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quinta-feira, 4 de julho de 2013

Capítulo 9 + Respondendo aos comentários (=

-Bom dia, meu amor. –Dizia Zac depois de beijá-la.
-Bom dia. Aw, pra mim? –Perguntou ela se referindo à bandeja de café-da-manhã que se encontrava na sua frente.
-Para nós, ou você é tão gulosa a ponto de comer por dois? –Riu.
-Ha-Ha, engraçadinho. Estou de mal agora. –E fez biquinho.
-Ai, ai. O que eu tenho que fazer para essa princesa me perdoar? Hein? –Questionou ele lhe um cheiro no pescoço.
-Uma coisa que você ainda não fez hoje.
-Hm, e o que seria? –Perguntou maliciosamente.
-Não é isso. –Riu. –É um beijo. Você ainda não me deu um beijo decente e você sempre me dá vários beijos pela manhã. Porque não deu ainda? –Riu.
-Ah, sim. Vou fazer esse sacrifício. –Apoiou um braço na cama, e em seguida, a beijou apaixonadamente.
-Hmmm... Gostoso. –Disse ela abrindo os olhos e rindo.
-Esses sacrifícios da vida, ah Senhor, porque eu? –Riu.
-Você deve pagar pelos seus pecados, e este é seu castigo.
-Porquê eu fui tão mau? Agora tenho que aguentar isso. –Riu e deu um beijo na testa de V.
-Já chega de drama, e vamos comer logo por que estou morta de fome.
-Wow, que cadáver mais lindo. –Eles riram.
-Besta. –Ela disse pegando uma torrada e dando uma mordida.

Vanessa, Vanessa... Acorda menina. –Riu. –Que dorminhoca você é. Acorda, senhora Crawford.

-Ashley?! –Olhou para os lados procurando pela loira. –Está ouvindo, amor? –Zac continuava a comer e a olhar para ela docemente, como se não a tivesse escutado. –Zac? Zac? Você está bem? –Nenhuma mudança.
     Ela tentou tocá-lo, mas sua mão o atravessou e logo ele foi desaparecendo aos poucos como se fosse fumaça. De repente, tudo desapareceu e Vanessa se viu sozinha na escuridão. Assustada como estava, só pensou em uma coisa e começou a gritar, gritar por ele!


-Zac! –Acordou assustada e ofegante. Encontrou o olhar preocupado da loira.
-Vanessa, você está bem? –Perguntou Ashley preocupada.

Zac surgiu atrás do balcão da cozinha de Vanessa, de banho tomado e com outras roupas.

-Algum problema? –Perguntou ele.
-Não sei bem. –A loira respondeu. –Eu acho que ela teve um pesadelo.
-Vanessa, diz alguma coisa.

Mas ela não conseguia dizer nada. Estava imóvel, estática. “Foi apenas um sonho” pensou ela e começou a chorar. Ashley a abraçou.

-Meu Deus, Vanessa, você está bem? –Ashley a perguntou se desesperando, mas logo se recuperou, pois sabia que isso pioraria a situação. –Calma, foi apenas um sonho. –Vanessa chorava ainda mais.
-O que houve, Vanessa? Com o que você sonhou? –Perguntou ele se aproximando com uma bandeja nas mãos parecida com a do sonho e a pôs na mesinha do centro.
-Zac, estou começando a me preocupar. –Disse Ashley.
-Eu vou busca um tranquilizante para ela. Encontrei ontem na cozinha.
-Vanessa, o que houve? –Ashley perguntou-lhe baixo quando Z se afastou. –Me conta que pesadelo foi esse?
-Foi um sonho bom, Ashley. –Sussurrou.
-Como assim? –Perguntou Ashley sussurrando de volta.

Zac reapareceu com um copo com água e um comprimido. Vanessa o encarou fungando e Ashley entendeu o que ela queria dizer. Sonhou com ele. Péssimo sinal. Ou será bom?

-Calma, toma isso que você melhora. –Disse Zac lhe entregando o copo e o comprimido. Ashley a libertou do forte abraço, e após tomá-los, V entregou o copo para ele que voltou para a cozinha.
-Depois você vai me contar tudinho. –Tisdale sussurrou e Vanessa assentiu. Zac logo se aproxima das duas novamente.
-Quer tomar um banho, V? Assim você relaxa mais rápido. –Zac sugeriu. Sabia que era isso que realmente funcionaria.
-Tem razão. Obrigada de novo, Zac. –Respondeu com a voz falha e em meio às lágrimas.
-Ashley, vai com ela para ajudar.
-Não precisa. Eu estou bem, já estou mais calma. Daqui a pouco eu volto. –E foi para o quarto.
-O que aconteceu? –Perguntou Zac sussurrando para ter certeza de que Vanessa não os escutaria.
-Eu não sei bem. Pelo que eu entendi ela sonhou com você. –Ashley respondeu no mesmo tom.
-Comigo? –Questionou assustado e sem entender.
-Sim, mas shiu. Quando eu descobrir mais coisas, eu te falo.
-Então tá. Hm, e o Scott? Como anda aquele assunto? –Falou elevando a voz novamente.
-Ah, depois que falei com você, fiquei mais calma. Ele não sabe dos telefonemas, você sabe como ele reagiria. Por favor, não conte nada pra ninguém.
-Eu não vou contar, mesmo achando isso errado.
-Depois de tudo o que passamos, o que eu menos quero é confusão.
-Te entendo, mas uma hora ou outra ele vai descobrir, e é melhor que seja por você.
-Você acha? Mas porquê?
-Baby, pensa comigo: A pessoa ai ver que não está causando efeito algum com o que ela fala, então, vai começar a tentar novos meios de te fazer acreditar. Ela pode até ligar pra ele e manipulá-lo nas palavras de tal forma que você mesma se entregue.
-Mas isso não seria muito trabalhoso?
-Não se ele ou ela quer realmente acabar com essa relação. –Ashley pensou um pouco.
-Tem razão. –Concordou por fim. –Amanhã almoçaremos juntos. Vou aproveitar e contar.
-É o certo.
-Obrigada, maninho. Se eu não tivesse você na minha vida, acho que nenhum relacionamento meu iria durar. Acho que nem com o Scott eu estaria. Iria morrer encalhada. –Riu.
-Também acho. –Riu e a abraçou.
-Ashley, vai ver se a V precisa de algo.
-“V”. –Riu e recebeu um peteleco de Zac. –Agressão física, que absurdo. –Zac riu e ela foi em direção ao quarto de Vanessa. Bateu na porta e chamou por ela, mas não obteve resposta. –Deve estar no banho. –Disse para Zac e entrou afim de separar uma roupa para Vanessa vestir após o banho.

     Ela escolheu uma blusa de manga longa de cor cinza e um micro short de cor preta, cujo obrigou Vanessa a comprar, pois a mesma temia a reação de Chace ao vê-la vestida com aquele “pedacinho de pano”. Pegou também em cima da cômoda que ficava ao lado da cama, um elástico para prender o cabelo de V estilo “rabo-de-cavalo”. Depois de selecionar tudo, Ashley foi até a porta do banheiro e deu duas batidinhas leves.

-Vanessa? –Sem resposta. –Vanessa, está tudo bem? –O mesmo silencio. Ela colocou o ouvido na porta e ouviu o barulho de água caindo. Ela tentou rodar a maçaneta da porta, mas a mesma estava trancada. –Vanessa? –Ashley se desesperou. –Vanessa, está tudo bem? Abre a porta. –Começou a bater e a socar a porta e a forçar a maçaneta. –Vanessa!
-O que foi, Ashley? –Perguntou Zac entrando dentro do quarto. –Porquê essa gritaria? –Perguntou ele parando para observar ao redor. –Cadê a Vanessa? –Perguntou assustado.
-Está no banheiro, eu acho... Ela não me responde. Estou com medo, Zac. E se ela não estiver bem? E se o remédio à fez dormir? E se ela desmaiou?
-Calma, baby. Ela deve estar bem. Eu lembro que quando ela ficava meio depressiva, ficava horas no banho para tirar a negatividade do corpo, e se ela não te responde, é por que está chorando e não quer que ninguém saiba.
-É, pode ser. Mas mesmo assim, ainda estou preocupada com ela.
-Relaxa. Daqui a pouco ela saí, mas só depois de se acalmar. Ela sabe que estamos aqui e não vai nos deixar esperando por muito tempo. Eu vou esperar lá fora, pra não incomodá-la com minha presença aqui dentro. –Deu um beijo no rosto de Ashley e saiu.

