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quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Capitulo 11

No capitulo anterior...

'' -"Para com isso agora". –E riu. Ele a pegou no colo e a rodopiou no meio do escritório gritando, com ela vermelha de tanto rir e de tanta vergonha. Depois de alguns segundos, ele a pôs no chão. Seus olhares se cruzaram, o coração bateu mais forte. Alguma força magnética parecia puxa-los um para o outro... ''

Interrompendo esses pensamentos, um celular começou a tocar.

-É o meu. –Disse ela sem jeito. Olhou no visor e fez uma careta. –Deixa tocar mais um pouquinho.
-Chace?
-Tik.
-Por que não atende? –Ele perguntou enquanto saíam da empresa em direção ao parque.
-Ah, não sei. Gosto desse toque. –Ela riu sem graça e ele a acompanhou.
-Certo. Agora me diz por que não quer atender?
-Por que você me conhece tão bem, hein? –Perguntou chateada por ter sido pega na mentira.
-Porque sim, agora me diz. Por que não quer atender?
-Porque ele vai saber que eu estava chorando. –Disse depois de respirar fundo. Zac a olhou estranhamente. Frustração? Não, coisa da cabeça dela. –Que? Pensa que é o único que me conhece? –Tentou fazer piada.
-Não, é que... Bom...Eu...
-Que? Fala logo. Você o que?
-A ficha ainda não caiu, Vanessa. Eu ainda fico pensando se não é um sonho. Você de volta. E voltou pra ficar. –Foi a vez dela olha-lo com estranheza. –Que? Você voltou pra ficar, não foi?
-Bom... Eu não sei.
-Como não sabe? Você esta quase trabalhando, porque voltaria para a Índia?
-Ah, Zac. É complicado. O meu plano inicial era vim para L.A. e passar um tempo com minha tia. Cerca de três meses depois, Chace viria a meu encontro e daqui, iriamos para Salinas visitar meus pais que retornaram para la assim que viajei para Nova Iorque.
-Mas... eu sei que tem um ''mas''.
-Mas, eu não esperava conseguir esse emprego, fazer amizades... te reencontrar. –Disse e então respirou fundo. –Eu não sei o que fazer. Depende de Chace.
-Depende de você, e somente você. Você é uma menina crescida e a única que decide seus caminhos.
-Não, Zac. Depende de Chace.
-Ele não é seu pai.
-Não, não é. É algo mais importante. É meu marido. Não posso abandona-lo por culpa de um misero emprego. Não é certo deixa-lo em outro país cheio de mulheres bonitas e esperar que o casamento de certo.
-Tens razão, mas ele não poderia vim de vez em quando? Ou tu ires ao encontro dele? –Perguntou Zac. Não queria que Vanessa voltasse para a Índia, não conseguia nem pensar no assunto. Um oceano os separando. Não. Ele não podia deixar isso acontecer novamente.
-Poderia dar certo no começo, mas depois seria em vão. Somos como um só, muito tempo separados nos destruiria.
-Você esta sendo pessimista.
-Realista. Vamos supor que eu faria como você diz. Eu moro aqui e ele lá. Ele vem me visitar como tu disse. Do que adiantaria? Eu passaria a maior parte do tempo trabalhando e só o veria a noite, mas estaria cansada demais então não conversaríamos, não sairíamos, não namoraríamos... O casamento seria um verdadeiro fracasso. E se eu fosse seria a mesma coisa. Na verdade, seria pior, afinal, eu teria que morar num hotel bem distante da casa que moro hoje.
-Só por estar de visita?
-Eles não me veriam como visita. Eu seria vista como a mulher que largou o marido por um emprego. E morando em casas separadas seria a mesma coisa. Sem conversa, sem diversão e sem namoro. Não, acho que daria para namorar. Mas em vão, porque seriam poucos dias. Eu não poderia deixar L.A. por muito tempo e é a mesma situação com ele e a Índia.
-Entendi. Atende logo esse telefone. –Disse ele frustrado.
-Tik He, se acalma. –Falou ela não entendendo a mudança de humor repentina.

-Alô?
-Sou eu. –Disse Chace do outro lado da linha. –Por que a demora?
-Ah, oi amor. –Disse ela se afastando fingindo um auto entusiasmo. –Eu nem vi que era você. É que meu celular ficou no carro do Alex e acabou disparando o alarme e como os elevadores estavam cheios, viemos correndo pelas escadas e eu nem olhei no visor. –Disse ela tranquilamente e Zac conteve o riso.
-Onde vocês estão?
-Estamos aqui na empresa do Alex. Ele teve que vim assinar uns papéis e daqui vamos correr.
-Ah. E essa voz melancólica, meu amor? O que houve? O que o Alex te fez?
-Calma amor. –Riu. –Não aconteceu nada.
-Você não me engana. Pode falar.
-Ah, Chace. Eu... eu... –Olhou para Zac procurando ajuda, e ele simplesmente lhe virou as costas como se disse-se ''se vira''.
-Você o que, Vanessa? Não diga que é TPM porque eu sei que seu ciclo menstrual é no final do mês.
-Não ia dizer TPM.
-Ia dizer o que, então?
-Ah, amor. Eu não quero falar.
-Desde quando você não me fala as coisas?
-Chace, serio. Me sinto desconfortável.
-Esta se sentindo mal?
-Não, não é isso.
-E o que é?
-Eu... Eu estou com saudades, poxa. –Disse enfim. –Estou com saudades da Índia, da dona Kalika e suas broncas por eu estar de sandálias dentro de casa, do seu Magan brigando comigo por eu não te deixar dormir no mesmo quarto que eu quando brigamos, de Uma e suas perguntas nada indiscretas e de você, é claro. Sabe como é difícil dormir sozinha numa cama enorme? Sinto tanto a sua falta do meu lado, e isso me faz chorar–Dito isso, ela derramou uma lágrima. Não era mentira. Sentia falta do marido. Chace esteve presente nos momentos mais difíceis da vida de Vanessa e ela estava apegada a ele. Não era fácil se separar de uma hora pra outra. Havia passado por isso com Zac, não sabia se aguentaria se isso acontecesse entre ela e Chace.
-Minha borboleta, não quero que se sintas assim.
-Eu também não quero me sentir assim. Passaram-se apenas três dias e eu já sinto sua falta a ponto de pegar o primeiro avião e voltar para seus braços. Me sinto uma fraca.
-Se és fraca, também sou. Esses dias parecem eternidades, amor. Eu não sei como ainda não estou aí. Confesso que pensei em pegar o primeiro avião para te fazer uma surpresa, mas achei melhor ficar. Não sabia como tu reagirias.
-Por que não o fez, Chace? Estou morrendo por dentro. Pensei que os três meses passariam rápidos, mas vejo que me enganei. Sinto-me presa a eternidade.
-Não, Vanessa. Precisamos desse tempo separados. Precisamos saber como realmente estamos. Estávamos brigando constantemente e isso não pode continuar. Mesmo que doa, precisamos realmente desse tempo longe um do outro. Eu sinto tanto a sua falta, mas estou conseguindo aguentar e você também consegue.
-Eu não sei. Sou uma boba. –Disse sorrindo enxugando as lágrimas.
-Não, não é. Você é minha boneca e vai conseguir. Você tem amigos aí para te distrair, e eu tenho apenas a empresa.
-Você tem amigos também. Vai pra farra com eles.
-Fiz isso na primeira noite, mas não foi a mesma coisa. Não é legal beber e depois chegar em casa e não te encontrar pra brigar comigo e acordar a casa inteira enquanto me expulsa do quarto. A vida não tem graça nenhuma sem você.
-Para, Chace. Assim fico sem graça.
-Eu só estou falando a verdade. Eu te amo tanto, Vanessa, mas tanto. As vezes penso que vou sufocar de tanta felicidade só por estar casado contigo e te ter ao meu lado para o resto da minha vida.
-Mas não estamos juntos fisicamente, e é isso que dói.
-Eu sei, dói em mim também. Sinto como se faltasse uma parte de mim a cada instante. Não tenho nem animo para chegar em casa. Só de pensar que ficarei sozinho, tenho vontade de bater no primeiro obstáculo no caminho para ficar inconsciente. Quem sabe assim a dor não acaba.
-Não fale isso nem de brincadeira. Isso seria um gesto de pura falta de bom senso. Acabaria com sua dor, mas aumentaria a minha de forma inexplicável. Não suporto a ideia de te ver machucado, ainda mais longe de mim. –Disse ela se desesperando. –Vamos mudar de assunto.
-É o melhor. E Alex, onde esta? Poderia falar com ele?
-Bom, ele... –Olhou em volta e viu que Zac havia sumido. –Eu não sei onde ele esta. Desapareceu. Devia estar de sentido excluído da conversa. –Riu pensando em onde Zac estaria e se seu desaparecimento tinha sido por culpa dela e das declarações de amor direcionadas há Chace. –Por que?
-Queria pedir para ele cuidar bem de você.
-Pode deixar que ele cuida. Ele e a Ashley.
-Ótimo. Amor, vou desligar antes que eu chore. –Riu, mas ela sabia que não era mentira. –Depois nos falamos.
-Tik. Amo-te, beijos.
-Amo-te mais. –Droga. Sempre era assim. Quando ela estava se aproximando de Zac, algo dava errado. O destino pregava peças e então, o jogo virava.

     Vanessa olhou em volta a procura de Zac. O encontrou do outro lado da rua conversando com uma garotinha. Suspirou. A menina parecia perdida. Sorriu ao se lembrar de quando Zac tentou curar sua aversão à crianças, levando-a em um passeio surpresa num orfanado, de onde seu irmão menor, Dylan, havia sido adotado, coisa que apenas a família de Zac e ela sabiam. Sua opinião a respeito dos pestinhas somente mudou quando ela sofreu o primeiro aborto. Nunca havia pensado em casar, ter filhos, construir família, mas quando descobriu que poderia ter sido mãe, sentiu essa necessidade. A ideia de ter um serzinho dentro dela, que dependeria dela, mudou completamente sua forma de ver a vida.
     Com Chace, não foi diferente. Assim que soube que poderia ter sido pai, passou a vê a vida de outra forma. Lembrou-se de sua infância e como era feliz, brincando com seu pai. Sentiu vontade de ter alguém dependendo dele, o chamando de "pai". Alguém para ensinar a andar de bicicleta, ensinar a jogar futebol americano. Desde o primeiro aborto da esposa, sempre que via uma criança, o seu coração batia mais forte. Mas ele não podia forçá-la a ter um filho. Não depois de tudo o que ela passou. Sabia que ela ainda sofria com isso, não queria lhe causar mais dor e sofrimento. Havia sido culpado pelos abortos de Vanessa com seus ciúmes e sua obsessão para com ela, ele admitia, mas não era intencional.
     Quando ela pediu para ir para L.A. pela primeira vez, ele negou de prontidão. Mas depois que o estado de saúde de Carla se agravou, ele não tinha mais como impedi-la. Claro que ele cuidou de tudo antes. Investigou a família dela, os ex amigos e amigas, e ate de Zac foi procurar saber. Descobriu o quanto ele tinha prosperado e sabia que aquilo poderia ajuda-lo a ter Vanessa de volta se quisesse, e por isso implorou para que na noite antecedente a sua viajem, Vanessa se deitasse com ele sem proteção alguma. Pensou que se por acaso ela e Zac se reencontrassem e houvesse uma recaída, um filho mudaria toda a história. O orgulho de Zac o impediria de assumir ou até mesmo criar o filho de outro homem, e o mesmo aconteceria com Vanessa, que não permitiria que seu filho fosse criado por outro homem que não fosse o próprio pai, nem que seja a distância. Se eles não se reencontrassem, ainda sim um filho seria bem vindo.
     Chace pegou a foto de Vanessa que ficava em cima de sua mesa e a admirou. Lembrou-se do real motivo por ter feito o que fez. A amava tanto e o que menos queria era faze-la sofrer, mas não havia outra alternativa, precisava dela ao seu lado e tinha de ser logo, pois...pois... Lágrimas brotaram dos olhos de Chace e ele as deixou vim, sem limpá-las ou esconde-las, o que fazia sempre que havia alguém por perto, mas ele estava sozinho em sua sala, e com toda certeza, deveria estar sozinho em toda a empresa, de acordo com o horário. Chace não queria perde-la. Ele a amava e sabia que ela sentia o mesmo, mas era inevitável.
     Vanessa ficaria sozinha muito antes do que imaginava, e para piorar a situação, ela seria pega de surpresa, o que só a machucaria mais ainda e ele sabia disso. Mas não podia contar a ela, não queria que ela sofresse antes da hora. Ele faria dela a mulher mais feliz do mundo para compensá-la por todas as lágrimas derramadas. No meio a tantos pensamentos, alguém bate na porta de sua sala, o que o assusta.

