes.
-Sim, Chace. Sim, eu aceito. –Sorriu. Ele pôs o anel no dedo anelar direto dela e a ergueu. Depositou um beijo na bochecha molhada de Vanessa e a abraçou. Diversos aplausos soaram pelo salão, deixando-os constrangidos.
-Nossa, –Disse Mandy se aproximando deles. –eu nem sei o que dizer.
-Han, parabéns? –Questionou Chace fazendo piada.
-Parabéns noivos. –Falou os abraçando. –Se você tivesse me avisado, eu teria providenciado uma equipe para registrar esse momento.
-Não achei necessário. O importante é que ela aceitou. –A beijou na testa.
-Por favor, crianças. Vocês acabaram de ficarem noivos e nenhum beijo? Eu sei que são jovens, os hormônios estão à flor da pele. Um beijinho, sim?
-Tia, achamos melhor não. A Vanessa é tímida para beijos em lugares públicos. –‘E as escondidas também’ pensou ele.
-Mas nenhum beijinho sequer? Achei que os jovens ficassem mais desinibidos a cada ano.
-Nem todos. –Disse Chace cutucando Vanessa que sorriu.
-Só hoje, sim? Apenas um beijo, apenas para simbolizar o noivado.
-Não, nós não...
-Beija, beija, beija... –Pedia Mandy batendo palmas e logo os demais convidados fizeram o mesmo.
-Chace, não... –Vanessa pediu entre sussurros.

Fim do Flashback

-E vocês não se beijaram? –Perguntou Victoria.
-Não, ela não quis. Em seguida, minha mãe nos cumprimentou e meu pai perguntou se meu show havia acabado e se ele poderia continuar. Em respeito a minha mãe eu não disse nada, apenas me sentei com Vanessa. Após o discurso o resto da família tentou nos cumprimentar, mas para evitar a falsidade eu disse que queria apresentar a casa para Vanessa. Fomos para a área da piscina e lá comemoramos nosso noivado. –Sorriu lembrando-se.
-Deram enfim o primeiro beijo?
-Não consideraria um beijo. Foi um selinho de cinco segundos. Sei que foi difícil para ela fazer aquilo e eu consegui me contentar. –Riu acompanhado por ela. –O que foi cômico foi que estavam nos vigiando. Depois do selinho, ouvimos os gritinhos das minhas tias e da minha mãe. A Vanessa ficou vermelha.
-E quando foi o real primeiro beijo? No casamento?
-Não, não. Credo. –Riu. –Logo depois desse flagrante, nós fugimos da festa. O caminho foi silencioso. Quando chegamos ao apartamento, ela foi para o quarto dela e eu fui para o meu. No meio da noite, ela entrou no meu quarto chorando. Achei que era medo da chuva que caía do lado de fora, mas não. Alguma amiguinha dela mandou mensagens dizendo que havia visto o ex dela na sorveteria com uma mulher e que eles estavam bem à vontade. Tive que respirar fundo antes de dizer alguma coisa. Abracei-a e disse que ficaria tudo bem, por que ela também estava seguindo em frente. Ela chorou por uns trinta minutos. Quando enfim se acalmou, eu a beijei no rosto, afinal, pensei que ela já tivesse adormecido. Fiquei surpreso quando ela ergueu a cabeça e tomou meu rosto em suas mãos. Acho que foi o beijo mais terno que eu recebi de alguém.
-Foi o primeiro beijo de verdade de vocês, até entendo.
-Primeiro e único até o casamento. Até a lua de mel na verdade. No outro dia, eu achei que as coisas iriam mudar, mas me enganei feio. Graças a Buda, eu tenho muita paciência. –Riu.
-Oh, Buda. –Riu.
-Depois que meus pais viram que não era apenas uma brincadeira e que realmente estávamos casados, a situação mudou. Tive uma briga terrível com meu pai e por isso que eu e Vanessa nos mudamos para a China. Pedi minha parte da herança e ele me deu as terras. Eu não queria privar a Vanessa de nada, mas depois que ela perdeu o bebê, achei que seria melhor mudarmos para a Índia. Sabe, outra cultura, outros costumes.
-Eu sei e fico feliz que tenha dado tudo certo apesar de tudo. Eu só falei com sua esposa uma vez e achei ela uma pessoa simpática. Seus pais realmente são uns bobocas, desculpe falar isso.
-Eu sei. O que mais me irrita foi que minha mãe se deixou envenenar pelo meu pai que ela tanto odeia.
-E é por isso que o senhor os chama pelo nome?
-Eles odeiam quando eu faço isso em público. Acham uma falta de respeito, mas não podem fazer nada. Sou bem crescidinho e pago minhas contas. O mais irônico foi que minha avó, a única que todos tinham a certeza que iria odiar a Vanessa, foi a única que a aceitou. Ela nunca foi a favor do casamento dos meus pais, nem dos meus tios e muito menos suporta os namoradinhos da minha irmã. Ela nem gostava muito de mim ou de minha irmã por odiar minha mãe, mas foi a única que apoiou meu matrimônio. Lembro-me da recepção onde apresentei oficialmente a Vanessa como sra Crawford. Ela foi a única que não julgou a Vanessa por usar um vestido decotado, que na verdade eu escolhi. Acho que foi por isso que minha mãe se virou contra a Vanessa.
-Se um dia o sr pensar em se suicidar, lembre-se disso. –Sorriu.
-Eu vou lembrar, com toda a certeza. –Sorriu de volta.
-É melhor eu voltar para o meu "trabalho" –Fez aspas no ar. –antes que falem alguma coisa. Com licença.
-A vontade.

-----X-----

Um doce para vocês nesse dia tão especial, por que nossa borboleta favorita faz aniversário. Eu estou chocada, sério. ONTEM ELA ERA UM ESPERMA E HOJE JÁ TEM 25. HOW? HOW? HOW? Ok, parei. Desculpem a demora meninas. Eu fiquei de recuperação em história e fiquei indo pra escola por uma semana, mas aquele bendito professor não apareceu, (eu acordo muito cedo e tirava a tarde para dormir) então eu mesma me declarei de férias apesar de ficar com 3,0 pontos no boletim slaskalsklasklas. Esse capítulo mostrou um pouco da história de Chanessa e respondendo aos comentários, sim, a Vanessa se precipitou, mas tudo tem um por que, e não, não vou falar mais nada sobre isso. Enfim, espero que gostem e comentem.
Xx