     Vanessa tinha ouvido tudo, e ele estava totalmente certo. Ele parecia lembrar-se de alguns detalhes dela e isso a deixava contente, mas não o suficiente para fazê-la se levantar do chão e tomar banho. A banheira estava quase cheia e ela estava encolhida e sem forças para se levantar por que doía. Doía seu coração, e de tal forma que era como se ele se partisse dentro dela. As lembranças daquele sonho tão real não saíam de sua mente. Ela ainda podia sentir o gosto dos lábios de Zac, o cheiro de sua pele. “Vamos Vanessa, levanta. Não adianta se lamentar. Foi eterno enquanto durou, mas já passou, infelizmente. Você já superou isso antes, e está mais do que na hora de seguir em frente. Existe um mundo que você tem que enfrentar; pessoas que precisam de você, dos seus conselhos. E se você realmente o ama, você tem que lutar para reconquistá-lo”.
     Ela finalmente reencontrou as forças e se ergueu, graças ao ultimo pensamento. Meio insano, mas verdadeiro. Desligou as torneiras e tirou o restante da roupa que ainda usava antes de entrar na banheira, tudo bem devagar. Encostou a cabeça na beirada e começou a pensar em como estava sua vida. Bem, casada ela estava e isso era um fato, mas não de total livre e espontânea vontade. Houve um pouco de pressão da parte de Chace, e como ela estava frágil e vulnerável, acabou cedendo. Um grande erro. Chace após alguns meses mostrou um lado que ela jamais imaginou existir: Ciumento, possessivo e festeiro. Ter o sobrenome Crawford tinha sim, algumas vantagens, como passe livre em vários lugares, ser respeitada e invejada por todos pela beleza de sua conta bancária, ter prioridade em algumas ocasiões e viver cercada de luxo, mas isso não agradava totalmente Vanessa. Ela queria ter amigos, mas não os tinha, pois as pessoas tinham medo de Chace. Ele era conhecido por seu gênio forte e por ser super protetor com a esposa.
     Outro erro foi sair de seu país para outros bem distantes. Ela foi por escolha própria, Chace não podia obrigá-la a viajar, mas a vontade de ir para um lugar que a fizesse se esquecer de Zac era maior que sua razão e por isso viajou. Chega! Essa era sua vida, mas se ela quisesse realmente reconquistar o seu “baby boo”, tinha que pensar no que fazer. Bem, solteiro ele estava, e aparentemente, sem querer compromisso. Uma vantagem e uma desvantagem. Eles tinham amigos em comum; mais uma vantagem. Ela tinha mais ou menos uma concorrente, o que era desvantagem... dupla, pois a mesma passava mais tempo com o Zac já que trabalhava no mesmo lugar que ele. Aparentemente, ele não tinha mudado em nada, ou seja, ela o conhecia melhor do que ninguém. Vantagem! Certo, vejamos o placar... 3x3 até agora. Empate.
     Então, ela se lembrou de uma coisa que acabava com todas as vantagens; uma não, duas. Primeira: ele tinha terminado tudo alegando nunca ter gostado dela de verdade e só ter ficado com ela por comodidade, e segunda: ela era casada. Sentindo que novas lágrimas iriam cair, ela afundou na banheira e contou até dez para voltar a superfície. “Certo, pensar positivo.” V pensou. “Espera; tenho que descobrir se ele realmente nunca gostou de mim, o que eu duvido, ou se era apenas medo de compromisso sério, o que eu acho mais provável. Perguntar pra ele é uma idiotice, mas para a Ashley... não. Ok, terminarei logo esse banho e vou observá-lo. Esse é o primeiro passo. Depois questionarei Ashley. Com o Chace, decido o que fazer depois.” Sorriu enquanto começava a se esfregar com a esponja.
     Ashley a esperava no quarto, sentada no chão, escorada na cama, enquanto Zac estava na sala tentando ligar para Alex.

-Atende Alex. –Falava Zac. Caixa postal. Mas ele continuava, pois sabia que Alex estava vendo e rejeitando suas ligações. Uma hora ele iria atender.
-Que é, Zac? –Alex atendeu irritadíssimo.
-Nossa, porquê essa demora? Porquê não atendeu antes?
-Por que eu não quis, agora fala o que é por que estou muito ocupado.
-Me libera da pra empresa hoje?
-Por quanto tempo?
-O dia todo.
-O dia todo? –Alex gritou não acreditando no que acabara de ouvir. –Ficou maluco, é? Claro que não!
-E porquê não?
-Por que eu não vou para a empresa hoje, e é para isso que você serve, para tomar as decisões na minha ausência. Ainda mais hoje que vamos receber dois empresários da França. Você tem que ir, até por que, estou de ressaca.
-Certo, e porquê você não vai para a empresa? E não adianta dizer que a culpa é só da ressaca, já que da ultima vez que você foi assim para a empresa, nós fechamos um bom negócio.
-Além da ressaca, vou passar o dia na cama, e sim, estou falando no duplo sentido.
-E esse é o seu sublime motivo? –Perguntou Zac irônico.
-Sim.
-E se o meu motivo for melhor, você vai trabalhar?
-Talvez. Fala seu motivo.
-Vanessa.
-Tchau.
-Espera!
-Esperar o que, Zac? A mulher é casada, fim de papo. Não adianta você ficar perdendo seu tempo com ela, eu já te falei isso, e você sabe que é para o seu bem. Desiste!
-Não é isso, cara. Ela está realmente mal e não quero deixá-la sozinha, entende? E pro seu governo, ela não ama o marido. Pode gostar e respeitar, mas amar no sentido real, não.
-E como você tem tanta certeza, vossa excelência?
-Lhe explico, meu fiel súdito. Eu dormi com ela ontem à noite.
-É o que, Zachary? Pelo amor de Deus, não brinca comigo, por favor. Zac, é serio? Diz que não tá me iludindo, por favor, não brinca com meus sentimentos, cara.
-Alex, acorda. Não foi nesse sentido que eu quis dizer. Está louco? Ela é casada, cara. Eu só dormi, nada de especial, mas dormi. Dormimos juntos aqui no AP dela.
-Aham, e o “junto” é você na sala e ela no quarto trancada a sete chaves, vossa excelência?
-Não, o junto foi junto mesmo; corpo a corpo. Dormimos no sofá, ela em cima de mim e...
-Zac, explica isso direito, por que assim fica parecendo que vocês...
-Você e essa sua mente. É o seguinte. –E contou para o amigo tudo o que tinha acontecido, esde a saída deles da Pettyfer's até a hora em que ela acordou.
-Meu Deus, coitada. Mas ela está bem? Cara, ela é tão legalzinha, isso é injustiça, sério.
-Eu não sei, acho que sim. Ela deve estar conversando com a Ashley agora, já que ouço cochichos.
-Certo. Olha, tira o dia de folga e fica com ela. Mantém a cabeça dela ocupada, pois é o que ela precisa agora. Leva ela para passear, não sei. Tira ela daí e impede o marido dela manter contato.
-Não é pra tanto, né, mas vou sim procurar destraí-la.
-Certo, mas escuta, Zac. Não esquece que ela, apesar disso, é casada. Não vai se iludir, por favor.
-Ok,mãe. –Riu. –Obrigado.
-De nada, filhinho. –Riu. –Qualquer coisa me mantém informado. Bom, qualquer coisa séria.
-Tá Alex; vai curtir sua amada misteriosa.
-Vou mesmo. Tchau. –E desligou. Segundos depois, Vanessa e Ashley saíram do quarto.
-Então, está melhor? –Zac perguntou tentando não olhar para as pernas de V. Apesar da situação, não podia negar que ela era linda. Ashley notou que ele ficou com vergonha do ato não-tão notável e deu uma risada baixa.
-Estou. –Vanessa respondeu sem entender o porque da risada de Ashley e do desconforto de Zac.
-Que bom. Fiz seu café; espero que goste.
-Quem era no telefone? –Ashley perguntou curiosa.
-Alex. Pedi o dia de folga.
-Zac, não se incomode comigo. –Falou V. –Estou bem, é sério.
-Nada disso, eu vou fica com vocês duas. Tizz pode até ser útil, mas não é normal. Até por que as duas moças bonitas precisam de um homem por perto.
-Então tá, cadê o homem? –Tizz disse procurando e depois riu.
-Ha-Ha. –Falou Z serio, mas logo riu e puxou Ashley para abraçá-la e cochichar no seu ouvido “eu sei que você sabe”.
-Quando foi que você trocou de roupa? E como? –Vanessa perguntou.
-Assim que acordei, eu liguei para Ashley e ela me trouxe uma muda de roupa. Enquanto eu tomava banho, se não se importa, ela foi comprar coisas para fazer o café da manhã, e enquanto eu fazia o café, ela ficou de te acordar. –Z explicou ainda abraçado a Ashley que sussurrou “tenho bom gosto, eu sei”.
-Não tomou café? –V questionou.
-Não tomo. Eu faço uma corrida pela manhã antes de ir para a empresa, e depois, tomo café-da-manhã reforçado num restaurante que tem pelas redondezas de lá.
-Hmm, diz ele que quer ficar em forma. –Riu.
-Aprendeu com o Alex. Ele acorda bem cedo, cinco da manhã se não me engano, para fazer sua caminhada. Ou você acha que aquele corpinho é daquele jeito a base das pizzas e cervejas? –Riu. –E quando ele exagera, ele vai pra academia e passa o dia inteiro. Ele é obcecado pela própria aparência. –Disse Ashley.
-Percebe-se. –Riram.
-Entretanto, –disse ele se intrometendo– saco vazio não para em pé, Dona Vanessa, então trate de comer.
-Sim, senhor. –Disse batendo continência. –Mas com uma condição.
-Fale.
-Os dois tem que tomar café comigo.
-Eu já tomei, amiga, e outra, tenho uma sessão para terminar agora. Mas podemos passar à tarde no shopping. Acho que às três e meia da tarde eu já tenho terminado. É para um catálogo de Moda & Casa.
-Está bem, eu te perdoo. –Riu. –Mas o Zac fica.
-Vou me mudar para cá logo, por que olha... –Os três riram.
-Ah, Vanessa, esqueci de te falar. –Disse Ashley. –Seu marido ligou e perguntou porque o “Alex” tinha dormido aqui, e eu disse que era porque você tinha passado mal e que meu celular estava desligado por que eu estava com meu noivo. Acho que ele engoliu.
-Também acho. Obrigada, Tizz.
-Bom, já vou indo. Beijos e abraços. –Abraçou V e depois Z, e em seguida saiu.
-Acho melhor você ligar para ele. –Sugeriu Z ignorando totalmente o que Alex tinha lhe pedido.
-Depois do café eu ligo.
-Café quase almoço, são nove e quarenta e cinco. Você dorme demais. –Riu e ela o empurrou.

     Passaram a manhã assim, entre brincadeiras e conversas sem importância. Além de Vanessa se distrair, colhia informações para bolar seu plano de reconquista. “Vamos descobrir se você realmente disse a verdade, Zachary Efron” pensou Vanessa enquanto dava um gole no seu café.

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Gente, está aí o capitulo. Desculpa a demora, é que eu estava sem tempo. Tive que apresentar os trabalhos que faltava, os seminários, tive que fazer novos trabalhos e etc. Eu ia postar ontem, mas tive que ir no oculista. Mas aí está o novo capítulo, então, aproveitem.