-Quem é? –Perguntou ele desconfiado. Quem ainda estaria naquela empresa tão tarde sem ser ele? E quem teria a audácia de incomodá-lo?
-Sou eu Sr Chace. Victoria Justice.
-Ah, entre. –Ela entrou. –Pensei que já havia ido, ou melhor, já o deveria ter feito.
-Eu sei que não deveria estar aqui, mas estou preocupada. O Sr esta muito cabisbaixo, não come direito e sempre és o ultimo a sair e o primeiro a chegar, e agora o pego sozinho e chorando. Sua esposa não gostaria de lhe ver nessa situação, tenho certeza. Eu mesma me sinto mal.
-Eu sei, eu sei, mas não posso fazer nada a esse respeito. Não tenho ânimo para come e nem vontade ir para casa. Pra que irei? Para ficar sozinho? Prefiro trabalhar.
-O Sr não ficaria sozinho. Tem o sócio com o qual divide a casa.
-Mas do que adianta? Ate porque, não estou com paciência para passar a madrugada inteira falando de negócios. Eu queria poder chegar em casa e encontrar minha Vanessa me esperando para conversar... –Caiu no choro de novo.
-Sr Crawford, por favor, não chores. Eu sei que esta sendo difícil, mas o Sr tem que vê o lado positivo.
-Que lado positivo? Ela se acostumar a ficar sozinha? –Debochou.
-Apesar do seu deboche, não deixa de ser uma verdade. E pense bem, o Sr pode levar mais a sério o seu tra... –Ele a interrompe.
-Não diga essa palavra.
-Não direi, mas lembre-se da verdade. Lembre-se do real motivo por ter me contratado. Não posso lhe obrigar a comer, mas é meu dever cuidar do Sr e falar minha opinião se for para o seu bem, o Sr gostando ou não. Sou paga para isso.
-Lhe pago o dobro se me deixar em paz.
-Apesar de ser uma oferta generosa, recuso. Isso é antiético e eu não passei anos numa faculdade para ser subornada e foi por isso que me contratas-te, não se lembra?
-Sim, foi para isso, mas na condição de ninguém descobrir.
-E ninguém descobriu até agora.
-Engraçado você falar isso, pois hoje cedo ouvi conversinhas com os nossos nomes envolvidos.
-Eu também ouvi, mas eles pensam que somos amantes ou coisas do gênero. Nada para nos preocuparmos, longe da realidade.
-Minha esposa sai como a traída e não devo me preocupar? E a reputação dela suja não deve me importar?
-Na verdade a minha que esta suja, pois me veem como a secretaria que tem um caso com o patrão para subir na vida. Sr, sua esposa é vista como a vítima e eu, a vilã.
-Não os culpo e sim, a ti mesma. Se não ficasse entrando na minha sala de quinze e quinze minutos, eles não teriam o que falar.
-Certo, vou ser uma secretária menos eficiente a partir de amanha.
-Lhe agradeço.
-Mas...
-Estava bom demais para ser verdade. –Victoria sorriu antes de continuar.
-Vou ser uma médica mais cuidadosa.
-Então vai dar comida na boca e me dar banhos, porque, sinceramente, é só o que te falta fazer. –Sorriu.
-Se for necessário, quem sabe. –Deu um leve sorriso. –Não quero que se entregue Sr Crawford. És muito jovem e forte.
-Nem tanto. –Riu desgostoso.
-Não se renda, por favor. Prometa-me isso.
-Prometo que tentarei. É difícil lutar sozinho, sabe?! –E então as lágrimas mais uma vez ameaçaram cair. Ela não resistiu e o abraçou. Ele se surpreendeu, mas aceitou o abraço. Estava carente, sozinho. Todo carinho era bem vindo.
-E se eu lhe ajudar? Já que não quer que sua esposa saiba, eu o apoiarei. Pode ser?




 -Se eu não tiver que pagar a mais por isso. –Os dois riram e ela lhe desprendeu do abraço, não queria abusar. –Obrigado. –Falou com sinceridade enquanto encarava aqueles olhos castanhos que com a pouca luz da sala ficavam pretos.
-Só estou fazendo meu dever. –E se encaminhou ate a porta.
-Victoria? –Ele chamou.
-Sim, Sr?
-Eu sei que é farda, mas evite usar roupas tão brancas. Estamos combinados? –Ela riu.
-Certo. Amanha virei de preto. –Riu mais um pouco. –Boa noite.
-Boa noite e antes que você reclame, já estou de saída.
-Ótimo. Qualquer coisa me ligue, o telefone estará ao lado da cama.
-Obrigado. –Ela lhe lançou um sorriso e enfim saiu.

Ele voltou à realidade. Estava sozinho outra vez. Olhou novamente para a foto de Vanessa e pensou em como ela reagiria se soubesse o que se passara na cabeça dele naquela manhã. Claro que Victoria precisaria aprovar a ideia, o que ele duvidada, já que sua imunidade estava baixa, pois ele não se alimentava bem desde que a esposa havia viajado. Ele também teria que arranja um substituto para Victoria. Ela era eficiente no que fazia, mas não passaria uma boa impressão para ele viajar com uma empregada recém-contratada e que o tratava melhor que a própria esposa. Se bem que Victoria sabe da verdade... Não, ele não deve abusar da sorte. Vanessa não gostaria nada da ideia de ter o marido viajando com a nova secretaria, cujos boatos diziam que eles tinham um caso. Ele sabia que aquela conversa logo chegaria aos ouvidos da esposa e pensou em ligar-lhe para esclarecer tudo e evitar que os fofoqueiros envenenassem-na. Resolveu ligar antes de dormir, assim, sonharia com ela. O trânsito de Chandigarh, capital de Punjabe, um dos Estados mais ricos da Índia, estava calmo e tranquilo, o que fez Chace chegar em casa meia hora depois. Após negar o jantar, coisa que sempre fazia desde que Vanessa havia viajado, ele foi para o quarto. Tomou um banho gelado e demorado, e só então, telefonou para a esposa.

-Oi amor. –Disse ela atendendo no segundo toque.
-Oi. Esta fazendo o que? –Perguntou enquanto deitava-se apenas de cueca Box. Checou a hora e viu que era duas e meia da madrugada, ou seja, meio dia e meia em L.A.
-Estou almoçando, ou melhor, esperando a Ashley terminar uma sessão fotográfica para enfim fazer o pedido. Ela não queria me deixar sozinha pelo que aconteceu ontem, mas não podia adiar e por isso o Alex ficou de babá. –Riu.
-Ah, sim. E ainda esta com ele?
-Sim, terminamos a pouco a corrida. Estou destruída. –Riu mais uma vez.
-Você é uma sedentária. –Disse contagiado pela alegria dela.
-És tão romântico. –Riu–. Que culpa eu tenho se o único exercício físico que pratico é a dança?
 -Dança para mim, é claro.
-É, danço para você. E é por isso que desde que cheguei aqui, tenho ganhado peso, afinal, só fico dormindo, comendo e mofando no AP. Quando você chegar, vou esta rolando por aí. –Riu.
-Nada que uns dias de malhação não resolvem. Ou melhor dizendo, noites. –Falou Chace maliciosamente.
-Chace, para. É melhor mudarmos de assunto. –Falou corando.
-Só falei a verdade. Ou você acha que eu não vou querer descontar a falta que você esta me fazendo?
-Tik He, amor, agora chega. –Riu. –Fez o que hoje?
-Pensei em você, trabalhei, pensei mais em você, trabalhei, pensei em você de novo e trabalhei. E assim foi meu incrível dia. –Sorriu.
-E entre pensamentos e trabalho, não comeste?
-Na verdade, não. –Disse sincero. Não gostava de mentiras, e ela acabaria descobrindo.
-Amor. Não quero saber de você fraquinho e doente. Trate de se alimentar.
-Não sinto fome, amor.
-Então coma por comer.
-Não tenho vontade. Na verdade, nem me lembro de comer.
-Chace, é serio. Vai à cozinha agora e prepara algo.
-Não, amor. Já estou deitado. Amanhã eu como.
-No mínimo três vezes ao dia?
-Vou tentar.
-Olha que eu vou ligar pra empresa e perguntar.
-Tudo bem. Faremos um trato: Eu como e você não. –Riu.
-Esta me imaginando obesa, não é? –Riu.
-Estou. –Riu. –Mas acredito que continuaria linda e maravilhosa, e claro, muito boa na...
-Tik, amor, entendi. –Riu. –Imagina a baleia e o desnutrido. –Riu. –Are, Buda. Trato mais ou menos feito. Alex me disse que corre todas as manhãs e estou pensando em acompanhá-lo.
-A Ashley também corre?
-Não, ela vai para a academia. Eu ate iria com ela, mas prefiro ganhar resistência primeiro. Depois eu penso melhor no assunto.
-Porque você não faz aula de dança? É o que você gosta de fazer. Junta o útil ao agradável.
-Não sei, pode ser. Mas eu prefiro dançar a noite, é mais fresco, mas se eu ficar cansada durante o dia, não me sairia bem. Mas vou pensar nisso.
-Você que sabe.
-Amor, ér, falando em emprego, vamos ter que conversar sobre isso. Depois, claro. Se não me engano, já deve ser de madrugada aí.
-É duas e alguma coisa da manhã.
-Então vou desligar. Você precisa descansar.
-Temos que conversar sobre uma coisa.
-Algum problema? –Perguntou receosa. E se ele tivesse descoberto sobre Z?
-Não, nada de novo. Só quero esclarecer uma coisa para você.
-Então diga.
-Hoje pela manhã, escutei meu nome e o nome de minha nova secretária, a Victoria, no meio de uma conversa. Você a conhece, até falou com ela.
-Sim, me lembro. E o que tem isso?
-Eu achei que eram apenas comentários por ela ser nova na empresa, mas Josh me disse que os boatos que correm pelos corredores dizem que eu e Victoria estamos tendo um caso nada comercial, pelo simples fato de que ela entra muito na minha sala, mas ela só esta tentando fazer um bom trabalho. Nós sabemos como algumas pessoas são, veem maldade em tudo.
-Eu sei. Aconteceu algo parecido comigo hoje. Enquanto Alex foi assinar uns papeis, eu fiquei esperando, claro, mas uma secretária veio me chamar de vadia aproveitadora e que mesmo eu estando casada, dava em cima de outro homem.
-O que? Quem ela pensa que é? Você fez o que? E o Alex? Defendeu-te?
-Eu fiquei em choque, claro, e comecei a chorar. É uma secretária qualquer, não vale a pensa você saber quem é. O Alex deu uma bronca nela e me levou para a sala dele para eu me acalmar e procurar uns papeis que ele havia esquecido onde guardara.
-Então, na hora que eu te liguei e a sua voz estava melancólica era por isso? –Perguntou Chace percebendo a mentira.
-Não, não amor. Eu realmente chorei de saudades. Quando ela veio me xingar, eu ainda estava abalada e então eu desabei de novo. Eu sentindo sua falta e surge uma qualquer me xingado? –Improvisou ela.
-E o Alex te vendo chorar só deu uma bronca nela? Que amigo é esse, Vanessa? Nem ameaçou demiti-la?
-Amor, calma. Ele deu apenas uma bronca, mas se você visse como ele ficou. Ele se preocupou mais comigo do que com ela. Queria ate me levar no médico.
-E deveria, afinal, você passou mal.
-Ele queria ter me levado ontem, mas eu não quis. Minha crise foi só uma desculpa dele para me levar no hospital.
-E porque você não foi?
-Não estou doente, já passou ate.
-Acho bom.
-Mas amor, você tinha que ter visto. Ele ficou vermelho de raiva e depois branco porque eu estava chorando. Foi cômico. –Riu e Zac a encarou como se disse-se ‘cala a boca’.
-Pelo menos isso. Então estamos resolvidos. Eu não tenho nenhum caso e nem você.
-Não, de maneira nenhuma. O Alex é um cretino.
-Acho bom. Vou dormir, estou quase morrendo de tanto cansaço.
-Seria o cadáver mais lindo do cemitério. –Riu. Queria agrada-lo, afinal, percebeu que ele ficou balançado quando quase descobriu a mentira.
-Gastou quando ontem? –Riu.
-Não muito. Depois do almoço faço mais umas comprinhas com a Tizz.
-Deixa-me dormir mesmo para arcar com o prejuízo.
-Engraçadinho. Sabe que não sou dessas.
-E seu carro, quando escolhe?
-Não sei. Tenho que resolver isso, o contrato com a Neutrogena, o contrato com a Destiny, vê a situação do meu passaporte, a situação da minha carteira de habilitação...
-Nossa, que mulher ocupada.
-E linda.
-Minha linda.
-Quem disse?
-Você mesma.
-Quando?
-Nos seus votos de casamento.
-Eu sabia que não deveria ter bebido antes da cerimônia. –Riu.
-Engraçadinha. Bom almoço meu amor, e qualquer coisa me liga. Amo-te.
-Tik He, amo-te. Boa noite.