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Capitulo 18

-Certo, agora de lado. –Pediu Zac e assim ela fez.
-Acho que já está bom. Vou trocar de roupa. –Disse se levantando e saindo. Ele suspirou. A cada troca, os figurinos iam ficando mais sensuais e ele estava perdendo a cabeça. Suspirou enquanto terminava de beber mais uma garrafa d’água. Era a quinta daquela sessão. Alguns minutos depois, ela voltou. –Ultima troca. É melhor você caprichar. –Sorriu o abraçando por trás. –Está tenso! Algum problema?
-Não, nada. Eu só estou cansado.
-Tudo bem então. –“Excitado é a palavra certa” pensou Vanessa dando um sorrisinho. Depois de alguns minutos e diversas poses sensuais, eles deram a sessão por encerrada. –Agora vamos ver como ficou.
-Eu te envio por e-mail. –Disse ele apressando enquanto guardava suas coisas.
-Não, eu não vou ter tempo depois. É melhor agora e...
-Não Vanessa, eu te envio.
-Mas por que essa pressa? Serão apenas alguns minutinhos e...
-Você quer me enlouquecer, Vanessa? Você quer, não é? Pois saiba que você está conseguindo. Você sabe muito bem o porquê da minha pressa. Podemos ser amigos, mas eu sou homem. Eu não aguento ficar nem mais um minuto perto de você, não vestida desse jeito. Eu preciso ir embora antes que eu faça uma besteira.
-Não, você não por ir agora. Nós ainda temos que conversar sobre o que aconteceu.
-O que aconteceu foi coisa do momento. –E se virou para ir embora.
-Coisa do momento? –O puxou. –Não acho que tenha sido apenas isso.
-Pois foi para mim. Se não foi para você, não posso fazer nada. –Ele disse olhando no fundo dos olhos dela. Depois de suspirar, continuou. –Posso ir agora?
-Vai. –Respondeu ela com os olhos marejados. Assim que ele saiu, ela desabou. Tudo era tão difícil para ela. A culpa era dela que sempre se iludia. Sempre acreditava nos outros. Preferia acreditar no que os outros diziam, em vez de seguir o coração. Seu coração dizia que não era a hora, ainda não. Dizia que ela deveria resolver sua situação com Chace antes de tudo, mas ela preferiu escutar Ashley. Mas a loira não tinha culpa. Falava com tanta certeza. ‘ Chega Vanessa, chega. Pare de se lamentar. Se ele não quer, azar o dele. Tem quem queira. E tem aquele que merece sua atenção mais que tudo. ’ Ela enxugou as lágrimas e foi ao camarim. Trocou de roupa saiu daquele lugar que a deixava depressiva. Entrou no carro e dirigiu até o shopping mais próximo. Precisava fazer compras, precisava da sua ‘terapia’.

[...]

-Oi amor. –Disse Ashley após da um selinho em Scott e sentando-se em seguida.
-Aconteceu alguma coisa? Você parece cansada.
-Problemas da Vanessa.
-Você não devia se meter, depois pode sobrar pra você.
-Eu só estou tentando ajudar, afinal, eu gostaria que alguém fizesse isso por mim caso eu precisasse.
-Você que sabe.
-E você, como foi à noite?
-Cansativa.
-Terminou de gravar?
-Ainda não. Vamos continuar hoje à noite.
-Posso ir com você?
-O que? –Perguntou engasgando-se com o suco.
-Por que esse susto? Algum problema se eu for?
-Não, é que você nunca se interessou em me acompanhar.
-Então, eu posso ir ou não?
-Eu vou vê. A Nicki é muito reservada, não acho que ela vá querer.
-Tudo bem então. –Disse dando um gole no seu suco. –Que confusão é aquela? –Disse erguendo o pescoço pra tentar vê alguma coisa.
-Algum famoso fazendo compras.
-Aquele moletom não me é estranho. Lembrei quem tem um: A Vanessa. Deve ser ela.
-Não são exclusivos, querida.
-Eu sei disso, eu também tenho um desses.
-Não precisa se alterar, eu só quis dizer que pode ser outra pessoa.
-Eu entendi o que você quis dizer. –Se virou para a multidão. –É a Vanessa sim.
-Você passou o dia de ontem quase todo com ela, e a manhã de hoje, quer passar à tarde também?
-Não seria má ideia. Você está muito chato, Scott.
-Eu só te fiz uma pergunta.
-E eu apenas respondi.
-Acho melhor irmos. –Ele disse depois de um tempo.
-Eu vou ficar.
-Tem certeza?
-Algum problema se eu ficar? –Perguntou cruzando os braços.
-Não, eu apenas estou com saudades querida.
-A culpa não é minha se você preferiu trabalhar a noite em vez de ficar comigo. –Disse pegando vinte dólares da bolsa e se levantando.
-Espera, Ashley.
-Eu já esperei demais, Scott. –Disse jogando o dinheiro na mesa e saindo. Compras, era isso que ela precisava fazer. Saiu da lanchonete do shopping quase correndo e só parou depois de esbarrar em alguém. –Ei, preste atenção.
-Você que deveria prestar atenção nas placas. Não pode correr no shopping. –Disse um homem alto com um estilo bad boy.
-Eu não estava correndo.
-Estava fazendo o que então? Esbarrando nas pessoas?
-Idiota. –E se virou. Argh, maldito bad boy alto dos olhos azuis.

[...]

-Vamos, Vanessa. Eu preciso da sua ajuda. –Dizia Miley com um vestido em cada mão. –VANESSA. –Gritou chamando a atenção da morena. –Eu estou falando com você.
-Desculpe, o que foi que você perguntou mesmo?
-Argh. Qual o seu problema? Você está no mundo da lua.
-Você sabe qual o meu problema.
-Eu já te dei a solução.
-E eu já disse que não vou fazer isso.
-Encher a cara não mata ninguém.
-O problema é que também não ajuda em nada. E outra, eu sou fraca para bebidas. Com cinco taças de champanhe eu já estou bêbada.
-Então tome vodca.
-Dois copos e eu já estou falando tudo embaralhado. –Disse se levantando do mine sofá que tinha no quarto de Miley analisando os vestidos. –Qual o evento, mesmo?
-American Music Awards.
-Certo. Você vai performar?
-Vou, mas pensam que é um cover já que ainda não anunciei meu single.
-Esse branquinho é fofo.
-Mas esse laço é muito escandaloso.
-É Marchesa, então cale a boca. –Elas riram.
-Certo, vou com esse então. Quer ouvir a música?
-Pode ser. –Miley pôs a música pra tocar. [...]
-Que tal?
-Eu amei, Miley. Mal posso esperar para ouvir ao vivo. –Disse enxugando uma lágrima.
-Eu sou demais, eu sei. –Sorriu.
-Estou com fome.
-Você vive com fome. –Rolou os olhos.
-Eu esperava um ‘vou fazer um sanduíche pra você’.
-Você tem duas mãos e sabe onde fica a geladeira, não é Floyd? –Perguntou olhando pro cachorro que estava em cima da cama.
-Chata. –Se levantou. –Vai querer alguma coisa?
-Já que você perguntou...
-Foi por educação. Você tem duas mãos e sabe onde fica a geladeira.
-Eu vou pegar você. –Disse antes de começar a correr.




-----X-----

Capítulo entregue. Espero que não fiquem zangadas comigo. Ainda não está no tempo de Zanessa acontecer nessa fic, mas calma que uma hora chega. Vanessa ainda tem que passar por algumas coisas antes de ficar com o Zac e vice-versa. Enfim, espero que gostem desse capitulo. Obrigado a quem comentou.
Xx

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Capitulo 17

-Ér... Como assim?