Paula: Obg, ta aí o capitulo, cheio de zanessa e zashley (=

eternamente zanessa: zanessa juntinhos de novo hihi.. queria um amigo como o zac, mas quem não queria? =)

Anonimo: meu Deus KKKKKK os amassos aconteceram, mas não aconteceram.. ai, deu pra entender kkkkkk Xx

Anonimo: mate sua curiosidade agora Xx

Anonimo: obg, obg...vcs são muito pervertidas pro meu gosto kkkkkkk Xx

Anonimo: ta mesmo kkk vanessa dando uma de detetive kkkkkkkk Xx

Anonimo: POSTEEEEEEEEI kkkkkkkk obg obg.. ela vai saber um dia, só que vc não vai gostar da reação ela, só acho... Xx

Viviane Faria: Obg... zanessa sempre partindo nossos corações </3 Xx

Jullie Andrade: deixa o bixinho kkkkkkkkk ele vai, com certeza... ja te adianto que a V não é chifruda kkkk relaxa, depois vc entende Xx

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Capitulo 8 + Pedido de desculpas + Respondendo comentários + Selinhos + Ganhei um concurso

-É sobre... uma coisa que.... –Abaixou a cabeça e mais duas lagrimas caíram. Ele a abraçou com o instinto de protegê-la e consolada.
-Shiu, se for para você sofrer, prefiro que não conte nada.
-Não, eu comecei e vou terminar. E é como você falou: se eu não contar, vou ficar com a consciência pesada e não conseguirei dormir. –Falou enxugando as lagrimas que de teimosas ainda caiam.
-Mas... –Ela o interrompe se afastando do abraço.
-Shiu você agora. Não torne as coisas mais difíceis pra mim. –V respirou fundo. –É sobre algo que você já deve estar desde desconfiado desde o almoço; algo que eu disse durante minha conversa com o Chace. –Falou com os olhos fixos no chão. Ao perceber que Zac não se manifestou, encarou-o e notou que ele encarava as próprias mãos com uma expressão pensativa.
Ele sentiu o olhar e apenas disse: –Continue.
-É isso mesmo que está pensando. E-eu já engravidei antes, três vezes... –Zac fechou os olhos com força. –Perdi os bebes por ser muito nova ou por culpa de brigas com Chace. Eu não sabia nas duas primeiras, foram alguns meses após o casamento. A última que foi a mais recente, ou quase. –Sorriu em meio às lagrimas. –É, eu sei: Tenho algo de errado, só pode, por que três bebês, sendo que sou bem de saúde e agora não sou tão nova assim a ponto de não conseguir segurar... Além de nova, sou azarada por que eram nas vezes que estava preparando os papéis para o divórcio. E para completar o “pacote da alegria” eu entrei em depressão e por isso não ia adiante com a separação... Eu não consigo entender, Zac... O que eu fiz de tão errado para... para nada dar certo, para não conseguir ser feliz.

-Vanessa... –Tentou ele dizer algo para acalmá-la, mas não conseguiu. Não podia falar nada pois não sabia o que dizer.
-Nada da certo pra mim, Zac. Eu não casei com quem realmente amava, não tenho uma amiga de verdade, meu casamento vive por um fio, não consigo engravidar... Deus, o que eu fiz de tão errado para não conseguir ser feliz, ter paz? –Falou aos prantos. –Eu só amei demais, Zac, esse é meu único pecado que parece fazer sentido para tanto azar. –Abraçou-o. –Me fala você que me conhece tão bem. onde eu errei. Me diz para que eu possa reparar o meu erro, e com isso, minha vida volte a ter sentido. Sem esse sofrimento, sem lágrimas. Me fala, por favor.
-Nada, simplesmente nada. –Falou segurando o choro. Ele não queria acreditar no que acabara de ouvir. Engravidou? Abortos? Ele não podia negar o fato de que havia ficado contente quando ela falou em divórcio, mas filhos? Pobres crianças indefesas que também foram vítimas da brutalidade e estupidez de Chace. –Como você disse, você simplesmente amou.
-Eu simplesmente te amei, Zac. Que mau à em amar uma pessoa? A única coisa que foi errada nesse amor foi ele ter durado até mesmo depois do meu casamento. Acho que Deus viu isso como uma traição com Chace, mas não tenho culpa, não mando nos meus sentimentos. Me fala você, Zac. Você que me conhece tão bem. Eu quero poder reparar meu erro.
-Olha, eu não acho que seja dessa maneira. Você não fez nada de errado, você simplesmente amou. Se isso aconteceu, de nós termos ficado juntos, rompermos, você ter casado com outro e perder esses bebês, foi por alguma razão. Acredite: Deus não nos dar mais do que podemos aguentar. Se isso aconteceu, foi para te ensinar algo. Talvez que você é mais forte do que imaginava, não sei. O que eu sei é que não foi e nem será em vão todo esse sofrimento que você passou.
-Você acha mesmo? –Perguntou ela.
-Tenho certeza. –Falou convicto.
-Então, eu vou acreditar. –E enxugou as lagrimas e ficou em silêncio por mais alguns minutos. –Estou com fome, e você?
-Também. Que tal pedirmos uma pizza?
-Ótima ideia. Vou pegar a agenda. –Falou se levantando.
-Eu tenho alguns números de pizzarias com entrega rápida na agenda do meu celular.
-Melhor ainda. –Sorriu. –Havia esquecido que eu sou a única firanghi, ou melhor, estrangeira aqui. –Riu.
-Ui, só porque viajou virou estrangeira? Você nasceu aqui, se lembra disso?
-Você entendeu o que eu quis dizer. –Sorriu. –Vai pedindo enquanto eu arrumo os pratos. Não esquece o refrigerante.
-Claro, senhora “Cola-Cola sempre e pra sempre”. –E riu.
-Você realmente me conhece.


Zac discava o numero de sua pizzaria predileta quando escutou um grito zangado.

-Ahhh, Zachary David Alexander Efron! –Gritou Vanessa zangada saindo da cozinha com uma colher de aço na mão.
-Falou meu nome todo, então, a situação deve estar séria pro meu lado.
-E está séria; muito séria. Porquê diabos você não me disse que estou toda borrada? Imagina se eu abrisse a porta desse jeito; o entregador iria se assustar.
-Eu já falei para você não usar maquiagem já que não precisa, mas de teimosa ainda usa. Quem mandou ser chorona também? –Mal terminou a frase e levou uma almofada na cara.
-Sua sorte é que você não é o Chace, por que senão, você iria dormir do lado de fora. O máximo que posso fazer com você é... –Ele a interrompe.
-Me espancar com essa colher? –E riu.
-Não vou estragar meus talheres com você, mas deveria. Sério, Zac, não sei se te expulso daqui de casa ou se choro com a situação triste que está minha cara.
-Se você não usasse maquiagem...
-Eu iria ser confundida com um espantalho. Todas as mulheres necessitam de maquiagem, ou melhor, quase todas. A Aniston e a Jolie não precisam de nada, mas eu sou uma mera mortal que para o bem da humanidade, deve usar toneladas de maquiagem na cara. –Riu. –Vou lavar o rosto, já volto. Aguarde-me, Zachary Efron; o que é seu está guardado. –O encarou. Ele riu mesmo sabendo falando sério.

     Z ligou para a pizzaria, fez o pedido e depois a ficou esperando. Sabia que a “lavagem do rosto” se tornaria um banho rápido e frio. Toda vez que ela ficava triste ou chorava, tomava um banho frio para tirar a negatividade do corpo, mas como ela não gostava de deixar ninguém esperando, iria reduzir o banho normal de trinta minutos para quinze.
     Ele tentou de todas as formas não pensar na conversa que tiveram porém era impossível. Vanessa tinha chorado tanto que havia deixado sua camisa com uma pequena mancha de água e maquiagem. Tentou pensar em Alex e em que tipo de safadeza ele estaria fazendo, o que também não adiantou. Só conseguia se lembrar da conversa que teve com ela e do que Alex tinha dito, e que por acaso, estava certo.
     No fundo ele sabia, mas não queria acreditar. “Bem feito Zac, foi se iludir. Seu idiota, burro. Agora sofre calado. Ela te amava, mas agora só te vê como um amigo, senão, já teria se divorciado há muito tempo. Bem feito, burro, burro, burro!

-Zac, pediu a pizza? –Vanessa perguntou na sua frente, o que o assustou, pois não tinha ouvido ela voltar.
-Sim. –E enxugou uma lágrima que de teimosa, caiu durante sua frustração consigo mesmo. Vanessa percebeu o que acontecera, mas ignorou.
-Então, estou mais apresentável sem todos aqueles borrões?
-Você não passaria por essas situações se não usasse maquiagem.
-Eu já te expliquei que é por que preciso para não ser confundida com um espantalho.
-Não concordo, mas deixa pra lá, pois como eu disse antes, você é muito teimosa e não acredita em nada do que eu digo.
-Eu acredito sim, só que no que é verdade, o que não é o caso agora. Sei que só fala isso para me agradar.
-Não mesmo, até por que só queremos agradar alguém que gostamos o que não é o caso agora. –Brincou imitando a voz dela no final da frase.
-Se não gosta de mim, está fazendo o que na minha casa? E eu não falo desse jeito.
-Não tenho nada melhor pra fazer, e fala sim.
-Tem sim, mas você gosta da minha excelente companhia, e não falo. –E riu.
-Não tenho. Não disse que é teimosa?
-Tem sim, senhor.
-Não tenho.
-Tem sim, eu te conheço. Você sempre tem algo melhor pra fazer, ou seja, trabalho.
-Se conhecesse não estaria duvidando da minha palavra.
-Ai Zac, chega. Depois a teimosa sou eu. –Riu.
-E é mesmo. –A acompanhou no riso.
-Tik He, chega. Me ajuda a arrumar a mesa?
-Só porque atravessou o oceano, ficou fresca? Qual é o problema de comer na embalagem, no chão e com guardanapo?
-Nenhum, só que... Are, Zac, você me entendeu. E também não quero que você pense que ainda sou uma moleca. Sou uma mulher casada e tenho responsabilidades, e que por acaso, odeia bagunça.
-Eu sei que sim, bom, até a parte da bagunça, por que você é um furacão. Onde passa, deixa uma bagunça. –Riu.
-Sim, mas na frente dos outros finja que não. –Riu.
-Está bem. Mas qual é, vamos relembrar os velhos tempos, vai? Ou você sofre de envelhecimento precoce?
-Agora eu vi; é muito amor mesmo. –Riu. –Tik He, vai ser legal. –E sorriu.

Eles ficaram se olhando meio que sem jeito até que o celular dela começou a tocar.

-Deve ser Chace. –Falou se levantando e indo pegar o celular que havia deixado no outro sofá. –Se importa? –Ele negou com a cabeça.