-----x-----

Eu ia postar em partes o capitulo, mas resolvi postar tudo logo. Espero que gostem e desculpem a demora. Eu iria postar antes, mas a 'OI' parece gostar de receber ligações ja que só assim pra devolver minha internet. Eu vou começar a escrever o próximo capitulo daqui a pouco, ao som de 'Bangerz' , meu novo bêbê que chegou ontem *w* ''so la da di da di, we like to party, dance to miley" ok, parei.
Xx

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Capitulo 10 + Divulgação

-Mas você está melhor? –Perguntava Chace pelo telefone.
-Tik. Deve ter sido algo que eu comi ou foi a mudança do clima, não sei bem. –Respondeu V. –Mas estou melhor agora.
-Ótimo, e a respeito do entregador...
-Não, esquece.
-Me perdoa. Não sei aonde estava com a cabeça quando fiz essa idiotice.
-Esquece. –Repetiu ela áspera. –Não quero me estressar. Já estou acostumada com suas gracinhas.
-Me perdoa, amor. Eu sei que foi impróprio e...
-Chace, tenho que desligar. A chamada está cortando e alguém me liga.
-Quem?
-Não sei, é número desconhecido. Deve ser da empresa. Depois nos falamos, tchau. –E desligou para atender a outra chamada. –Alô?
-Sou eu. –Disse Zac sorrindo. –Peguei seu número com a Ash.
-Bobo. –Retribuiu o sorriso –Porquê isso?
-Por que você já ia se estressar, então, de nada. –Disse antes de se jogar no sofá.
-É um besta mesmo. –Riu. –Então, o que vamos fazer? Agora que são –olhou no relógio- vixe, ainda é 10h e 15m. Vai demorar décadas pra Ashley voltar.
-O que deseja fazer?
-Desejo... emagrecer. Isso, emagrecer. Você me encheu de comida e estou me sentindo uma orca.
-Dramática. –Riu. –Então vamos correr. –Decidiu. –Estou precisando mesmo, e por sorte, a Ashley me trouxe essas roupas leves. –V riu, mas ele continuou sério. Ela desmanchou o sorriso aos poucos até questioná-lo.


-É sério isso?
-É, troca de roupa e vamos correr. Depois a gente se encontra com a Ashley para almoçar.
-Eu não sei. –Falou pensando bem no assunto.

     V queria ficar mais tempo com ele, mas tinha de ser daquele modo? Ela não se sentia a vontade com a ideia de por uma roupa colada perto de Zac para depois correrem juntos até ter suor escorrendo por diversas partes de seus corpos, o que com certeza viria acompanhado com certo odor.

-Vamos, não dói. Bom... não na hora. –Riu. –É só nos alongarmos bem e começarmos devagar. Qual é o problema, Vanessa?! Não me diga que está com vergonha de sair comigo. Juro que não assusto ninguém. –Falou num tom brincalhão.
-Não é isso.
-É bom você começar a se acostumar., pois vai precisar fazer exercícios se quiser se modelo. Não que você esteja fora de forma, seu corpo está ótimo, mas precisa ganhar resistência para aguentar longas horas num estúdio. Vamos, você é linda e vai ficar ainda mais se sentindo mais confiante e forte. E como você mesma disse, abusou no café.

     V pensou um pouco no assunto e ele estava certo, infelizmente. Ergueu os braços em sinal de rendição e concordou com a cabeça.

-Você venceu; vou trocar de roupa.
-Certo. –Ela se levantou e foi para o quarto.

     Após fechar a porta atrás de si, ela pegou um caderninho que estava dentro da gaveta da cômoda e escreveu seus prós e contras, e acrescentou “se importa com minha opinião sobre mim mesma”. Depois de guardá-lo, abriu o closet e buscou entre as roupas novas algo que fosse adequado. Vestiu uma calça legging de cor preta, uma blusinha mais solta da mesma cor com aberturas nas laterais, um top de cor azul, calçou os tênis de corrida e pegou um casaquinho com gorro para completar o look. Após apanhar os óculos de sol, o celular, fones de ouvido e uns trocados, ela saiu do quarto.

-Estou pronta. –Avisou. Assim que a viu, Zac se levantou e lhe lançou um olhar de baixo para cima.
-Gostei do top. –Comentou.
-Obrigada, mas vamos logo antes que eu desista.
-Sedentária. –Riu. Ela pegou as chaves do apartamento e eles saíram. Decidiram se aquecer e usaram as escadas. Passaram pela portaria e ela sentiu os olhares do porteiro. Zac também percebeu e pigarreou: –Se você se sentir mal, me avisa e nós voltamos.
-Não se preocupe,Alex, tenho mesmo que me acostumar a fazer exercícios. E o seu carro?
-Podemos deixá-lo aqui e depois...  –O celular dele começa a tocar. –Da empresa. –Disse antes de atender.

–Sim, Jennifer?
-Desculpe incomodá-lo, senhor Efron, mas chegou uma senhorita que trabalha na Destiny Hope e ela disse que precisa que o senhor assine uns papéis urgentemente. Ela queria ligar, mas achei melhor eu mesma o fazer, já que o senhor disse que não quer seus números de telefone vagando por aí sem motivos.
-Fez certo. Diga a ela que eu estou indo aí mesmo tendo tirado o dia de folga.
-Sim, senhor. –E desligou.

-Algum problema? –V perguntou.
-Se importa de passarmos na empresa antes da corrida? Surgiram uns papéis para assinar de última hora.
-Não, sem problemas.
-Vamos de carro, então, é melhor. Deixamos ele lá e fazemos nossa caminhada depois.
-Tik He; te espero aqui. –Ele entrou no prédio novamente e foi em direção as escadas que levavam ao estacionamento.

     Vanessa sentiu os olhos do porteiro lhe fuzilarem e pôs o casaco tentando ignorá-lo. Dois minutos depois, o carro de Zac apareceu saindo pela garagem do prédio e ela logo apressou o passo. Fechou a porta com força e ele acelerou.

-Odeio esse porteiro. –Resmungou enquanto colocava o cinto de segurança.
-Ele falou com você?
-Não, mas ficou encarando e me senti invadida. Também estava com a mão posta no telefone pronto para avisar á Chace quando eu saísse. –Bufou.
-Esquece isso, não vale a pena.
-Tens razão; me desculpe.
-Vou por uma musiquinha para descontrair, se importa?
-Não, fique a vontade. –Zac ligou o som, aumentou o volume e um CD continuou a reproduzir. Ele voltou duas músicas e aumentou um pouco mais. A musica era ‘Sex On Fire’ da banda Kings Of Leon. Ele logo começou a cantar.
-‘Lay where you’re laying, don’t make a sound. I know they’re watching... All the commotion, the kiddie-like play, has people talking. Yooour, your sex on fire.’ –Vanessa se assustou e olhou para ele, afinal, ele havia destacado bem a palavra “sex”.
-Zac! –Gritou ela olhando para ele.
-Que foi? É uma ótima música.
-Não, ‘Use Somebody’ é uma ótima música.
-Essa também, não negue.
-Não é. –Riu.
-Eu pensava assim, mas ela gruda na cabeça. Quando você menos esperar, vai está cantando por aí.
-Duvido.
-‘Yoooour.. You sex on fire’.
-Para de cantar isso! –Riu.
-Noooo... –Cantarolou e Vanessa gargalhou. –Cante comigo, eu sei que você conhece a letra.


-‘Not as a fever, ratting bones; I could just tates it.’ –Vanessa começou.
-‘If it’s not forever, if it’s just tonight; oh, it still the greatest..’ –Z e V cantaram juntos. –‘Your… your sex on fire. Consumed, with what’s to transpire.’ –Caíram na gargalhada.
-Como você sabia que eu conhecia? –Vanessa perguntou.
-Essa musica é sua cara.
-Não é verdade. Sou uma santa.
-Quem não te conhece, que te compre! Seu rosto pode até ser de santa, e somente ele.
-Magoou. –Fez biquinho.
-A verdade dói, não é? –Riu. –Chegamos. –Disse desligando o carro.
-É realmente grandiosa. –Disse fechando a porta.
-É uma empresa. –Riu.
-Você está tão animado hoje. –Sorriu.
-Sempre estou.
-Tá bom então. Me empresta teu iPhone?
-Para que?
-Quero pegar o nome de algumas músicas. –Sorriu sem graça.
-Eu te falei que ‘Sex On Fire’ grudava na cabeça. –Riu e lhe entregou o celular.
-Não tenho culpa.

     Assim que entraram na empresa, os olhares foram direcionados para os dois. Zac cumprimentou algumas pessoas e eles entraram no elevador.

-Agora eu vi. –Vanessa resmungou.
-Que foi?
-Todos me encarando.
-Que exagero, Vanessa.
-Não é não.
-Relaxa que depois eles se acostumam.
-Com o que?
-Com você, é claro. Comigo que não vai ser. –Riu.
-Ainda não entendi.
-Eles estão te vendo pela segunda, ou terceira vez, e dessa vez é comigo. Estão te reconhecendo.
-Continuo sem entender.
-Fica sem entender. –Gargalhou. O elevador parou e eles saíram. Novamente os olhares foram direcionados para eles, mas ela tentou ignorar.
-Você não explica direito, poxa.
-Quando acontecer, você entende. –Ela resmungou algo que ele não entendeu e fez bico, fazendo os dois gargalharem segundos depois. 
-Bom dia, Jennifer. Cadê a tal moça?
-Bom dia, senhor Efron. Ela está ali. –Fez menção com a cabeça e ele viu Candice se aproximando.
-Obrigado. –Falou para Jennifer.
-Por nada. Boa sorte. –Sussurrou e Z apenas assentiu. Parecia que todos sabiam da paixonite que a loira nutria por ele, menos o próprio.
-Senhor Efron, bom dia. –Disse Candice. –Senhora Crewford. –Falou olhando para Vanessa.
Crawford, e bom dia. –Respondeu Vanessa e virou o rosto.
-Bom dia, cadê os papéis? –Foi à vez de Z falar.
-Estão aqui, senhor. É o seu contrato com a Destiny.
-Mas eu já disse pra Monique que não preciso disso.
-Foram os outros acionistas. A senhorita Coleman foi a única que votou contra, mas com tanta pressão, precisou ceder. O senhor sabe que aconteceram alguns problemas com alguns empregados, e por conta disso, os acionistas resolveram deixar tudo em panos limpos.
-Sendo assim, tudo bem. Vou até minha sala buscar meu carimbo. Volto já. –Disse para Vanessa que apenas assentiu, e entrou num corredor comprido.
-O que você está fazendo aqui? –Candice perguntou para Vanessa que estava distraída mexendo no celular de Zac. –Estou falando com você. –A cutucou.
-Ahn? –Vanessa olhou pra ela. –Está falando comigo?
-Com quem mais seria? –Debochou.


-Eu... –O celular de Zac começou a tocar, interrompendo-a.
-É do Zac?
-Sim. Com licença. –Falou para Jennifer. –A sala dele é muito longe?
-Não, senhorita. –Reparou na aliança. –Senhora. –Corrigiu-se. –Ele já deve estar voltando.
-Ah. É o Alex. Devo atender?
-Acredito que o senhor Pettyfer não se incomodaria. –Sorriu.
-Obrigada pela dica. –Sorriu de volta e deslizou o dedo pela tela.

-Olá!
-Vanessa?! –Perguntou Alex assustado.
-Não, o Zac. Gostou da nova voz?
-Adorei, amiga. –Afinou a voz. –E ai, gata, como você está?
-Zac te contou, não foi?
-Contou. Te falei que ele era fofoqueiro. –Riu.
-Devia ter acreditado em você. –Riu. –Estou melhor, obrigada. Passamos a manhã juntos, já que a Ashley tinha uma sessão para terminar. Já você, creio que nem preciso perguntar. –Sorriu.
-Yeah. –Riu. –Onde vocês estão agora? –Perguntou Alex.
-Na Pettyfer’s. O Zac precisou vim para assinar uns papeis. E a propósito, parabéns de novo. É uma empresa tão grande e organizada. Nem parece sua. –Riu.
-Engraçadinha. –Riu juntamente com ela. Vanessa viu Zac se aproximando. Ele pegou os papéis das mãos de Candice, assinou e os carimbou, os devolvendo em seguida.