-Como assim digo eu. Achei que você tinha me dito tudo sobre o passado de Zac e agora descubro essa Julyanna. Por que não me disse sobre ela? Achei que estavas a me ajudar.
-E estou.
-E por que não me falaste sobre ela? Pelo que percebo ela tem uma história com Zac.
-Não falei por que ela é insignificante. Não vale a pena comentar sobre ela.
-Não parece ser insignificante para Zac. Ele mudou Ashley, e por isso te pedi para me ajudar. Preciso saber de tudo, entendeu? Só por que você acha insignificante não muda o fato de que para ele não é.
-Tudo bem, Vanessa. Desculpe-me. Eu não disse por que ela faz parte do passado e achei que não importaria.
-Importa se foi após mim e se contribuiu para a mudança dele.
-Eu já entendi Vanessa.
-Agora me diz: Quem é Julyanna?
-É uma víbora que namorou o Zac, se é que aquilo foi namoro. Ele tentou se reerguer usando ela, mas ele que foi usado. Ela ajudou sim no começo, mas assim que ele convidou-a para morar com ele...
-Ele a convidou para morar com ele?
-Convidou, e logo depois ela pôs as garrinhas de fora. Ele ficou tipo o Alex, só que muito pior. Depois que ela viu que não ia sair ilesa das mentiras, fugiu.
-Hm. Contou-me tudo? Não falta nada?
-Não, não falta. Contei tudo.
-Não existe mais nada para me contar? Sobre alguma Charlie, Lisa...
-Não Vanessa. Eu contei tudo. Você já sabe sobre as outras piriguetes.
-Tudo bem, já pode sair. Eu já estou terminando.


-Tudo bem. –E saiu. Sentia-se mal por ter mentido, mas apesar de está do lado de Vanessa, aquele era um assunto pessoal de Zac e só ele tinha o direito de comentar. Se ele quisesse que Vanessa soube-se de tudo, ele que contasse. Ela não abriria a boca. Já estava muito metida nessa história.

-Ai... Será que dá pra você parar de fazer isso? –Reclamou quando Zac a puxou pelo braço.
-Por que você contou pra ela?
-Agora é moda escutar atrás das portas?
-Me responde.
-Eu contei por que ela me perguntou.
-Isso não é assunto seu.
-Eu sei disso, e por isso não contei tudo. Você deveria me agradecer. Se eu quisesse acabar com o pouco crédito que você ainda tem com ela, eu acabava. Estou te ajudando e você não vê isso. Acorda, Zac. A Vanessa tem flertado com você a manhã inteira. Ela ainda gosta de você. Pelo amor de Deus, reage criatura. Em vez de ficar brigando comigo, você deveria está tentando reconquistá-la e logo. Eu não sei como Chace ainda não tentou falar com ela hoje.
-O telefone dela está desligado.
-Não seja ingênuo. É óbvio que ele deve estar aprontando alguma. Não me surpreenderia se ele aparecesse por aqui.
-Você acha?
-Eu não duvido. Não foi uma simples briga de casal, foi uma tremenda mancada. Ela tentou pedir o divórcio, mas o advogado tem tanto medo de dar a entrada que fez a cabeça dela. O Chace está muito quieto. Se ele quisesse falar com ela, ele conseguiria. Não sei como, mas ele tem meu número.
-Eu não acho que ele teria coragem de abandonar tudo pra vim pra cá. Ele sabe que ela está brava.
-Ele sabe, mas ele a conhece melhor do que ninguém. Ele é a droga dela, mas também é a cura. Ele sabe muito bem como amolecer o coração dela. Se eu fosse você, já estaria agindo. Ele pode colocá-la de joelhos com um estalar de dedos. Ele tem certo domínio sobre ela. Acho que é por que ela apenas conheceu a ele como homem, não sei bem.
-E o que eu tenho que fazer? Comprar flores? –Ironizou.
-Não seria uma má ideia. Eu vou almoçar com o Scott. Leva ela pra almoçar e lá vocês conversam. Melhor: Almoça na sua casa. Assim, vocês tem privacidade para darem uns beijinhos...
-Não seja patética. Eu já disse que não quero nada até ela se separar. Não vou ser o outro.
-É melhor ser o outro do que não ser ninguém.
-Eu não penso como você.
-Você não pensa, isso sim.
-Já estão brigando de novo? –Perguntou Vanessa se aproximando.
-O que você está fazendo aqui? Você já está atrasada sua louca, vai logo. –Disse Ashley a empurrando.
-Eu quero saber o motivo da briga. Não gosto quando vocês brigam. –Disse se apoiando em uma cadeira.
-Você está bem? Está meio lesa.
-Que cheiro de maconha é esse? –Perguntou Zac.
-Shiu. –Disse Vanessa.
-Você estava fumando baseado? Onde você conseguiu? –Perguntou Ashley.
-Não é baseado, é narguilé. Uma das outras modelos que tem um. Ela disse que eu estava muito estressada. Fumei um pouquinho, só para relaxar.
-Tem substancia alucinógena nisso, então é tipo baseado. Você está no meio de uma sessão fotográfica Vanessa, está louca? Imagine se sair à notícia que a modelo Vanessa Hudgens estava drogada numa sessão?
-Não estou drogada, estou estressada. Bom, estava. –Riu.
-Só pode ser um pesadelo.
-Eu ouvi vocês falando do Chace. O que tem ele?
-Nada, Vanessa.
-Quem nada é peixe.
-Eu só estava comentando com o Zac que ele está muito quieto. Talvez ele esteja planejando vir para L.A.
-O que? Não, ele não pode Ashley.
-Fale isso para as companhias aéreas. É só uma suposição, não precisa ficar nervosa.
-Eu não sei o que eu faço se ele vier atrás de mim.
-Apenas ignora ele.
-Como se fosse fácil.
-Não pensa nisso agora, é só uma ideia minha.
-Que pode ser verdade.
-Pode, não é certeza. Não se preocupe. Termina essa sessão logo que ainda tem outra. Depois você pensa no que fazer.
-Mas...
-Mas nada. Vai logo por que o diretor deve está possesso. Aqui, um chicletinho de menta pra você.
-Vem comigo, Tizz. Não quero ir sozinha.
-Tudo bem. Zac...
-Eu só vim beber um pouco de água.
-Certo. –Deu o braço para a Vanessa e foram. Zac se benzeu e foi atrás das duas. Depois de uma hora eles haviam encerrado a sessão.


-As fotos saíram perfeitas. Obrigado meninas, já estão liberadas. –Disse Zac desligando a câmera.
-Nós que agradecemos, gato. –Disse Jamie Chung, uma das modelos.


Zac sorriu sem graça e se afastou.