–Oi, amor. –Disse ela atendendo
-Oi, o que aconteceu? –Perguntou ele preocupado.
-Nada, apenas o notebook descarregou e eu não achei o carregador, me desculpe.
-Sem problemas. O Alex ainda esta aí?
-Sim, pedimos uma pizza e –ela escutou uma voz feminina ao fundo que dizia “Chace, Chace, cadê você?” e imediatamente questionou. –Quem está aí com você, Chace?
-Ah, é uma... amiga que chegou de viajem e pediu ajuda para, ér, para como se portar em uma entrevista de emprego que fará amanhã.
-Ahn. Como é o nome dela?
-Você não a conhece, é dos meus tempos de escola. Olha, vou ter que desligar, depois nos falamos, Tik?
-Tik, Chace, beijo. –E desligou confiada.

-O que foi? –Perguntou Zac.
-Nada, o Chace que está um pouco estranho.
-E quer conversar sobre isso?


-Não precisa se incomodar com isso, até por que seria esquisito.
-É verdade, só tentei ser educado.
-Mas falou tão naturalmente que parece que é acostumado com isso.
-E sou. A Ashley é como uma irmã pra mim e quando coisas do tipo acontecem, nós conversamos.
-É, eu percebi.
-Então, não vai querer mesmo me contar? Eu sei que é estranho, mas você precisa desabafar, eu vejo isso.
-Eu acho que o Chace está me traindo. –Disse depois de respirar fundo.
-Porquê você acha isso? –Perguntou ele contendo a raiva.
-Por que ele ligou pra mim depois de vários minutos, e até estava falando normalmente, mas surgiu uma voz feminina, e ele ficou estranho, meio exaltado. Eu perguntei quem era e ele falou coisas sem sentidos. Por exemplo, ele disse que era dos tempos de colégio, mas ele estudou em colégio para meninos, logo, é da faculdade, mas disse que eu não conhecia, só que eu conheço todos os seus amigos da faculdade, principalmente as mulheres. Ele ficou com quase todas!
-Mas não faz sentido ele te trair depois de tudo que ele fez para te ter; só se for muita estupidez mesmo.
-Como assim “tudo o que fez para te ter”?
-É modo de falar. É tipo... Esperar por você todo aquele tempo, é isso. –“Droga, Zac. Agora não é hora de revelar o passado. É a vida dela que esta em risco” pensou ele.
-Ahn. Acha mesmo que ele não seria capaz?
-Não, acho que não. Você tem tudo o que ele precisa, tudo o que ele quer e ainda sobra. O que ele ganharia te traindo? Nada. Ele está sempre provando que te ama; esse ciúme descontrolado é prova do amor dele.Amo doentio, amor errado, mas amor” pensou ele.
-Certo, obrigada, Zac. Você continua o mesmo apesar do que aconteceu.
-Somos amigos, certo?! É só meu dever de amigo te aconselhar. –Sorriu, e ela sorriu de volta. –Ouviram a campainha tocar.
-Deve ser a pizza. –Disse Vanessa se levantando.
-Eu pego os copos enquanto você assusta o entregador. –Disse Zac se levantando.
-Estou com maquiagem, não corro mais esse risco. –Riu e foi atender.

Vanessa abriu a porta e sorriu simpática antes de cumprimentar o entregador.

-Boa noite donzela. –O moreno respondeu atirado.
-Quanto que deu? –Perguntou incomodada, não gostava da falta de respeito que alguns entregadores tinham.
-Bom, deu U$$20,75 dólares, mas posso te dar um desconto especial se quiser. –A olhou de cima a baixo a analisando.
-Acho que eu não entendi direito. –Ela perguntou enquanto passava a mão esquerda na testa. Achou que ele não teria o descaramento de explicar depois de ver a aliança.
-Ah, sedução, vai dizer que não entendeu? Jovem, sozinha... Com toda certeza deve sentir falta de um homem.
-Desculpe, mas não. Peço-lhe um pouco de respeito, se não for pedir demais. Sou jovem, sim, mas isso não significa que estou...
-Sozinha, e se eu fosse você pegaria logo o dinheiro e se mandava. –Disse Zac puxando Vanessa para detrás de si.
-Ah, desculpe, senhor. –Falou o entregador nervoso. – É que...
-Que nada; quanto é que deu mesmo? –Perguntou Zac pegando a carteira.
-U$$20,75 dólares, senhor.
-Aqui está, e fique com o troco. Se não percebeu, na mão esquerda dessa jovem senhora se encontra uma aliança, o que significa que ela é casada, senhor...
-Posey, Tyler Posey. Ela é casada? –Perguntou assustado.
-Sim, senhor Posey, e o senhor não imagina a fera que é o marido dela. Bem, senhor Posey, vou ligar para a pizzaria e denunciá-lo por assédio...
-Não, eu não fiz por mal. Eu preciso desse emprego, senhor.
-Pensasse nisso antes de tentar assediar uma jovem cliente casada.
-Eu não sabia que ela era casada, eu juro. Só fiz isso por que mandaram. –Explicou nervoso.
-Como assim “mandaram”? –Vanessa se meteu entre os dois. –Quem mandou?
-O porteiro. Ele disse que era para eu testar à moça, mas eu não sabia que ela era casada, eu juro. Eu só obedeci por que um tal de senhor... senhor... Eu não me recordo o nome, mas esse senhor disse para o porteiro me denunciar por roubo caso eu não fizesse isso, e a senhora deve saber como é o preconceito nesse país. Olhe a minha cor, senhora, iriam me mandar para a cadeia sem pensar duas vezes. É tudo culpa desse senhor.
-Chace... –Vanessa cuspiu o nome do marido com ódio.
-É, esse senhor mesmo que mandou o porteiro me mandar fazer aquilo. É seu pai?
-Meu marido. –Falou com os olhos marejados.
-E esse senhor, quem é? –Perguntou olhando para Zac confuso.
-É apenas um amigo.
-Bem, não quero me meter. Se me derem licença, eu vou indo, não quero mais confusão. Me desculpem, por favor. –Entregou a pizza para Zac e saiu correndo.
-Não acredito. Ele realmente não confia em mim, e sem motivos, o que me dói mais. –Falou V indo em direção ao sofá enquanto Zac fechava a porta e colocava a pizza no balcão de madeira da cozinha.
-Calma, Vanessa.
-Calma? Você me pede calma? Que calma o que, Zac. É fácil pedir calma por que não é com você! Não é você que não tem amigos por que as pessoas tem medo de seu marido; não é você que anda na rua com várias pessoas te vigiando; não é você que anda com pessoas te olhando com desprezo ou pena; não é você que está casada com um psicopata. Sou eu Zac, eu! E a culpa é toda sua! –Gritou chorando.
-Minha? Porquê?! –Perguntou se afastando. Vanessa estava à beira de um ataque de histeria e ele percebeu.
-Sim, sua e somente sua! –Bufou. –Se você não tivesse brincado com meus sentimentos, nada disso teria acontecido.
-Vanessa, calma. Você está ficando fora de si. Pensa bem: Eu não fiz nada, você acha que a culpa é minha, mas não é. É culpa do Chace. Presta atenção no que você acabou de falar e reflete, e vai ver que está errada. –Viu ela sentando no chão enquanto respirava fundo e negava com a cabeça.
-Você tem razão, me desculpa. –Disse envergonhada. –Chace ainda vai me deixa louca. Eu sou uma idiota, me desculpa. –E recomeçou a chorar.
-Shiu. –A abraçou. –A culpa não é sua, é dele, calma. –Ele a puxou para o sofá e a abraçou e ficaram assim por um tempo. Vanessa não conseguia dizer nada, só chorar. Depois de um tempo, o choro foi diminuindo e só se ouvia pequenos soluços. –Eu vou pegar um copo com água para você. –Disse Zac se levantando. Ela se soltou dele relutante; não queria ficar sozinha.

     Enquanto ele colocava açúcar na água, pensava em como Chace era idiota. Vanessa não fazia mal nem mesmo a uma mosca e ele duvidava da fidelidade dela? Como era possível? Ouviu quando o celular dela começou a tocar em cima da pequena mesa que ficava entre o sofá e a TV. Vanessa o procurou com o olhar e ele o retribuiu como se dissesse “é melhor não” e decidiu esperá-lo. Ele voltou para a sala e entregou a ela o copo, pegou o celular dela e olhou no visor. Viu que Chace que ligava. Provavelmente o porteiro lhe contou do fracasso que foi seu teste de fidelidade.

-É o Chace. –Disse ele, mas ela não se manifestou. Ele rejeitou a chamada. Chace tornou a ligar e Zac ignorou a chamada novamente e pôs o celular de Vanessa no modo “reunião”, que não vibra, não toca, só acende o visor. Ela bebeu a água depois colocou o copo ao lado do celular e Z logo voltou a abraça-la. Depois de um breve tempo, ela quebrou o silencio.
-Obrigada, mas muito obrigada mesmo por me aguentar.
-Shiu, é o meu dever, sua chorona, e antes que pergunte, já aviso que não está com a maquiagem borrada. –Ela riu. –Agora tenta descansar um pouco.
-Tik He. Se quiser ir embora eu...
-Só vou embora quando você dormir. Não se preocupe comigo; só descansa. –E apertou um pouco mais o abraço.
     Vanessa se aninhou mais à ele, e como era bom ser abraçada por Zac. Chace tinha um bom abraço, mas o de Zac era mais aconchegante e confortável, de tal maneira que ela poderia morrer naquele exato momento, que morreria feliz. Ele fechou os olhos para descansar a vista, mas acabou adormecendo, afinal, estava exausto. Aquele dia havia sido muito puxado.
     Já Vanessa não conseguia dormir, mesmo estando cansada por acordar cedo e por ter chorado. O ódio que sentia por Chace naquele momento era tanto que ela pensava em como se vingaria. Levantou a cabeça e percebeu que Zac estava dormindo. Como ele era lindo até mesmo dormindo. As pálpebras dela começaram a pesar e a vista ficou embaçada. Ela se aconchegou mais um pouco e suspirou.
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Girls, mil desculpas. Estou tentando postar esse capitulo a muito tempo, e quando ele estava quase pronto, eu perdi e tive que refaze-lo. Sério, estou com muita vergonha pela demora. Tem zanessa no fim do capitulo, por favor, pensem nisso e me perdoem. Juro que não foi por mal, sério. Quando eu vi que tinha perdido o capítulo, quase morri. Estava até conversando com a Alinne (que só riu) e ela viu meu desespero. E também demorei por que a escola pesou, gente, até tive que sair do meu curso de guitarra, mas estou fazendo um outro curso para a retirada da minha carteira de habilitação (tenho 15) que é um projeto do governo com o detran e tal, e tipo, o meu professor do curso passou um seminário que quase não termino, fora que na escola estou ralando por que também tenho um seminário de sociologia pra fazer, trabalho de inglês, trabalho de biologia e de geografia, fora as atividades e o livro que minha professora de português mandou ler para a próxima prova. Também estou super atarefada com umas atividades da igreja, e também tem o enem né, moçada. Já fiz minha inscrição, dai estou esforçada messsmo na escola. Ah, esse mês eu faço 16 anos, e quero de presente muitos comentarios, por que o próximo capitulo tem zanessa também, mas sinto que vou ser morta por alguma de vocês. Vocês ja devem estar familiarizadas com algumas frases, então, sem vocabulário hoje (tô com preguiça).