-Quem é? –Perguntou para Vanessa.
-Alex; ele voltou. Vou passar pra ele.
-Não, eu prefiro você.
-Are, descarado. –Sorriu e devolveu o aparelho para Zac.
-Já te falei para não dar em cima dela, não foi? É uma senhora casada, Alex. –Z falou piscando para V e logo riram juntos.
-Nossa, diz o cara que dormiu com ela! –Berrou Alex no celular, fazendo com que Jennifer, Candice e Vanessa que estavam mais próximas, escutassem.
-Será que vossa excelência poderia fazer o favor de falar mais baixo? –Bufou. –Ligou só para esfregar isso na minha cara, invejoso?
-Não, isso eu posso fazer pessoalmente. Eu quero que me faça um favor.
-Fala.
-Eu ia te pedir para ir à empresa, mas já que está aí... –Sorriu. –Vai na minha sala e assina uns papéis de re-afiliação da empresa e entrega pra Jennifer. Me esqueci completamente, e o prazo é até hoje.
-Certo. Espera um pouco. –Falou para Alex e olhou para Vanessa enquanto colocava o celular no ombro. –Vou demorar mais um pouco; você se importa?
-Não, pode ir tranquilo. Não tenho nada melhor pra fazer mesmo. –Sorriu.
-Beleza. –Voltou ao telefone. –Você é um irresponsável mesmo. Onde estão esses papéis? –Questionou desaparecendo pelo corredor novamente.

-Onde tem água? –Perguntou Vanessa para Jennifer.
-Aqui no canto, senhora.
-Obrigada.
-Eu posso lhe fazer uma pergunta, ahn, digamos que pessoal?
-Tik, quero dizer, sim. –Sorriu.
-É verdade o que o senhor Pettyfer disse?
-Bom, mais ou menos. O Zac dormiu sim comigo, mas não no duplo sentido da palavra. Apenas dormiu! Eu passei mal ontem á noite e a Ashley não atendia, então, ele iria ficar comigo até eu pegar no sono, mas acabou dormindo primeiro. –Soltou uma risadinha.
-Entendi. Não pense que sou intrometida, eu apenas...
-Sem problemas. –Sorriu e foi em direção ao bebedouro.
-Então é verdade? –Candice questionou cruzando os braços.
-Como? –Perguntou Vanessa confusa. A loira soltou uma risada forçada e olhou para ela com desdém.
-Você acha mesmo que me engana?
-Acho que ainda não entendi.
-Você pode enganar a todos com essa carinha de santa, mas a mim, não. Eu sei que você está dando em cima dos dois. Mesmo casada, dá em cima de outros homens. É por isso que o mundo está assim, cheio de mulheres sem respeito e sem caráter.
-Escuta aqui, você não sabe do que está falando. Essa imagem que você está formando de mim, é totalmente errada! Você não sabe de nada sobre mim!
-Sei que você é uma vadia qualquer que está atrás de fama e dinheiro.

     Aquelas palavras mexeram com Vanessa de tal forma que a morena teve vontade de bater na mulher a sua frente, de gritar e berrar para o mundo inteiro que ela não entendia o porque de todos serem assim com ela. Julgando-a sem conhecer! E por mais que ela tivesse coragem, lhe faltavam forças, afinal, não estava acostumada a exprimir seus sentimentos assim; e o soluço escapou antes mesmo que percebesse.

-Escuta aqui. –Apontou o dedo para a loira. –Você pode falar o que quiser de mim, mas fique sabendo que não é verdade. Você está totalmente enganada; eu não sou esse tipo de pessoa. Eu não vou nem mais falar nada por que não quero discutir, mesmo você merecendo uns tapas. Mas fique sabendo que tudo nessa vida tem limite.
-Oh, vai se fazer de vítima, agora? Tem certeza? Pra cima de mim não, querida. Guarde suas lágrimas para quem realmente acredita em você. Teatrinho não me convence; chega a ser cômico. Além de vadia é cínica.
-O que está acontecendo aqui? –Z questionou assustando as duas. –Candice, eu já assinei os papéis que você queria, então, já deveria ter ido; não tem mais nada a fazer aqui. –Assim que pousou o olhar em Vanessa, ele sentiu seu coração se comprimir. –Nessa, vem aqui.


-Jennifer, pega um copo d’água com açúcar pra Vanessa, por favor. –Pediu abraçando a morena.
-Sim, senhor. –Respondeu a secretária antes de sumir pelo corredor.
-O que houve, baby? Está se sentindo mal? –Zac perguntou para Vanessa bem pertinho do seu ouvido.
-E-eu não sei. –Respondeu entre soluços. –Eu estava bem, mas depois me deu uma vontade de chorar. –E caiu no choro mais uma vez, abraçada à Z.
-Shiu, não fica assim. O que quer que ela tenha dito, você não deve levar em conta. Quer ir ao médico? –Perguntou acariciando os cabelos longos.
-Por favor, Zac! Não, eu estou bem.–Respondeu ela tentando fugir do olhar dele.
-Você sabe, não é? Sabe o porque de estar assim, tão emotiva e frágil. Me conta, eu quero te ajudar.
-Não é nada. –Se desprendeu do abraço e aceitou o copo que Jennifer prontamente lhe ofereceu.
-Tudo bem. –Z suspirou. –Alex me disse que você viu aonde ele guardou um envelope. Pode me mostrar? –Ela apenas confirmou com a cabeça e devolveu o copo para Jennifer.
-Obrigada. –Falou V para Jennifer e recebeu um sorriso de volta.
-Vamos? –Perguntou Z.
-Tik. –Assim que entraram na sala de Alex, ela foi até a mesa dele e abriu a segunda gaveta do lado direito.
-Eu já procurei aí. –Avisou Zac e viu quando ela puxou um envelope e estendeu à ele.
-Foi a única coisa que vi ele guardar. –Deu de ombros vendo Z abri-lo.
-São esses mesmo, obrigado. –Sorriu e discou o número de Alex. –Pode sentar. –Falou para Vanessa. –Não, não é com você. –Disse ao telefone. –Cala a boca, Alex {...} Não interessa {...} Calado! Já estou com os papéis, devo carimbá-los? {...} Ok, só vou assina-los, então. {...} Certo. Tchau {...} Tchau, Ale{...} Calado; tchau. –Desligou e sorriu. –Esse Alex.
-O que foi? –Questionou curiosa.
-Nem queira saber. –Sorriu mais ainda. Pôs o celular na mesa e Vanessa logo o pegou.
-Tá bom, então. –Deu de ombros pegando o celular dele sorrateiramente.
-Vanessa, estou realmente preocupado com você! –Afirmou largando os papéis na mesa e se pondo na frente dela.
-Não deveria.
-Sim, eu deveria e estou. O que á com você?
-Não é nada, ok? –Respondeu grosseira. –Desculpa, eu não queria...
-Tudo bem. –A interrompeu e voltou a se sentar na cadeira de Alex.
-Zac, eu não queria. De verdade.
-Eu já disse que tudo bem. –Lhe deu um sorrido forçado. Ele começou fazendo algumas anotações e o silêncio se instalou na sala. Cansado, ele quebrou o silêncio. –Quer desistir?
-Desistir do que? –Perguntou. Queria poder desistir de tantas coisas. Da dessa loucura de ser modelo, queria desistir do casamento. Queria poder fugir, ser livre. As vezes queria desistir até da vida, afinal, só havia sofrimento e angustia. Lutar pela felicidade eram tão difícil para alguns.
-Da corrida. –Respondeu ele por fim, retirando-a de seus pensamentos. Não era isso que Zac realmente queria dizer. Queria saber se ela queria desistir de tudo e fugir com ele. Ele a amava e estar tão perto e tão longe dela ao mesmo tempo, lhe tirava o sono. Queria poder tomá-la nos braços e chamá-la de sua. Mas não podia fazer nada disso. O mundo não era só deles; tinham seus amigos, sua família, a empresa. E ainda tinha Julyanna. Ele tinha que descobrir o paradeiro dela; precisava saber se...
-Não. –Disse Vanessa, agora ela, lhe arrancando de seus pensamentos.
-Não?! –Perguntou confuso.
-É, não. Você perguntou se eu queria desistir da corrida e eu disse que não. Eu não quero desistir! –Suspirou. –Não vim tão longe para nada. Algum problema?
-Ah, não. Estava pensando em outra coisa sem importância. Vamos?
-Vamos. –E se levantou.
-Ahn, vai na frente; esqueci uma coisa na minha sala. –Z disse no meio do corredor. –Não vou demorar.
-Então tá bom. –Ela falou lhe dando as costas. Zac se encaminhou até a sua sala e lá discou um número conhecido.

-Alô? –Ashley atendeu sussurrante.
-Oi, Ashley. Pode falar?
-Ah, oi baby. Se for rápido, sim. Deram uma pausa para minha troca de roupa.
-O que você e a Vanessa conversaram?
-Zac, por favor. Agora não.
-Ashley, é importante. Ela está muito sensível e até chorou de novo. Estou realmente preocupado; nunca a vi desse jeito. O pior é que não se abre comigo, mas eu sei que com você, sim. Me diz o que está acontecendo.
-Ela está sentindo falta da Índia e acredite ou não, do marido. –Soltou de uma vez.
-Tem certeza que é só isso?
-Promete guardar segredo?
-Desde quando tenho que te prometer essas coisas?
-Tá, escuta: Ela disse que sonhou com você e ela. Vocês estavam juntos e era muito fofo. Ela pode estar relembrando o sonho. –Deu de ombros.
-Mas isso não faz sentido. Ela só poderia chorar se...
-Sim, Zac. Ela ainda gosta de você.
-Isso é... É complicado; não sei o que pensar.
-Não sabe o que pensar? Você só pode estar de brincadeira. Isso é ótimo! Você também gosta dela; e fim de papo.
-Não é assim tão fácil.
-Porquê vocês são tão anti-românticos? Já vi que vou precisar assumir o papel de cúpido. Ela gosta de você; você gosta dela. Fiquem juntos.
-Não é tão fácil assim, você sabe. Ela é casada e eu te contei o que aconteceu.
-E dai? Já se passaram três anos, Zac. Muita coisa mudou. E se ela se divorciar...
-Ela quer?
-Baby, estão batendo na porta e eu ainda não comecei a me trocar.
-Não, termina de me contar, Ashley.
-Te mando sms. –E desligou. Zac se recostou na cadeira. “Droga!” pensou. Isso durou poucos segundos até ele se lembrar que seu celular estava com Vanessa.
 -Droga! –Resmungou em voz alta. Pegou o telefone novamente e usou a discagem rápida.
-Sim, senhor Efron? –Jennifer atendeu.
-Mande a Vanessa vim na minha sala imediatamente.
-Claro, senhor. –E desligou. –Senhora Crawford?
-Sim? –Perguntou Vanessa tirando os olhos do celular de Zac.
-O senhor Efron pediu para a senhora ir na sala dele; algo urgente.
-Eu não sei onde fica a sala dele.
-Não é tão longe. Eu até lhe levaria, mas estou muito ocupada. Siga em frente e vire a direita após a sala do senhor Pettyfer. Vire no outro corredor novamente, mas dessa vez a esquerda. A primeira sala que vai surgir será a do senhor Efron. Tem uma plaquinha na frente.
-Ah sim, obrigada. –Seguiu as instruções de Jennifer e encontrou a sala.
-Pode entrar. –Z permitiu assim que ouviu as leves batidas.
-Ahn, olá. –Entrou e sorriu. O celular dele começou a tocar. –Hum, mensagem senhor Efron.
-Joga. –Ela jogou o celular e ele o pegou no ar. –Senta.
-Repetindo: Acho que nunca vou me acostumar com isso.
-Te olharam de novo?
-Sim. –Negou com a cabeça.
-Bom, tenho uma péssima noticia para lhe dar: Isso vai acontecer muitas e muitas vezes, e só irá piorar cada vez mais.
-Mas você disse que ia parar.
-Bom, talvez aqui na empresa pare, mas na rua só vai começar. Lhe apresento a fama, senhorita modelo.
-Ah, é. Tinha esquecido desse pequeno detalhe. –Suspirou. –Como vou me livrar disso?
-Bem, você não vai. Mas tenho certeza de que vai se sair bem, afinal, sempre foi de chamar a atenção mesmo.
-Engraçadinho. –Riu.
-Vou precisar me concentrar aqui, bem, você deve saber como funciona. –Se desculpou antecipadamente.
-Ah, sim. Fez sinal de zíper na boca e Zac riu antes de digitar a senha de bloqueio do celular. Abriu a mensagem e pegou um papel e caneta para fingir que iria anotar algo.

Seguinte: Ela não aguenta mais ele a perseguindo, mesmo estando longe, você mesmo viu. Ela viajou para cá, pois eles estavam brigando muito e de acordo com ela, ele fica muito doce quando eles brigam e isso a confunde. Mas ela não esperava te encontrar. V queria que não, mas você ainda mexe com os sentimentos dela e ela não sabe o que fazer a respeito. RESUMINDO: Se você a tratar bem e demonstrar que ainda gosta dela , ela poderá, TALVEZ, pedir o divórcio. Eu, EU, Ashley Michelle Tisdale, acredito que se ela pedir o divórcio sem que ele saiba que você está envolvido, ele não vai implicar com você e não vai fazer nada. Só que você precisa reconquistá-la e tem que ser logo, por que ela não gosta de esconder as coisas e mais cedo ou mais tarde ele vai descobrir e pegar o primeiro voo para L.A. Dúvidas me ligue ou mande sms, mas não agora. Xx Tizz.