-Ele é uma tentação para meus olhos. Tenho pena das garotas que o deixou escapar.
-Quem vê cara não vê coração, Jamie. –Disse Vanessa bebendo um pouco de água enquanto olhava Zac de longe.
-Pode até ser, Vanessa, mas por esse aí vale a pena qualquer coisa.
-Jamie que pouca vergonha é essa? –Perguntou Emily Browning, outra modelo.
-Eu só estou sendo realista. Vai me dizer que ele não é lindo? E deve beijar super bem...
-E como beija... –Disse Vanessa perdida em pensamentos.
-Como? –Perguntou Jamie.
-O que?
-Você disse...
-Eu não disse nada. Você está ouvindo coisas.
-Não, eu ouvi muito bem, você disse que...
-A Ashley está me chamando, vou indo. –E correu até Ashley. –Socorro, Tizz.
-Que foi? Está com ciúminho?
-Que?
-Aquela modelo estava praticamente apontando para o Zac enquanto o devorava com os olhos. Você ficou com ciúmes, V?
-Não seja boba. Eu falei demais lá. Ela veio comentar que ele deve beijar bem e...
-Você confirmou. –Completou antes de rir.
-Não tem graça.
-Tem sim, querida. Mas se acalme porque o coração dele pertence apenas a você.
-Não tenho tanta certeza.
-Por que isso agora?
-Ele me deixou, Ashley.
-Mas se arrependeu, Vanessa.
-Mas não correu atrás, ou seja, está muito bem com isso.
-Você está casada, pare de querer exigir as coisas. Ele iria destruir um casamento? Você só o julga, mas não percebe que também está errada. Você não lutou por ele. Na primeira oportunidade foi embora e casou com o primeiro que te apareceu.
-Eu era imatura.
-E continua sendo. Em vez de pedir o divórcio, você fica fazendo joguinhos.
-Eu tentei ser feliz com Chace, mas não deu certo. Ele não é minha alma gêmea.
-Tudo bem, você que sabe o que faz da sua vida. Mas antes de ficar cobrando ações, faça alguma coisa também. Você é muito parada. Faz alguma coisa, mulher.
-Eu estou fazendo, querida. Esse ensaio é o que?
-Uma vingança pelo que Chace te fez.
-Não, Ashley. Se eu quisesse apenas me vingar, o ensaio coletivo já estaria de bom tamanho. Esse segundo ensaio vai ser somente eu e ele. Sem diretor, sem ninguém. As lingeries são mais provocantes...
-Vai agarrar ele por acaso?
-Não, mas tentar seduzir...
-Você é louca.
-Sou uma mulher apaixonada.
-E no final de tudo, você vai dizer que desistiu de mandar publicá-las.
-Mudança de planos, querida. Vou mandar publicá-las, mas poucas. Umas três, talvez. As mais comportadas, é claro.
-Pelo menos isso, Vanessa. Pelo que vi, tem lingerie que só tem tecido pra dizer que não tem, por que da pra vê tudo.
-Confesso que exagerei um pouco na escolha do figurino.
-Um pouco? Seria melhor ficar sem nada mesmo, por que é praticamente a mesma coisa.
-Calada. –Disse enquanto Zac se aproximava.
-Não vai trocar de roupa? –Ele perguntou a olhando de cima a baixo.
-Eu já estou indo, senhor Fotógrafo. –Sorriu.
-Já devia ter ido. Se você não fosse minha amiga, eu já teria ido embora. Estou muito cansado.
-Coitadinho. –Disse Ashley lhe apertando as bochechas. –Mas a titia Tizz já falou que a titia Anne vai fazer uma massagem em você.
-Eu não vou fazer nada. –Disse Vanessa.
-Calada. Eu vim, não é? Eu deveria está acordando a essa hora, então cale a sua boquinha e prepare os dedinhos por que você vai sim senhora.
-Eu estou cansada, Ashley.
-Eu também minha querida. Aquela sessão de filmes e sorvetes acabou comigo, mas eu estou aqui, então me obedeça.
-Sua chata. Olha ela, Zac. –Disse Vanessa ficando atrás dele.
-Vocês duas são patéticas. –Disse ele sorrindo pondo dos braços atrás das costas, assim abraçando Vanessa pela cintura.
-Cale a boca você também. Eu sou a mais velha, então me respeitem.
-Grande velha. Uma bisavó praticamente. –Disse Z.
-Não fale bobagens. A Maui não está casada e nem vai casar, então shiu.
-Coitada da cadela. Vai morrer virgem. –Disse Vanessa fazendo Zac rir. –É serio.
-Até parece.
-Até parece que não. –Disse Ashley. –Meu bebê vai morrer puro.
-Se nem você é, imagine a Maui. Pensa que quando ela vai para o Pet Shop ela não fica com ninguém? Ainda mais quando eles colocam os cães para brincarem juntos.
-Calado. A Maui não é assim. Meu bebê é puro e inocente.
-Não adianta, Zac. Ela é iludida.
-Calada você também, Vanessa. Dou-te três minutos para trocar-se, ou então, eu vou embora. –Ela resmungou passando as mãos no peitoral de Zac. –Estou falando sério.
-Sua chatinha. –Soltou Zac.
-Dois e cinquenta e cinco. –Disse olhando no relógio de pulso. Vanessa arregalou os olhos e deu um selinho rápido em Zac que a olhou espantando.
-Está vendo o que você faz com as pessoas? –Perguntou ele olhando Vanessa se afastar.
-Ela simplesmente errou a mira, não me culpe. E do que você está reclamando? Não durou muito?


-Calada.


-Vanessa, eu vi. –Disse Jamie assim que Vanessa entrou no camarim.
-Viu o que? –Disse tirando as luvas.
-Você agarrando o fotógrafo. Você não era casada?
-Eu sou casada. O que você viu deve ter sido uma ilusão de ótica.
-Não minha querida, eu vi muito bem.
-Nós somos apenas amigos, Jamie. Se você acha que somos outra coisa, o problema é todo seu.
-Eu sei o que eu vi. Negue o quanto quiser, eu vi.
-Eu me despedi com um beijo no rosto, que mal há nisso?
-Você o beijou.
-Não beijei.
-Beijou sim.
-Argh. –Alguém da duas batidinhas na porta.
-Entre. –Disse Jamie.
-Desculpem atrapalhar. –Disse Zac pondo o pescoço para dentro do camarim. –Vanessa, o Chace está no telefone com a Ashley. Quer mandar algum recado?
-Diga que o mandei ir para o inferno. –Disse desfazendo os laços do corpete que usava.
-Deve ser complicado por essa coisa.
-O pior é tirar. Acho que nos anos cinquenta as mulheres desanimavam o marido com isso.
-Penso o contrário. A dificuldade deveria tornar o pote de ouro mais encantador.
-Cada um é cada um. Agora cala a boca e vem me ajudar que eu estou sufocando.
-Como você é exagerada. –Disse entrando no camarim. Os olhares das modelos se voltaram a eles. Zac desfazia os laços enquanto Vanessa desmanchava o penteado. No último laço ele parou. –O último é com você. –Deu-lhe um beijo na testa e saiu.
-Depois diz que não tem nada com ele. –Disse Jamie. Vanessa apenas a ignorou e terminou de se trocar. Refazia a maquiagem enquanto as outras modelos saíam. Olhou-se no espelho e pôs um hobby de seda preto. Saiu a procura de Zac.

-Que demora, hein. –Disse Zac atrás dela a assustando. –Calma, sou apenas eu.
-É que está muito escuro e silencioso. Cadê a Ashley?
-Já foi.
-O que?
-Ela pediu pra dizer "eu te avisei."
-Que vaca.
-Pelo jeito seremos apenas nós dois.
-Até o John já foi?
-Sim. Disse que depois te ligava.
-Ótimo. –Disse tirando o hobby revelando a lingerie que usava.