Respondendo a comentarios:

Paula: Por nada, obrigada você pelo apoio e pelo selinho :) Aproveite esse capítulo também Xx

Alinne: Deixe o Chace ser feliz, coitado. Esse aqui também ta grande, agora entenda o por que da demora. Deixe a Tisdale, ela ta sofrendo, coitada u.u Até porque a Ash só estipulou estar levando chifres, que nem a Vanessa nesse capitulo u.u Se eu fosse ela, já tinha dado umas traçadas no Zac, mas fazer o que né, a menina é direita e não perdida como nós duas (pelo menos na fic ela é direita, porque na vida real, sem comentarios). Vixe maria, a mina ta apaixonada KKK cante para mim, cante kkkkk Ame esse capitulo também Xx

Anonimo 1: Toda vez que eu termino de escrever que eu vou ler fico "gente, foi eu mesma?" kkkkk ta postadinho Xx

Anonimo 2: Ta postadinho, obrigado Xx

Viviane Faria: Obrigado florzinha, ta postadinho Xx

Anonimo 3: Postei Xx

Jullie Andrade: Maninha, eu sei, mereço apanhar, acabo na melhor parte kkkkkkk mas o final desse capitulo foi digno, diga lá kkkk Postei e desculpe a demora Xx

Anonimo 4: ESTOU AQUI \O/ Quero não, não morre, please, kkkkk ta postado Xx

Anonimo 5: Desculpeeeeeee. Te juro juradinho que eu ia postar nesse fim de semana, mas não consegui porque perdi o capitulo como ja expliquei ali em cima durante o pedido de desculpas. Espero que goste desse Xx

Obrigada Paula e Lary por me indicarem esse selinho <3333



Porque escreve a historia?
Eu sempre gostei muito de ler livros e depois que virei fã, descobri o mundo das fics que me deixou encantada. Comecei a lê-las e depois de algum tempo, zanessa acabou. Pouco tempo depois, conheci uma menina na internet que também eram fã e depois de um tempo, viramos amigas. Sempre que conversávamos, estipulávamos o porque da ruptura dos nossos ídolos, e sempre surgiam histórias e ideias malucas, até que um dia peguntei a ela "porque não criamos um blog para desabafarmos melhor esse fim de zanessa?" Ela ficou balançada, mas não aceitou de início. Depois de tanto perturba-la, ela aceitou e criamos o blog http://zanessa-um-amor-sem-fim.blogspot.com/. Depois que a história acabou, decidimos trilhar caminhos diferentes. Ela criou um novo blog, e eu criei esse. Resumindo: Escrevo como meio de desabafar e superar o fim do namoro de Zac e Vanessa.

O que te inspira?
Zanessa, livros, séries, filmes, músicas. Tudo me inspira.

Porque sobre amor?
Por que o amor, quando verdadeiro, tudo faz, tudo suporta. E é isso que eu sinto quando vejo fotos de zanessa. Sinto que realmente era verdadeiro, e mesmo que tenha acabado, se for realmente para ser, será.

Porque a criação do blogger?
Depois de fazer parte de um blog compartilhado, eu achei que não era meu ponto forte. Parei de escrever e voltei ao ponto "leitura", mas eu senti falta de escrever, de expressar minhas ideias e emoções. Eu escrevo essa história desde o meio do ano passado, mas num caderno a parte, sem mostrar a ninguém, só que não era suficiente. Eu queria poder compartilhar as minhas ideias, mas sem ser julgada (o que aconteceria se eu mostrasse para alguns amigos meus). Eu mantenho contato com algumas donas de blogs que eu leio, daí eu ficava cobrando a Line por que ela tinha postado uma sinopse, mas iria fazer outra historia. A pobrezinha se irritou tanto comigo que perguntou se eu não queria a historia e eu aceitei (por isso a url do blog é amizadecolorida), dai na hora de desenvolver a historia eu travei, e a Line havia excluído a sinopse. Ja tinha criado o blog, ja tinha os personagens e a ideia, mas não sabia desenvolver, então conversei com a Lary e ela me perguntou porque eu não postava a história que eu tinha no meu caderno. Eu pensei bem e resolvi fazer isso, e aqui estou eu =)

Indique 4 pessoas para receber esse selinho: Vou indicar 6 porque recebi dois selinhos.

Margarida Oliveira -> http://amorguerra.blogspot.com.br/

Ganhei o premio do mini concurso de frases que a Lary fez *o* Ganhei um selinho lindo e maravilhoso, mas a Lary protege tudo no blog dela, então não tenho como salvar :( Quem quiser vê, ta aqui -> http://zanessaficamormaior.blogspot.com.br/2013/05/mini-concurso-frase.html

Por hoje é só, espero que vocês gostem do capitulo <33333333

Xx

terça-feira, 9 de abril de 2013

Capítulo 7 – Dedicado a Paula + Respondendo aos comentários

Capítulo dedicado a Paula que sempre comenta. Muito obrigada florzinha pelo apoio <3 Obrigada também a quem comentou e espero que gostem do capitulo (=
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-Então, Vanessa, entendeu tudinho? –Alex questionou.
-Entendi. Tem certeza que é confiável? –Perguntou ela receosa.
-Tenho, a Monique que indicou. É só você assinar aqui e –virou a pagina– rubricar aqui.
-Eu, hm, poderia falar com meu marido rapidinho? Não pense que estou desconfiando, só quero avisar.
-Claro, eu te deixo sozinha se quiser.
-Não, a sala é sua, eu que tenho que sair. –Sorriu e se retirou da sala de Alex. Andou um pouco até encontrar área onde os funcionários tomavam café, e que por sorte, estava vazia no momento. Discou o número de Chace.

-Alô, quem fala? –Uma voz feminina do outro lado da linha questionou atendendo.
-Oi, é a Vanessa. Poderia falar com o senhor Crawford?                                                 
-Ele esta ocupado no momento. Gostaria de deixar recado?
-Quem fala? –Perguntou V.
-Justice. Victoria Justice.
-Então, Victoria. Eu sou a esposa do Chace e tenho certeza de que ele não estará ocupado para mim. Pode, por favor, chamá-lo? –Questionou V um pouco enciumada. Chace nunca tinha falado de uma secretária chamada Victoria.
-Senhora Crawford, é um prazer finalmente conhecê-la. O senhor Crawford está no meio de uma reunião muito importante e eu sou nova aqui... –V a interrompe.
-Ele não vai brigar com você e muito menos demiti-la, não irei permitir, até por que é uma coisa importante.
-Tudo bem, senhora Crawford, eu vou chamá-lo. Um minuto.

Victoria se encaminhou até a sala de reunião ainda preocupada. Que Chace não iria demiti-la, ela sabia, mas nada o impediria de tratar-lhe mal na frente dos outros. “Que se dane, é a esposa dele!” Respirou fundo e deu duas batidinhas na porta antes de entrar.

-Senhor Crawford, lamento incomodá-lo, mas a sua esposa está no telefone celular e diz se tratar de um assunto importante.
-Mais que droga, Vanessa! –Gritou ele. –Me da isso aqui. –E tomou o celular das mãos de Victoria. –Com licença, senhores, mas eu preciso atender. Enquanto isso deem uma olhada na próxima página que explica um pouco mais detalhadamente a ideia de levar a venda do nosso petróleo à América e ter um lucro percentual maior que o deles próprios. –E se retirou da sala.

–O que foi agora? –Grunhiu no telefone.
-É uma boa noticia, amor. –Falou ela tristonha.
-Desculpe, Vanessa, mas eu estou no meio de uma reunião com alguns dos empresários mais influentes ao redor do mundo. –Suspirou. –O que foi? –Perguntou ele docemente.
-É que eu fui aprovada para fazer o teste e agora só falta a sessão fotográfica. Também já fui na minha tia e ela mandou lembranças, e já me chamaram para ser a garota propaganda de uma linha de cosméticos; a Neustrogena, lembra? Eu ate uso, você sabe né?!
-Sim; parabéns, meu amor. Quando eu chegar aí, nós comemoramos. –Falou maliciosamente.
-Chace. –Falou envergonhada.
-É a verdade. Fico feliz por você estar conseguindo propostas, apesar de saber que não vou gostar muito da ideia de ter que dividir minha esposinha linda com as câmeras.
-Oh, Buda, eu mereço isso? –Riu.
-Não sei não, hein. Eu sou muito bom, lindo e sexy, eu sei. –Disse se gabando.
-Ha-Ha-Ha, nem se acha, né, amor?!
-Vai dizer que não é verdade?! Também sou “o cara” na cama.
-É, você é isso aí: Gato, sexy, inteligente, mas o cara... –E deu uma gargalhada gostosa, que o fez sorrir também.