Ps: Recebi uma bronca por sua culpa. Isso vai te custar um almoço.


Ele encaminhou o sms para Alex e acrescentou no final que a loira que tinha mandando em relação à Vanessa e se levantou.
-Podemos ir agora. –Disse sorrindo. –O resto o Alex decide.
-Tik. –E percebeu que ele tinha guardado o iPhone no bolso, provavelmente para afastá-lo dela. –Então... –Iniciou sem saber como continuar.
-O que?
-Desde quando parou de ser 'Use Somebody' para ser 'Sex On Fire' ?
-Você está fissurada nesse assunto. –Riu. –Ahn, com uns dois ou três meses depois que você viajou. Mais precisamente foi quando eu conheci o Alex.
-Ah. Se libertou, então. –Riu.
-Na verdade, me prendi.
-Como assim?
-A mesas e a balcões de bares.
-Ah... safadinho. –Riu forçadamente. Não havia gostado do que tinha ouvido. Zac nunca gostara de bebidas enquanto eles estavam juntos. “Ele mudou sim.” concluiu meio cabisbaixa.
-E você? –Perguntou percebendo a mudança de humor dela.
-Eu o que?
-Tens vinte e dois anos agora. Não me diga que nunca provou álcool.
-Ainda vou fazer vinte e dois. –Corrigiu-o. –E sim. Quero dizer, de tanto ir a festas e bailes com Chace, tomei alguns drinques. Não é fácil conviver com ele. –Riu, agora com mais humor.
-Eu imagino, mas vamos mudar de assunto. –Pediu chegando à recepção e em seguida entregou o envelope para Jennifer dizendo: –Aqui estão os papéis que o irresponsável do Alex não assinou a tempo. Ponha-os hoje mesmo no correio.
-Sim, senhor.
-E repetindo: Tirei o dia de folga. Não quero interrupções! Se surgir algum problema, transfira para o Alex.
-Mas ele também está de folga, senhor.
-Eu sei. Quando ele reclamar, diga que foi eu que mandei.
-Sim, senhor.
-Só isso por hoje. Obrigado.
-Obrigada e um bom dia para vocês. –Sorriu cordialmente. Vanessa sorriu de volta e os dois se encaminharam para o elevador privativo que era mais rápido. As portas se fecharam e uma musiquinha começou a tocar,

-Você foi grosseiro! –Vanessa disparou.
-Como?
-Tratas-te a Jennifer com grosseria e eu não gostei disso. Se está com raiva do Alex, desconte nele e não nela. Ela não tem culpa se ele é irresponsável.
-Desculpe, mas você não tem nada a ver com isso. Eu não fui grosseiro coisa nenhuma, e posso afirmar com toda a certeza que ela não se incomodou, afinal, ganha para isso. E você é apenas uma amiga minha, não tem o direito de me repreender.
-Grosso!
-Sincero.
-Vai começar?
-Começar o que?
-A implicar comigo! Você sempre faz isso. Sabe que tenho razão e tenta virar o jogo.
-Eu... –Ele começou, mas logo lembrou do sms de Ashley e se calou. –Você tem razão.
-Eu sei. –Concordou com a cabeça. –Mas sobre o que exatamente?
-Sobre a Jennifer e também os olhares.
-Você sentiu?
-Sim. –Sorriu.
-“Que exagero, Vanessa!” –Tentou imitá-lo engrossando a voz.
-Eu não falo desse jeito. –Replicou ele sorrindo.
-“Eu não falo desse jeito”.
-Para com isso.
-“Para com isso.”
-Ahhh!. –Gritou.
-“Ahhh!”. –Gritou imitando-o, mas ficou logo vermelha. Percebeu, um pouco tardiamente, que as portas do elevador estavam abertas.
-Para com isso agora.
-“Para com isso agora”. –Riu tentando ignorar o calor das bochechas.

     Num impulso, Zac a pegou no colo e rodopiaram juntos no meio do saguão gritando enquanto ela chorava de rir. Depois de alguns segundos, ele pôs Vanessa no chão novamente e seus olhares se cruzaram fazendo os corações baterem mais descompassadamente do que já estavam batendo. Era como se existi-se alguma força magnética que parecia puxá-los um para o outro...

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Boa tarde, amorecos. Está aí o capítulo. Eu ia postar antes, mas a minha internet saiu do ar na hora de postar e com isso, perdi o capitulo todo </3 Espero que gostem e desculpem a demora. Sou irresponsável, eu sei, e peço desculpas. Espero que gostem amores, e obrigada pelos comentários. E Jullie, acredito que todos querem saber quem é essa amante. E o Chace está na Índia por que trabalha lá. Mas calma que ele já está quase voltando para L.A. só que você não vai gostar muito, já aviso logo HAHAHAHA. Sou bad, enfim. Galera, quero divulgar uma história diva pra vocês. Uma não, duas! Uma é da Rafaela Diniz.

>> À Primeira Vista <<  

E a outra é uma minha com a Line, compartilhada. Fazia mais de um ano que não postávamos, mas decidi retomar a história. Vou postar aqui e lá. Prometo tentar diminuir o tempo entre cada capitulo, mas vocês tem que comentar pra eu saber o que estão achando.


Xx

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Capítulo 9 + Respondendo aos comentários (=

-Bom dia, meu amor. –Dizia Zac depois de beijá-la.
-Bom dia. Aw, pra mim? –Perguntou ela se referindo à bandeja de café-da-manhã que se encontrava na sua frente.
-Para nós, ou você é tão gulosa a ponto de comer por dois? –Riu.
-Ha-Ha, engraçadinho. Estou de mal agora. –E fez biquinho.
-Ai, ai. O que eu tenho que fazer para essa princesa me perdoar? Hein? –Questionou ele lhe um cheiro no pescoço.
-Uma coisa que você ainda não fez hoje.
-Hm, e o que seria? –Perguntou maliciosamente.
-Não é isso. –Riu. –É um beijo. Você ainda não me deu um beijo decente e você sempre me dá vários beijos pela manhã. Porque não deu ainda? –Riu.
-Ah, sim. Vou fazer esse sacrifício. –Apoiou um braço na cama, e em seguida, a beijou apaixonadamente.
-Hmmm... Gostoso. –Disse ela abrindo os olhos e rindo.
-Esses sacrifícios da vida, ah Senhor, porque eu? –Riu.
-Você deve pagar pelos seus pecados, e este é seu castigo.
-Porquê eu fui tão mau? Agora tenho que aguentar isso. –Riu e deu um beijo na testa de V.
-Já chega de drama, e vamos comer logo por que estou morta de fome.
-Wow, que cadáver mais lindo. –Eles riram.
-Besta. –Ela disse pegando uma torrada e dando uma mordida.

Vanessa, Vanessa... Acorda menina. –Riu. –Que dorminhoca você é. Acorda, senhora Crawford.

-Ashley?! –Olhou para os lados procurando pela loira. –Está ouvindo, amor? –Zac continuava a comer e a olhar para ela docemente, como se não a tivesse escutado. –Zac? Zac? Você está bem? –Nenhuma mudança.
     Ela tentou tocá-lo, mas sua mão o atravessou e logo ele foi desaparecendo aos poucos como se fosse fumaça. De repente, tudo desapareceu e Vanessa se viu sozinha na escuridão. Assustada como estava, só pensou em uma coisa e começou a gritar, gritar por ele!


-Zac! –Acordou assustada e ofegante. Encontrou o olhar preocupado da loira.
-Vanessa, você está bem? –Perguntou Ashley preocupada.

Zac surgiu atrás do balcão da cozinha de Vanessa, de banho tomado e com outras roupas.

-Algum problema? –Perguntou ele.
-Não sei bem. –A loira respondeu. –Eu acho que ela teve um pesadelo.
-Vanessa, diz alguma coisa.

Mas ela não conseguia dizer nada. Estava imóvel, estática. “Foi apenas um sonho” pensou ela e começou a chorar. Ashley a abraçou.

-Meu Deus, Vanessa, você está bem? –Ashley a perguntou se desesperando, mas logo se recuperou, pois sabia que isso pioraria a situação. –Calma, foi apenas um sonho. –Vanessa chorava ainda mais.
-O que houve, Vanessa? Com o que você sonhou? –Perguntou ele se aproximando com uma bandeja nas mãos parecida com a do sonho e a pôs na mesinha do centro.
-Zac, estou começando a me preocupar. –Disse Ashley.
-Eu vou busca um tranquilizante para ela. Encontrei ontem na cozinha.
-Vanessa, o que houve? –Ashley perguntou-lhe baixo quando Z se afastou. –Me conta que pesadelo foi esse?
-Foi um sonho bom, Ashley. –Sussurrou.
-Como assim? –Perguntou Ashley sussurrando de volta.

Zac reapareceu com um copo com água e um comprimido. Vanessa o encarou fungando e Ashley entendeu o que ela queria dizer. Sonhou com ele. Péssimo sinal. Ou será bom?

-Calma, toma isso que você melhora. –Disse Zac lhe entregando o copo e o comprimido. Ashley a libertou do forte abraço, e após tomá-los, V entregou o copo para ele que voltou para a cozinha.
-Depois você vai me contar tudinho. –Tisdale sussurrou e Vanessa assentiu. Zac logo se aproxima das duas novamente.
-Quer tomar um banho, V? Assim você relaxa mais rápido. –Zac sugeriu. Sabia que era isso que realmente funcionaria.
-Tem razão. Obrigada de novo, Zac. –Respondeu com a voz falha e em meio às lágrimas.
-Ashley, vai com ela para ajudar.
-Não precisa. Eu estou bem, já estou mais calma. Daqui a pouco eu volto. –E foi para o quarto.
-O que aconteceu? –Perguntou Zac sussurrando para ter certeza de que Vanessa não os escutaria.
-Eu não sei bem. Pelo que eu entendi ela sonhou com você. –Ashley respondeu no mesmo tom.
-Comigo? –Questionou assustado e sem entender.
-Sim, mas shiu. Quando eu descobrir mais coisas, eu te falo.
-Então tá. Hm, e o Scott? Como anda aquele assunto? –Falou elevando a voz novamente.
-Ah, depois que falei com você, fiquei mais calma. Ele não sabe dos telefonemas, você sabe como ele reagiria. Por favor, não conte nada pra ninguém.
-Eu não vou contar, mesmo achando isso errado.
-Depois de tudo o que passamos, o que eu menos quero é confusão.
-Te entendo, mas uma hora ou outra ele vai descobrir, e é melhor que seja por você.
-Você acha? Mas porquê?
-Baby, pensa comigo: A pessoa ai ver que não está causando efeito algum com o que ela fala, então, vai começar a tentar novos meios de te fazer acreditar. Ela pode até ligar pra ele e manipulá-lo nas palavras de tal forma que você mesma se entregue.
-Mas isso não seria muito trabalhoso?
-Não se ele ou ela quer realmente acabar com essa relação. –Ashley pensou um pouco.
-Tem razão. –Concordou por fim. –Amanhã almoçaremos juntos. Vou aproveitar e contar.
-É o certo.
-Obrigada, maninho. Se eu não tivesse você na minha vida, acho que nenhum relacionamento meu iria durar. Acho que nem com o Scott eu estaria. Iria morrer encalhada. –Riu.
-Também acho. –Riu e a abraçou.
-Ashley, vai ver se a V precisa de algo.
-“V”. –Riu e recebeu um peteleco de Zac. –Agressão física, que absurdo. –Zac riu e ela foi em direção ao quarto de Vanessa. Bateu na porta e chamou por ela, mas não obteve resposta. –Deve estar no banho. –Disse para Zac e entrou afim de separar uma roupa para Vanessa vestir após o banho.

     Ela escolheu uma blusa de manga longa de cor cinza e um micro short de cor preta, cujo obrigou Vanessa a comprar, pois a mesma temia a reação de Chace ao vê-la vestida com aquele “pedacinho de pano”. Pegou também em cima da cômoda que ficava ao lado da cama, um elástico para prender o cabelo de V estilo “rabo-de-cavalo”. Depois de selecionar tudo, Ashley foi até a porta do banheiro e deu duas batidinhas leves.

-Vanessa? –Sem resposta. –Vanessa, está tudo bem? –O mesmo silencio. Ela colocou o ouvido na porta e ouviu o barulho de água caindo. Ela tentou rodar a maçaneta da porta, mas a mesma estava trancada. –Vanessa? –Ashley se desesperou. –Vanessa, está tudo bem? Abre a porta. –Começou a bater e a socar a porta e a forçar a maçaneta. –Vanessa!
-O que foi, Ashley? –Perguntou Zac entrando dentro do quarto. –Porquê essa gritaria? –Perguntou ele parando para observar ao redor. –Cadê a Vanessa? –Perguntou assustado.
-Está no banheiro, eu acho... Ela não me responde. Estou com medo, Zac. E se ela não estiver bem? E se o remédio à fez dormir? E se ela desmaiou?
-Calma, baby. Ela deve estar bem. Eu lembro que quando ela ficava meio depressiva, ficava horas no banho para tirar a negatividade do corpo, e se ela não te responde, é por que está chorando e não quer que ninguém saiba.
-É, pode ser. Mas mesmo assim, ainda estou preocupada com ela.
-Relaxa. Daqui a pouco ela saí, mas só depois de se acalmar. Ela sabe que estamos aqui e não vai nos deixar esperando por muito tempo. Eu vou esperar lá fora, pra não incomodá-la com minha presença aqui dentro. –Deu um beijo no rosto de Ashley e saiu.