-Algum problema? –Perguntou ela percebendo a inquietação dele.
-Não, não. Eu já estou acostumado com isso, e não se preocupe, eu sou bem profissional.
-Eu sei. Então, vamos começar?
-Vamos. Eu só vou pegar uma garrafa de água pra mim. Está meio quente aqui.
-Com toda certeza. –Se afastou. O estúdio estava com um novo designe, mais sexy. Ela sentou-se no pufe que tinha ali e esperou ele baixar as luzes. Ele ligou a câmera e deu o primeiro clique. "Que o show comece" disse ela em pensamentos.

-----x-----

Pelo que vi a Julyanna conquistou o ódio de vocês KKKK A primeira parte do ensaio já foi feita.O que acharam??? Fiz esse capitulo as pressas por que como eu já disse, estou em semana de provas. Espero que gostem desse capítulo e obrigado a quem comentou. Eu vou tentar fazer o capitulo 18 ainda hoje, por que além das provas estou ocupada com as coisas da igreja. Essa quinta começa o congresso e só termina domingo á noite e como eu faço parte da programação eu estou sem tempo. Enfim, como acham que vai ser o resto do ensaio? E a conversa?  Espero que estejam gostando da história.
Xx

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Capitulo 16

-Vanessa, eu... –Tentou argumentar, mas logo foi interrompido.
-Não, não vá. Eu preciso de você, afinal, você é o meu fotógrafo. Eu não pretendo fazer isso com mais ninguém, e nem me atrevo. Somente com você.
-A Vanessa está certa, Zac. –Disse Ashley se pondo ao lado dela. –Você não pode ir. Você faz parte do plano.
-Mas...
-Mas nada. Depois nós conversamos. –Assegurou-lhe Vanessa.
-Tudo bem. Então, vamos. –Eles caminharam até a parte onde estavam às outras modelos com seus empresários e o empresário e Vanessa, juntamente com o diretor do ensaio. –Você não ia fazer o ensaio sozinha?
-São dois ensaios. Um é com lingeries dos anos 50 e o outro farei sozinha.
-Entendi. Eu vou ser o fotógrafo de qual?
-De ambos.
-Você é louca.
-Está vendo, Ashley? –Perguntou V olhando para a amiga. –Você corrompe as pessoas.
-Ele está falando a verdade. –Falou a loira se defendendo.
-Muito bem, pessoal. –Disse o diretor. –Já que chegaram todas as modelos, vamos começar. Vanessa, eu quero falar com você em particular. As outras já podem ir se trocar.
-Ham, tudo bem. –Disse se afastando com ele.
-O que será que ele quer com ela? –Perguntou Zac os olhando de longe.


-Hm, está com ciúmes, Zac? Vocês só deram um selinho, se acalme.
-Não seja patética, Ashley. Eu só quero saber. E não fale nesse beijo.
-Você queria, confesse.
-Já pedi para não falar.
-Eu falo quando eu quiser. Vê se entende o que eu estou tentando te mostrar. Se ela não quisesse, teria se afastado. Por que custa você aceitar que ela ainda ama você?
-Ela ainda está casada com ele.
-Por que você foi um frouxo e deu um chute nela, sem mais nem menos.
-Isso não vai se repetir nunca mais. Não enquanto ela estiver casada.
-Se você quiser que o divórcio aconteça, lute por ela. Diga como se sente.
-Não é tão fácil assim.
-Mas beijar ela na frente de todos é, ou não? Você parecia bem a vontade.
-Eu estava fora de mim, eu não...
-Não negue seus sentimentos. Pela primeira vez em anos eu vi você fazer algo sem pensar no que os outros iam pensar. Pare de pensar na opinião dos outros e lute pela sua felicidade. Eu sei e você também sabe que a sua felicidade é ao lado dela.
-Mas e a dela, será que é do meu lado?
-Isso só você pode descobrir. Quando vocês forem conversar, fale toda a verdade. Fale como se sente. Aproveite à ira que ela está sentindo por ele e diga o real motivo de tudo.
-Não posso, não é tão simples. E tem Julyanna, você sabe. Eu tenho que descobrir onde ela está.
-Pelo amor de Deus, Zac. Se ela realmente estivesse falando a verdade, não teria fugido. Se ela te amasse como dizia ela não teria ido, e mesmo se não te amasse, ela teria voltado para te extorquir uma boa quantia em dinheiro. Ela é uma mentirosa. Não pare sua vida por ela. Lute pela mulher que você ama. Esqueça Julyanna. Ela não merece que você pense nela.
-Ela fez parte da minha vida, me ajudou a superar a falta que Vanessa fazia. Não posso esquecê-la.
-A Vanessa está aqui, não tem nada melhor do que ela mesma para te fazer esquecer o passado. Pare de lamentar o passado e viva o presente. O futuro pode te reservar coisas boas, basta você lutar por isso. Lute pela sua felicidade. Esqueça aquela víbora que apenas usou você, e lute pela mulher que você ama.
-Eu...
-Ashley, estou indo me trocar. Vem comigo? –Perguntou Vanessa se aproximando. –Ham, atrapalho algo?
-Não. Eu só estava comentando a falta de vergonha de vocês dois. –Disse Ashley.
-Pare de falar nisso, por favor.
-Em vez de me pedir isso, deveria está rezando para que ninguém tenha visto ou tirado uma foto.
-Vire a boca para lá. Você vem comigo ou não?
-Eu vou. –Disse antes de se virar para Zac que estava cabisbaixo. –Pense no que eu te falei, Zac. Quando você perceber, pode ser tarde demais. –E saiu acompanhada de Vanessa.

[...]

-Ai, meu braço. –Disse Ashley quando sentiu alguém a puxando. –Me solta, Zac.
-Por que você acha que a Ju mentiu? –Perguntou ele.
-Ju? –Questionou antes de dar uma risada sarcástica. –A sua doce Ju é uma mentirosa. Eu apenas disse a verdade. Agora me solta que eu tenho que chamar a Vanessa.
-Me diz seus motivos.
-Me diz você os seus motivos de ficar pensando nessa piranha em vez de lutar pela mulher que você ama.
-Eu amei Julyanna.
-Você a usou para se esquecer da Vanessa. Pode até ter gostado dela um pouquinho, mas amar não. E nem ela te amou, então pare de se importar com ela.
-Ela me ajudou quando eu precisei.
-Bancou a boa samaritana e depois tentou te dar o golpe. Como não deu certo, fugiu.
-Mas ela me ajudou.
-Ajudou? –Questionou Ashley se soltando. –AJUDOU? –Gritou. –Tem certeza? Nunca vi você beber tanto antes de conhecê-la, ficar tão irresponsável, tão descuidado e mulherengo. Você era uma versão do Alex cem vezes pior. Vocês viviam brigando e ela te chutava da SUA PRÓPRIA CASA e você vem me dizer que ela te ajudou? Poupe-me da sua ingenuidade. Só porque ela abriu as pernas pra você, não quer dizer nada. Quem realmente te ajudou fomos eu e Alex. Até com teus próprios pais você brigou por essa mulherzinha de quinta. Era melhor se você tivesse se envolvido com uma prostituta do que com ela, se bem que eu não vejo diferença nenhuma entre as duas.
-Não a julgue. Você não sabe como éramos entre quatro paredes.
-Não sei e nem quero saber, mas eu imagino que eram como dois animais no cio, já que viviam marcados.
-Depois vamos conversar melhor sobre essa sua imagem de mim enquanto estava com Julyanna.
-Eu não tenho nada para falar com você sobre essa piranha. Agora me deixe ir. –E entrou no camarim onde Vanessa se trocava. –Oi.