-Engraçadinha. Mas você não sai perdendo. É linda, inteligente, talentosa, carinhosa, gentil e tem umas curvas que... ui, morena. –Fechou os olhos.
-Você está muito tarado hoje, sabia?
-É a saudade. Ah, morena, como eu queria te ter aqui nos meus braços para beijar, acariciar...
-Tá parecendo na cama, isso sim, seu safado.
-Estou com saudades de ter você dançando pra mim. Antes de dormir, eu me lembrei da sua dança, do seu movimento... Como eu te desejo, minha morena.
-Chace, para, por favor. Está me deixando sem jeito; estou corando aqui. –E abaixou a cabeça e cobriu o rosto com a mão livre.
-Tudo bem, eu vou voltar para a reunião. Quando você vai assinar o contrato?
-Não sei, ainda tenho que arranjar um empresário. O Alex disse que vai arranjar um pra mim. Parece que ele é amigo da Monique, dona da Destiny, e já está chegando aqui na empresa para eu poder conhecê-lo. Estava analisando o contrato dele ainda há pouco.
-Quem é Alex?
-Alex Pettyfer, dono das empresas Pettyfer’s. Ele é amigo da Ashley e da Monique, lembra?
-Sim, eu já ouvi falar dele. Vanessa, você já encontrou algum amigo? Digo, de quando você ainda morava aí. –Onde ele queria chegar? Será que falava de Zac?
-Não, apenas minha tia. Até cancelei a festa do pijama pois não tive tempo de ligar para as meninas e nem sei se vou sair daqui antes do anoitecer. Porquê?
-Por nada, apenas curiosidade. –Agora ela tinha certeza que era de Zac que ele falava. –Tenho que desligar, amor, depois te ligo. Beijos.
-Beijos, te amo.

-Nossa, que cara é essa?! Não sou tão feio assim. –Falou Z se aproximando.
-Não é nada. –Ela disse guardando o celular na bolsa. –Então, vou indo. –Tentou passar por ele que a impediu se pondo na frente dela.
-Você não me engana, mas já que não quer falar, não posso te obrigar.  Ainda me deve uma conversa, lembra?
-Aham, mas depois.
-Eu sei.
-Você contou para a Ashley sobre, hm... quando terminamos? –Perguntou ela tentando usar as palavras certas.
-Contei, mas no dia em que te revi, que foi ontem na verdade. Depois que ela te deixou em casa, eu expulsei o Alex do meu apartamento e nós conversamos, mas eu já ia conversar com ela antes mesmo de vocês se conhecerem. Nunca tinha falado de você pra ela e ia lhe contar ontem de noite, afinal, completou três anos, mas eu não sabia que vocês se conheciam. –Falou ele nervoso, não queria que ela soube-se mais do que deveria. –Porquê, ela comentou algo?
-Não, é só curiosidade.
-Aham, sei. –Falou ele. –O Alex está te esperando.
-Eu sei, obrigada. –E se encaminhou a sala de Alex. Vanessa estava estranha e Zac sabia o motivo: ela precisava desabafar sobre algo, provavelmente sobre eles dois. Ela iria desabafar com Ashley e parecia aliviada por não ter que contar sobre como terminaram, bom, a versão dela, mas ele já havia contado a Ashley o que tinha realmente acontecido. Ela nunca falaria para Vanessa da verdade, nem em caso de vida ou morte, mas também não contaria a Zac sobre o que elas conversavam. Como ele iria saber se ela ainda gostava dele ou se Chace tinha conseguido o que queria? ‘Missão impossível’ pensou Zac sorrindo e foi para a sua sala.

[...]

-Ha-Ha-Ha-Ha, Alex, você não presta! Seu amigo da onça. –Gargalhava Vanessa. Nem se lembrava da ultima vez que tinha rido tanto em sua vida como estava rindo naquela noite. Alex era um verdadeiro palhaço e ela estava adorando as piadas de como ele havia conhecido Zac semanas após o término deles. –Você não tem vergonha? Fica contando os segredos dos outros por aí.
-Segredo? Segredo? Todos sabem, querida, e todos viram! Se ele queria manter em segredo o como ficou imprestável e desorientado e sem ânimo pra nada depois que terminaram, o que me deu muito trabalho para fazê-lo ser o que é hoje, pois até debaixo do chuveiro eu tinha que jogá-lo, então ele é péssimo. Wow, meus segredos correm perigo ha-ha-ha-ha-ha! –Gargalharam os dois. Lágrimas escorriam pelos olhos da morena de tanto rir quando a porta se abriu.
-Nossa, que animação, ou seja, só podem estar falando de mim. –Disse Zac sorrindo e entrando na sala.
-Eita, se achou agora. –Falou Alex piscando para Vanessa que tentava controlar o riso.


-Aham, sei. Vocês por acaso sabem que horas são para estarem rindo desse jeito?
-Não, mas não deve ser tão... –Ela olhou o relógio de pulso –Wow, está muito tarde! Vai ser difícil pegar um táxi essa hora. –Comentou pensando alto.
-Eu te levo, ou melhor, o Zac te leva. Tenho um encontro e estou mais que atrasado. Ela vai me matar. –Alex disse se levantando apressado enquanto folgava a gravata e pegava o paletó da cadeira.
-Se você me disse-se quem é essa mulher misteriosa, eu poderia dizer a ela que estávamos numa reunião muito importante ao invés de estar jogando conversa fora com uma mulher, que é casada com um dragão se posso dizer assim. –Disse Zac zoando o amigo.
-Ha-Ha. –Alex forçou uma risada saiu da sala.
-Bom, eu tenho mesmo que ir. –Vanessa disse se levantando.
-Eu te levo.
-Não se incomode comigo, eu chamo um táxi e... –Ele a interrompe.
-Você mesmo disse que seria difícil pegar um táxi a essa hora.
-Mesmo assim, você não precisa se incomodar comigo.
-Qual é, Vanessa, eu não mordo e você sabe disso. Não vou roubar sua casa depois e nem nada desse tipo, é apenas uma carona. E é melhor você ir comigo do que com algum estranho a essa hora da noite e com essa roupa.
-O que tem ela? –Se olhou.
-Realça suas curvas te deixando mais bonita e sexy, se me permite dizer.
-Eu não sei. –E ficou de cabeça baixa tentando esconder o sorriso involuntário que surgiu com o elogio.
-Vanessa, é só uma carona. O que tem de errado nisso? Somos amigos, não somos? –‘Amigos’. Ela não queria ser amiga de Zac e não era medo dele fazer algo, e sim ela mesma. V estava descontrolada e fora se si. Sentia-se como uma adolescente de quatorze anos ao lado de sua paquera. Tinha medo de suas ações se ele se aproxima-se dela como estava fazendo agora...  “Será que ele tentará me beijar? Se ele o fizer, eu não sei se poderei impedi-lo e se ficaremos apenas no beijo, afinal, estamos sozinhos e...”.
-Vanessa, está tudo bem?! –Perguntou ele a milímetros do corpo dela, o que deixava ambos nervosos.
-Sim. –Sussurrou. –Vamos, eu te mostro o caminho. –Falou ela recuperando o folego. Porquê ela havia parado de respirar? “Estou ficando loura” pensou ela sorrindo enquanto esperavam o elevador privativo que era o único que funcionava até tarde da noite.
-O que foi? –Perguntou Z a olhando e notando o sorriso.
-Nada, estou apenas me lembrando do Alex. –Mentiu.
-E sobre o que conversavam?
-Conversamos sobre o quanto você ficou safado e mulherengo quando fui embora. Foi só eu virar as costas, né?! –Riu. Entraram no elevador e Zac apertou “G”.
-Meu Deus. E você acreditou nele?!
-Não duvido de nada, senhor Efron. –Riu. –Só não entendi uma coisa. Que “mulher misteriosa” é essa que você comentou?
-É uma que o Alex sai, mas ele nunca fala pra ninguém sobre ela.
-Nem pra você?
-Nem pra mim. Estranho, né?!
-Muito. Achei que fossem melhores amigos.
-E somos. Antes ele falava das namoradas, “peguetes” e até das prostitutas, mas desde que conheceu essa, nunca mais foi o mesmo. Ele era mais palhaço e muito mais safado, e agora não é nem metade do antigo Alex.
-Ele era pior do que isso? –Perguntou chocada.
-Era, e as mulheres adoravam. Acho bom ele ter tomado jeito, mas as vezes é chato apenas eu, o Scott e o Robert falarmos das mulheres e das nossas aventuras e ele apenas falar das antigas ou das prostitutas sem graça que ele pega de vez em quando.
-Hm. –Murmurou em resposta. Tentou esconder o quanto ficou incomodada com o fato de Zac ter tido experiências com outras mulheres. O elevador abriu-se e eles caminharam por aquele imenso estacionamento. –Então, se relacionou com quantas mulheres depois de mim? –Perguntou com uma estranha coragem e receio da resposta.
-Ahn, bom... –Sorriu –Você sabe... ér... você sabe. –Passou a língua nos lábios ressecados.
-Foram tantas assim que tem vergonha de me dizer? –Eles finalmente chegaram ao carro de Zac que estava estacionado em uma vaga VIP com uma plaquinha preta e letras douradas que dizia ‘Zac Efron –Vice presidente’.
-Não, só que é estranho falar isso pra você, mas... Para que você quer saber? Está com ciúme? –Perguntou ele divertido enquanto abria a porta do carro pra ela que estava com uma expressão de incrédula.
-Eu? Com ciúme de você? –Semicerrou os olhos. –Me poupe, Zachary! –Respondeu agressivamente enquanto colocava o o cinto de segurança.
-Aham. Demorou muito para responder, Vanessa Anne Hudgens... Crawford. –Disse ele enquanto sentava na cadeira de motorista e encaixava o cinto na trava.
-Zachary David Alexander Efron. –Falou ela séria, mas logo caiu na gargalhada juntamente com ele.
-Ok, você venceu. Meu nome é realmente horrível. –E ligou o carro.
-Não acho, eu sempre... Esquece.
-Não, se começou tem que terminar.
-Não, é serio. É idiotice e eu não quero falar do meu passado, e sim do seu. Vai me dizer que não pegou ninguém e que o Alex mentiu? –Perguntou ela sorrindo.
-Ha-Ha. Não, mas se você quer tanto saber, eu te conto, senhora Crawford.
-Segue reto duas quadras, depois vira para a esquerda e é só seguir em frente mais sete quadras e depois cuidado! –Gritou ela quando Zac freou bruscamente para não atropelar um ciclista. –Buda; ele se feriu? –Questionou saindo do carro. –Você está bem?
-Vanessa, volta paro o carro; eu resolvo. –Falou Zac. –Tudo bem, cara? –Perguntou ele estendendo a mão para ajudar o ciclista a se levantar.
-Estou bem sim. O erro foi meu que não vi uma pedra e perdi o controle, mas o senhor freou a tempo.
-Quer que eu chame um médico? –Perguntou Vanessa preocupada.
-Volta para o carro, Vanessa, eu já disse.
-Cala a boca, Zachary, você quase atropela o cara e... –O ciclista a interrompe.
-Eu estou bem, moça, ouça seu namorado.
-Ele não é meu namorado.
-Marido? –Perguntou reparando na aliança.
-Não, somos apenas amigos. Sou casada sim, mas com outro homem. Você está sangrando, ele está sangrando, Zac, e não me mande voltar para o carro porque eu não vou! –Cruzou os braços e o encarou.
-Eu estou bem, senhora, eu só ralei o joelho na queda. Vou ficar legal.
-Tem certeza? –Vanessa e Zac perguntaram juntos.
-Sim, podem ir. –Falou o ciclista com vontade de perguntar se eles tinham certeza de que não eram namorados pela sintonia.
-Tudo bem, então, me desculpe. Eu não queria... –Zac começou, mas logo foi interrompido.
-Sem problemas. Espera, eu conheço você. Zac Efron, não é?!
-Sim, e você?
-Matt Bennett. Estou cursando administração me inspirando no senhor e no senhor Pettyfer. O sucesso da empresa de vocês é assustador.
-Eu também tinha um ídolo; meu pai. Há alguns anos atrás, a empresa da minha família não me interessava, mas depois que eu conheci Alex, percebi que tinha jeito pra isso. Quando meu pai adoeceu, achei que tinha o dever de cuidar da empresa, mas meu irmão menor sempre teve interesse nela e eu só o tinha há pouco tempo. Então vendi 15% das ações que me pertenciam e junto com o dinheiro dos 19% das ações da empresa da família de Alex, montamos nossa própria empresa de seguros.
-Porquê vocês não continuaram na empresa da família de vocês mesmo? Não precisavam ser os presidentes, mas acionistas ou algo assim. Nunca entendi isso. –Matt disse curioso.
-Queríamos trabalhar juntos, ter algo só nosso. Não tinha como juntarmos a Imobiliária Efron’s com a Hollywood Records, que o pai de Alex comprou 69% das ações durante uma forte crise financeira. Como seria se juntássemos? Íamos vender casas que cantavam? –Riu, acompanhado por Matt. Vanessa escutava tudo com atenção. Muita coisa tinha acontecido na vida de Zac desde que ele a tinha ‘expulsado’ dela, muita coisa boa. Ela estava começando a achar que foi um impedimento, um encosto na verdade, na vida dele, afinal, se tivessem ficado juntos, seriam fotógrafos, o que tem aos montes em L.A. Mas não, Zac estava muito bem financeiramente, e feliz. –Mas acredito que outras empresas e outras pessoas também te inspiram.
-Algumas, muito poucas, mas a Pettyfer’s está no topo da lista. Vocês são tão jovens e já tem tanto sucesso, mas eu tenho que ir. Tenho um trabalho da faculdade para terminar; só fui à casa do meu amigo pegar o meu caderno que ele pegou emprestado, mas não vai poder ir para a aula amanhã. Foi um prazer conhecê-lo senhor Efron. –Falou Matt estendendo a mão.
-O prazer foi todo meu, Matt, e me desculpe mais uma vez. Se quiser, eu te levo.
-Não precisa, eu moro naquele outro quarteirão, lá na frente, mas obrigado.
-Você que sabe. Quando estiver atrás de um lugar para estagiar, a empresa Pettyfer’s estará de portas abertas; é só me procurar.
-Obrigado. –Disse Matt subindo na bicicleta para logo partir.
-Ok, vamos? –Perguntou Zac.
-Tik, e mais cuidado da próxima vez. –Disse V zangada.
-Eu estava tendo cuidado.
-Imagine se não estivesse. –E entraram no carro. O clima ficou tenso e eles não trocaram uma palavra sequer, a não ser V indicando o caminho de casa. Cinco minutos depois já estavam em frente ao prédio que Vanessa estava morando e Zac encostou o carro, mas não desligou o motor. Enquanto ela tirava o cinto de segurança, ele quebrou o silencio.
-Posso te fazer uma pergunta?
-Tik He, só não garanto responder.
-O Chace sabe que já nos reencontramos? –Perguntou ele se lembrando das palavras de Alex na noite anterior. “Não pode ser coincidência, Zac.
-Não. –Falou secamente. –E eu não sei ainda quando vou falar e se vou falar. Ele é um bom marido e muito companheiro, mas é possessivo às vezes e tenho medo da reação dele.
-Entendo. – “Bom marido e muito companheiro”. Só de imagina-lo tocando em Vanessa, Zac ficava enjoado. Se ele não tivesse ouvido a voz dele durante a conversa por telefone, ficaria na duvida se estavam falando da mesma pessoa.
-Então... Quer subir para tomar alguma coisa?
-Eu acho melhor não. –Se ele ficasse sozinho com ela, não sairia coisa boa. Quase havia lhe beijado na sala de Alex, porém no ultimo segundo recuperou a consciência de seus atos e não o fez. Graças a Deus, pois não queria levar uma bofetada dela, ou coisa pior.
-Por favor. Se não subir, vou ficar te devendo pela carona. Um copo de suco apenas. Você está sem comer desde a tarde na casa da minha tia. Eu que comi umas bolachinhas lá na empresa estou faminta, imagine você. Vamos, ou vai querer que eu te carregue? –Falou sorrindo.
-Nem se eu fosse uma pluma. Você é muito mole, Vanessa.
-Eu? Eu sou mole? Não sei onde e nem quando.
-Aqui e agora, e em todos os momentos e lugares. Eu subo, mas só um copo de suco.
-Tik He. –Zac abriu a porta do carro. –Não, espera. –Falou ela parecendo desesperada e Zac no mesmo instante fechou a porta.
-O que foi?