     Vanessa tinha ouvido tudo, e ele estava totalmente certo. Ele parecia lembrar-se de alguns detalhes dela e isso a deixava contente, mas não o suficiente para fazê-la se levantar do chão e tomar banho. A banheira estava quase cheia e ela estava encolhida e sem forças para se levantar por que doía. Doía seu coração, e de tal forma que era como se ele se partisse dentro dela. As lembranças daquele sonho tão real não saíam de sua mente. Ela ainda podia sentir o gosto dos lábios de Zac, o cheiro de sua pele. “Vamos Vanessa, levanta. Não adianta se lamentar. Foi eterno enquanto durou, mas já passou, infelizmente. Você já superou isso antes, e está mais do que na hora de seguir em frente. Existe um mundo que você tem que enfrentar; pessoas que precisam de você, dos seus conselhos. E se você realmente o ama, você tem que lutar para reconquistá-lo”.
     Ela finalmente reencontrou as forças e se ergueu, graças ao ultimo pensamento. Meio insano, mas verdadeiro. Desligou as torneiras e tirou o restante da roupa que ainda usava antes de entrar na banheira, tudo bem devagar. Encostou a cabeça na beirada e começou a pensar em como estava sua vida. Bem, casada ela estava e isso era um fato, mas não de total livre e espontânea vontade. Houve um pouco de pressão da parte de Chace, e como ela estava frágil e vulnerável, acabou cedendo. Um grande erro. Chace após alguns meses mostrou um lado que ela jamais imaginou existir: Ciumento, possessivo e festeiro. Ter o sobrenome Crawford tinha sim, algumas vantagens, como passe livre em vários lugares, ser respeitada e invejada por todos pela beleza de sua conta bancária, ter prioridade em algumas ocasiões e viver cercada de luxo, mas isso não agradava totalmente Vanessa. Ela queria ter amigos, mas não os tinha, pois as pessoas tinham medo de Chace. Ele era conhecido por seu gênio forte e por ser super protetor com a esposa.
     Outro erro foi sair de seu país para outros bem distantes. Ela foi por escolha própria, Chace não podia obrigá-la a viajar, mas a vontade de ir para um lugar que a fizesse se esquecer de Zac era maior que sua razão e por isso viajou. Chega! Essa era sua vida, mas se ela quisesse realmente reconquistar o seu “baby boo”, tinha que pensar no que fazer. Bem, solteiro ele estava, e aparentemente, sem querer compromisso. Uma vantagem e uma desvantagem. Eles tinham amigos em comum; mais uma vantagem. Ela tinha mais ou menos uma concorrente, o que era desvantagem... dupla, pois a mesma passava mais tempo com o Zac já que trabalhava no mesmo lugar que ele. Aparentemente, ele não tinha mudado em nada, ou seja, ela o conhecia melhor do que ninguém. Vantagem! Certo, vejamos o placar... 3x3 até agora. Empate.
     Então, ela se lembrou de uma coisa que acabava com todas as vantagens; uma não, duas. Primeira: ele tinha terminado tudo alegando nunca ter gostado dela de verdade e só ter ficado com ela por comodidade, e segunda: ela era casada. Sentindo que novas lágrimas iriam cair, ela afundou na banheira e contou até dez para voltar a superfície. “Certo, pensar positivo.” V pensou. “Espera; tenho que descobrir se ele realmente nunca gostou de mim, o que eu duvido, ou se era apenas medo de compromisso sério, o que eu acho mais provável. Perguntar pra ele é uma idiotice, mas para a Ashley... não. Ok, terminarei logo esse banho e vou observá-lo. Esse é o primeiro passo. Depois questionarei Ashley. Com o Chace, decido o que fazer depois.” Sorriu enquanto começava a se esfregar com a esponja.
     Ashley a esperava no quarto, sentada no chão, escorada na cama, enquanto Zac estava na sala tentando ligar para Alex.

-Atende Alex. –Falava Zac. Caixa postal. Mas ele continuava, pois sabia que Alex estava vendo e rejeitando suas ligações. Uma hora ele iria atender.
-Que é, Zac? –Alex atendeu irritadíssimo.
-Nossa, porquê essa demora? Porquê não atendeu antes?
-Por que eu não quis, agora fala o que é por que estou muito ocupado.
-Me libera da pra empresa hoje?
-Por quanto tempo?
-O dia todo.
-O dia todo? –Alex gritou não acreditando no que acabara de ouvir. –Ficou maluco, é? Claro que não!
-E porquê não?
-Por que eu não vou para a empresa hoje, e é para isso que você serve, para tomar as decisões na minha ausência. Ainda mais hoje que vamos receber dois empresários da França. Você tem que ir, até por que, estou de ressaca.
-Certo, e porquê você não vai para a empresa? E não adianta dizer que a culpa é só da ressaca, já que da ultima vez que você foi assim para a empresa, nós fechamos um bom negócio.
-Além da ressaca, vou passar o dia na cama, e sim, estou falando no duplo sentido.
-E esse é o seu sublime motivo? –Perguntou Zac irônico.
-Sim.
-E se o meu motivo for melhor, você vai trabalhar?
-Talvez. Fala seu motivo.
-Vanessa.
-Tchau.
-Espera!
-Esperar o que, Zac? A mulher é casada, fim de papo. Não adianta você ficar perdendo seu tempo com ela, eu já te falei isso, e você sabe que é para o seu bem. Desiste!
-Não é isso, cara. Ela está realmente mal e não quero deixá-la sozinha, entende? E pro seu governo, ela não ama o marido. Pode gostar e respeitar, mas amar no sentido real, não.
-E como você tem tanta certeza, vossa excelência?
-Lhe explico, meu fiel súdito. Eu dormi com ela ontem à noite.
-É o que, Zachary? Pelo amor de Deus, não brinca comigo, por favor. Zac, é serio? Diz que não tá me iludindo, por favor, não brinca com meus sentimentos, cara.
-Alex, acorda. Não foi nesse sentido que eu quis dizer. Está louco? Ela é casada, cara. Eu só dormi, nada de especial, mas dormi. Dormimos juntos aqui no AP dela.
-Aham, e o “junto” é você na sala e ela no quarto trancada a sete chaves, vossa excelência?
-Não, o junto foi junto mesmo; corpo a corpo. Dormimos no sofá, ela em cima de mim e...
-Zac, explica isso direito, por que assim fica parecendo que vocês...
-Você e essa sua mente. É o seguinte. –E contou para o amigo tudo o que tinha acontecido, esde a saída deles da Pettyfer's até a hora em que ela acordou.
-Meu Deus, coitada. Mas ela está bem? Cara, ela é tão legalzinha, isso é injustiça, sério.
-Eu não sei, acho que sim. Ela deve estar conversando com a Ashley agora, já que ouço cochichos.
-Certo. Olha, tira o dia de folga e fica com ela. Mantém a cabeça dela ocupada, pois é o que ela precisa agora. Leva ela para passear, não sei. Tira ela daí e impede o marido dela manter contato.
-Não é pra tanto, né, mas vou sim procurar destraí-la.
-Certo, mas escuta, Zac. Não esquece que ela, apesar disso, é casada. Não vai se iludir, por favor.
-Ok,mãe. –Riu. –Obrigado.
-De nada, filhinho. –Riu. –Qualquer coisa me mantém informado. Bom, qualquer coisa séria.
-Tá Alex; vai curtir sua amada misteriosa.
-Vou mesmo. Tchau. –E desligou. Segundos depois, Vanessa e Ashley saíram do quarto.
-Então, está melhor? –Zac perguntou tentando não olhar para as pernas de V. Apesar da situação, não podia negar que ela era linda. Ashley notou que ele ficou com vergonha do ato não-tão notável e deu uma risada baixa.
-Estou. –Vanessa respondeu sem entender o porque da risada de Ashley e do desconforto de Zac.
-Que bom. Fiz seu café; espero que goste.
-Quem era no telefone? –Ashley perguntou curiosa.
-Alex. Pedi o dia de folga.
-Zac, não se incomode comigo. –Falou V. –Estou bem, é sério.
-Nada disso, eu vou fica com vocês duas. Tizz pode até ser útil, mas não é normal. Até por que as duas moças bonitas precisam de um homem por perto.
-Então tá, cadê o homem? –Tizz disse procurando e depois riu.
-Ha-Ha. –Falou Z serio, mas logo riu e puxou Ashley para abraçá-la e cochichar no seu ouvido “eu sei que você sabe”.
-Quando foi que você trocou de roupa? E como? –Vanessa perguntou.
-Assim que acordei, eu liguei para Ashley e ela me trouxe uma muda de roupa. Enquanto eu tomava banho, se não se importa, ela foi comprar coisas para fazer o café da manhã, e enquanto eu fazia o café, ela ficou de te acordar. –Z explicou ainda abraçado a Ashley que sussurrou “tenho bom gosto, eu sei”.
-Não tomou café? –V questionou.
-Não tomo. Eu faço uma corrida pela manhã antes de ir para a empresa, e depois, tomo café-da-manhã reforçado num restaurante que tem pelas redondezas de lá.
-Hmm, diz ele que quer ficar em forma. –Riu.
-Aprendeu com o Alex. Ele acorda bem cedo, cinco da manhã se não me engano, para fazer sua caminhada. Ou você acha que aquele corpinho é daquele jeito a base das pizzas e cervejas? –Riu. –E quando ele exagera, ele vai pra academia e passa o dia inteiro. Ele é obcecado pela própria aparência. –Disse Ashley.
-Percebe-se. –Riram.
-Entretanto, –disse ele se intrometendo– saco vazio não para em pé, Dona Vanessa, então trate de comer.
-Sim, senhor. –Disse batendo continência. –Mas com uma condição.
-Fale.
-Os dois tem que tomar café comigo.
-Eu já tomei, amiga, e outra, tenho uma sessão para terminar agora. Mas podemos passar à tarde no shopping. Acho que às três e meia da tarde eu já tenho terminado. É para um catálogo de Moda & Casa.
-Está bem, eu te perdoo. –Riu. –Mas o Zac fica.
-Vou me mudar para cá logo, por que olha... –Os três riram.
-Ah, Vanessa, esqueci de te falar. –Disse Ashley. –Seu marido ligou e perguntou porque o “Alex” tinha dormido aqui, e eu disse que era porque você tinha passado mal e que meu celular estava desligado por que eu estava com meu noivo. Acho que ele engoliu.
-Também acho. Obrigada, Tizz.
-Bom, já vou indo. Beijos e abraços. –Abraçou V e depois Z, e em seguida saiu.
-Acho melhor você ligar para ele. –Sugeriu Z ignorando totalmente o que Alex tinha lhe pedido.
-Depois do café eu ligo.
-Café quase almoço, são nove e quarenta e cinco. Você dorme demais. –Riu e ela o empurrou.

     Passaram a manhã assim, entre brincadeiras e conversas sem importância. Além de Vanessa se distrair, colhia informações para bolar seu plano de reconquista. “Vamos descobrir se você realmente disse a verdade, Zachary Efron” pensou Vanessa enquanto dava um gole no seu café.

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Gente, está aí o capitulo. Desculpa a demora, é que eu estava sem tempo. Tive que apresentar os trabalhos que faltava, os seminários, tive que fazer novos trabalhos e etc. Eu ia postar ontem, mas tive que ir no oculista. Mas aí está o novo capítulo, então, aproveitem.