-Que foi, V? Algum problema?
-Quem é Julyanna? –Perguntou se virando para ela.

-----x-----

Hmmm, gostaram? Desculpem a demora. Estou em semana de provas e está uma correria por que não tive 4º bimestre por que estão querendo encerrar o ano mais cedo para reformar a escola. Revelei alguns segredinhos sobre a misteriosa Julyanna.... A Ashley odeia ela, isso não da pra negar. Me digam o que vocês acham. Quem foi Julyanna? O que ela fez pra Ashley odiá-la tanto? Já sabem que ela ficou do lado do Zac quando ele deixou a V. Mas o que mais? Estou esperando seus palpites.
Xx

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Capitulo 15

-Vanessa, você deveria ter a deixado ir. –Sussurrou Zac assim que ela fechou a porta do quarto. Vanessa e Ashley haviam discutido pela ideia absurda de Tisdale de querer seguir Scott e então V foi à casa de Ashley para garantir que ela não faria nenhuma besteira.
-Você está louco? Se ele descobrisse, adeus casamento. –Sussurrou de volta se encaminhando as escadas.
-E se ela estiver sendo traída?
-E se não estiver? Zac, acorda. Se ele realmente tivesse outra, algum paparazzo já o teria flagrado.
-Nunca se sabe.
-Eu não acho que ele seria capaz.
-Aprendi a nunca por minha mão no fogo por ninguém, muito menos por Scott. Ele anda esquisito há semanas.
-Você acha que ele teria coragem?
-Não duvidaria.
-Eu não quero que ela sofra. Se realmente for verdade...
-É melhor ela descobrir sozinha do que com a mídia.
-Por que você não vai atrás então?
-Olha a hora, Vanessa. A ópera já deve ter acabado há muito tempo. –Disse apontando para o relógio.
- Duas e quarenta e cinco? O tempo passou que eu nem percebi. Não é a toa que a Ashley dormiu.
-E você deveria fazer o mesmo. Trabalhou a manhã toda e passou o resto do dia com a Ashley distraindo-a.
-Eu estou cansada, mas não consigo dormi. –Sentou-se no sofá de Ashley e agarrou uma almofada.
-Consciência pesada? –Sentou-se ao lado dela.
-Estou confusa, só isso.
-Problemas com Chace?
-É, mas já estou resolvendo. Ele me paga. –Falou com um brilho no olhar que deixou Zac curioso.
-A doce Vanessa quer vingança? –Tentou fazer piada.
-A doce Vanessa vai ter vingança. –Sorriu malignamente. –E você vai me ajudar. –Cravou suas unhas na blusa de Zac puxando-o para perto.
-Assim você me assusta, Vanessa. –Se levantou.
-Querendo ou não, você vai me ajudar. –Disse seguindo-o.
-Como? –Perguntou desconfiado. Será que ela queria traí-lo? Será que ela seria capaz? O ódio que continha no olhar dela não deixava dúvidas.
-Amanhã você descobre. –Sorriu. –Bom, daqui a pouco.
-Amanhã tenho compromisso. Marcaram um ensaio de última hora e...
-Por favor, não se atrase. –Sorriu antes de lhe dar um beijo no rosto e subir as escadas, deixando-o intrigado. O que ela estaria aprontando? Seja o que fosse, Chace deveria ter feito algo bem feio. Vanessa era doce e gentil, não fazia mal a uma formiga, mas para querer vingança... Chace, Chace... Será que ele não mudaria?
Horas passaram e o dia amanheceu. Zac acordou dolorido, pois havia dormido de mau jeito. Enquanto descia a escada, se deparou com Ashley e Vanessa conversando.

-Nossa, jurava que tinha sido o primeiro a levantar. –Disse olhando no relógio. –Seis e cinco. Caíram da cama, foi? –Sorriu juntando-se a elas no desjejum.
-A Vanessa que me empurrou. –Disse Ashley sorrindo enquanto coçava o olho. Vanessa apenas lhe retribuiu com a língua de fora enquanto se servia. –Que coisa feia. –Brincou.
-Já viu seu cabelo, minha querida Ashley? –V disse fazendo piada. –Parece um ninho.
-Hoje é meu dia de folga, Vanessa, eu quero dormir. –Falou batendo na mesa.
-Você não vai dormir, vai me acompanhar. Agora tire esse bico da cara.
-Ainda acho isso loucura. –Disse Ashley pegando uma uva. Vanessa apenas deu de ombros.
-Para onde vocês vão? –Perguntou Zac curioso.
-Para onde nós vamos. –Corrigiu Vanessa com um sorriso enigmático.
-Você me deixou curioso ontem à noite. Não acha que está na hora de explicar?
-Na hora certa você descobre. –Sorriu. –Dormiu bem?
-Dormi de mau jeito e meu pescoço está meio dolorido.
-Coitadinho. Depois a Vanessa te faz uma massagem. –Disse Ashley.
-Eu por quê?
-Por que eu disse, agora passa o leite. –Vanessa revirou os olhos e passou o leite. –E nada de fazer cara feia, ou eu não saio de casa.
-Está bem, está bem. –Disse bebendo um gole de café.
-Por que eu não posso saber? –Disse Zac fazendo biquinho.
-Na hora certa, eu já disse.
-É uma loucura. –Disse Ashley.
-Não, não é. É vingança.
-Agarrar o primeiro que você vê na frente é vingança, isso é loucura.
-Agarrar o primeiro que se vê na frente é falta de vergonha na cara.
-Dane-se.
-Eu já terminei, vou tomar banho. Vocês dois se apressem, por favor. –Disse V se levantando e Zac percebeu que ela usava um pijama do Mickey Mouse que pelo tamanho deveria ser de Ashley.
-Eu vi, hein. –Disse Ashley depois de Vanessa desaparecer.
-Você deveria ter vergonha desses pedaços de pano que você usa.
-Quem deveria ter vergonha é você que fica desejando mulheres casadas.
-Cala a boca, Ashley. –Disse dando um gole no café. –Ela ainda tá na mesma?
-Indecisa? –Perguntou. Ele fez que sim com a cabeça. –Mais ou menos.
-Mais pra mais ou mais pra menos?
-Empate. Bom, até anteontem. O que ele fez ontem me faz ter certeza que ela quer que esse casamento vá para o espaço. A gente ainda não conversou, mas pelo que eu a conheço é isso sim.
-Ela sabe que eu sei?
-Não, e você faça o favor de não deixar transparecer. Ela vai se sentir mais humilhada do que já está.
-Eu sei fingir, Ashley. –Disse ele. –E a propósito, o que ela quer fazer?
-Você vai querer morrer, Zac. Mas pense no lado positivo: É com você.