Ela respirou fundo e pensou se deveria continuar. Não queria dar motivos para Zac falar mal do marido, mas também não queria mentir. Desfazer o convite seria falta de educação e isso ela também não queria fazer.

 -Chace pediu, ou melhor, mandou o porteiro daqui me vigiar e avisa-lo quem entra e quem sai do meu apartamento. Eu posso ir na frente e você... –Eles ouviram batidinhas na janela dela. –Droga, olha ele aí. Com toda certeza já deve ter ligado para Chace e falado que... – Z a interrompe.
-Ei, calma. Ele não te viu. Os vidros são fumes se ainda não percebeu; é impossível ele te vê, só pode ver a si mesmo. Não tem outra entrada?
-Tem sim, mas... Ai Zac, que droga.
-O Chace sabe sobre Alex? –Perguntou ele pensando.
-Sim, porquê?
-Temos duas opções: Ou você desce mais lá na frente e deixamos o suco pra depois, ou entramos pela outra entrada e você me identifica para Chace depois como ‘Alex’, afinal, ele também é loiro dos olhos azuis e onde ficam as tatuagens dele, estão cobertos.
-Ele tem tatuagens?
-Algumas. –Deu de ombros.
-Você até que é inteligente, sabia? –Sorriu.
-Ha-Ha. Então, o que vai ser?
-Estou me sentindo como uma adolescente que tenta ir numa festa escondida dos pais. –Resmungou. –Da macha ré e pede passagem naquela garagem. Ainda não tenho o controle, mas se você buzinar, creio que ele vai abrir. Vai ficar desconfiado e olhar pelas câmeras de segurança e para saber aonde você estacionou. De Chace, eu cuido depois.
-Ok. –Ele fez o que ela disse e foi como previsto. O porteiro espiou pelas câmeras de segurança e assim que ela fechou a porta do apartamento, o seu celular começou a tocar.
-Are, tão rápido assim?! –Olhou para Zac. –Tik He. Tire os sapatos e os coloque no canto; costume indiano. –Encarou o telefone e respirou fundo antes de aceitar a ligação.

–Oi, amor. –Atendeu ela docemente e Zac riu silenciosamente pelo cinismo.
-Vanessa Crawford, que história é essa que você saiu do carro de um homem e que ele entrou no seu apartamento? Pode começar a explicar isso agora mesmo! E depois eu não tenho motivos para te vigiar, não é?
-Are Baba, será que da pra relaxar? Assim você me ofende, e eu posso explicar. É um amigo, o Alex. Depois que nos falamos, eu voltei para a sala dele e o empresário já estava la. Como tinha algumas coisas no contrato que eu não concordei, o Alex se ofereceu para modificar essas coisas, e com isso ficamos conversando e perdemos a hora. Ele me deu uma carona, e em forma de agradecimento, eu o convidei para tomar um suco. Você sabe que não gosto de ficar devendo nada a ninguém.
-Mas pela descrição do porteiro ele é muito parecido com um ex-namorado seu e... –Ela o interrompeu.
-O Zachary não é o único homem loiro de olhos azuis que existe na face da terra, até por que você meu amor, também é. –Falou ela sarcástica e com raiva. –Quer que eu ligue a webcam para você vê-lo?
-Tik. Três minutos.
-Adiós. –E desligou.

-Vanessa, você pirou? Como assim me vê? Eu sou o Zac, sabia?
-Eu digo que você foi ao banheiro e... Você tem alguma foto do Alex com alguma mulher?
-E eu por acaso tenho cara de homem que tem foto de macho no celular?
-Tem ou não?
-Eu tinha, mas precisei excluir por conta da misteriosa.
-Hm, então... Liga pro Alex do seu celular e eu converso com “ele” lá da cozinha, e aí eu programo meu notebook para desligar em três minutos e depois aviso para Chace por telefone que ele descarregou. Vai pra cozinha e fica de costas todo o tempo e haja como o Alex agiria, Tik?
-Sendo assim, vou ficar atrás de cerveja e pizza. –E sorriu.

Zac ligou para Alex e explicou a situação. Ele sabia que era a maior idiotice se passar pelo amigo, pois o porteiro poderia reconhecê-lo e também, por que Alex o zoaria pelo resto da vida.