Paula: Obg, ta aí o capitulo, cheio de zanessa e zashley (=

eternamente zanessa: zanessa juntinhos de novo hihi.. queria um amigo como o zac, mas quem não queria? =)

Anonimo: meu Deus KKKKKK os amassos aconteceram, mas não aconteceram.. ai, deu pra entender kkkkkk Xx

Anonimo: mate sua curiosidade agora Xx

Anonimo: obg, obg...vcs são muito pervertidas pro meu gosto kkkkkkk Xx

Anonimo: ta mesmo kkk vanessa dando uma de detetive kkkkkkkk Xx

Anonimo: POSTEEEEEEEEI kkkkkkkk obg obg.. ela vai saber um dia, só que vc não vai gostar da reação ela, só acho... Xx

Viviane Faria: Obg... zanessa sempre partindo nossos corações </3 Xx

Jullie Andrade: deixa o bixinho kkkkkkkkk ele vai, com certeza... ja te adianto que a V não é chifruda kkkk relaxa, depois vc entende Xx

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Capitulo 8 + Pedido de desculpas + Respondendo comentários + Selinhos + Ganhei um concurso

-É sobre... uma coisa que.... –Abaixou a cabeça e mais duas lagrimas caíram. Ele a abraçou com o instinto de protegê-la e consolada.
-Shiu, se for para você sofrer, prefiro que não conte nada.
-Não, eu comecei e vou terminar. E é como você falou: se eu não contar, vou ficar com a consciência pesada e não conseguirei dormir. –Falou enxugando as lagrimas que de teimosas ainda caiam.
-Mas... –Ela o interrompe se afastando do abraço.
-Shiu você agora. Não torne as coisas mais difíceis pra mim. –V respirou fundo. –É sobre algo que você já deve estar desde desconfiado desde o almoço; algo que eu disse durante minha conversa com o Chace. –Falou com os olhos fixos no chão. Ao perceber que Zac não se manifestou, encarou-o e notou que ele encarava as próprias mãos com uma expressão pensativa.
Ele sentiu o olhar e apenas disse: –Continue.
-É isso mesmo que está pensando. E-eu já engravidei antes, três vezes... –Zac fechou os olhos com força. –Perdi os bebes por ser muito nova ou por culpa de brigas com Chace. Eu não sabia nas duas primeiras, foram alguns meses após o casamento. A última que foi a mais recente, ou quase. –Sorriu em meio às lagrimas. –É, eu sei: Tenho algo de errado, só pode, por que três bebês, sendo que sou bem de saúde e agora não sou tão nova assim a ponto de não conseguir segurar... Além de nova, sou azarada por que eram nas vezes que estava preparando os papéis para o divórcio. E para completar o “pacote da alegria” eu entrei em depressão e por isso não ia adiante com a separação... Eu não consigo entender, Zac... O que eu fiz de tão errado para... para nada dar certo, para não conseguir ser feliz.

-Vanessa... –Tentou ele dizer algo para acalmá-la, mas não conseguiu. Não podia falar nada pois não sabia o que dizer.
-Nada da certo pra mim, Zac. Eu não casei com quem realmente amava, não tenho uma amiga de verdade, meu casamento vive por um fio, não consigo engravidar... Deus, o que eu fiz de tão errado para não conseguir ser feliz, ter paz? –Falou aos prantos. –Eu só amei demais, Zac, esse é meu único pecado que parece fazer sentido para tanto azar. –Abraçou-o. –Me fala você que me conhece tão bem. onde eu errei. Me diz para que eu possa reparar o meu erro, e com isso, minha vida volte a ter sentido. Sem esse sofrimento, sem lágrimas. Me fala, por favor.
-Nada, simplesmente nada. –Falou segurando o choro. Ele não queria acreditar no que acabara de ouvir. Engravidou? Abortos? Ele não podia negar o fato de que havia ficado contente quando ela falou em divórcio, mas filhos? Pobres crianças indefesas que também foram vítimas da brutalidade e estupidez de Chace. –Como você disse, você simplesmente amou.
-Eu simplesmente te amei, Zac. Que mau à em amar uma pessoa? A única coisa que foi errada nesse amor foi ele ter durado até mesmo depois do meu casamento. Acho que Deus viu isso como uma traição com Chace, mas não tenho culpa, não mando nos meus sentimentos. Me fala você, Zac. Você que me conhece tão bem. Eu quero poder reparar meu erro.
-Olha, eu não acho que seja dessa maneira. Você não fez nada de errado, você simplesmente amou. Se isso aconteceu, de nós termos ficado juntos, rompermos, você ter casado com outro e perder esses bebês, foi por alguma razão. Acredite: Deus não nos dar mais do que podemos aguentar. Se isso aconteceu, foi para te ensinar algo. Talvez que você é mais forte do que imaginava, não sei. O que eu sei é que não foi e nem será em vão todo esse sofrimento que você passou.
-Você acha mesmo? –Perguntou ela.
-Tenho certeza. –Falou convicto.
-Então, eu vou acreditar. –E enxugou as lagrimas e ficou em silêncio por mais alguns minutos. –Estou com fome, e você?
-Também. Que tal pedirmos uma pizza?
-Ótima ideia. Vou pegar a agenda. –Falou se levantando.
-Eu tenho alguns números de pizzarias com entrega rápida na agenda do meu celular.
-Melhor ainda. –Sorriu. –Havia esquecido que eu sou a única firanghi, ou melhor, estrangeira aqui. –Riu.
-Ui, só porque viajou virou estrangeira? Você nasceu aqui, se lembra disso?
-Você entendeu o que eu quis dizer. –Sorriu. –Vai pedindo enquanto eu arrumo os pratos. Não esquece o refrigerante.
-Claro, senhora “Cola-Cola sempre e pra sempre”. –E riu.
-Você realmente me conhece.


Zac discava o numero de sua pizzaria predileta quando escutou um grito zangado.

-Ahhh, Zachary David Alexander Efron! –Gritou Vanessa zangada saindo da cozinha com uma colher de aço na mão.
-Falou meu nome todo, então, a situação deve estar séria pro meu lado.
-E está séria; muito séria. Porquê diabos você não me disse que estou toda borrada? Imagina se eu abrisse a porta desse jeito; o entregador iria se assustar.
-Eu já falei para você não usar maquiagem já que não precisa, mas de teimosa ainda usa. Quem mandou ser chorona também? –Mal terminou a frase e levou uma almofada na cara.
-Sua sorte é que você não é o Chace, por que senão, você iria dormir do lado de fora. O máximo que posso fazer com você é... –Ele a interrompe.
-Me espancar com essa colher? –E riu.
-Não vou estragar meus talheres com você, mas deveria. Sério, Zac, não sei se te expulso daqui de casa ou se choro com a situação triste que está minha cara.
-Se você não usasse maquiagem...
-Eu iria ser confundida com um espantalho. Todas as mulheres necessitam de maquiagem, ou melhor, quase todas. A Aniston e a Jolie não precisam de nada, mas eu sou uma mera mortal que para o bem da humanidade, deve usar toneladas de maquiagem na cara. –Riu. –Vou lavar o rosto, já volto. Aguarde-me, Zachary Efron; o que é seu está guardado. –O encarou. Ele riu mesmo sabendo falando sério.

     Z ligou para a pizzaria, fez o pedido e depois a ficou esperando. Sabia que a “lavagem do rosto” se tornaria um banho rápido e frio. Toda vez que ela ficava triste ou chorava, tomava um banho frio para tirar a negatividade do corpo, mas como ela não gostava de deixar ninguém esperando, iria reduzir o banho normal de trinta minutos para quinze.
     Ele tentou de todas as formas não pensar na conversa que tiveram porém era impossível. Vanessa tinha chorado tanto que havia deixado sua camisa com uma pequena mancha de água e maquiagem. Tentou pensar em Alex e em que tipo de safadeza ele estaria fazendo, o que também não adiantou. Só conseguia se lembrar da conversa que teve com ela e do que Alex tinha dito, e que por acaso, estava certo.
     No fundo ele sabia, mas não queria acreditar. “Bem feito Zac, foi se iludir. Seu idiota, burro. Agora sofre calado. Ela te amava, mas agora só te vê como um amigo, senão, já teria se divorciado há muito tempo. Bem feito, burro, burro, burro!

-Zac, pediu a pizza? –Vanessa perguntou na sua frente, o que o assustou, pois não tinha ouvido ela voltar.
-Sim. –E enxugou uma lágrima que de teimosa, caiu durante sua frustração consigo mesmo. Vanessa percebeu o que acontecera, mas ignorou.
-Então, estou mais apresentável sem todos aqueles borrões?
-Você não passaria por essas situações se não usasse maquiagem.
-Eu já te expliquei que é por que preciso para não ser confundida com um espantalho.
-Não concordo, mas deixa pra lá, pois como eu disse antes, você é muito teimosa e não acredita em nada do que eu digo.
-Eu acredito sim, só que no que é verdade, o que não é o caso agora. Sei que só fala isso para me agradar.
-Não mesmo, até por que só queremos agradar alguém que gostamos o que não é o caso agora. –Brincou imitando a voz dela no final da frase.
-Se não gosta de mim, está fazendo o que na minha casa? E eu não falo desse jeito.
-Não tenho nada melhor pra fazer, e fala sim.
-Tem sim, mas você gosta da minha excelente companhia, e não falo. –E riu.
-Não tenho. Não disse que é teimosa?
-Tem sim, senhor.
-Não tenho.
-Tem sim, eu te conheço. Você sempre tem algo melhor pra fazer, ou seja, trabalho.
-Se conhecesse não estaria duvidando da minha palavra.
-Ai Zac, chega. Depois a teimosa sou eu. –Riu.
-E é mesmo. –A acompanhou no riso.
-Tik He, chega. Me ajuda a arrumar a mesa?
-Só porque atravessou o oceano, ficou fresca? Qual é o problema de comer na embalagem, no chão e com guardanapo?
-Nenhum, só que... Are, Zac, você me entendeu. E também não quero que você pense que ainda sou uma moleca. Sou uma mulher casada e tenho responsabilidades, e que por acaso, odeia bagunça.
-Eu sei que sim, bom, até a parte da bagunça, por que você é um furacão. Onde passa, deixa uma bagunça. –Riu.
-Sim, mas na frente dos outros finja que não. –Riu.
-Está bem. Mas qual é, vamos relembrar os velhos tempos, vai? Ou você sofre de envelhecimento precoce?
-Agora eu vi; é muito amor mesmo. –Riu. –Tik He, vai ser legal. –E sorriu.

Eles ficaram se olhando meio que sem jeito até que o celular dela começou a tocar.

-Deve ser Chace. –Falou se levantando e indo pegar o celular que havia deixado no outro sofá. –Se importa? –Ele negou com a cabeça.

–Oi, amor. –Disse ela atendendo
-Oi, o que aconteceu? –Perguntou ele preocupado.
-Nada, apenas o notebook descarregou e eu não achei o carregador, me desculpe.
-Sem problemas. O Alex ainda esta aí?
-Sim, pedimos uma pizza e –ela escutou uma voz feminina ao fundo que dizia “Chace, Chace, cadê você?” e imediatamente questionou. –Quem está aí com você, Chace?
-Ah, é uma... amiga que chegou de viajem e pediu ajuda para, ér, para como se portar em uma entrevista de emprego que fará amanhã.
-Ahn. Como é o nome dela?
-Você não a conhece, é dos meus tempos de escola. Olha, vou ter que desligar, depois nos falamos, Tik?
-Tik, Chace, beijo. –E desligou confiada.

-O que foi? –Perguntou Zac.
-Nada, o Chace que está um pouco estranho.
-E quer conversar sobre isso?


-Não precisa se incomodar com isso, até por que seria esquisito.
-É verdade, só tentei ser educado.
-Mas falou tão naturalmente que parece que é acostumado com isso.
-E sou. A Ashley é como uma irmã pra mim e quando coisas do tipo acontecem, nós conversamos.
-É, eu percebi.
-Então, não vai querer mesmo me contar? Eu sei que é estranho, mas você precisa desabafar, eu vejo isso.
-Eu acho que o Chace está me traindo. –Disse depois de respirar fundo.
-Porquê você acha isso? –Perguntou ele contendo a raiva.
-Por que ele ligou pra mim depois de vários minutos, e até estava falando normalmente, mas surgiu uma voz feminina, e ele ficou estranho, meio exaltado. Eu perguntei quem era e ele falou coisas sem sentidos. Por exemplo, ele disse que era dos tempos de colégio, mas ele estudou em colégio para meninos, logo, é da faculdade, mas disse que eu não conhecia, só que eu conheço todos os seus amigos da faculdade, principalmente as mulheres. Ele ficou com quase todas!
-Mas não faz sentido ele te trair depois de tudo que ele fez para te ter; só se for muita estupidez mesmo.
-Como assim “tudo o que fez para te ter”?
-É modo de falar. É tipo... Esperar por você todo aquele tempo, é isso. –“Droga, Zac. Agora não é hora de revelar o passado. É a vida dela que esta em risco” pensou ele.
-Ahn. Acha mesmo que ele não seria capaz?
-Não, acho que não. Você tem tudo o que ele precisa, tudo o que ele quer e ainda sobra. O que ele ganharia te traindo? Nada. Ele está sempre provando que te ama; esse ciúme descontrolado é prova do amor dele.Amo doentio, amor errado, mas amor” pensou ele.
-Certo, obrigada, Zac. Você continua o mesmo apesar do que aconteceu.
-Somos amigos, certo?! É só meu dever de amigo te aconselhar. –Sorriu, e ela sorriu de volta. –Ouviram a campainha tocar.
-Deve ser a pizza. –Disse Vanessa se levantando.
-Eu pego os copos enquanto você assusta o entregador. –Disse Zac se levantando.
-Estou com maquiagem, não corro mais esse risco. –Riu e foi atender.