-Como assim?
-Na hora você vai saber. –Disse levantando. –Eu já terminei. Se você não se apressar, vai se arrepender. Ela acordou a todo vapor hoje. –Disse antes de lhe dar um beijo na bochecha. Subiu atrás de Vanessa. Entrou no quarto e escutou o barulho de água caindo.

-Ai, droga. -Gemeu Vanessa irritada de dentro do banheiro.
-Que foi? –Perguntou Ashley se aproximando da porta.
-Minha menstruação desceu. –Respondeu entre dentes.
-Isso é castigo de Deus. Sinal que é para você não fazer.
-Eu vou fazer, nem que para isso eu tenha que usar interno.
-Interno dói muito, Vanessa. Ele não merece todo esse esforço.
-Merece isso e muito mais. Ele me paga, Ashley. O que ele mais abomina no meu emprego, ele vai ter. Quem sabe assim ele aprende a tomar cuidado com as palavras na próxima vez.
-Vanessa, pede o divórcio e ponto. Acaba com isso.
-Eu não vou ser a única a sofrer nessa relação. Antes que acabe, ele vai sofrer também. –Disse saindo do banheiro enrolada numa toalha. –Ai. –Disse se sentando e cruzando as pernas.
-Te falei que interno doía. Ainda mais em quem não tem costume.
-Eu aguento. São poucos minutos.
-Você é louca. –Disse se abaixando pra ficar na altura do olhar dela. –Zac perguntou.
-Você disse? –Perguntou arregalando os olhos.
-Claro que não. –Se levantou. –Eu só disse que você está indecisa, mas que depois de ontem você deve querer que o casamento exploda.
-Ele sabe?
-Não, não. –V a encarou. –Está bem, ele sabe.
-Ashleeeeey. Pedi-te para não contar.
-Você queria que eu fizesse o que? Eu tinha que ter uma desculpa para teu mal humor.
-Inventava.
-Ele te conhece, Vanessa. Se eu mentisse, ele ia saber.
-Dane-se. O meu foco agora é Chace. Eu vou infernizá-lo até ele dar entrada no divórcio. Depois, eu parto pra outra.
-Se apresse. Zac não está de olho em ninguém, mas esperar cansa e muito. Até porque você não me deixa dizer quase nada. Ele acha que eu que crio fantasias.
-Continue assim.
-Futura ex senhora Crawford, eu vou matar seu advogado. Ele inventa as coisas e eu que tenho que por em prática.
-O preço da amizade, minha querida. –Disse levantando.
-Que amizade cara, eu hein. Mas diga-me, o que eu vou fazer? Ficar te admirando?
-Sorria e acene, apenas. –Sorriu mexendo na mini bagagem que havia levado para a casa de Ashley na noite anterior. Escolheu sua roupa e pegou a maquiagem.
-Eu vou tomar banho. –Disse Ashley pegando uma toalha e entrando no banheiro, deixando Vanessa sozinha no quarto se maquiando.
-Ashley, o... –Disse Zac entrando e parando ao vê-la de toalha. –Desculpe, eu volto depois.
-Não, pode ficar. Não tenho nada de diferente das outras mulheres com quem você dormiu. –Disse dando um nó mais forte na toalha.
-Eu só queria avisar que o Scott ligou.
-ASHLEY, O SCOTT LIGOU. –Gritou Vanessa.
-DEPOIS EU RETORNO. –Gritou a loira de dentro do banheiro.
-Se fosse pra gritar, eu gritava. –Falou Zac.
-E porque não gritou? –Questionou Vanessa tampando o batom.
-Você está horrível. Parece uma palhaça. –Brincou.
-Nossa, você é tão cruel. Vou chorar rios. –Debochou. Ele sorriu e ela retribuiu. –Então, vai sair ou vai querer que eu me vista na sua frente?
-Ah, sim, desculpe. Eu já estou de saída. Já volto, digo , até logo, não, eu vou tomar banho. –E saiu. Ela riu. Ele continuava o mesmo garoto tímido de sempre. Vestiu-se e enquanto procurava os sapatos no closet, Ashley saía do banho.
-Nossa, está linda. Vai polemizar.
-É essa a intenção. –Sorriu se abaixando para pegar os sapatos escolhidos.
-Estás louca? Vai usar salto alto estando menstruada? Quer ter varizes, é?
-Uma vez não faz mal.
-Olha o tamanho desse salto. Vale por mil.
-Exagerada. –Disse se sentando na cama.
-Antigamente, as pessoas pediam as coisas emprestadas.
-Pessoas velhas e suas manias. –Riu. Elas terminaram de se aprontar e desceram as escadas e viram que Zac já as esperava.
-Vamos? –Perguntou ele ajudando Vanessa nos últimos degraus.
-Vamos. –Disse ela descendo um pouco o vestido. Vinte minutos depois eles adentravam em um estúdio.

-Isso está muito estranho. –Disse ele. –Muito escuro, muito...
-Sensual? –Disse ela entrelaçando a mão na dele que logo sentiu falta de um anel.
-Cadê sua aliança?
-Ficou em casa.
-Você é louca. –Disse Ashley observando o lugar. –Agora eu tenho a certeza disso.
-Vai buscar água pra mim, por favor.
-Não sou sua escrava, mas eu vou. –Disse Ashley saindo.
-O que você está aprontando, Vanessa? –Perguntou ficando de frente com ela.
-Você não se cansa de perguntar isso?
-Enquanto você não responder, eu vou continuar perguntando.
-Destemido como sempre. –Disse passando os braços em torno do pescoço dele. –Essa fumaça deixa um clima romântico no ar, não acha?
-Eu acho que você está louca. –Disse passando as mãos pelos quadris dela. –Mas eu gosto.
-Gosta? –Disse aproximando o rosto do dele.
-Gosto. –Encarou os lábios vermelhos da morena a sua frente. A boca entreaberta era irresistível. Ele roçou os lábios no dela. Ele fechou os olhos e então percebeu o quanto sentia falta do beijo doce daquela morena. O beijo iniciou calmo com um selinho. O coração de ambos batia forte. O toque era mínimo, mas as sensações que percorria aqueles corpos não. Era como se uma corrente elétrica passa-se por ambos, deixando-os arrepiados.
-Vanessa, você não vai acreditar em quem eu encontrei wow. –Disse Ashley parando. Eles se separaram. –Que diabos vocês pensam que estão fazendo? Estão em público, se não sabem. Procurem um quarto pelo menos. –Disse fazendo piada.
-Ashley, eu... Nós... É que... –Disse Vanessa gesticulando. Sem saber o que dizer ela saiu.
-E você mocinho? –Perguntou Ashley olhando pra ele.
-Eu não sei o que deu em mim. Eu realmente não queria. Nós não queríamos. Ela começou com as brincadeiras dela e eu não resisti. Ela deve está pensando o pior de mim.
-Toda brincadeira tem um fundo de verdade. Se ela que se aproximou, ela que tem a culpa.
-Você viu?
-Eu vi, mas achei que vocês não iam tão longe.
-Eu não sei o que fazer. Eu acho que vou embora.
-Não, você não pode ir.
-E porque não.
-Porque eu preciso de você. –Disse Vanessa aparecendo atrás dele.