-Entendeu tudo, né? Pergunta se tem cerveja e só. Nada de puxar assunto e nada de Zac Efron. –Falou Zac.
-Aham, eu não vou prejudicar o “menininho que tá tentando colocar chifres”, coisa linda. –Fez voz de criança debochando do amigo.
-Alex, para. Depois você me zoa, e eu não estou tentando colocar chifres em ninguém.
-Aham. –Falou com ironia e riu.
-Vai se ferrar, cara. –Bufou. –Ela está quase conectada; vê se não vai falar besteiras. Nada sobre Zac Efron.
-Já entendi, senhor Pettyfer.
-Ok, parem os dois. Ele já chamou na web; vaza Zac. Certo, aceitando em três... dois... um e, olá amor. –Sorriu falsamente.
-Oi, cadê o cara?
-Na cozinha, e eu também estava morrendo de saudade. –Falou irônica.
-Porquê está assim?
-Assim como?
-Assim, com essa cara de poucos amigos.
-Ah, “assim”. Não sei, acho que é porque meu marido não confia em mim, mesmo depois de dois, quase três, anos de casados, sabe?!
-Vanessa, não comece. Você é muito bonita e os homens dai são uns tarados e... –Ela o interrompe.
-E você não confia em mim, eu sei.
-Não é isso, amor, eu me expressei errado. Me desculpe. Eu confio sim em você, mas... –Ele agora foi interrompido por Alex que já estava farto daquela conversa.
-Vanessa, não tem cerveja, não? –Gritou Alex pelo celular de Zac.
-Não bebo, e tem o suco. Ele não ficou tão ruim, vai. Chace, aquele é o Alex. –E virou o notebook para a cozinha, e Chace viu um homem de costas revirando a geladeira do apartamento.
-Não ficou dos piores, mas é que...
-Aqui não é a casa da mãe Joana e nem dos seus amiguinhos; é de uma senhora de respeito e...
-Blah blah blah, credo. Mulher moralista. Não sei como seu marido aguenta. Só com muito amor e muito sexo, viu? E olhe lá.
-Você que é um desocupado sem noção.
-Não sou desocupado, tenho uma empresa, queridinha, e também não sou sem noção, se não a empresa já teria ido pro brejo.
-Aham, e os acionistas e os outros funcionários não fazem diferença, né?! –Riu. –Amor, ele é um galinha de primeira.
-Mas eu nunca peguei e nem vou pegar mulher de amigo meu, ou amigas. Sou safado, mas nem tanto.
-Pois é. Vê se não tem refrigerante por aí.
-Ok.
-Além de safado, é folgado. Tenho pena da mulher que for casar com você.
-E quem disse que eu quero casar?
-Oh Buda, seria melhor ter vindo de táxi.
-Como se você fosse conseguir. –Debochou. –Vou beber leite. –E Zac tirou o garrafão de leite e balançou, mas não ficou de frente e nem de perfil um segundo sequer. Ele destampou o leite e fingiu que ia beber na boca.
-Na boca não, Alex! –Vanessa gritou e virou a web pro outro lado da sala antes de correr para a cozinha.
-Vanessa? –Chace gritou.
-Só vou matar o Alex por contaminar meu leite, amor, já estou voltando.

O celular de Vanessa começou a tocar. Como ele estava do lado do notebook, ela precisou voltar para a sala e sentou na poltrona onde estava antes e atendeu.

-Oi, Tizz.
-Vanessa, te acordei? –Perguntou Ashley do outro lado da linha.
-Não, estou acordada e com o folgado do Alex aqui em casa por culpa de uma carona, acredita?
-Só lamento. Vai ser difícil você expulsá-lo daí, ainda mais se tiver cerveja e pizza. –Riu. –Posso falar com ele?
-Claro. Alex, a Ashley quer falar com você.
-Ah, não. Eu já desliguei o celular pra não falar com ela. –Disse Alex.
-Alex, cuida logo que –Vanessa olhou para o notebook –Chace, meu notebook tá descarregando, vou buscar o carregador e –O computador apagou – Chace? –Sem resposta. –Descarregou. –Disse ela sorrindo.
-Deu? –Zac perguntou.
-Sim.
-Yeah!. –E ergueu os braços.
-Yay!–V ficou batendo palminhas que nem uma criança.
-Ééé, tchau. –Disse Alex indiferente e desligou.
-Eu hein. –Falou V.
-Devia estar na cama. –Zac explicou.
-Olá, estou sobrando aqui. –Gritou Ashley.
-Loira, é o seguinte: Não é o Alex que esta aqui em casa, e sim o Zac. Eu disse que era o Alex por que não quero meu marido reclamando. Estou sem paciência pra ele.
-Ah, entendi. Era com o Zac mesmo que eu queria falar. Só pedi pra falar com o Alex por que liguei pro celular do Zac e só dava ocupado e pensei que eles poderiam estar juntos.
-É por que o Zac ligou pro Alex do celular dele. Vou passar pra ele, Tik?
-Tik. –Riu. Zac pegou o celular.

-Oi, baby. Aconteceu algo? –Perguntou Z preocupado.
-Zac, aconteceu sim. Acabaram de me ligar anonimamente e disseram que o Scott estava me traindo. O que eu faço? –Perguntou ela chorosa.
-Ashley, relaxa. O Scott te ama, ele não seria capaz de te trair.
-Será? –Perguntou temerosa.
-Ashley, confia nele. Sem confiança, nenhuma relação dura. Ele te ama e você o ama, afinal, vocês estão noivos. Até por que ele sabe que eu o mataria e o Alex e o Robert ajudariam a enterrar o corpo, e mais, ele não ganharia nada com isso.
-Ai Zac, como você me acalma. Obrigado, baby.
-Pode sempre contar comigo, baby, você sabe disso. Relaxa, viu? E da próxima vez que te ligarem em anônimo, diga para a pessoa em primeiro lugar se identificar, e em segundo, que é melhor pararem por que se não, essa pessoa vai se vê comigo por que você ninguém engana, ouviu?
-Ouvi, senhor Efron. –Riu. –Obrigada e boa noite. Beijo pra você e pra Vanessa.
-Boa noite. Beijo meu e tenho certeza que da Vanessa também. –E desligou.

Vanessa estava distante, pensando em como Ashley e Zac eram amigos, companheiros, quase como irmãos de sangue. “Será que eles já...” pensava ela quando Zac a interrompeu.

-Vanessa, tá tudo bem? –Perguntou preocupado.
-Ahn? –Acordou dos pensamentos.
-Perguntei se está tudo bem.
-Ah, sim. Está. Eu só estava pensando.
-Em que, posso saber? –Perguntou divertido.
-Acho melhor não. –Falou receosa.
-Tudo bem, já entendi. Está com algum problema, mas não quer me contar. Eu entendo, mas saiba que pode sempre contar comigo.
-Eu sei. –Falou ela sincera.
-Então, bela foto essa sua e do Chace. –Disse lhe entregando o celular.
-Ah, obrigada. –Falou sem jeito. –Tínhamos acabado de chegar no final da Muralha da China. Uma vista linda.
-Imagino. –Sorriu. Se ela soubesse como aquilo doía para ele. –Então, eu vou indo. Não quero mais te perturbar.
-Não precisa ir se não quiser. Desculpa, eu...
-Ei, relaxa. Não precisa ter vergonha de mim. Você precisa descansar e eu também. O dia foi puxado e eu já passei tempo demais aqui.
-Mas você nem comeu nem nada. Não se preocupe comigo eu... –Ele a olhou e ela se calou. Ela falava de forma tão apressada, parecia que necessitava da presença dele ali, como se estivesse com medo de ficar sozinha, o que era patético. Vanessa já era bem crescidinha e já tinha dormido só na noite passada. –Ma-mas se quiser ir embora, eu entendo. –Falou gaguejando e abaixando a cabeça. Ela queria ficar mais tempo com ele, mas não poderia forçá-lo a isso.
-Vanessa, o que é isso? Não precisa se preocupar tanto comigo sendo que a única pessoa que realmente importa aqui é você. Eu não estou com raiva. Não estou me sentindo obrigado a ir embora, e muito menos a ficar. Não precisa você abaixar a cabeça com vergonha de mim, você não me fez nada. Só estou tentando fazer o que me parece bom a você. Se quiser que eu vá, eu vou, mas se quiser que eu fique, eu fico, mas, por favor, nada de me tratar como se eu fosse algum estranho que não sabe o que se passa nessa cabecinha quando você age dessa forma. –Disse pegando no queixo dela delicadamente e ergueu-o em seguida. –Você está com algum problema, e está na duvida se me conta ou não. Acho melhor me contar, por que assim não dorme com a consciência pesada. –Disse afastando uma mexa do cabelo moreno que tapou-lhe parte do rosto.
-Ai, Zac... É complicado. –Disse ela afastando a mão dele com brutalidade, ignorando totalmente o carinho. Porque ele a conhecia tão bem? Céus! Ela mudou tanto e agora tinha medo se era bom ou não se abrir com ele, mesmo ele dizendo que eram “amigos”. Ela não queria assusta-lo com a nova ‘Vanessa’.
-Descomplique, e me desculpe se te ofendi, apenas quis fazer você se sentir melhor. –Falou ele tentando aliviar o clima.
-Tudo bem, eu que sou grossa mesmo. –Sorriu sem graça. –Tik He, vou tentar. –E fez sinal para ele sentar. Ela sentou-se logo em seguida e após respirar fundo criando coragem, simplesmente gesticulou e disse: –Não sei por onde começar.
-Comece pelo começo.
-É complicado, como eu já disse.
-Vanessa, é a respeito do que afinal?
-........ –O ambiente ficou silencioso e os olhos de Vanessa começaram a brilhar de forma perturbadora e depois de alguns segundos, algo desceu pela sua face. Era uma lágrima, grossa e dorida. Era a primeira de muitas que viriam mais tarde.
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Respondendo aos comentários:

Paula: Você não viu nada ainda KKKKKKK obg *o* espero que goste desse também, é todo seu (=

Lary: Amiga, você não viu nada ainda KKKKK Tu é CDF amiga rçrç sem problemas <3 Te digo a mesma coisa. Quando tu juntar lá nos teus, a gente conversa u,u

MyaH :Obrigado <3 Espero que goste desse tbem Xx

Alinne: MUITO LINDO ISSO, FICAR RINDO DA DESGRAÇA DOS OUTROS U.U KKKKKKKKKKKKK Tia Carla conquistando todo mundo <3 Quando o Chace chegar em L.A. a gente conversa sobre isso, abiga u,u

Anonimo: Postado KKKK Xx

Anonimo: ESTOY AQUI \O/ KKK ta postado u.u espero que goste Xx