Vanessa abriu a porta e sorriu simpática antes de cumprimentar o entregador.

-Boa noite donzela. –O moreno respondeu atirado.
-Quanto que deu? –Perguntou incomodada, não gostava da falta de respeito que alguns entregadores tinham.
-Bom, deu U$$20,75 dólares, mas posso te dar um desconto especial se quiser. –A olhou de cima a baixo a analisando.
-Acho que eu não entendi direito. –Ela perguntou enquanto passava a mão esquerda na testa. Achou que ele não teria o descaramento de explicar depois de ver a aliança.
-Ah, sedução, vai dizer que não entendeu? Jovem, sozinha... Com toda certeza deve sentir falta de um homem.
-Desculpe, mas não. Peço-lhe um pouco de respeito, se não for pedir demais. Sou jovem, sim, mas isso não significa que estou...
-Sozinha, e se eu fosse você pegaria logo o dinheiro e se mandava. –Disse Zac puxando Vanessa para detrás de si.
-Ah, desculpe, senhor. –Falou o entregador nervoso. – É que...
-Que nada; quanto é que deu mesmo? –Perguntou Zac pegando a carteira.
-U$$20,75 dólares, senhor.
-Aqui está, e fique com o troco. Se não percebeu, na mão esquerda dessa jovem senhora se encontra uma aliança, o que significa que ela é casada, senhor...
-Posey, Tyler Posey. Ela é casada? –Perguntou assustado.
-Sim, senhor Posey, e o senhor não imagina a fera que é o marido dela. Bem, senhor Posey, vou ligar para a pizzaria e denunciá-lo por assédio...
-Não, eu não fiz por mal. Eu preciso desse emprego, senhor.
-Pensasse nisso antes de tentar assediar uma jovem cliente casada.
-Eu não sabia que ela era casada, eu juro. Só fiz isso por que mandaram. –Explicou nervoso.
-Como assim “mandaram”? –Vanessa se meteu entre os dois. –Quem mandou?
-O porteiro. Ele disse que era para eu testar à moça, mas eu não sabia que ela era casada, eu juro. Eu só obedeci por que um tal de senhor... senhor... Eu não me recordo o nome, mas esse senhor disse para o porteiro me denunciar por roubo caso eu não fizesse isso, e a senhora deve saber como é o preconceito nesse país. Olhe a minha cor, senhora, iriam me mandar para a cadeia sem pensar duas vezes. É tudo culpa desse senhor.
-Chace... –Vanessa cuspiu o nome do marido com ódio.
-É, esse senhor mesmo que mandou o porteiro me mandar fazer aquilo. É seu pai?
-Meu marido. –Falou com os olhos marejados.
-E esse senhor, quem é? –Perguntou olhando para Zac confuso.
-É apenas um amigo.
-Bem, não quero me meter. Se me derem licença, eu vou indo, não quero mais confusão. Me desculpem, por favor. –Entregou a pizza para Zac e saiu correndo.
-Não acredito. Ele realmente não confia em mim, e sem motivos, o que me dói mais. –Falou V indo em direção ao sofá enquanto Zac fechava a porta e colocava a pizza no balcão de madeira da cozinha.
-Calma, Vanessa.
-Calma? Você me pede calma? Que calma o que, Zac. É fácil pedir calma por que não é com você! Não é você que não tem amigos por que as pessoas tem medo de seu marido; não é você que anda na rua com várias pessoas te vigiando; não é você que anda com pessoas te olhando com desprezo ou pena; não é você que está casada com um psicopata. Sou eu Zac, eu! E a culpa é toda sua! –Gritou chorando.
-Minha? Porquê?! –Perguntou se afastando. Vanessa estava à beira de um ataque de histeria e ele percebeu.
-Sim, sua e somente sua! –Bufou. –Se você não tivesse brincado com meus sentimentos, nada disso teria acontecido.
-Vanessa, calma. Você está ficando fora de si. Pensa bem: Eu não fiz nada, você acha que a culpa é minha, mas não é. É culpa do Chace. Presta atenção no que você acabou de falar e reflete, e vai ver que está errada. –Viu ela sentando no chão enquanto respirava fundo e negava com a cabeça.
-Você tem razão, me desculpa. –Disse envergonhada. –Chace ainda vai me deixa louca. Eu sou uma idiota, me desculpa. –E recomeçou a chorar.
-Shiu. –A abraçou. –A culpa não é sua, é dele, calma. –Ele a puxou para o sofá e a abraçou e ficaram assim por um tempo. Vanessa não conseguia dizer nada, só chorar. Depois de um tempo, o choro foi diminuindo e só se ouvia pequenos soluços. –Eu vou pegar um copo com água para você. –Disse Zac se levantando. Ela se soltou dele relutante; não queria ficar sozinha.

     Enquanto ele colocava açúcar na água, pensava em como Chace era idiota. Vanessa não fazia mal nem mesmo a uma mosca e ele duvidava da fidelidade dela? Como era possível? Ouviu quando o celular dela começou a tocar em cima da pequena mesa que ficava entre o sofá e a TV. Vanessa o procurou com o olhar e ele o retribuiu como se dissesse “é melhor não” e decidiu esperá-lo. Ele voltou para a sala e entregou a ela o copo, pegou o celular dela e olhou no visor. Viu que Chace que ligava. Provavelmente o porteiro lhe contou do fracasso que foi seu teste de fidelidade.

-É o Chace. –Disse ele, mas ela não se manifestou. Ele rejeitou a chamada. Chace tornou a ligar e Zac ignorou a chamada novamente e pôs o celular de Vanessa no modo “reunião”, que não vibra, não toca, só acende o visor. Ela bebeu a água depois colocou o copo ao lado do celular e Z logo voltou a abraça-la. Depois de um breve tempo, ela quebrou o silencio.
-Obrigada, mas muito obrigada mesmo por me aguentar.
-Shiu, é o meu dever, sua chorona, e antes que pergunte, já aviso que não está com a maquiagem borrada. –Ela riu. –Agora tenta descansar um pouco.
-Tik He. Se quiser ir embora eu...
-Só vou embora quando você dormir. Não se preocupe comigo; só descansa. –E apertou um pouco mais o abraço.
     Vanessa se aninhou mais à ele, e como era bom ser abraçada por Zac. Chace tinha um bom abraço, mas o de Zac era mais aconchegante e confortável, de tal maneira que ela poderia morrer naquele exato momento, que morreria feliz. Ele fechou os olhos para descansar a vista, mas acabou adormecendo, afinal, estava exausto. Aquele dia havia sido muito puxado.
     Já Vanessa não conseguia dormir, mesmo estando cansada por acordar cedo e por ter chorado. O ódio que sentia por Chace naquele momento era tanto que ela pensava em como se vingaria. Levantou a cabeça e percebeu que Zac estava dormindo. Como ele era lindo até mesmo dormindo. As pálpebras dela começaram a pesar e a vista ficou embaçada. Ela se aconchegou mais um pouco e suspirou.
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Girls, mil desculpas. Estou tentando postar esse capitulo a muito tempo, e quando ele estava quase pronto, eu perdi e tive que refaze-lo. Sério, estou com muita vergonha pela demora. Tem zanessa no fim do capitulo, por favor, pensem nisso e me perdoem. Juro que não foi por mal, sério. Quando eu vi que tinha perdido o capítulo, quase morri. Estava até conversando com a Alinne (que só riu) e ela viu meu desespero. E também demorei por que a escola pesou, gente, até tive que sair do meu curso de guitarra, mas estou fazendo um outro curso para a retirada da minha carteira de habilitação (tenho 15) que é um projeto do governo com o detran e tal, e tipo, o meu professor do curso passou um seminário que quase não termino, fora que na escola estou ralando por que também tenho um seminário de sociologia pra fazer, trabalho de inglês, trabalho de biologia e de geografia, fora as atividades e o livro que minha professora de português mandou ler para a próxima prova. Também estou super atarefada com umas atividades da igreja, e também tem o enem né, moçada. Já fiz minha inscrição, dai estou esforçada messsmo na escola. Ah, esse mês eu faço 16 anos, e quero de presente muitos comentarios, por que o próximo capitulo tem zanessa também, mas sinto que vou ser morta por alguma de vocês. Vocês ja devem estar familiarizadas com algumas frases, então, sem vocabulário hoje (tô com preguiça).

Respondendo a comentarios:

Paula: Por nada, obrigada você pelo apoio e pelo selinho :) Aproveite esse capítulo também Xx

Alinne: Deixe o Chace ser feliz, coitado. Esse aqui também ta grande, agora entenda o por que da demora. Deixe a Tisdale, ela ta sofrendo, coitada u.u Até porque a Ash só estipulou estar levando chifres, que nem a Vanessa nesse capitulo u.u Se eu fosse ela, já tinha dado umas traçadas no Zac, mas fazer o que né, a menina é direita e não perdida como nós duas (pelo menos na fic ela é direita, porque na vida real, sem comentarios). Vixe maria, a mina ta apaixonada KKK cante para mim, cante kkkkk Ame esse capitulo também Xx

Anonimo 1: Toda vez que eu termino de escrever que eu vou ler fico "gente, foi eu mesma?" kkkkk ta postadinho Xx

Anonimo 2: Ta postadinho, obrigado Xx

Viviane Faria: Obrigado florzinha, ta postadinho Xx

Anonimo 3: Postei Xx

Jullie Andrade: Maninha, eu sei, mereço apanhar, acabo na melhor parte kkkkkkk mas o final desse capitulo foi digno, diga lá kkkk Postei e desculpe a demora Xx

Anonimo 4: ESTOU AQUI \O/ Quero não, não morre, please, kkkkk ta postado Xx

Anonimo 5: Desculpeeeeeee. Te juro juradinho que eu ia postar nesse fim de semana, mas não consegui porque perdi o capitulo como ja expliquei ali em cima durante o pedido de desculpas. Espero que goste desse Xx

Obrigada Paula e Lary por me indicarem esse selinho <3333



Porque escreve a historia?
Eu sempre gostei muito de ler livros e depois que virei fã, descobri o mundo das fics que me deixou encantada. Comecei a lê-las e depois de algum tempo, zanessa acabou. Pouco tempo depois, conheci uma menina na internet que também eram fã e depois de um tempo, viramos amigas. Sempre que conversávamos, estipulávamos o porque da ruptura dos nossos ídolos, e sempre surgiam histórias e ideias malucas, até que um dia peguntei a ela "porque não criamos um blog para desabafarmos melhor esse fim de zanessa?" Ela ficou balançada, mas não aceitou de início. Depois de tanto perturba-la, ela aceitou e criamos o blog http://zanessa-um-amor-sem-fim.blogspot.com/. Depois que a história acabou, decidimos trilhar caminhos diferentes. Ela criou um novo blog, e eu criei esse. Resumindo: Escrevo como meio de desabafar e superar o fim do namoro de Zac e Vanessa.

O que te inspira?
Zanessa, livros, séries, filmes, músicas. Tudo me inspira.

Porque sobre amor?
Por que o amor, quando verdadeiro, tudo faz, tudo suporta. E é isso que eu sinto quando vejo fotos de zanessa. Sinto que realmente era verdadeiro, e mesmo que tenha acabado, se for realmente para ser, será.

Porque a criação do blogger?
Depois de fazer parte de um blog compartilhado, eu achei que não era meu ponto forte. Parei de escrever e voltei ao ponto "leitura", mas eu senti falta de escrever, de expressar minhas ideias e emoções. Eu escrevo essa história desde o meio do ano passado, mas num caderno a parte, sem mostrar a ninguém, só que não era suficiente. Eu queria poder compartilhar as minhas ideias, mas sem ser julgada (o que aconteceria se eu mostrasse para alguns amigos meus). Eu mantenho contato com algumas donas de blogs que eu leio, daí eu ficava cobrando a Line por que ela tinha postado uma sinopse, mas iria fazer outra historia. A pobrezinha se irritou tanto comigo que perguntou se eu não queria a historia e eu aceitei (por isso a url do blog é amizadecolorida), dai na hora de desenvolver a historia eu travei, e a Line havia excluído a sinopse. Ja tinha criado o blog, ja tinha os personagens e a ideia, mas não sabia desenvolver, então conversei com a Lary e ela me perguntou porque eu não postava a história que eu tinha no meu caderno. Eu pensei bem e resolvi fazer isso, e aqui estou eu =)

Indique 4 pessoas para receber esse selinho: Vou indicar 6 porque recebi dois selinhos.

Margarida Oliveira -> http://amorguerra.blogspot.com.br/

Ganhei o premio do mini concurso de frases que a Lary fez *o* Ganhei um selinho lindo e maravilhoso, mas a Lary protege tudo no blog dela, então não tenho como salvar :( Quem quiser vê, ta aqui -> http://zanessaficamormaior.blogspot.com.br/2013/05/mini-concurso-frase.html

Por hoje é só, espero que vocês gostem do capitulo <33333333

Xx