-----x-----

Well, well, zanessa sendo zanessa. Acho que fui mais que óbvia em quem a Vanessa quer. Meninas, estamos conectadas porque vocês acertaram KKKKKKKKKK Mas, somente no próximo capitulo, isso se o Zac não for embora u.u Espero que gostem e comentem (:
Xx

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Capitulo 14

-Senhora Crawford, tem certeza? –Perguntou o advogado e antigo amigo da família Hudgens, Patrick Grey. Vanessa já havia ligado outras vezes dizendo a mesma coisa e na última hora, uma tragédia acontecia e tudo era anulado. –Gostaria que a senhora pensa-se mais no assunto.
-Eu já pensei. –Fungou.
-Percebo que está chorando. Peço que se acalme. Fazemos muitas besteiras de cabeça quente. Pelo pouco que conheço o Sr Crawford, eu imagino que ele não está sabendo dessa ligação.
-Não, ele não sabe e eu quero que tudo permaneça desse modo. Quero sigilo absoluto. Eu só quero que ele descubra quando os papéis chegarem ás mãos dele.
-Senhora Crawford, tente se acalmar. O que aconteceu entre vocês?
-Ele me magoou.
-E é por isso queres o divórcio? Senhora Vanessa, eu sei que és madura o suficiente para não querer acabar com seu matrimônio por uma simples mágoa. Escute-me: Vocês são jovens e já passaram por muita coisa. Você quer mesmo acabar com seu conto de fadas por uma simples briga? –Perguntou Patrick.
-Não vivo nenhum conto de fadas, o Sr sabe muito bem, e não foi uma briga qualquer. Estou cansada de sofrer. Quero aproveitar que estamos distantes para não vê-lo mais. –Disse tentando segurar o choro.
-Onde a senhora está?
-Em L.A, vim visitar minha família, e ele ficou na Índia.
-Entendo. Já sei qual é o problema. Como vocês estão longe um do outro, estão se desentendendo.
-Por que todo mundo fala isso? –Perguntou irritada. Não era óbvio que o problema não era à distância e sim o temperamento de Chace?
-Por que é a verdade. A senhora sabe que eu estudei psicologia antes de estudar advocacia e sei que muitos casais passam por isso quando se distanciam. Acham que o amor acabou e por isso se separam. Não cometa esse erro.
-Então o que me sugere? Não posso perdoá-lo, não consigo, e nem quero. –Recomeçou a chorar.
-Eu não deveria estar fazendo isso, vai contra minha ética e minha moral, mas tenho muita consideração por você e sua família e também já fui longe demais com essa conversa e vou continuar. Diga-me, Vanessa: Por qual motivo vocês brigaram?
-Nesses últimos dias nossas conversas eram de apenas poucas palavras e quando tentávamos aprofundar algum assunto, acabávamos discutindo. E para piorar a situação, há minutos atrás ele praticamente jogou na minha cara que eu não consigo segurar um filho.
-Entendi. Ele deve ter dito no calor do momento. Falamos sem pensar quando estamos de cabeça quente.
-É falando sem pensar, que a gente fala o que pensa.
-Entendo que estejas magoada, mas respire fundo e pense melhor no assunto do divórcio. É muito precipitado, não acha?
-Talvez. –Disse repensando. Eles conversaram por meia hora até enfim, desligarem. Foi uma consulta terapêutica pelo celular. Após a conversa com Patrick, ela ligou para John, seu empresário, e pediu para ele aceitar o convite que havia surgido para ela há dois dias atrás. Chace iria ter uma bela surpresa.

Ashley estava fechando a porta de sua casa quando seu celular começou a tocar. Número desconhecido. Relutou, mas acabou atendendo.

-Alô? –Atendeu a loira apreensiva, já sabendo quem lhe responderia.
-Você é uma anta mesmo. –Disse a voz já esperada e obviamente modificada por algum programa de computador.
-Você não desiste, não? –Perguntou Ashley irritada. –Eu amo meu noivo e sei que ele me ama. Por que é tão difícil você aceitar?
-Se ele te ama, porque lhe trai?
-Ele não me trai, e se você não parar de me passar trotes, eu vou acionar a polícia para te rastrear.
-Se você realmente quisesse, já terá feito isso antes. Você já está desconfiada e por isso atende minhas ligações.
-Atendo porque achei graça no início, mas agora não acho mais. –Mentiu. Ela estava começando a desconfiar de Scott. Às vezes ele desligava o celular de noite... “Para Ash, para. Algumas vezes ele trabalha a noite. Nada de se contaminar. Vocês dois se pertencem.”
-Acho que não, querida. Eu sei que você desconfia e você também sabe. Tenha o mínimo de bom senso e não negue.
-Eu vou pedir pela última vez: Não me ligue nunca mais, ou você vai se entender com a polícia.
-Tem certeza que não quer que eu te ligue, Ashley?
-Te-tenho. –Disse com a voz trêmula. Droga. Ela não tinha certeza. A ‘voz’ sabia de coisas que nem ela mesma sabia. Sabia quando Scott ia se atrasar para o jantar ou se ele iria chegar mais cedo para o almoço.
-Não, você não tem. Vou te fazer um favor. Você mesma veja o que eu estou tentando te mostrar a semanas. Scott vai estar com a amante hoje na ópera e logo depois os dois vão para o AP dele. Vá atrás dele e comprove.
-Não, eu não vou a lugar nenhum,
-Faça um favor a si mesma e comprove que está sendo traída.
-Eu confio nele, e outra, Scott odeia óperas.
-Mas a amante dele adora.
-Ele vai dormir cedo hoje, pois tem que acordar cedo amanhã para filmar um videoclipe com o nascer do sol. –Disse se arrependendo em seguida. Não tinha que dá satisfações há ninguém da vida pessoal do noivo.
-Acho que ele vai ficar acordado a noite toda. –Debochou.
-Olha se você não tem nada pra fazer, tudo bem, mas eu tenho. –E desligou. Droga. O celular dela tocou novamente, mas dessa vez era Vanessa.

-Oi V. –Disse antes de beber um gole de água para se recuperar. Ela sempre ficava nervosa quando a ‘voz’ lhe ligava.
-Oi Tizz. Estás bem? –Perguntou V preocupada. Havia notado a voz alterada de Ashley.
-Sim, só estou cansada.
-Ah. –Disse não acreditando muito. –Só te liguei para saber se você não quer sair pra jantar comigo hoje à noite.
-Desculpe Vanessa, mas eu já tenho compromisso.
-Ah, que pena.
-Se quiser, pode me acompanhar.
-E atrapalhar seu jantar com o Scott? Dispenso. Não tenho vocação para ser vela. –riu.
-Sua boba. –A acompanhou. –Não vou jantar com o S.
-E então?!
-Eu vou à ópera.

-----x-----

Está aí girls, espero que gostem. Emoções com Chanessa e com Scotley. O que esperam do próximo capitulo? Posso dizer que Chace vai chegar em L.A. a qualquer momento e para salvar o casamento. O que será que a Vanessa vai fazer para se vingar? Deem sugestões, quero vê se vocês acertam dessa vez. Vejam meu outro blog. Sempre que posto aqui posto lá também >>  Bring The Pain :)
Xx